Jogos de video transformam mentes de crianças em PC's

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Jogos de vídeo transformam mentes de crianças em computadores

Os jogos de vídeo voltaram a ser tema de debate após a suspensão da distribuição de 'Manhunt 2', e os seus efeitos continuam a suscitar preocupações.

«Já há algum tempo que várias pessoas ligadas à pedopsiquiatria alertam para o facto de muitos desses jogos, ao invés de darem elasticidade mental a quem os joga, se limitarem a dinamizar conteúdos violentos a uma velocidade que também por si é agressiva» - alertou a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos.

Ana Vasconcelos reagia a uma decisão tomada quarta-feira, dia 27, pela Associação de Médicos Americanos (AMA), que exigiu uma investigação mais exaustiva aos efeitos positivos e negativos, a longo prazo, do uso de jogos de vídeo.

A AMA, que tem vindo a ocupar-se da temática, vai enviar as suas recomendações e os resultados de investigações que elaborou à Associação Americana de Psiquiatria e a outras sociedades médicas, para que estas as tenham em conta na próxima revisão do Manual de Diagnósticos e Estatísticas de Desordens Mentais.

Na opinião da pedopsiquiatra portuguesa, «no geral, esses jogos enriquecem a parte perceptiva mas não a parte simbólica individual, ou seja, em nada ajudam as crianças e jovens a reflectir melhor, até porque terem a cabeça cheia de imagens inúteis funciona como ruído, causando perturbação e dificultando o pensamento».

«E é evidente que estamos perante a geração do chamado 'pensamento visual', que é parcialmente responsável pelo insucesso dos miúdos em áreas como a matemática ou a língua portuguesa», assinalou.

De acordo com a pedopsiquiatra, «há crianças que expelem as suas tensões emocionais através do corpo e, em determinadas situações, ocorrem-lhes flashes violentos desses jogos, o que pode causar uma confusão de valores, baralhando o bem e o mal e deixando a criança sem saber como agir adequadamente perante os outros».

«Infelizmente, muitos desses jogos fazem da mente do utilizador um mero computador, sem sentimentos e sem consciência moral», criticou Ana Vasconcelos, exemplificando que «a criança vê rolar uma cabeça e não se interroga sobre o que sente alguém ao ser decapitado e esta falta de compaixão pode depois reflectir-se na vivência da criança com os outros».

Nos Estados Unidos, onde 70 a 90 por cento dos jovens são utilizadores assíduos das consolas, a AMA anunciou que pediu a revisão do sistema de qualificação em vigor para os vídeojogos, que data de 1994, para que os pais saibam a que conteúdos é que os seus filhos vão ser expostos.

Neste aspecto, Ana Vasconcelos conclui que «os pais podem não conhecer todas as imagens que os jogos contêm, uma vez que não os jogam, mas basta-lhes ter um pouco de bom senso para concluir que uma grande parte deles não fazem sentido nenhum e que as crianças não têm qualquer vantagem em ser-lhes expostas».

Fonte - Lusa / SOL


Realmente, este Manhunt 2 tem uma capa deveras interessante
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É só porrada, violência, decapitações, etc....dasssssssssss
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Fartei-me de jogar Carmageddon, e não ando aí a atropelar pessoal...
A diferença é que tu ainda és da era que não tinha computadores e TV era pouca...


Hoje me dia desde quase desde que nascem que os putos começam logo a levar lavagem ao cérebro...



Quando começáste a jogar computador, e sem a qualidade e realismo que eles têm, já tinhas a tua personalidade quase formada.



Hoje em dia ela forma-se já com estas novas tecnologias, e infelizmente e em muitos casos, sem a supervisão dos país, que antes preferem que o puto passe horas ao computador e não o chateie...
 
A diferença é que tu ainda és da era que não tinha computadores e TV era pouca...


Hoje me dia desde quase desde que nascem que os putos começam logo a levar lavagem ao cérebro...



Quando começáste a jogar computador, e sem a qualidade e realismo que eles têm, já tinhas a tua personalidade quase formada.



Hoje em dia ela forma-se já com estas novas tecnologias, e infelizmente e em muitos casos, sem a supervisão dos país, que antes preferem que o puto passe horas ao computador e não o chateie...

Pois, se calhar é por isso que gosto de jogos de computador que fujam à realidade, tipo Carmageddom, Unreal, Quake, entre outros...

Os putos aos 8 anos, já tem telemovel e PS2/PSP/PS3/XBOX ou qq coisa do género...
 
Pois, se calhar é por isso que gosto de jogos de computador que fujam à realidade, tipo Carmageddom, Unreal, Quake, entre outros...

Os putos aos 8 anos, já tem telemovel e PS2/PSP/PS3/XBOX ou qq coisa do género...
Com a diferença que tu sabes distinguir a realidade da ficção, e o bem do mal.


Hoje em dia fica mais dificil, não só pela falta de contacto com a realidade/natureza/simplicidade da vida, como por desleixo por parte dos pais numa educação cuidada.


