Reino Unido: Fosso entre ricos e pobres é o maior em 40 anos...

O Estado de modo algum é neutro: o estado é poder e alia-se por interesse a quem o pode auxiliar na manutenção do poder. Não é por acaso que a legislação de origem estatal, vinda pelo topo governativo das sociedades e não obtida por consensos e compromissos alargados com a sociedade, resvala usualmente para a defesa de posições de pequenos nichos e privilégios não só injustificados como contraproducentes.

A generalidade dos preceitos humanos ligados ao bem comum necessita sobretudo de bom senso, de extirpação do egoísmo exarcebado tão característico ao capitalismo.

Inicialmente bastaria a tomada de consciência que certos posicionamentos instrumentalizadores induzem perniciosamente no sistema social, para suscitar a necessidade real de mudança, de desvio da actual rota que se agudiza em nome não se sabe bem do quê. Objective-se a maximização do bem comum, sem ser por simples manifesto de intenções, e ver-se-á o quanto há de possível para poder fazer desde já.

Mas o entorse a tais disposições é por demais velho, ainda que dissimulado e apenas reconhecido por alguns ainda que hipócrita e somente como secundário... É o problema do poder associado à ordem capitalista de perspectivar a realidade: «capital é poder!»...

Actualmente como vemos pelas derivas plutocráticas, trata-se mesmo do primeiro poder...

Na realidade vivemos numa estrutura sócio-económica não muito afastada da lei da selva...

Esta resposta numa aula de Religião e Moral levava nota máxima...
 
Não diria Religião e Moral mas Talvez um pouco de Ética e Moral abrissem algumas brechas nos apologistas da ciência dos números.

Ou isso.... religião e moral, ética e moral... enfim, é tudo especialidades do Zen.

Estaremos a ter uma discussão entre homens de letras e indivíduos numéricos?

Essa mania de vitimização das pessoas transformadas em numeros não é de todo inocente nem original!!

Já cá tinha deixado um texto interessante sobre o papel dos intelectuais e a razão para que estes menosprezem os "mais técnicos".

segue mais um "copy-paste" para relembrar, vale a pena ser lido na íntegra!:

Os intelectuais e o socialismo: Visto de um País Post-Comunista situado numa Europa Predominantemente Post-Democrática.

1. Parto do princípio que esta audiência conhece o levemente provocativo (porque generalizador sem piedade) mas muito poderoso e importante artigo com 56 anos de idade “ Os Intelectuais e o Socialismo “. Esta audiência também sabe certamente que o referido artigo foi escrito por F. von Hayek, e que foi publicado na confusa era pró-socialista que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, quando a crença nos benefícios da engenharia social e planeamento económico, e a descrença na liberdade do mercado estavam no seu apogeu.

Penso que muitos de nós se lembrarão da definição que Hayek fez de um intelectual (hoje em dia diríamos até intelectual público), como sendo os “negociantes de ideias em segunda mão”, que tem orgulho em não “possuir nenhum conhecimento especializado em particular”, que não tem “responsabilidade directa em assuntos de carácter prático”, e que não precisam mesmo de ser “particularmente inteligentes”, para executarem a sua “missão”. Hayek sustentou que essas pessoas se satisfazem com “serem intermediários no espalhar das ideias” dos pensadores originais para as pessoas comuns, que eles acham não serem seus iguais.

Hayek estava ciente - há mais de meio século atrás, o que significa antes da prevalência dos meios de comunicação electrónicos - do enorme poder dos intelectuais em moldar a opinião publica, e avisou-nos que “será apenas uma questão de tempo até que as opiniões dos intelectuais, se tornem uma força de governo na política”. Isto é tão válido hoje como no dia em que ele escreveu.

A questão é de saber quais são as ideias que são mais favorecidas pela escolha dos intelectuais. A questão é de saber se os intelectuais são neutros na escolha das ideias com que tem de lidar. Hayek argumentou que não são. Os intelectuais não se interessam nem tratam de espalhar todas as ideias. Têm muito claras, e de algum modo muito compreensíveis preferências em relação a algumas ideias. Preferem ideias que lhes dão empregos e dinheiro e que melhoram o seu poder e prestígio.

