Objectores de consciência na questão do aborto! Serão admissíveis?

Objectores de consciência na questão do aborto! Serão admissíveis?

  • Sim, perfeitamente de acordo com a objecção de consciência

    Votos: 58 55,8%
  • Sim, relativamente de acordo com a objecção de consciência

    Votos: 5 4,8%
  • Sim, de acordo

    Votos: 4 3,8%
  • Não me parece muito bem a objecção de consciência nestas situações

    Votos: 4 3,8%
  • Não estou nada de acordo com a objecção de consciência

    Votos: 2 1,9%
  • Não devia haver, sequer, objecção de consciência nesta matéria

    Votos: 3 2,9%
  • Os médicos têm de fazer aquilo para que são pagos, desde que legal

    Votos: 25 24,0%
  • Não tenho opinião

    Votos: 3 2,9%

  • Total de eleitores
    104
  • Sondagem encerrada .
Para os mais distraídos/esquecidos/novatos: quando isto acontece, deixa-se o produto em água morna.

Não sei se estão a perceber.

Depois, quando o turbilhão assentar, volta-se a aquecer.

Nota: Não, não me enganei no tópico. Este post não era mesmo destinado ao de culinário aqui ao lado [:D]
 
Quanto à resposta ao tópico... isto é uma vergonha! [:D] Se discutido com uma boa dose de retórica até conseguimos fazer um aborto ao próprio aborto! Quem não tem cão caça com gato! É o mesmo que dizer que quem não ganha eleições passa ao plano B. O aborto não é um acto médico? Para mim quem fosse objector de consciência tinha que fazer uma declaração e nunca mais na sua vida podia deixar de ser. Se alguém fosse apanhado a fazer um aborto 10 anos mais tarde numa clinica privada devia perder a carteira profissional. Isto é um problema única e exclusivamente cultural... Há coisas bem piores e não se fazem objecções de consciência!
 
Quanto à resposta ao tópico... isto é uma vergonha! [:D] Se discutido com uma boa dose de retórica até conseguimos fazer um aborto ao próprio aborto! Quem não tem cão caça com gato! É o mesmo que dizer que quem não ganha eleições passa ao plano B. O aborto não é um acto médico? Para mim quem fosse objector de consciência tinha que fazer uma declaração e nunca mais na sua vida podia deixar de ser. Se alguém fosse apanhado a fazer um aborto 10 anos mais tarde numa clinica privada devia perder a carteira profissional. Isto é um problema única e exclusivamente cultural... Há coisas bem piores e não se fazem objecções de consciência!
Ora aí é que está o busilis da questão...

Fazer bandeira desta questão da objecção de consciência para limitar os direitos legais dos outros e superiorizando este direito é que me parece, inequivocamente, de uma desonestidade intelectual sem precedentes! Mas é assim este povo...

Para mim é claro como a água, é objector de consciência? OK, é de respeitar, mas terá de ser transferido para onde essa objecção de consciência não limite um direito legal. Não perceber isto é não perceber os fundamentos da Democracia, aceitando impor os direitos de uns (classes mais corporativas/"fortes") aos direitos do cidadão particular. Triste, muito triste...[s)]
 
Então mas se o direito legal de ser objector de consciência existe, porque é que um médico vai ser transferido apenas porque é um objector ? Isso também não me parece lá muito democrático.

A mulher desloca-se. Onde está a dificuldade ? Ou uma mulher que pretenda abortar é mais importante do que qualquer outro paciente deste país ? Nem mais nem menos. É igual. O que acontece a alguém que não tem vaga num hospital perto de casa para uma cirurgia ? Ou tenta procurar noutro hospital ou sujeita-se à espera.
 
A objecção de consciência não tem cabimento.

Mas infelizmente é um direito. Algo descabido nos dias que correm.

Uma vez que a IVG é legal, e uma vez que um médico é um empregado do Estado, só devia fazer aquilo que a sua entidade patronal ordena, ponto.
 
A objecção de consciência não tem cabimento.

Mas infelizmente é um direito. Algo descabido nos dias que correm.

Uma vez que a IVG é legal, e uma vez que um médico é um empregado do Estado, só devia fazer aquilo que a sua entidade patronal ordena, ponto.

não uses a questão legal porque a objecção de consciência é perfeitamente legal. Ou para ti umas leis são para respeitar e outras não?
 
não uses a questão legal porque a objecção de consciência é perfeitamente legal. Ou para ti umas leis são para respeitar e outras não?

