Grande Hotel da Beira - O melhor de África!

Bolide

Banido
Durante 9 anos :sh) Depois veio a guerra....

O Grande Hotel da Beira esteve aberto entre 1952 e 1963. Fechou em consequência da Guerra Colonial e tornou-se um campo de refugiados. Actualmente é ocupado por cerca de 1000 pessoas.

Quando abriu foi chamado o orgulho de África, era o maior e mais requintado hotel do continente. Era um destino popular para os portugueses mais abastados e britânicos.

Os refugiados que lá se instalaram durante a guerra resistiram a todas as tentativas do governo os tirar de lá.

Um jornalista foi visitar o hotel em 2006. Segundo ele tudo foi retirado do hotel, incluindo o chão, azulejos e canalizações. A piscina serve agora como reservatório de água para lavar a roupa e o bar da piscina como urinol.

Mais imagens -> http://cidadedabeira.tripod.com/Fotos/GrandeHotel/ghotel.htm

Antes:

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Depois...

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Antes:

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Depois:

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Última edição:
O delírio de um Grande Hotel

Em 50 anos, a obra do arquitecto português Francisco de Castro passou de ponto de encontro da «beautiful people» da Beira, Moçambique, a casa dos desalojados da guerra. Sem o fausto de outros tempos, mais de 2000 pessoas (sobre)vivem hoje no Grande Hotel da Beira, 12 mil m2 ao abandono, sem água, onde a electricidade se resume a uma única lâmpada e os ratos são do tamanho de cães.


CONSTRUÍDO em 1954, o Grande Hotel e a sua magnífica piscina recebiam a fina-flor da Beira para festas, banquetes de casamento, conferências


Ana faz tranças à sua amiga Lorena no corredor do segundo andar do Grande Hotel da Beira. A mãe de Ana vigia-as enquanto prepara xima, uma farinha de mandioca, num fogão improvisado no chão. São três das mais de 2000 pessoas que dividem as divisões do outrora faustoso Grande Hotel, com ratos do tamanho de cães. Ali não há água nem luz. E onde já foi um magnífico jardim jazem agora os mais variados detritos que são atirados das varandas. Há um cheiro nauseabundo a urina no ar. E, no entanto, há quem ainda se recorde dos tempos em que se fazia uma «mise» no cabeleireiro à beira da piscina, depois de tomar um refresco ao balcão e de espreitar as modas na Boutique Lara. No tempo em que Moçambique era colónia, a Beira foi um porto de mar que, à pressa e sem planificação, se fez cidade. Uma cidade em cima de um pântano, vivendo da prestação de serviços à Federação das Rodésias e Niassalândia, e do Zimbabué depois.

Os beirenses, sempre em competição com os da capital, então Lourenço Marques (hoje Maputo), eram mais livres e mais ousados e isso reflecte-se numa arrojada arquitectura modernista que, mesmo arruinada, ainda desperta alguma curiosidade. Não há fotógrafo estrangeiro que não pare no Grande Hotel da Beira, nem jornalista que não o cite, ou documentário que não mostre, quase morbidamente, as imagens da decadência da obra do arquitecto português Francisco de Castro, inicialmente orçada em 35 mil contos (175 mil euros), mas que acabou por rondar os 90 mil (450 mil). Como refere o arquitecto José Manuel Fernandes: «Francisco de Castro acabou uma obra mastodôntica com 12 mil m2, que estava à deriva, sem projectos de pormenorização e sem acompanhamento, porque o arquitecto José Porto, que esteve no projecto-base, se tinha desligado do processo».

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Ora, porquê tanto interesse pelo edifício? O Grande Hotel da Beira, construído em 1954, simboliza várias histórias: a da política portuguesa nas províncias ultramarinas, a de um empresariado luso nem sempre cauteloso, a da guerra que assolou Moçambique depois da independência, a da pobreza e dos mil «engenhos» da miséria. A história de um delírio.