Desse modo procuram ideias com características específicas. Procuram ideias que ampliam o papel do estado porque é o estado o seu maior empregador, padrinho ou dador. E isto não é tudo. Segundo Hayek “o poder das ideias cresce em proporção da sua generalização, abstracção e mesmo carácter vago”.

Daí que não seja surpreendente que os intelectuais estejam prioritariamente interessados em ideias abstractas e não em ideias directamente implementáveis. Também é nesse modo de pensar que eles apresentam vantagens comparativas. Não são bons nos detalhes. Não tem a ambição de resolver um problema. Não estão interessados em lidar com os assuntos de todos os dias de um cidadão normal. Hayek disse-o claramente: “o intelectual pela sua disposição não está interessado em detalhes técnicos ou dificuldades praticas”. Está interessado em visões ou utopias e porque “o pensamento socialista deve o seu atractivo ao seu carácter visionário” (e eu acrescentaria falta de realismo e natureza utópica), o intelectual tende a tornar-se um socialista.

De um modo semelhante Raymond Aron no seu famoso ensaio “ O Ópio dos Intelectuais”, analisou a bem conhecida diferença entre a maneira de pensar revolucionária e reformista, mas também - e isto é mais relevante neste contexto - a diferença entre “prosaico” e “poético”. Enquanto “ao modo de pensar prosaico lhe falta a grandeza da utopia” (Roger Kimball), a visão socialista é - nas palavras de Aron - baseada “na poesia do desconhecido, do futuro, do absoluto”. Tal como eu o entendo é este o mundo dos intelectuais. Alguns de nós gostariam de acrescentar que “a poesia do absoluto é uma poesia inumana”.

2. Como eu disse antes, o que os intelectuais querem é fazer crescer o seu prestígio e poder. Quando nós nos países comunistas encontrámos as ideias de Hayek ou Aron, nunca tivemos problemas de entender a sua importância. Deram-nos a muito necessitada explicação da peculiar proeminência dos intelectuais na nossa própria sociedade nesse tempo. Claro que os nossos intelectuais não gostavam de ouvir isso, e não queriam reconhecê-lo porquanto a sua peculiar proeminência coexistia com a debilitante ausência de liberdade intelectual, que os intelectuais muito valorizam. Esse não era todavia o único argumento. Os políticos comunistas precisavam dos seus companheiros de caminho intelectuais. Precisavam dos seu “baralhar de ideias” do seu “formar a opinião pública”, da sua apologia de um regime inumano, irracional e ineficiente. Precisavam da sua habilidade de fornecer ideias gerais, abstractas e utópicas. Precisavam especialmente da sua aceitação em lidar com futuros hipotéticos, em vez da crítica à realidade muito menos cor de rosa.

Os intelectuais desse tempo, e já nem me refiro aos anos do terror de Estaline, não eram felizes. Estavam profundamente desapontados com o seu próprio bem estar económico. Estavam frustrados pelas inúmeras dificuldades que tinham de enfrentar e de seguir. Todavia a sua posição na sociedade comunista era relativamente elevada e, paradoxalmente, muito prestigiada (tenho em mente claramente a sua posição relativa). Os dirigentes comunistas, no seu modo arbitrário e voluntarista de lidar com as pessoas, usavam e desusavam os intelectuais como queriam. Isto pôs os intelectuais numa posição periclitante. Não eram valorizados (ou avaliados) pela mão invisível do mercado, mas pela muito visível mão dos dirigentes da sociedade. Para minha muita pena muitos intelectuais não foram capazes (ou não quiseram) entender as implicações perigosas deste arranjo.

