Queridos amigos,
Estou a escrever-vos hoje completamente desolada com o que me aconteceu.
Na passada terça feira (03.07.07) fui a Madrid em trabalho. Apanhei um voo da Tap às 7:40 (directo Porto – Madrid). Como me atraso para quase tudo (a maior parte de vocês sabe isso muito bem!), também cheguei atrasada ao aeroporto. O check- in já tinha fechado e tive que levar a bagagem na mão. Foi um autêntico filme!
Com as apertadas regras de segurança impostas após o 11 de Setembro e mais recentemente com os atentados no Reino Unido, entre outras coisas, só podemos levar um saquinho minúsculo transparente com cosméticos ou líquidos. Assim, tive que deixar ficar com a minha colega do aeroporto basicamente todos os cosméticos e artigos de higiene que levava comigo. Percebo isso perfeitamente. Afinal nunca se sabe que potente explosivo poderá derivar da mistura do creme de dia La Prairie 15 spf com o gel anti-celulite da Clarins, adicionado de umas gotas de água termal da Avéne!! Presumo que os perfumes da Gucci, vernizes da YSL ou cremes para pés da Eucerin também sejam muito perigosos. Reconheçamos, qualquer comum dos mortais consegue fazer um cocktail molotov com estes materiais bélicos.
E depois, olha-se para mim e vê-se logo que tenho pinta de quem quer fazer explodir um avião. O meu ar e a minha pronúncia tipicamente do Porto deixam qualquer agente da polícia em alerta.
Bem, a seguir, depois de ter deixado metade dos cosméticos para trás (faltavam 15 minutos para a partida!), tive que passar pelos detectores de metais. Aí, também, devido às regras de segurança e em prol do bem de todos os passageiros, tive que tirar os dois computadores da mala, o ipod, o cinto, as pulseiras (perigosas as pulseiras !!), o casaco (podia levar alguma Walter PPK nos bolsos!!), e andar para trás e para a frente no detector, lá consegui passar. Ah, e não esquecer o ar profissional, compenetrado e atento dos senhores que superiormente desempenham as funções de controlers. E então as senhoras é que é! Aquele ar másculo e aquelas caras de poucos amigos a impor respeito e ordem são um importante factor de dissuasão de gente que tem más intenções. Imagino a quantidade de terroristas que já desistiu de provocar catástrofes só por ter chegado ali e dado de caras com estes profissionais da segurança altamente qualificados.
Mas, mais uma vez, eu cumpri o ritual sem me queixar. Afinal, queremos viajar em segurança, certo?!
A viagem até Madrid foi pacífica (apesar de eu nem respirar quando estou dentro de um avião, tal é o meu medo de voar!) e a estadia lá resumiu-se a três dias de árduo trabalho. Na quinta-feira (05.07.07) senti um misto de alegria por voltar ao Porto e uma dor de barriga imensa por ter que voltar a andar de avião. Mas, tinha que ser e tinha, por isso, às 20:20 (hora espanhola) apresentei-me no balcão da TAP para fazer o chcek-in. As coisas começaram a correr bem logo aí! A espanhola que me atendeu (conseguem dizer-me porque é que nós percebemos os espanhóis e eles, por sua vez, não percebem um carago do que dizemos?!) cismou que o meu voo fazia escala em Lisboa porque todos os voos que eram da Portugália, eram agora da TAP e não havia voos directos para o Porto. Expliquei-lhe que o voo era directo, assim como tinha sido directo o voo do Porto para Madrid. Quase me chamou mentirosa! Como se eu não soubesse quantas vezes levantei voo e aterrei, bem como, exactamente quantos minutos e segundos estive com os pés no ar. Bem, passado um bocado, lá me disse que tinha razão. Sim, porque se não tivesse, tinha vindo embora de comboio ou de carro de aluguer. E, garanto-vos que me tinha ficado bem mais barato e tinha sido menos cansativo e stressante.