O Grande Hotel foi construído para ser um casino. Mas nunca chegou a sê-lo. «Havia casinos em Lourenço Marques, até depois da Segunda Guerra. Os caixas dos bancos, bem como os funcionários do Estado, não podiam entrar. A lei proibia. Eu era miúdo e gostava de ir ao Bello’s Casino, ao Casino Costa, na Baixa, porque havia sempre boas bandas de jazz a tocarem», conta o fotógrafo Ricardo Rangel. «A Beira sempre quis ter o ‘seu’ casino. Vivia com inveja de Lourenço Marques, nós éramos chamados ‘coca-colas’ porque esta bebida se vendia só na capital. Na Beira só mais tarde tiveram a ‘pepsi-cola’. A Joan Crawford chegou a estar lá, sendo mulher de um dos homens do Conselho de Administração».

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TRÊS ANDARES, grandes escadarias, discoteca, piscina.

O Grande Hotel foi desenhado com toda a majestade do nome. Uma arquitectura curvilínea - hoje invadida por arbustos num quadro surrealista -, três andares, grandes escadarias, largos corredores, enorme discoteca com ar condicionado, requintados salões de restaurante, mobiliário em madeira, candelabros de cristal, quartos pequenos. E eram apenas 122, segundo o anúncio no Anuário do Turismo de Ultramar (1959-60).

Salazar não gostava de casinos. O Entreposto, da Companhia de Moçambique, aparentemente ainda hoje proprietária do Grande Hotel - porque nunca foi nacionalizado - não conseguiu ter o alvará. A isso não terá sido alheia a intervenção do então bispo da Beira, Dom Sebastião Soares de Resende: conhecido como o bispo progressista da colónia de Moçambique, benzeu o edifício mas não gostou da ideia de um casino que teria «poluído» os brandos costumes da sua diocese.

A «beautiful people» da Beira, da então Rodésia (hoje Zimbabué), de todo Moçambique esteve na inauguração do Grande Hotel. Jorge Jardim (a maior figura de Moçambique dos tempos coloniais) e mulher; Brandão, o administrador do Entreposto; o bispo; jornalistas, advogados, arquitectos... A Beira era «a cidade do futuro», e, nas matinés de cinema, um pequeno «spot» publicitário teimava em recordá-lo.


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Mas o hotel não era rentável. E, sem os lucros de um casino, transformou-se num «elefante branco». «A Beira nunca teve um grande turismo. Chegavam apenas aqueles a que nós chamávamos ‘pés descalços’ da vizinha Rodésia, que iam para o parque de campismo. Traziam tudo com eles, como ainda hoje disso são acusados os sul-africanos. Era o ‘turismo da banana’. Nunca houve sinergia entre as reservas de caça e as estâncias turísticas do mar. Falta de visão», comenta Adelino Serra Pires, caçador e organizador de safaris da Safrique.

A decisão de construir o Grande Hotel continua a ser um dos grandes mistérios da arquitectura da Beira. O Anuário do Turismo do Ultramar publicitava os seus quartos, a discoteca, a piscina, etc. Banquetes, conferências, até casamentos - Patucha Jardim casou-se lá em 1971 - eram celebrados nos grandes salões do hotel. Ali acontecia toda a vida nocturna e glamorosa da Beira. «Lembro-me de irmos espreitar as pessoas que lá estavam. Voltávamos a ser crianças entrando através de um vidro partido - sempre fora a nossa porta de entrada para o Hotel - num mundo fantástico», recorda João Paulo Borges Coelho, beirense e escritor, que dedicou um conto ao Grande Hotel, «Casas de ferro» em Índicos Indícios

As festas continuaram até depois da Independência. «Simon Arch era o director do casino de Victoria Falls. Pediu-me para falar com o senhor Brandão, o número um da Companhia de Moçambique. Queria comprar ou alugar o Grande Hotel, com a condição de ter alvará de casino. Ainda consegui um lugar ao lado dele no avião para Portugal, mas não o convenci. Iam fechar e não voltariam atrás na decisão», conta Serra Pires.

MAIS DE 2000 pessoas dividem-se por 370 divisões. Não há água nem luz. A maioria espera uma indemnização para sair

A última festa foi a passagem de ano de 1980-81. Mas já na altura a cave estava dividida em celas para prisioneiros políticos. Ainda hoje existe na cave o posto de transformação da EDM, que dá energia à zona limítrofe. Por isso, no Grande Hotel existe uma só lâmpada, acesa 24 horas por dia.
Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique (morto há precisamente 20 anos), ainda tentou a reabilitação do «monstro».