Como resultado disto tudo, e uma vez mais isto nem foi surpresa para mim, quando o comunismo caiu, na nossa sociedade subitamente livre, quando quase todos , ou todos, os empecilhos ruíram do dia para a noite, o primeiro grupo de frustrados e abertamente protestatários foi o dos intelectuais – “jornalistas, professores, publicistas, comentadores de rádio, escritores de ficção, e artistas” (parafraseando Hayek). Estavam a protestar contra as desagradáveis dificuldades criadas pelo mercado. Descobriram muito rapidamente que as sociedades livres (e os mercados livres), podiam não precisar tanto dos seus serviços como no passado. Perceberam especialmente que a sua avaliação pelas forças impessoais da oferta e da procura, podiam ser mais desfavoráveis não só do que a sua própria auto-avaliação, (e Robert Nozick tem razão quando afirma que “os intelectuais se acham as pessoas de maior valor”), mas ainda mais desfavoráveis do que a dos políticos e burocratas do regime anterior. Tornaram-se assim os primeiros críticos visíveis e barulhentos da nossa nova sociedade livre com que andávamos a sonhar há décadas.

Na sua crítica elitista do mercado, das pouco “humanas” leis da oferta, da procura, e dos preços, que são o fruto da deliberação explícita de ninguém, eles tiveram - tenho que admitir - um sucesso relativo. Devia esclarecer que - especialmente ao princípio, mas julgo que não mudou muito agora – se tornaram mais críticos da economia de mercado (e da falta de distribuição a seu favor), do que o resto da sociedade porque - para grande surpresa deles - o nível de vida das pessoas comuns subiu, pelo menos relativamente, mais do que o deles próprios. Schumpeter tinha razão quando já em 1942 no seu livro “Capitalismo, Socialismo e Democracia”, escreveu o aforismo hoje bem conhecido que “as conquistas do capitalismo não dão apenas mais meias de seda às rainhas, mas tornam-nas acessíveis às empregadas das fábricas, em retorno de um esforço cada vez menor”. Esta simples verdade é algo que os intelectuais não tem aceite.

Nós, os que estamos hoje aqui, sabemos que o mercado livre não recompensa “nem os melhores nem os mais inteligentes” ( John K. Williams), mas aqueles que - de qualquer maneira ou forma - satisfazem os gostos e preferências de outros. Concordamos com Hayek que “ninguém pode saber, sem ser através do mercado, qual o contributo de cada individuo para o produto final”. E sabemos que o sistema de mercado livre não recompensa aqueles que - nos seu próprio entender - são os mais meritórios. E porque os intelectuais se julgam a si próprios muito alto, desdenham o mercado. Os mercados avaliam-nos de um modo diferente do dos seus próprios olhos, e ainda por cima, funciona bem sem a sua supervisão. Como resultado disto os intelectuais suspeitam dos mercados livres e preferem receber do estado. Esta é mais uma razão porque estão a favor do socialismo.
Estes argumentos não são novos, mas a nossa experiência no seguimento da chamada Revolução de Veludo, foi a esse respeito mais do que instrutiva. O que aconteceu na realidade foi mais aquilo que vem nos livros, do que aquilo que esperávamos.

3. Na primeira década do século XXI não nos deveríamos concentrar exclusivamente no socialismo. Há um velho ditado que diz que não devemos lutar contra batalhas antigas que já acabaram. Acho este ponto importante embora eu não queira dizer que o socialismo está definitivamente acabado. Há pelo menos dois argumentos que nos justificam olhar para outras ideologias. O primeiro é a diferença entre a versão dura e versão macia do socialismo, e o segundo a emergência de novos “ismos” baseados em versões iliberais ou antiliberais.

No que respeita ao primeiro problema podemos provavelmente afirmar com confiança que a versão dura do socialismo, - o comunismo - acabou. Foi uma grande vitória para nós, mas essa vitória não nos devia desmotivar porque a queda do comunismo não nos dá automaticamente o sistema que gostaríamos de ter e viver. Não representa uma vitória das ideias do liberalismo clássico (ou Europeu). Tenho receio que quinze anos depois do colapso do comunismo, tenha chegado a sua versão macia (ou fraca), o social-democratismo, que se tornou - sob vários nomes como por exemplo o Estado Social ou a Soziale Marktwirtschaft – o modelo dominante do sistema económico e social da actual civilização ocidental. Este sistema está baseado num governo grande e paternalista, regulamentação extensa da actividade humana, e redistribuição da riqueza em larga escala.