Ok! Mais uma hora a suster a respiração no ar.. et voilá! Estou no Porto.
Só faltam as malas. Tapete rolante, malas, tapete rolante, malas, tapete rolante…Uma mala já está! Tapete rolante, malas, tapete rolante, malas, tapete rolante… Bem, não conseguia ver a segunda mala a passar no tapete. Tapete rolante pára…Nada de segunda mala. Adivinhem qual!? A que tinha os dois computadores, o ipod, a roupa e mais uma série de tralhas.
Dirigi-me ao Lost & Found. Comigo, mais seis pessoas que vinham no meu voo e aí umas quinze que tinham acabado de chegar de algures. Bem, já vos descrevi os senhores/as seguranças que estão nos detectores de matais, raios x e afins! Garanto-vos que as duas espécimes que estavam de serviço, com aquela simpatia e aquelas fardas, me fizeram imediatamente lembrar duas polícias Nazis. Bem, até compreendo! As pessoas tinham ficado sem as suas bagagens devido à total incompetência (e falta de princípios!) dos colegas daquelas senhoras e, como devem compreender, essas pessoas, eu incluída, éramos uns estúpidos, porque estávamos ali a dar-lhes trabalho. E a reclamar!! Quer dizer…! Não era suposto reclamar-mos! Quem pensávamos nós que éramos para reclamar?! Olha, desapareceu, azar!! Esta foi a atitude daquela gente.
Diálogos:
“Mas sabem onde ficou a bagagem? Não podem contactar o aeroporto de Madrid para saber se a bagagem saiu de lá?” – “Lamento. Identificação, por favor!”
“ Tem ideia de quanto tempo pode demorar a aparecer?” – “Lamento. Marca da mala?”
“ E agora? Qual o procedimento? Como vamos fazer para saber se a mala já apareceu?” – “ Espera que lhe telefonem. Ou telefona e dá este número do processo. Próximo!”
Tudo bem, pensei eu. É o sistema! E os aeroportos são locais seguros. Cada vez mais. Só trabalha lá gente de confiança. Aliás, não podem dar muita treta aos passageiros porque quem trabalha nos aeroportos é gente mais séria que o normal, devidamente seleccionada e investigada, com um perfil de correcção superior ao normal. As regras apertadas de segurança assim o exigem.
Vim embora descansada!
Hoje, (08.07.07), telefonaram a dizer que a bagagem tinha chegado. Claro que liguei para lá na sexta e no sábado para saber notícias mas, nada! Não sabiam de nada! Hoje sim, hoje já sabiam que lá estava. Ok, pensei eu, isto funciona mesmo. Gente séria e eficiente esta dos aeroportos.
Fui buscar a mala de tarde. Mais uma vez, segurança apertada. Fui à polícia identificar-me, deixei carta de condução, deram-me um crachá, passei no detector de metais, tirei o casaco, a carteira os óculos de sol e lá consegui passar. Dirigi-me ao Lost & Found. Quase chorei de alegria quando ví a minha mala. E quando peguei nela…ia tendo um colapso. Pesava 1/3 do que aquilo que era suposto pesar e tinha o fecho com o aluquete rebentado. Tinham desaparecido os computadores (Asus+Sony Vaio), o ipod (special edition U2), o estojo com as canetas, os carregadores…tudo excepto os papéis e a roupa. Passei-me, literalmente. E ainda me passei mais quando fui reclamar. Disseram-me que não devia trazer coisas de valor nas bagagens! ESTÃO A BRINCAR COMIGO, CERTO?!