E eu disse que nao era legal ?!

Mas infelizmente é um direito

Foi isto que eu disse. Naturalmente um direito é algo que é consagrado por lei !
Só disse é que a objecção de consciência é algo que nos dias que correm nao faz muito sentido.

Principalmente quando essa objecção de consciência serve como meio de atracção de "clientes" para serviços privados...
 
E eu disse que nao era legal ?!



Foi isto que eu disse. Naturalmente um direito é algo que é consagrado por lei !
Só disse é que a objecção de consciência é algo que nos dias que correm nao faz muito sentido.

Principalmente quando essa objecção de consciência serve como meio de atracção de "clientes" para serviços privados...

mesmo sabendo que cada médico objector de consciência tem de passar uma declaração em como o é, contínuas com esse argumento? O que chamar a isso se não demagogia barata, e ainda por cima, falsa?
 
Fica ainda pior depois do que ele disse mais acima...

Para os mais distraídos/esquecidos/novatos: quando isto acontece, deixa-se o produto em água morna.

Não sei se estão a perceber.

Depois, quando o turbilhão assentar, volta-se a aquecer.

Nota: Não, não me enganei no tópico. Este post não era mesmo destinado ao de culinário aqui ao lado [:D]
André, fala por ti... [:p]

Meus caros, a ver se a gente consegue passar a mensagem uns aos outros, entre o direito de um médico (que é um servidor público, um prestador de serviço pago por todos nós) e uma grávida que, seja qual for a razão, tem necessidade de praticar o aborto, sendo, nesse caso, um utente dos SNS, digam-me lá qual a relação direito / dever que deve prevalecer? Deve o médico sobrepor-se no exercício e fruição do seu direito à sua obrigação de prestar um serviço público e, ainda, de sobrepor o seu direito ao da grávida que pretende abortar? Será a grávida que tem de andar de um lado para o outro à procura de um local onde, supostamente, existirão médicos suficientes para lhe prestar o serviço público a que ela, por Lei, tem direito (arriscando-se a deambular de hospital em hospital nessa demanda...) ou serão os serviços hospitalares que têm o dever de assegurar que toda e qualquer situação, prevista na lei, evidentemente, tem a atenção adequada no respectivo estabelecimento?

Será admissível nós, cada um de nós, precisar de um serviço público e ter de andar de repartição em repartição à procura dos funcionários que não se oponham a trabalhar e a fazer aquilo para que o Estado lhes paga, ou terão essas repartições de ter um leque de funcionários suficiente para isso?

Objecção de consciência? Imaginem se, por exemplo, os funcionários dos tribunais começassem a alegar objecção de consciência quando se lhes depara a necessidade de fazerem arrestos, penhoras, ou outras diligências semelhantes e, por causa disso, provocam verdadeiras tragédias, por exemplo, às famílias atingidas... Já viram alguma coisa destas? Eu já...

Pessoal, o dever público não tem 1ª e 2ª classe. O dever público é uma obrigação geral e abstracta, aplicável a todos os servidores públicos. Há excepções? Pois há, mas é por causa delas que já aqui li milhares de linhas contra privilégios diversos, um dos últimos o subsídio de renda de casa dos juízes, que, segundo consta, seria de €700.

Quem paga e precisa de serviços públicos deve apenas deslocar-se aos locais públicos onde, sem paleios, deve estar assegurado o serviço necessário. O resto é conversa!
 
André, fala por ti... [:p]

Meus caros, a ver se a gente consegue passar a mensagem uns aos outros, entre o direito de um médico (que é um servidor público, um prestador de serviço pago por todos nós) e uma grávida que, seja qual for a razão, tem necessidade de praticar o aborto, sendo, nesse caso, um utente dos SNS, digam-me lá qual a relação direito / dever que deve prevalecer? Deve o médico sobrepor-se no exercício e fruição do seu direito à sua obrigação de prestar um serviço público e, ainda, de sobrepor o seu direito ao da grávida que pretende abortar? Será a grávida que tem de andar de um lado para o outro à procura de um local onde, supostamente, existirão médicos suficientes para lhe prestar o serviço público a que ela, por Lei, tem direito (arriscando-se a deambular de hospital em hospital nessa demanda...) ou serão os serviços hospitalares que têm o dever de assegurar que toda e qualquer situação, prevista na lei, evidentemente, tem a atenção adequada no respectivo estabelecimento?