Estava-se no início dos anos 80 e um primeiro levantamento foi feito por Carlos Ivo, arquitecto, e João Marcelino, engenheiro. Nada aconteceu. A meio da década, em 1985, foi feito novo levantamento porque o estado de degradação era total. Sugeriu-se a implosão. Nada aconteceu.

Enquanto a guerra devastava o país, alguns elementos das forças de Defesa e segurança começaram a ocupar o terceiro andar do Grande Hotel da Beira. Dali fizeram «casa». Depois, seguiu-se-lhes a população civil, e os quartos foram sendo sucessivamente ocupados, apesar de ainda hoje ostentarem o número em latão nas portas. O parquet que forrava o chão de todos os pisos, bem como os aros das portas e das janelas, começaram a ser utilizados como combustível. As portas do elevador foram arrancadas. Candeeiros, tapeçarias e o recheio mais precioso foram postos a salvo no palácio da Presidência da República, em Maputo (oficialmente ninguém ousa falar nisso). Hoje, aquilo que em tempos foi um magnífico jardim, cheira a urina e é onde caem todos os detritos atirados das varandas.

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Alfredo, o chefe do bloco central do Grande Hotel, arrisca: há 370 divisões habitadas e forma-se fila para lá morar. Há quem queira sair... mas não sabe para onde. Macauda tem 25 anos e mora no quarto 207 com Quita, a sua esposa de 22 anos, e as duas filhas, Maria e Rosa. Conheceram-se no Grande Hotel e lá se casaram vai para seis anos. Quando chegámos, Macauda, que é empregado numa loja de ferragens, estava a dar banho à filha mais nova no terraço do quarto, com um balde de água trazido de fora. O quarto serve também de sala de jantar e está cheio de mobília. A cozinha faz-se no corredor, com panela em cima do carvão. Quita fica por ali durante o dia a tomar conta das filhas - sabe de costura, mas não tem dinheiro para comprar uma máquina.

Alfredo, alfaiate, tem 28 anos e vive no Grande Hotel desde 1994 (também se casou ali e tem um filho). «O negócio está mau. O meu irmão deixou-me a máquina de costura. Ele conseguiu sair daqui, arranjou emprego em Maputo. Dizem que querem correr connosco, ofereceram um talhão. Mas com que dinheiro podemos construir uma casa? Querem transferir-nos mas a palavra transferência, quanto a nós, é uma astúcia». Como chefe do bloco central desde 2003, impõe como pode a limpeza nos corredores, faz de juiz de paz nos casos de contencioso, mantém reuniões com o secretário do bairro uma vez por mês. «Queremos ser indemnizados para sair daqui».
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Em 2004, a Associação Muçulmana da Beira ofereceu casas a 30 famílias no bairro da Chota. As pessoas alugaram-nas e voltaram ao Grande Hotel: é lá que têm as suas raízes.

A ideia de transformar um dos hotéis da Beira em casino foi assunto recorrente em vários artigos de jornais nos anos 90. Nunca chegou a acontecer. Provavelmente um casino não será prioridade numa cidade com elevado nível de pobreza, desprezada pelo poder central, com a mais alta prevalência de VIH em Moçambique, com uma taxa de desemprego alarmante, com níveis de investimento quase nulos, e, sobretudo, a sofrer a crise do vizinho Zimbabué... Em Dezembro do ano passado, os chineses assinaram um contrato com o Governo moçambicano para construir na Beira dois grandes hotéis e um casino, prédios de apartamentos e centros comerciais. A história de outro delírio.

Texto de Paola Rolletta, em Moçambique

http://216.239.59.104/search?q=cach...4+grande+hotel+beira&hl=pt&ct=clnk&cd=3&gl=pt
 
Última edição:
“Grande Hotel“ evoca a história trágica do espantoso edifício, emblema do passado e do presente da cidade da Beira.

Em Moçambique foi inaugurado em 1955 um hotel de luxo que aspirava a ser o maior de Àfrica. Construído na cidade da Beira destinava-se a promover o turismo em toda a região centro da colónia portuguesa, atraindo em particular os turistas da vizinha Rodésia. O projecto fracassou ao fim de poucos anos permanecendo na cidade um edifício gigantesco em betão que no período pós-independência acabou por ser ocupado por milhares de moçambicanos deslocados de guerra que ali encontraram abrigo.