Como já vimos anteriormente, tanto na Europa como na América os intelectuais adoram este sistema. Dá-lhes dinheiro e vida fácil. Dá-lhes a oportunidade de influenciar e serem ouvidos. O mundo ocidental é por enquanto ainda suficientemente rico para suportar e financiar as suas orientações impraticáveis e sem finalidade. Pode-se dar ao luxo de empregar hordas de intelectuais que usam “a poesia” para louvar os sistemas actuais, que vendem o conceito de direitos de discriminação positiva, que advogam o construtivismo da natureza humana (em vez da acção humana espontânea), para promoverem outros valores que não a liberdade.

Temos de entender esta versão contemporânea do socialismo à escala mundial, porque os nossos velhos conceitos podem até omitir algumas das características do que está à nossa volta agora. Podemos até descobrir que o uso continuado do termo socialismo pode ser enganador.

4. Isto traz-me para outro problema. Depois do descrédito completo do comunismo, e no meio de uma crise indesmentível do social-democratismo europeu, o socialismo explícito tornou-se insuficientemente atractivo para a maioria dos intelectuais. Hoje em dia é difícil encontrar - no Ocidente - um intelectual que queira estar “in” e ter influência, que se chame a si próprio um socialista. O socialismo explícito perdeu o seu atractivo e não aparece com rival das nossas ideias de hoje.

As ideias iliberais são formuladas, espalhadas e pregadas sob o nome de ideologias ou “ismos” que não tem nada que ver - pelo menos formalmente e nominalmente - com o velho socialismo explícito. Essas ideias são contudo, muito parecidas com ele. Há sempre um qualquer limitar ou constringir da liberdade humana, há sempre uma ambiciosa engenharia social, há sempre um imodesto “promover o bem à força” praticado por aqueles que foram escolhidos (T. Sowell), contra a vontade dos outros, há sempre o fugir aos meios democráticos, para procedimentos políticos alternativos, e há sempre o sentimento da superioridade dos intelectuais e das suas ambições.

Penso no ambientalismo (com o seu princípio de Primeiro a Terra, e não Primeiro a Liberdade), no humanitarismo radical (baseado - como diz de Jasey) na não distinção entre os direitos e o que está certo, a ideologia da sociedade civil (ou comunitarismo), que não é mais do que uma versão de colectivismo post-marxista, que quer privilégios para os grupos organizados e consequentemente a re-feudalização da sociedade. Também penso no multiculturalismo, feminismo, e tecnocratismo apolítico (baseado no ressentimento contra os políticos e a política), o internacionalismo (e especialmente a sua variante europeia chamada de Europeísmo) e um fenómeno de crescimento rápido chamado ONGismo.

Todos estes representam ideologias substitutas do socialismo. Todas elas dão aos intelectuais novas possibilidades, novos espaços para as suas actividades, novos nichos no mercado das ideias. Enfrentar estes novos “ismos”, revelar a sua verdadeira natureza, e ser capaz de os eliminar, pode ser mais difícil agora que no passado. Poderá ser mais complicado do que lutar contra o velho socialismo explícito. Todas a pessoas querem um ambiente saudável, todas as pessoas querem ultrapassar a solidão da fragmentada sociedade post-moderna, e participar nas actividades dos vários clubes, associações, fundações e organizações de caridade; quase todos são contra qualquer descriminação baseada na raça, religião ou sexo; muitos de nós estão contra os extensos poderes do estado, etc. Demonstrar o perigo dessas aproximações poderá ser soprar contra o vento.

5. Estas ideologias alternativas, pela sua pouco clara, instável, e ainda mal descritas sinergias, tem um sucesso especial onde não existe suficiente resistência, onde encontram solo fértil para fortalecer, onde encontram um país (ou um continente inteiro) onde a liberdade (e os mercados livres) foram prejudicados por duradouros sonhos e experiências colectivistas, e onde os intelectuais tiveram sucesso em manter uma voz e um estatuto social fortes. Claro que estou mais a pensar na Europa que na América. É na Europa que estamos a assistir à substituição da democracia pela post-democracia, onde o domínio da Comunidade Europeia substitui arranjos democráticos nos países membros, onde o “para-governo” de Hayek ligado aos interesses organizados (porque organizáveis), tem tido sucesso em conduzir a política, e onde mesmo alguns dos liberais - na sua justificável crítica do estado – não vêem os perigos do Europeísmo vazio, e de uma profunda (cada vez mais) unificação burocrática do continente europeu. Aplaudem a crescente abertura formal do continente, mas não vêem que a eliminação de algumas fronteiras sem a liberalização das actividades humanas “apenas” empurra os governos para cima, ou seja para o nível onde não há mais controlo democrático, e onde as decisões são tomadas por políticos nomeados por políticos, e não por cidadãos em eleições livres.

