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Mas se as tuas teorias sobre produtividade se resumem a isso, vamos lá a falar de outra coisa mais útil, tal como carros topo de gama e tv lcd (ou plasmas se preferires).
Isto é assim. Ao comprar um topo de gama (espero que um topo de gama para ti não seja um mero A4 ou VW Golf TDI), uma pessoa está a contribuir bastante para os cofres do Estado. Ao ponto do Estado receber mais em Impostos relacionados com veículos do que com trabalho.
É verdade. Isto até parece o Mónaco em que é só brutos topos de gama e ninguém faz puto.
E isto só significa uma coisa. Que tu não estás a cumprir com a tua parte.
Eu já fiz a minha. Comprei o meu baixa gama, paguei e continuo a pagar os Impostos que o Estado entende. E tu?
Não concordo com isso, o facto de o estado gerir mal os nossos impostos não significa que devemos deixar de os pagar, ou temos de criticar quem compra o que quer que seja com o fruto do seu trabalho.
Talvez o mundo ideal para ti seja o de antigamente, quando havia menos carros nas estradas, menos gente com LCD's, mas o que é um facto é que mesmo a trabalhar 40 e mais horas as pessoas são muito mal pagas para o que produzem e acredita que fazem muito (não todos), a maioria tem níveis de produtividade bastante próximos dos países da UE.
E sabes pq é que não se produz mais, pq as empresas tugas usam tecnologia datada, até há bem pouco tempo havia empresas têxteis a funcionar com maquinas com quase 60 anos, no estado por exemplo trabalha-se ainda com muitos papeis, só pq a chefia prefere ler uma folha do que olhar para um monitor, tens fabricas de componentes electrónicos que estão tão desactualizadas que só poucos países de África lhes compram a produção para repor nas maquinas velhas de 15 anos.
Temos um parque empresarial maioritariamente velho e desactualizado que trata os colaboradores, no fundo quem produz riqueza, como despesa e não como uma mais valia, recusam-se a dar formação as pessoas (apesar de receberem incentivos da EU e do estado para o fazerem) e reclamam que a produtividade não sobe, sabes, nem a trabalhar 60 horas poderíamos ir muito mais longe com esta filosofia empresarial.
As pessoas já não se contentam com uma sardinha numa fatia de pão para seis pessoas, tem acesso a outras realidades e apesar de se tentar restringir o acesso à formação académica, há mais pessoas a acabar a escola e com outra formação, a tv e a internet abrem horizontes e voltar a essa realidade distante é cada vez mais difícil.
Pelas estatísticas (naõ leves isto como pessoal), os Impostos do teu trabalho são inferiores.
E mais. Tu pagas os teus impostos do teu vencimento pago com o dinheiro dos impostos dos outros.
Essa é que é essa.
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] Claro, no estado não se trabalha.
É exactamente a mesma realidade dos trabalhadores do sector privado, que pagam os seus impostos com o dinheiro do patrão (chulos) que tanto lhe custa a ganhar.
Essa mentalidade sem sentido e arcaica, digna do dono do escravo da senzala é tão irreal e tão própria de quem só vê o mundo como a sua quintinha, um gajo pode ser novo mas se tiver mentalidade de velho é uma grande pena.
Eu até percebo a tua frustação.
Enquanto que um gajo na privada, apesar de as empresas fecharem quase todos os dias e coisa e tal, podem ambicionar ter um melhor estilo de vida, se estiverem dispostos a trabalhar no duro,
Sim isso vê-se todos os dias com o desemprego galopante, o que não falta é gente que com 30/40/50 a querer trabalhar mas que não encontra.
O mercado de trabalho já não quer pessoas que só possam trabalhar uma mão cheia de anos, só gajos novos acabadinhos de fazer a...
...4ª classe, quanto mais ignorantes menos reclamam.
Quer-me parecer que quem anda frustrado, é quem queria para ontem mais no desemprego mais gente despedida do estado, para poder baixar mais ainda os vencimentos.
na FP quer se faça muito ou pouco, ganha-se o mesmo.
A falta de sair da tua redoma de vidro é gritante, isso não é bem assim.
Mas eu explico
; a maioria de nós (funcionários do estado) ganha mal, há um punhado de gente que ganha um pouco melhor mas estão bem encostados ao cartão do partido, depois há um grupo muito restrito de personagens que são escolhidos a dedo e que é de facto como dizes, façam muito ou façam pouco, ganham cada vez melhor.
Neste momento, há milhões de pessoas em Portugal a dar o litro para ter uma vida melhor. Eu sei que é chato, pois o tempo para a família, o lazer, a cultura e essas coisas todas é muito importante.
Mas há que tomar opções.
As pessoas trabalham muito, tem vencimentos de miséria e ainda são acusados de serem pouco produtivos.
Quando as oportunidades forem iguais para todos as pessoas podem de facto fazer escolhas e "tomar opções", até lá as pessoas são apenas empurradas para lugares onde se trabalha longas horas e se recebe pouco com o risco sempre presente de se ser despedido pq o patrão não comeu a menina que esteve a "controlar" até as seis da manhã na disco.
Isso não é escolher
PS. O teu discurso (nem sei como lhe devo chamar) é tão deslocado, irreal, absurdo, que fiquei sem perceber se ainda não tinhas acordado bem.
Costumas ser tão contido tão subtil e agora espalhas-te desta maneira?
Tens de voltar aos treinos....