O documentário “Grande Hotel“ evoca a história trágica do espantoso edifício, emblema do passado e do presente da cidade da Beira que por sinal celebra o seu centenário no a 20 de Agosto de 2007.
Tendo como fio condutor o hotel, o documentário acaba por ser um retrato da cidade da Beira, das diferentes vivências e culturas que nela coabitam.

Conheça o "Antes" e o "Depois" deste Hotel. Clique para ver os vídeos.

Participam no documentário, entre outros, o arquitecto Francisco de Castro, - que acompanhou os últimos anos da construção do hotel e que é co-autor da afamada estação de caminho de ferro da cidade - e Patucha Jardim, cujo casamento foi a maior festa do “Grande Hotel” da Beira.

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Domingo 19 de Agosto - 21:00

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Domingo 19 de Agosto - 14:15

http://tv.rtp.pt/EPG/tv/epg-janela.php?p_id=22715
 
ratos de tamanhode caes? entao ainda sao maiores que os de nova iorque!

realmente compreendo.vivem láhá dezenas de anos. quem é que os consegue tirar de lá?

mas ocuparam aquilo indevidamente. se nao fosse a guerra, reestruturadoainda poderia ter sido salvo...

infelizmente é mais uma história da qual nos iremos esquecer...
 
Se eles queriam a independência tudo bem...
Se se queriam manifestar sobre alguns símbolos de colonialismo, era compreensível...

...mas o que aconteceu foi, DEPOIS de terem conseguido a independência politica do território, DESTRUIRAM equipamentos sociais, vias de comunicação, infraestruturas importantíssimas para que conseguissem um rumo pós guerra...

De que lhes serviu a destruição???

O mesmo se passou com o Zaire:
Os ingleses tinham enormes quintas agriculas, nas quais trabalhavam os "nativos", estes revoltaram-se exigindo a independência e a saida forçada e violenta dos ingleses!

Assim que atingiram os objectivos a primeira coisa que fizeram foi DESTRUIR as quintas, incendiar as casas dos ingleses, destruir o equipamento industrial e agricula( tractores, alfaias etc..) que permitiria a manutenção das quintas, bem como DESTRUIRAM as próprias colheitas
...agora nem quintas nem casas nem equipamentos e passam FOME!!!

OS BURROS nem sequer aprenderam como tratar de uma quinta a partir do zero!!!

..agora no Zaire, armam-se em coitados oprimidos, e querem comida, dinheiro, e ajuda internacional......


Desculpem mas não tenho a menor pena desses povos!
Da minha parte não vai um cêntimo quer em géneros quer em monetário para esses territórios, e não movo um dedo para ajudar quem quer que seja que seja oriundo desse território...

Ficaram com tudo a funcionar e bem mantido!!
Se destruiram estupidamente o que mais tarde viriam a precisar, a culpa foi inteiramente deles, e como tal Portugal, não tem a menor obrigação para com eles...

Por via de documentários pude constatar que nas ex colónias, enquanto territórios Portugueses, o nivel de vida, de luxo, e qualidade de vida era DE LONGE superiores ás que se encontravam no território Português europeu..

Ficou lá tudo!
Destruiram, paciência, que usem a sua "capacidade intelectual", a sua independência, e os seus recursos naturais e humanos para reconstruir o que de antes era uma terra civilizada..
 
Se eles queriam a independência tudo bem...
Se se queriam manifestar sobre alguns símbolos de colonialismo, era compreensível...

...mas o que aconteceu foi, DEPOIS de terem conseguido a independência politica do território, DESTRUIRAM equipamentos sociais, vias de comunicação, infraestruturas importantíssimas para que conseguissem um rumo pós guerra...

De que lhes serviu a destruição???

O mesmo se passou com o Zaire:
Os ingleses tinham enormes quintas agriculas, nas quais trabalhavam os "nativos", estes revoltaram-se exigindo a independência e a saida forçada e violenta dos ingleses!