A Constituição Europeia foi uma tentativa de montar e consolidar esse sistema de uma forma legal. Foi uma tentativa de o constituir. É por isso importante que os referendos francês e holandês lhe tenham posto fim, que tenham interrompido o cada vez mais irreversível movimento para “uma Europa mais unida” e que tenham iniciado uma discussão que se deseja séria - na novilíngua europeia chamada de “período de reflexão”. Não estou a assumir que esta reflexão organizada de cima para baixo, vá suficientemente longe para nos revelar as causas profundas dos problemas que afligem a Europa. No entanto foi aberta uma porta. Devíamos usar essa oportunidade para lembrar aos nossos concidadãos o que é que faz a nossa sociedade ser livre, democrática e próspera.

É um sistema político que não deve ser destruído por uma interpretação post-modernista dos direitos humanos (com a sua ênfase na descriminação positiva, com a dominação dos direitos adquiridos no grupo sobre as responsabilidades e direitos individuais, e com a desnacionalização da cidadania), pelo enfraquecimento das instituições democráticas, que tem as suas raízes insubstituíveis exclusivamente no território dos estados, pelo “multiculturalismo” causador da perca da coerência necessária entre as várias entidades sociais, e pela procura em todo o continente europeu de se viver das rendas (tornada possível quando a tomada de decisão é feita a um nível muito longe dos cidadãos e onde os votos dispersos se encontram ainda mais dispersos do que nos países soberanos).

É um sistema económico, que não deverá ser estragado pela excessiva regulamentação governamental, por deficits fiscais, por controle burocrático pesado, por tentativas de aperfeiçoar os mercados com a construção de estruturas de mercado “optimizadas”, por grandes subsídios a industrias privilegiadas ou protegidas, pela rigidez do mercado de trabalho, etc.

É um sistema social, que não deve ser afundado por todos os desincentivos imagináveis, benefícios sociais mais do que generosos, redistribuição da riqueza em grande escala, e pelas muitas formas de paternalismo governamental.

É um sistema de ideias que será baseada na liberdade, responsabilidade pessoal, individualismo, preocupação natural para com os outros, e conduta de vida moral.

É um sistema de relações e relacionamento individual entre os países, que não deverá ser baseado em falso internacionalismo, organizações supranacionais, e numa errada interpretação sobre a globalização e factores externos, mas que será baseado na boa vizinhança entre nações livres e soberanas, e em pactos e tratados internacionais.

Os fundadores da mount Pelerin Society, Hayek e Friedman, como tantos outros, sempre insistiram em lutar pelo que parecia politicamente impossível. Devíamos continuar a fazer o mesmo.

Vaclav Klaus no Encontro Regional da Mount Pelerin Society, em Reykjavik, Islândia em 22 de Agosto de 2005.
 
Última edição:
Eu não acredito... Prefiro pensar...

Tu preferes pensar que pensas.

É algo muito diferente [:D]

E acima de tudo tens-te num nível intelectual que nada tem a ver com a realidade.

Muita parra e muito pouca uva.

E não é o que tu dizes que o demonstra (opiniões cada um tem, felizmente, as que quiser, como quiser e quando quiser).

É a forma como as dizes.

O típico clichezinho do tipo que tem de andar a imitar os realmente grandes (veja-se a múltipla personalidade aqui no fórum com base em múltiplos nicks), vide outras coisas mais.

É o que dá andarem razoáveis a pensar que filosofam. E é o que dá as entradas para certas faculdades fazerem-se pela média que se fazem.