Primeiro: As pessoas pagam ás companhias aéreas para que elas próprias e as suas bagagens viagem em segurança e cheguem intactas ao destino;
Segundo: O transporte de bagagens é um serviço disponibilizado pelas companhias aéreas. Como tal deve ser prestado com seriedade, responsabilidade e profissionalismo;
Terceiro: Todos os objectos dentro das malas das pessoas devem ser considerados objectos de valor. Pode ser sentimental, pode ser material, pode ser uma porcaria qualquer, mas tudo valor. E valor não é só o que as coisas custam em €. Só a título de exemplo, não me roubaram a agenda. Ora, a agenda é, para mim, uma das coisas mais valiosas que ia na mala. Custou 15€. Por outro lado, também não me roubaram a roupa. Ora, uma das peças de roupa que transportava custou bem mais do que o ipod. Somando o valor de toda a roupa, daria quase o preço de um computador. E eram apenas três ou quatro peças. A teoria de que não se deve transportar coisas de valor nas malas não faz qualquer sentido porque ninguém me consegue dizer o que é exactamente o valor das coisas;
Quarto: Alguém me consegue explicar para que raio existem tantas normas de segurança nos aeroportos?! É que não consigo perceber! Tratam-nos como se fossemos todos terroristas e depois têm ladrões a trabalhar lá dentro?!
Quinto: Quem diz ladrões, diz terroristas. Se não são de confiança, podem fazer e ser qualquer coisa. Como é que é possível não haver regras de segurança para quem trabalha lá dentro?! É que se houvesse, coisas destas não aconteciam. Sim, porque se me roubaram as coisas têm que as fazer sair dos aeroportos. Como é que saem?! Ninguém vigia quem lá trabalha? Com que coisas entram e com que coisas saem?! Então significa que também podem entrar e sair com bombas…Estarei errada?! Isto não vos parece muito grave?! Significa que a qualquer momento o conteúdo de uma mala pode ser adulterado e despachado por avião. Quem nos garante que quem rouba um computador de uma mala não coloca lá uma bomba e a despacha no voo seguinte?
Sexto: Por onde andou a minha mala? Ninguém me disse onde se perdeu, onde andou, em que voo veio, quando veio… Nada! Não sei se a mala ficou até hoje em Madrid. Não sei se chegou ao Porto na quinta-feira, na sexta-feira, no sábado…Mas, se o controlo é tão apertado e se sabem exactamente o que transporta cada avião, então deviam saber como é que a mala chegou e quando, certo?! E sabem quando é que passou no raio x, quem foi a empresa de segurança que o fez, os nomes dos seguranças que estavam de serviço, a que horas, etc,etc. Presumo que tudo o que circule dentro de cada aeroporto seja conhecido e vigiado, incluindo o trabalho de quem o faz. Assim, sendo, como se explicam estes roubos?!
Sétimo: Das duas uma:
Ou existe uma máfia a operar dentro dos aeroportos e há tanta gente envolvida que ninguém faz nada. Isto é apenas uma teoria mas só assim se explica que ninguém nos diga por onde andaram as nossas coisas e toda a gente aja como se isto fosse normal. Sim, porque foi assim que agiram as pessoas do Lost&Found, como se fosse normal. Aliás, a dada altura dissera-me basicamente que a culpa do roubo tinha ido exclusivamente minha. Compreendo. Usei um serviço pelo qual paguei, deve ser por isso!
Ou, a segurança dos aeroportos é uma grande treta e ninguém está minimamente seguro. Aqueles teatros todos para entrar e passar com bagagem, não passa disso mesmo, teatro. Na realidade não existe segurança nenhuma e só estão ali para chatear gente normal que quer ir à sua vida e não quer fazer mal a ninguém. Porque os que podem verdadeiramente fazer mal, a esses ninguém chateia.
Concluindo: Segurança nos aeroportos é mesmo treta!! E, parece que ninguém está muito interessado em que seja diferente.
Isto é uma injustiça. Além disso, revolta-me saber que alguém está a mexer nas minhas coisas e tem acesso a coisas tão pessoais como os mails, as fotografias, as contas bancárias, etc. E o trabalho de centenas ou até milhares de horas foi para o teto. Ninguém tem este direito. E, bolas! Tanto tetro nos aeroportos para serem eles próprios os “terroristas”?!! Não acham que isto merecia uma investigação profunda?