Assim que atingiram os objectivos a primeira coisa que fizeram foi DESTRUIR as quintas, incendiar as casas dos ingleses, destruir o equipamento industrial e agricula( tractores, alfaias etc..) que permitiria a manutenção das quintas, bem como DESTRUIRAM as próprias colheitas
...agora nem quintas nem casas nem equipamentos e passam FOME!!!

OS BURROS nem sequer aprenderam como tratar de uma quinta a partir do zero!!!

..agora no Zaire, armam-se em coitados oprimidos, e querem comida, dinheiro, e ajuda internacional......


Desculpem mas não tenho a menor pena desses povos!
Da minha parte não vai um cêntimo quer em géneros quer em monetário para esses territórios, e não movo um dedo para ajudar quem quer que seja que seja oriundo desse território...

Ficaram com tudo a funcionar e bem mantido!!
Se destruiram estupidamente o que mais tarde viriam a precisar, a culpa foi inteiramente deles, e como tal Portugal, não tem a menor obrigação para com eles...

Por via de documentários pude constatar que nas ex colónias, enquanto territórios Portugueses, o nivel de vida, de luxo, e qualidade de vida era DE LONGE superiores ás que se encontravam no território Português europeu..

Ficou lá tudo!
Destruiram, paciência, que usem a sua "capacidade intelectual", a sua independência, e os seus recursos naturais e humanos para reconstruir o que de antes era uma terra civilizada..

Será que querias dizer Zimbawue ??
Pais que ficou independente do imperio ingles, e conseguiram governar o pais com os ingleses que residiam, sem entrarem em guerra civil, o que devia ter acontecido com Angola e Moçambique. Mas apareceu o Mugabe e expulsou os fazendeiros ingleses e esta a levar a ruina o Zimbawue.

O Zaire, do regime do Mobutu, aquele que deixou apodrecer um boeing no aeroporto da Portela, era uma colonia belga ou frances, salvo erro. Mas agora o Zaire è Republica Democratica do Congo e o aviao ja foi à sucata. :)
 
Se eles queriam a independência tudo bem...
Se se queriam manifestar sobre alguns símbolos de colonialismo, era compreensível...

...mas o que aconteceu foi, DEPOIS de terem conseguido a independência politica do território, DESTRUIRAM equipamentos sociais, vias de comunicação, infraestruturas importantíssimas para que conseguissem um rumo pós guerra...

De que lhes serviu a destruição???

O mesmo se passou com o Zaire:
Os ingleses tinham enormes quintas agriculas, nas quais trabalhavam os "nativos", estes revoltaram-se exigindo a independência e a saida forçada e violenta dos ingleses!

Assim que atingiram os objectivos a primeira coisa que fizeram foi DESTRUIR as quintas, incendiar as casas dos ingleses, destruir o equipamento industrial e agricula( tractores, alfaias etc..) que permitiria a manutenção das quintas, bem como DESTRUIRAM as próprias colheitas
...agora nem quintas nem casas nem equipamentos e passam FOME!!!

OS BURROS nem sequer aprenderam como tratar de uma quinta a partir do zero!!!

..agora no Zaire, armam-se em coitados oprimidos, e querem comida, dinheiro, e ajuda internacional......


Desculpem mas não tenho a menor pena desses povos!
Da minha parte não vai um cêntimo quer em géneros quer em monetário para esses territórios, e não movo um dedo para ajudar quem quer que seja que seja oriundo desse território...

Ficaram com tudo a funcionar e bem mantido!!
Se destruiram estupidamente o que mais tarde viriam a precisar, a culpa foi inteiramente deles, e como tal Portugal, não tem a menor obrigação para com eles...

Por via de documentários pude constatar que nas ex colónias, enquanto territórios Portugueses, o nivel de vida, de luxo, e qualidade de vida era DE LONGE superiores ás que se encontravam no território Português europeu..

Ficou lá tudo!
Destruiram, paciência, que usem a sua "capacidade intelectual", a sua independência, e os seus recursos naturais e humanos para reconstruir o que de antes era uma terra civilizada..

É mesmo isso... Destruíram tudo o que lhes podia ter ajudado a recuperar das guerras... agora não têm nada...
 
Apesar de tudo, hoje em dia ainda há algumas grandes empresas portuguesas a ganhar rios de dinheiro em Angola.