Filosofia não é chegar aqui e ter uma diarreira de frases longas intercaladas com expressões e citações tiradas a retalho de livrinhos.

Filosofia não é um limbo onde se está impune às "coisas mundanas" e pensa-se lá tão alto, mas tão alto, que te podes dar ao luxo de pensar coisas que, o comum não pensa.

Isso impressiona os ignorantes, apenas e só.

O que diferencia os tiques deste comportamento com o de, por exemplo, um típico novo-rico?

Pouco ou nada. A essência é a mesma [:D]

Mas talvez ainda não te tenhas apercebido disso.

'tás lá tão alto, né verdade [:D]
 
Esse Vaclav Klaus reune-se com os Bilderberg, esteve presente no World Economic Forum em amena cavaqueira com os poderosos "Senhores do Mundo" como os Rockfeller e a elite global e todos os seus membros das sociedades secretas portanto...
 
Esse Vaclav Klaus reune-se com os Bilderberg, esteve presente no World Economic Forum em amena cavaqueira com os poderosos "Senhores do Mundo" como os Rockfeller e a elite global e todos os seus membros das sociedades secretas portanto...

Oh jorge, não sei se já te apercebeste mas eu não tenho a mínima pachorra para perder tempo com as tuas histórias dos três porquinhos e do lobo mau...

Mas se quiseres comentar o texto desse senhor que é apenas o Presidente da República Checa estás à vontade e agradeço.
 
Oh jorge, não sei se já te apercebeste mas eu não tenho a mínima pachorra para perder tempo com as tuas histórias dos três porquinhos e do lobo mau...

Mas se quiseres comentar o texto desse senhor que é apenas o Presidente da República Checa estás à vontade e agradeço.

:(

Pena... eu tenho pachorra para ler o que escreves e lembro-me desse texto noutro tópico.

A verdade é essa, não disse nenhuma mentira. E o facto do homem ser ex-Presidente da Republica Checa? Estou-me cag@ando nisso. Hitler foi eleito democraticamente e foi um facínora...

Vaclav Klaus é um globalista como todos os outros, faltava agora baixar a cabeça a todos os políticos!

Desculpa mas não sou tipo ovelha que baixa a cabeça e diz "ah! e tal... foi o Presidente que disse tem de estar certo!!!" nem tão pouco me irei calar só porque não gostas do que escrevo...

Jamais! Non plus!


Afinal isto é uma discussão onde se podem "ouvir" opiniões diferentes ou não? Terei de sentar a peid@ numa tasca a beber o Gin Victoria e resignar-me?

Amigos ok? [;)]

Abraço!
 
Jorge, desculpa se te ofendi!

Mas o homem ainda não deixou de ser Presidente da Republica Checa.... e compara-lo ao Hitler é um absurdo de todo o tamanho...

E isso vem a prepósito do quê?
Das conferências de Bilderberg?? E tens a certeza qeu sabes do que estás a falar? Já foste a alguma? Conheces alguem que já tenha ido?

Se é por aí então não podemos comentar ninguém porque quase todos os políticos ocidentais, socialistas ou liberais, frequentam ou frequentaram essas conferências... Mário Soares inclusivé..... e então?

Usar isso como argumento para descredibilizar um texto é de uma enorme falta de honestidade.... intelectual.
 
Última edição:
Jorge, desculpa se te ofendi!

Mas o homem ainda não deixou de ser Presidente da Republica Checa.... e compara-lo ao Hitler é um absurdo de todo o tamanho...

E isso vem a prepósito do quê?
Das conferências de Bilderberg?? E tens a certeza qeu sabes do que estás a falar? Já foste a alguma? Conheces alguem que já tenha ido?

Se é por aí então não podemos comentar ninguém porque quase todos os políticos ocidentais, socialistas ou liberais, frequentam ou frequentaram essas conferências... Mário Soares inclusivé..... e então?

Usar isso como argumento para descredibilizar um texto é de uma enorme falta de honestidade.... intelectual.

Não estou de acordo pois a opinião é livre numa verdadeira democracia - abafa-la é o principio do fascismo - além disso... não sou desonesto.

