Não trabalhei de tarde só para escrever este texto...e não é plágio!!
A ciência enfrenta atualmente grandes dificuldades para estudar os diversos sistemas e tecidos humanos, e talvez a maior dificuldade de todas é compreender o comportamento da mente humana.
A grande complexidade de formas e de funções orgânicas obriga aos cientistas a se especializarem em um determinado conjunto de células e orgãos. Isso dificulta enormemente uma visão global do homem como sistema, uma vez que a ciência ocidental particiona o homem em pedaços e estuda esses pedaços individualmente. Muito diferente da atuação de uma medicina chinesa ou indiana por exemplo que estuda o homem como um Todo além de sua relação com o Universo e com a Energia Criadora (ou melhor: Energia Emanadora).
A genética, incapaz de representar as relações emocionais e sentimentais e a essência do ser, mostra claramente que o homem é um sistema programado para executar determinadas funções com determinadas características e que tal sistema jamais poderia ter surgido por acaso. Muitos catedráticos poderiam dizer que uma sucessão infinita de “Acasos” poderia ter gerado a vida no Planeta, mas se isso fosse representado através de equações matemáticas estatísticas, percebe-se claramente que o “Acaso” não poderia existir.
As relações cinéticas, químicas e físicas nos seres e no homem são tão complexas e tão harmoniosamente controladas que jamais se poderia imaginar que tamanha harmonia, controle e recursos disponíveis poderiam surgir por uma sucessão aleatória de “Acasos” ou coincidências.
E se pensarmos então quanto à complexidade dos processos de controle da Mente Humana. Uma rede infinita de ramificações, níveis hierárquicos de controle e processos físico-químicos dos mais complexos capazes de gerar imagens, desejos, sons, sentir dor, sentir saudade, sentir fome, medo, carinho, calor, frio e uma infinidade de outras sensações até não perceptíveis conscientemente, mas que são profundas e intensas no inconsciente. A Mente Humana, apesar de ainda estar muito aquém de suas totais possibilidades funcionais, realiza alterações de comportamento elétrico que podem gerar reações químicas capazes de elaborar clarividência, clariaudiência, e muitos outros fenômenos.
Acredita-se que o homem utiliza um percentual pequeno de sua mente. Pois esse potencial torna-se ainda menor se passarmos a operar numa esfera onde o Conhecimento é Coletivo e a Mente é Coletiva e os acessos a idéias e a conhecimentos ocorrem de forma explosiva em todas as direções do Planeta Terra. A mente humana!!! Que grandes e maravilhosos segredos estariam ocultos por trás dela....? Como fazer para acessar os mais remotos conhecimentos do Consciente e do Inconsciente...
Não se pode falar da mente sem se falar precisamente sobre o comportamento ou os critérios da teoria de controle. Em todo e qualquer processo de controle (e a mente humana é uma ferramenta poderosíssima neste aspecto), o sistema responsável pelo controle do processo necessita de informações e necessita de recursos para manipular tais informações. As informações, normalmente oriundas de sensores são codificadas e esta codificação permite que o sistema de controle tome decisões sobre como deve operar os recursos de manipulação. Estes recursos manipulados geram então alteração sobre o sistema controlado que deve ser então reavaliado baseado nas novas informações dos sensores, agora em novas condições, após a manipulação.
A mente humana de uma forma ou de outra realiza um processo bastante complexo de aprendizado durante a realimentação dos órgãos dos sentidos e de manipulação e controle dos recursos motores – óssos, músculos, nervos e sistema cárdio-respiratório. Este processo de prendizado se inicia na infância (ou até mesmo durante a gestação), quando a criança começa a aprender a observar e a manipular objetos de diferentes formas. Esse processo de aprendizado evolui ao aprender a andar e durante as brincadeiras realizadas, onde a criança aprende a correr e a pegar, etc... (Vamos detalhar mais profundamente o processo de aprendizado nos capítulos sobre a MRPP).
Estes processos são, normalmente, bastante complexos quando se procura modelar um sistema de controle com ferramentas matemáticas disponíveis. Imaginem qual o tamanho da dificuldade de se modelar a operação cerebral para controlar, por exemplo, um processo de escrita, onde a ponta dos dedos da mão do escritor descreve equações espaciais complicadíssimas apoiada pelos músculos dos dedos, das mãos e dos braços, todos controlados simultaneamente pela mente humana. Ou, por exemplo, a equação de controle dos órgãos responsáveis pelo controle da visão, ou responsáveis pelo comportamento de um atleta. Trata-se de equações complicadíssimas geridas pelos órgãos dos cinco sentidos.
Mas e se fosse possível estimular outros sentidos... então estas complexas equações sensoriais e de controle se tornariam ainda mais sensíveis e poderiam eventualmente gerar reações não acostumadas pela mente humana... como por exemplo clarividência, telecinese, clariaudiência, etc... e até mesmo outras potencialidades nem se quer imaginadas pelo homem. O que desejamos apresentar neste momento é que a Mente Humana não pode ser modelada baseada nos modelos tradicionais, pois a complexidade seria tamanha que inviabilizaria o modelo... deve-se sim, pensar em um modelo novo, um modelo que seja ao mesmo tempo eficaz e ao mesmo tempo
simples de se construir...
Deixe-me tentar ser mais claro: o ser humano, quando se desloca andando, utiliza os órgãos sensoriais da visão para controlar os objetos que estão mais próximos ou mais longe, que estão se aproximando ou se afastando e para focar o objetivo local para onde se deseja deslocar. Todas essas funcionalidades dependem principalmente dos estímulos ópticos emitidos para a mente e dos estímulos motores emitidos pela mente para os músculos.
Quando um sinal óptico interpretado pela mente define um objeto, por exemplo, se aproximando rapidamente a reação é imediata e a mente estimula os músculos do corpo para serem redirecionados para outro local ou com outra velocidade.
Vamos tentar esclarecer com outro exemplo: imagine você aproximando sua mão de um copo quente (fervendo). A reação é imediata e você recolhe sua mão imediatamente, numa reação instantânea. Esta reação é a resposta ao sentido térmico recebido pelos sensores de temperatura presentes nas mãos e interpretados pela mente.
Vocês já devem ter percebido que eu evito usar a palavra “cérebro”, isto porque eu considero a mente humana, muito mais complexa e abrangente do que o cérebro. O cérebro, na minha óptica, é apenas uma parte da mente que transduz pensamentos.
A mente é todo um sistema capaz de se comunicar fortemente com outros sistemas. Possui característica de inteligência e é ou deveria ser, em essência, o que está por trás da existência do ser humano.
“Eu não sou o meu corpo... Eu sou o que penso...!!! “