Estou a escrever-vos hoje completamente desolada com o que me aconteceu.
Na passada terça feira (03.07.07) fui a Madrid em trabalho. Apanhei um voo da Tap às 7:40 (directo Porto – Madrid). Como me atraso para quase tudo (a maior parte de vocês sabe isso muito bem!), também cheguei atrasada ao aeroporto. O check- in já tinha fechado e tive que levar a bagagem na mão. Foi um autêntico filme!
Com as apertadas regras de segurança impostas após o 11 de Setembro e mais recentemente com os atentados no Reino Unido, entre outras coisas, só podemos levar um saquinho minúsculo transparente com cosméticos ou líquidos. Assim, tive que deixar ficar com a minha colega do aeroporto basicamente todos os cosméticos e artigos de higiene que levava comigo. Percebo isso perfeitamente. Afinal nunca se sabe que potente explosivo poderá derivar da mistura do creme de dia La Prairie 15 spf com o gel anti-celulite da Clarins, adicionado de umas gotas de água termal da Avéne!! Presumo que os perfumes da Gucci, vernizes da YSL ou cremes para pés da Eucerin também sejam muito perigosos. Reconheçamos, qualquer comum dos mortais consegue fazer um cocktail molotov com estes materiais bélicos.
E depois, olha-se para mim e vê-se logo que tenho pinta de quem quer fazer explodir um avião. O meu ar e a minha pronúncia tipicamente do Porto deixam qualquer agente da polícia em alerta.
Bem, a seguir, depois de ter deixado metade dos cosméticos para trás (faltavam 15 minutos para a partida!), tive que passar pelos detectores de metais. Aí, também, devido às regras de segurança e em prol do bem de todos os passageiros, tive que tirar os dois computadores da mala, o ipod, o cinto, as pulseiras (perigosas as pulseiras !!), o casaco (podia levar alguma Walter PPK nos bolsos!!), e andar para trás e para a frente no detector, lá consegui passar. Ah, e não esquecer o ar profissional, compenetrado e atento dos senhores que superiormente desempenham as funções de controlers. E então as senhoras é que é! Aquele ar másculo e aquelas caras de poucos amigos a impor respeito e ordem são um importante factor de dissuasão de gente que tem más intenções. Imagino a quantidade de terroristas que já desistiu de provocar catástrofes só por ter chegado ali e dado de caras com estes profissionais da segurança altamente qualificados.
Mas, mais uma vez, eu cumpri o ritual sem me queixar. Afinal, queremos viajar em segurança, certo?!
A viagem até Madrid foi pacífica (apesar de eu nem respirar quando estou dentro de um avião, tal é o meu medo de voar!) e a estadia lá resumiu-se a três dias de árduo trabalho. Na quinta-feira (05.07.07) senti um misto de alegria por voltar ao Porto e uma dor de barriga imensa por ter que voltar a andar de avião. Mas, tinha que ser e tinha, por isso, às 20:20 (hora espanhola) apresentei-me no balcão da TAP para fazer o chcek-in. As coisas começaram a correr bem logo aí! A espanhola que me atendeu (conseguem dizer-me porque é que nós percebemos os espanhóis e eles, por sua vez, não percebem um carago do que dizemos?!) cismou que o meu voo fazia escala em Lisboa porque todos os voos que eram da Portugália, eram agora da TAP e não havia voos directos para o Porto. Expliquei-lhe que o voo era directo, assim como tinha sido directo o voo do Porto para Madrid. Quase me chamou mentirosa! Como se eu não soubesse quantas vezes levantei voo e aterrei, bem como, exactamente quantos minutos e segundos estive com os pés no ar. Bem, passado um bocado, lá me disse que tinha razão. Sim, porque se não tivesse, tinha vindo embora de comboio ou de carro de aluguer. E, garanto-vos que me tinha ficado bem mais barato e tinha sido menos cansativo e stressante.