O texto desse autor refere-se aos perigos do socialismo modelo soviético que eu conheço muito bem pois vivo num [SIZE=-1]país[/SIZE] ex-COMINTERN.

Até aqui tudo bem... o que me agrada menos é o tal autor escrever sobre algo em que ele próprio participa e que é - na minha opinião - o crescimento de estados policiais e totalitários liderados por uma elite financeira, politica e intelectual.

Posso ter esta opinião?

Apenas manifesto o meu desagrado com todos os políticos que participam em reuniões secretas, guardadas e financiadas com o dinheiro dos contribuintes e que não revelam aos seus eleitores o que foi discutido.

Depois ainda escrevem textos, esses sim, de uma enorme desonestidade intelectual.
 
O Pmct deu aulas e ensinou aos seus pupilos o programa que lhe mandaram ensinar porque o ensino não promove a opinião discordante e a discussão de ideias contrarias mas sim a opinião considerada correcta portanto rasgaria em dois esse exame antes de o senhor professor o riscar. [:D]

Pedem números quando estamos a falar de pessoas de carne e osso!

A isso chama-se Tecnocracia.

não!

quando pergunto a um aluno quanto mede a hipotenusa de um triangulo rectangulo cujos catetos são 3 e 4 espero como resposta um simples 5.

tudo o que vier a mais é treta retorica ...
 
Por isso escolhi um curso de letras! [:D] [:p]
o pessoal de letras perdeu a noção de objectividade ?

a pergunta que esta colocada ao zen é muito simples.

o ndividuo A tem 1 M(milhão de euros)

O individuo B tem 1K(mileuros)

O individuo A pela capitalização de uma taxa de juros simples de 3% tera no final do ano 1 Milhao e 30 mil euros.

o individuo B tera 1030 euros.
Logo a discrepancia aumentou em 29970€ .

o zen responde que esse é u dos problemas e que o individuo A não deveria ter mais de 15 de juros e o Individuo B devia ter 10%

A pergunta mantem-se, como forçar estas diferentes taxas ? de que forma?
alem disso a discrepancia aumentaria na mesma mas desta vez em 9900€.

Agradecia uma resposta simpes e objectiva.
 
Ainda não percebi (lol) pq estão a mudar o assunto do tópico.

Isto é apenas o resultado das politicas neo liberais da dama de ferro e governos seguintes, que acabaram e inverteram as politicas sociais e que ergueram a Inglaterra depois do fim da 2 guerra mundial.

Um país que estava de rastos e se ergueu quase do nada, o que não agrada a muita gente dispostos a aumentar a separação entre a maioria das pessoas e os senhores neoliberais.
 
Ainda não percebi (lol) pq estão a mudar o assunto do tópico.

Isto é apenas o resultado das politicas neo liberais da dama de ferro e governos seguintes, que acabaram e inverteram as politicas sociais e que ergueram a Inglaterra depois do fim da 2 guerra mundial.

Um país que estava de rastos e se ergueu quase do nada, o que não agrada a muita gente dispostos a aumentar a separação entre a maioria das pessoas e os senhores neoliberais.

O pmct quer uma confrontação académica.

Eu sei!

[SIZE=-1]Externo-Cleido-Mastoideu! [:D][/SIZE]
 
Nthor;153555 8 disse:
Ainda não percebi (lol) pq estão a mudar o assunto do tópico.

I
eu explico.

E para demosntarr cabalmente que existe uma diferença entre a realidade e a utopia.
A verdade é que o capital é um dos factores de produção mais importantes, a par da mao de obra e é capaz de gerar riqueza.
è evidente e claro que o capital bem aplicado multiplica-se , (capotaliza) aquilo que o zen propos é o fim da capitalização, i.e, dos rendimentos de capital provenientes dos investimentos, porque é esse rendimento que de facto faz a difrença .

Acontece porem que não existe forma de evitar a capitalização crescente do capital em função do seu valor absoluto (i.e quanto mais dinheiro se tem, mais se consegue rentabilizar ) a menos que o faças pela via administrativa de forma legislativa, o que não é compativel com o mundo actual porque o capital como factor decisivo de produção, é ao mesmo tempo o mais movel de todos, e o mais volatil.