E aquilo, tirando pequeníssimos nichos, continua uma miséria franciscana...
 
Não exageremos, Portugal aproveitou muito mal as colónias...

Antes destas tiradas caro Bolide, aconselho-o vivamente a conviver e a colher relatos com pessoas que tenham vivido nas ex-colonias.

A ideia da exploração pura a e simples é completamente errada.

A ex-colonias eram e foram nas décadas de 50, 60 e inicio de 70, bastante cosmopolitas, podia-se encontrar lá uma abertura e evolução espiritual e intelectual que não era visível na metrópole (muito por culpa do espartilho do estado novo).
Um exemplo que pode parecer pequeno, mas que revela muito, nas colónias bebia-se por exemplo Coca Cola e Pepsi Cola num café ou esplanada.
Na metrópole iam ás escondidas beber a a Badajoz e trazer garrafas escondidas.

A facilidade com a classe média enviava alguns dos seus filhos estudar em colégios na Africa do Sul e Rodésia, trazia uma abertura de horizontes.
Na metrópole emigrava-se, ou como alguns exilavam-se a comer croissants em Paris.

O nível de vida dos chamados colonos e locais, era muito mais evoluida que na metrópole.

A ex Colonias de Portugal, cairam e entraram em convulsão porque os interesses na zona assim o obrigaram, Congo Belga, Togo, Ruanda, Tanzania, Namibia, Camarões, Zimbabwe, etc, etc, já haviam "mudado de mão".
Se a isso aliarmos os interesses pelos recursos naturais com especial enfoque no Petroleo e Diamantes, então percebe-se que Cuba, URSS, França e EUA tenham encontrado um terreno muito fertil para o que sucedeu em Angola e Moçambique.

Basta ver que a luta pelo poder e pelos interesses monetários, prolongou-se muito após os Negócio de Alvor celebrados por "D. Marius I".

Actualmente muita da pobreza e subdesenvolvimento só se pode atribuir a quem após 1975 tomou de assalto o poder, e deixou que as estruturas e os elementos válidos fossem escorraçados e eliminados.

O exemplo do que aconteceu ao Grande Hotel é só talvez o mais visível.

Estruturas criadas pelo estado no desenvolvimento de Angola e Moçambique !?
Sim posso falar, alguém que foi militar de carreira na Arma de Engª percorreu durante toda a decada de 60 as picadas africanas, abriu estradas e construiu escolas, onde muitos hoje em dia tentam novamente erguer o que ele e outros camaradas de armas já haviam feito, e que o tabuleiro de interesses destruiu posteriormente.

Por isso antes de andarem a chamar nomes a quem criou e desenvolveu as ex-colonias, assestem primeiro a mira a Fulanos como José Eduardo dos Santos e outros ... por exemplo.

Isto sem querer falar de D. Marius I

Só a titulo de exemplo aconselho a leitura :

A Baía do Tigres


Post Scriptum (para que não haja confusões com ps)- para que conste, não sou um dos chamados "retornados" nem a minha familia se enquadra nesse ambito, mas Portugal e os responsáveis pela descolonização, estão impunes, isso e criminosos como José Eduardo dos Santos.(convem ler esta noticia)
 
aproveitou mal no sentido de exploração... no entanto antes do 25 de Abril as colónias eram bem mais evoluídas que Portugal.
Só faltam as típicas fotos da baía de Luanda e dizer que Angola era o paraíso.

Pena que o país fosse um bocadinho para além da baía e dos negócios dos portugueses aqui e ali.
 
Só faltam as típicas fotos da baía de Luanda e dizer que Angola era o paraíso.

Pena que o país fosse um bocadinho para além da baía e dos negócios dos portugueses aqui e ali.

não precisa de ser de luanda... mas quando o desconhecimento é total, mandam-se postas destas.

É que na altura todas as zonas habitadas por portugueses tinham pelo menos esgotos e agua canalizada. Coisa que em 74 em Portugal não havia em grande parte do país. (que é mais que Lisboa e Porto já agora).

São pequenas coisas que fazem com que quem veio para cá fugido da guerra, pensasse que tinha chegado ao 3º mundo. Irónico, não?
 
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