Ok! Mais uma hora a suster a respiração no ar.. et voilá! Estou no Porto.
Só faltam as malas. Tapete rolante, malas, tapete rolante, malas, tapete rolante…Uma mala já está! Tapete rolante, malas, tapete rolante, malas, tapete rolante… Bem, não conseguia ver a segunda mala a passar no tapete. Tapete rolante pára…Nada de segunda mala. Adivinhem qual!? A que tinha os dois computadores, o ipod, a roupa e mais uma série de tralhas.
Dirigi-me ao Lost & Found. Comigo, mais seis pessoas que vinham no meu voo e aí umas quinze que tinham acabado de chegar de algures. Bem, já vos descrevi os senhores/as seguranças que estão nos detectores de matais, raios x e afins! Garanto-vos que as duas espécimes que estavam de serviço, com aquela simpatia e aquelas fardas, me fizeram imediatamente lembrar duas polícias Nazis. Bem, até compreendo! As pessoas tinham ficado sem as suas bagagens devido à total incompetência (e falta de princípios!) dos colegas daquelas senhoras e, como devem compreender, essas pessoas, eu incluída, éramos uns estúpidos, porque estávamos ali a dar-lhes trabalho. E a reclamar!! Quer dizer…! Não era suposto reclamar-mos! Quem pensávamos nós que éramos para reclamar?! Olha, desapareceu, azar!! Esta foi a atitude daquela gente.
Diálogos:
“Mas sabem onde ficou a bagagem? Não podem contactar o aeroporto de Madrid para saber se a bagagem saiu de lá?” – “Lamento. Identificação, por favor!”
“ Tem ideia de quanto tempo pode demorar a aparecer?” – “Lamento. Marca da mala?”
“ E agora? Qual o procedimento? Como vamos fazer para saber se a mala já apareceu?” – “ Espera que lhe telefonem. Ou telefona e dá este número do processo. Próximo!”
Tudo bem, pensei eu. É o sistema! E os aeroportos são locais seguros. Cada vez mais. Só trabalha lá gente de confiança. Aliás, não podem dar muita treta aos passageiros porque quem trabalha nos aeroportos é gente mais séria que o normal, devidamente seleccionada e investigada, com um perfil de correcção superior ao normal. As regras apertadas de segurança assim o exigem.
Vim embora descansada!
Hoje, (08.07.07), telefonaram a dizer que a bagagem tinha chegado. Claro que liguei para lá na sexta e no sábado para saber notícias mas, nada! Não sabiam de nada! Hoje sim, hoje já sabiam que lá estava. Ok, pensei eu, isto funciona mesmo. Gente séria e eficiente esta dos aeroportos.
Fui buscar a mala de tarde. Mais uma vez, segurança apertada. Fui à polícia identificar-me, deixei carta de condução, deram-me um crachá, passei no detector de metais, tirei o casaco, a carteira os óculos de sol e lá consegui passar. Dirigi-me ao Lost & Found. Quase chorei de alegria quando ví a minha mala. E quando peguei nela…ia tendo um colapso. Pesava 1/3 do que aquilo que era suposto pesar e tinha o fecho com o aluquete rebentado. Tinham desaparecido os computadores (Asus+Sony Vaio), o ipod (special edition U2), o estojo com as canetas, os carregadores…tudo excepto os papéis e a roupa. Passei-me, literalmente. E ainda me passei mais quando fui reclamar. Disseram-me que não devia trazer coisas de valor nas bagagens! ESTÃO A BRINCAR COMIGO, CERTO?!