Isto tudo para dizer o que? algo tão simples como isto , deixemos os ricos em paz e trabalhemos para conseguir que mais pobres se tornem ricos, se os ricos estãop cada vez mais ricos, bom pra eles , e se enriquecem mais é porque fizeram boas escolhas de investimento, e todos beneficiamos de forma indirecta com essas escolhas.

devemos focarnos nos obres e não nos ricos, este topico esta todo invertido.
 
forçar algo admistrativamente é aberrante e regra geral tem um resultado oposto ao esperado pelo menos 99.6% das vezes.

tambem deixar qualquer mercado livre ao deus dará, não funciona, nunca funcionou e não é agora que vai funcionar.

um dos problemas da distanciação é que o muito do capital que no principio do sec. passado provinha da industrialização e agora muito provem da especulação.
industrialização postos de trabalho salarios poder de compra comercio + industrialização......

especulação - .
 
eu explico.

E para demosntarr cabalmente que existe uma diferença entre a realidade e a utopia.
A verdade é que o capital é um dos factores de produção mais importantes, a par da mao de obra e é capaz de gerar riqueza.
è evidente e claro que o capital bem aplicado multiplica-se , (capotaliza) aquilo que o zen propos é o fim da capitalização, i.e, dos rendimentos de capital provenientes dos investimentos, porque é esse rendimento que de facto faz a difrença .

Acontece porem que não existe forma de evitar a capitalização crescente do capital em função do seu valor absoluto (i.e quanto mais dinheiro se tem, mais se consegue rentabilizar ) a menos que o faças pela via administrativa de forma legislativa, o que não é compativel com o mundo actual porque o capital como factor decisivo de produção, é ao mesmo tempo o mais movel de todos, e o mais volatil.

Isto tudo para dizer o que? algo tão simples como isto , deixemos os ricos em paz e trabalhemos para conseguir que mais pobres se tornem ricos, se os ricos estãop cada vez mais ricos, bom pra eles , e se enriquecem mais é porque fizeram boas escolhas de investimento, e todos beneficiamos de forma indirecta com essas escolhas.

devemos focarnos nos obres e não nos ricos, este topico esta todo invertido.
Isto hoje está cheio de fábulas.

A questão (e tema do tópico) é que os ricos (apesar de só explorarem a força de trabalho dos outros) estão cada vez mais ricos e os pobres (apesar de trabalharem cada vez mais) estão cada vez mais pobres e estão mais pobres do que há 40 anos, no final da década de 60 as politicas implementadas pelo partido trabalhista no final da década de 40 estavam a dar resultado, a pobreza estava a diminuir e vivia-se cada vez melhor.

Então os empresários começaram a queixar-se dos altos salários, do funcionalismo publico, da pouca produtividade (onde é que eu já ouvi isto?), despediram centenas de trabalhadores e transformaram a Inglaterra num campo de batalha.

Deram de tal forma cabo do país que conseguíram fazer eleger a margaret thatcher, houve até suspeitas de financiamento irregular aos conservadores nessa época.

Depois disso a Inglaterra tornou-se um dos países mais caros para se viver, o desemprego subiu bastante apesar de um código de trabalho mais flexível aplaudido como um dos melhores da Europa e ano após ano o nível de vida tem baixado.

Ainda não esta como Portugal mas eles tb não tiveram o Salazar, o prec e o mario soares.
 
Porque será que fazemos sempre a comparação por quem está acima de nós

Deixo aqui um exercicio, comparem-se por exemplo com um homem ou mulher da v/ idade e que viva por exemplo no Darfur ou num qualquer campo de refugiados

De certeza que existem aqui certos apregoadores que depois esqueçem a retórica [;)]
 
nthor o novo robin dos bosques do forum AHO [:D]
Sem ofensa, mas tu andas muito longe da realidade britanica.

A realidade britanica diz o seguinte.
Tema mais baixa taxa de desemprego dos ultimo 30 anos.

Tem uns dos maiores crescimentos da europa , e tranformou-se no centro financeiro da europa.

A Inglaterra continua com um crescimento pujante.

O resto deixo a cargo da vossa fantasia
 
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