Em relação ao caso dessa criança, embora seja totalmente off-topic, tenho a dizer que, por aquilo que vi na comunicação social e por aquilo que conheço do colégio, concordo a 200% com a atitude da direcção. Convém lembrar que se trata de um colégio privado e, por isso, tem todo o direito a seleccionar os alunos que admite. A certa altura aquilo já me parecia mais birra da mãe da criança do que outra coisa qualquer.
Em relação aos ricos e pobres, isso não assim tão linear quanto isso. Eu, apesar de não ser pobre, também não era de rico e, no entanto, acabei por entrar lá facilmente. Da mesma maneira, vários outros colegas meus o fizeram. Agora não sei muito bem como está aquilo e parece-me que as coisas estão um bocado mais elitistas mas, no meu tempo, havia de tudo. Se o aluno fosse bom de pouco interessava se tinha ou não muito dinheiro. Não sendo nada de especial, ou até fraco, aí realmente já só os mais abastados se safavam.
Quanto às constituições de turmas, sejam elas do público ou do privado, há vários factores a ter em conta e acho que não será muito difícil de perceber (presumo que tenhas presente os teus dias de estudante) que colocar indiscriminadamente um bom aluno numa turma de arruaceiros é a melhor forma de o estragar. Daí que se tente fazer turmas minimamente equilibradas.
De qualquer maneira, não se pense que os resultados académicos são o único factor de selecção para a contituição das turmas. São apenas um entre os vários.
E, quanto aos pobres cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, não tenhas grandes ilusões. Quer queiramos, quer não, os ricos partem sempre em vantagem. Quanto mais não seja, porque "apenas" precisam de fazer o esforço necessário para se manterem ricos, enquanto que o pobre precisa de fazer um esforço para enriquecer e mais esforço para manter o nível que consegue atingir. Para os mais socialistas pode parecer um bocado injusto, mas é a vida, e ainda não vi nenhum sistema político/económico em que isso não fosse assim.