Primeiro: As pessoas pagam ás companhias aéreas para que elas próprias e as suas bagagens viagem em segurança e cheguem intactas ao destino;
Segundo: O transporte de bagagens é um serviço disponibilizado pelas companhias aéreas. Como tal deve ser prestado com seriedade, responsabilidade e profissionalismo;
Terceiro: Todos os objectos dentro das malas das pessoas devem ser considerados objectos de valor. Pode ser sentimental, pode ser material, pode ser uma porcaria qualquer, mas tudo valor. E valor não é só o que as coisas custam em €. Só a título de exemplo, não me roubaram a agenda. Ora, a agenda é, para mim, uma das coisas mais valiosas que ia na mala. Custou 15€. Por outro lado, também não me roubaram a roupa. Ora, uma das peças de roupa que transportava custou bem mais do que o ipod. Somando o valor de toda a roupa, daria quase o preço de um computador. E eram apenas três ou quatro peças. A teoria de que não se deve transportar coisas de valor nas malas não faz qualquer sentido porque ninguém me consegue dizer o que é exactamente o valor das coisas;
Quarto: Alguém me consegue explicar para que raio existem tantas normas de segurança nos aeroportos?! É que não consigo perceber! Tratam-nos como se fossemos todos terroristas e depois têm ladrões a trabalhar lá dentro?!
Quinto: Quem diz ladrões, diz terroristas. Se não são de confiança, podem fazer e ser qualquer coisa. Como é que é possível não haver regras de segurança para quem trabalha lá dentro?! É que se houvesse, coisas destas não aconteciam. Sim, porque se me roubaram as coisas têm que as fazer sair dos aeroportos. Como é que saem?! Ninguém vigia quem lá trabalha? Com que coisas entram e com que coisas saem?! Então significa que também podem entrar e sair com bombas…Estarei errada?! Isto não vos parece muito grave?! Significa que a qualquer momento o conteúdo de uma mala pode ser adulterado e despachado por avião. Quem nos garante que quem rouba um computador de uma mala não coloca lá uma bomba e a despacha no voo seguinte?
Sexto: Por onde andou a minha mala? Ninguém me disse onde se perdeu, onde andou, em que voo veio, quando veio… Nada! Não sei se a mala ficou até hoje em Madrid. Não sei se chegou ao Porto na quinta-feira, na sexta-feira, no sábado…Mas, se o controlo é tão apertado e se sabem exactamente o que transporta cada avião, então deviam saber como é que a mala chegou e quando, certo?! E sabem quando é que passou no raio x, quem foi a empresa de segurança que o fez, os nomes dos seguranças que estavam de serviço, a que horas, etc,etc. Presumo que tudo o que circule dentro de cada aeroporto seja conhecido e vigiado, incluindo o trabalho de quem o faz. Assim, sendo, como se explicam estes roubos?!
Sétimo: Das duas uma:
Ou existe uma máfia a operar dentro dos aeroportos e há tanta gente envolvida que ninguém faz nada. Isto é apenas uma teoria mas só assim se explica que ninguém nos diga por onde andaram as nossas coisas e toda a gente aja como se isto fosse normal. Sim, porque foi assim que agiram as pessoas do Lost&Found, como se fosse normal. Aliás, a dada altura dissera-me basicamente que a culpa do roubo tinha ido exclusivamente minha. Compreendo. Usei um serviço pelo qual paguei, deve ser por isso!
Ou, a segurança dos aeroportos é uma grande treta e ninguém está minimamente seguro. Aqueles teatros todos para entrar e passar com bagagem, não passa disso mesmo, teatro. Na realidade não existe segurança nenhuma e só estão ali para chatear gente normal que quer ir à sua vida e não quer fazer mal a ninguém. Porque os que podem verdadeiramente fazer mal, a esses ninguém chateia.
Concluindo: Segurança nos aeroportos é mesmo treta!! E, parece que ninguém está muito interessado em que seja diferente.
Isto é uma injustiça. Além disso, revolta-me saber que alguém está a mexer nas minhas coisas e tem acesso a coisas tão pessoais como os mails, as fotografias, as contas bancárias, etc. E o trabalho de centenas ou até milhares de horas foi para o teto. Ninguém tem este direito. E, bolas! Tanto tetro nos aeroportos para serem eles próprios os “terroristas”?!! Não acham que isto merecia uma investigação profunda?