Será admissível nós, cada um de nós, precisar de um serviço público e ter de andar de repartição em repartição à procura dos funcionários que não se oponham a trabalhar e a fazer aquilo para que o Estado lhes paga, ou terão essas repartições de ter um leque de funcionários suficiente para isso?

Objecção de consciência? Imaginem se, por exemplo, os funcionários dos tribunais começassem a alegar objecção de consciência quando se lhes depara a necessidade de fazerem arrestos, penhoras, ou outras diligências semelhantes e, por causa disso, provocam verdadeiras tragédias, por exemplo, às famílias atingidas... Já viram alguma coisa destas? Eu já...

Pessoal, o dever público não tem 1ª e 2ª classe. O dever público é uma obrigação geral e abstracta, aplicável a todos os servidores públicos. Há excepções? Pois há, mas é por causa delas que já aqui li milhares de linhas contra privilégios diversos, um dos últimos o subsídio de renda de casa dos juízes, que, segundo consta, seria de €700.

Quem paga e precisa de serviços públicos deve apenas deslocar-se aos locais públicos onde, sem paleios, deve estar assegurado o serviço necessário. O resto é conversa!

Só podes estar a gozar comigo não? Já te disse e volto a repetir, o aborto vai contra o juramento que os médicos fizeram, não é a lei que vai alterar isso, e embora seja a favor do aborto, entendo perfeitamente quem se recusa a fazê-lo, se fosse eu o médico, não sei o que faria. Por linhas tortas, acabas sempre ao mesmo resultado, que os médicos só têm direito à objecção de consciência desde que não incomode ninguém, isso é que, desculpa que te diga, não tem nada, mas mesmo NADA de democrático.

Neste momento, estão repertoriados os médicos que fazem e que não fazem, não cabe à grávida ir passear à procura, mas sim aos serviços dos hospitais de as direcionarem para os locais onde haja condições.

E acaba com as comparações malucas SFF, não nos tomes por parvos, fazer um aborto, não é nem pode ser comparado a algo como uma penhora. Se queres falar dos juizes, este não é p local, e cada vez mais me convenço que a tua vendetta está muito pouco relacionada com o aborto.

Mas queres ler uma coisa caricata? As medidas do nosso querido governo, fizeram com que eu ficasse sem médico de família, e na prática, fui "expulso" do centro de saúde da minha residência. Agora cabe a mim ir procurar a outra freguesia, fazer um requerimento a um médico à minha escolha, e esperar que ele aceite ou não, mais um doente.

Há muitas coisas a criticar no SNS, muita coisa a criticar a este governo específico, muita coisa a criticar à burocracia do SNS e da segurança social, mais ainda à falta de profissionalismo de alguns médicos, mas a objecção de consciência não é uma dessas coisas.

Se estás contra os grupos corporativistas, escolhe melhor as tuas batalhas, tens muito material para isso.
 
Mas tu endoideceste?

Queres comparar a objecção de consciência a um subsídio de renda de casa dos juízes?????????????

Ou a penhoras???

E continuas com essa de que a objecção é uma acção coorporativa?

Não tens todo e qualquer bom senso, não vale a pena.

Esquece, mesmo. Faz-te esse favor.

E, para a próxima, poupa-nos a dissimulação de andares a dizer que concordas com o direito à objecção de consciência, como já o disseste, só porque fica bem dizê-lo.

Fazer aquilo para que o Estado lhes paga?

Mas tu pensas que os profissionais de saúde -médicos, enfermeiros, auxiliares- brincam aos papéis todo dia, por trás da bela secretária e que não enfretam problemas muito mais complexos de ordem ética do que um buracrata?

Que nível de inconsciência atroz.

E depois diz-se humanista e defensor das liberdades.

Antes de vires dizer que não é democrático, vai mas é aprender o que é democracia, 'tá bem? E já agora liberdade de consciência.

Que raio de sovietismo bacoco.
 
A expressão "por exemplo" diz-vos alguma coisa?...

A situação das penhoras serviu, apenas, para vos demonstrar que se a objecção de consciência começar a ser evocada por tudo e por nada chegará a isso! Perceberam agora?...
 
A expressão "por exemplo" diz-vos alguma coisa?...

A situação das penhoras serviu, apenas, para vos demonstrar que se a objecção de consciência começar a ser evocada por tudo e por nada chegará a isso! Perceberam agora?...

Percebemos que acabaram os argumentos e estás a entrar nos extremos.
 
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