Hoje em dia tem de se ter muito mais cuidado na educação que se dá aos filhos...

Não se pode esperar que eles se auto-eduquem a ver os Morangos com Açucar... :sh)




Isto lembra-me um mail que recebi hoje:

>Nascidos antes de 1986. De acordo com os reguladores e burocratas de hoje,

>todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos
>ter
>sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com
>cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e
>mordíamos.
>Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas "à prova de crianças", ou
>fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
>Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
>Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á
>frente
>era um bónus.
>Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.
>Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar,
>mas
>nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
>Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
>Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentose depois andávamos a
>grande
>**velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que
>esquecemos
>**
>de
>montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
>Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos
>em
>
>casa
>antes de escurecer.
>Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.
>Não tínhamos PlayStation, X Box.
>Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis,
>computadores, DVD, Chat na Internet.
>Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.
>Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!
>Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossosmas sempre sem
>processos em tribunal.
>Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos ás portas de
>vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
>Íamos a pé para casa dos amigos.
>Acreditem ou não íamos a pé para a escola;
>Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
>Criávamos jogos com paus e bolas.
>Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles
>estavam do lado da lei.
>Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
>Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
>Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a
>lidar com tudo.
>És um deles?
>Parabéns!
>
>Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como
>verdadeiras
>
>crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, "para
>nosso bem".
>Para todos os outros que não têm idade suficiente pensei que gostassem de
>ler acerca de nós.
>Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho... E talvez ponha um
>sorriso
>nos vossos lábios.
>A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986.
>Chamam-se jovens.
>Nunca ouviram "we are the world" e uptown girl conhecem de westlife e não
>de
>
>Billy Joel.
>Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.
>Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname.
>A SIDA sempre existiu.
>Os CD's sempre existiram.
>O Michael Jackson sempre foi branco.
>Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que
>aquele gordo fosse um dia um deus da dança.
>Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano
>passado.
>Não conseguem imaginar a vida sem computadores.
>Não acreditam que houve televisão a preto e branco.
>
>Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
>1. Entendes o que está escrito acima e sorris.
>2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
>3. Os teus amigos estão casados ou a casar.
>4. Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores.
>5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
>6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
>7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.
>8. Vais encaminhar este e-mail para outros amigos porque achas que vão
>gostar.
>
>SIM ESTÁS A FICAR VELHO heheheh , mas tivemos uma infância do caraças" *
 
És do meu ano (idade) [;)]
Tenho quase a certeza que não jogaste jogos com grande violencia/realismo em criança...
E muito importante quanto a mim, é que quando começou a ter acesso a esse tipo de diversão, já tinha jogado á sirumba, caido n vezes a andar de bicicleta, brincado com carrinhos e gi-Joes...



Além de levarem logo com as nova tecnologias desde que saiem do berço, hoje em dia os putos aos 12/13 anos já fazem a vida que era normal começar-se a fazer aos 15/16...


Crescem demasiado rapido, mas sem cabeça a acompanhar o resto...
 
És do meu ano (idade) [;)]
Tenho quase a certeza que não jogaste jogos com grande violencia/realismo em criança...

Joguei, joguei.. queres mais realismo e violência que um belo jogo de futebol no meio da rua (a violência era quando caía, ou quando chegava a casa com a roupa rasgada... ai, ai...) ;)
 
Também recebi o mail...

Retrata mesmo a minha infância (sou da colheita de 80)!!!
Sou de 77 mas foi a mesma coisa comigo...


Curiosamente antes de nascer já o meu pai tinha computadores em casa, claro que nada como hoje, ainda nos primórdios da informática...

Mas apesar disso tive uns bons pais que me deram valores, e me "davam uns tabefes" sempre que era preciso...
 
>A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986.
>Chamam-se jovens.
>Nunca ouviram "we are the world"

... sou de 86 e lembro-me de gostar de por esse vinil a tocar e revejo-me como uma dessas
crianças a brincar.
 
Sou de 77 mas foi a mesma coisa comigo...


Curiosamente antes de nascer já o meu pai tinha computadores em casa, claro que nada como hoje, ainda nos primórdios da informática...

Mas apesar disso tive uns bons pais que me deram valores, e me "davam uns tabefes" sempre que era preciso...

Tabefes??? O que é isso??? Isso é um mito, os putosde hoje não sabem o que isso é... [;)]

Tenho muitos amigos professores do 2º e 3º ciclo, e contam coisas dos putos de 13, 14, 15 anos, que custa-me a acreditar...

E os putos mandam no pais, eles é que sabem, fazem e desfazem, e pensam que é assim na escola. Querem mandar no professores, nos empregados, e por vezes até no corpo directivo... é cada história!!!

No meu tempo, se levantavas a voz levavas logo... ai era logo, nem ai nem ui!!!
 
revejo-me no email...E de ser apanhado a tocar às campainhas e de levar umas boas chapadas...e dos meus pais dizerem sp aos professores que me podiam bater...

Mas eram bons tempos...
 
Eu acho que nessa altura (entre os 8 e os 14) tinha uma preparação física invejável, porque fazia vários desportos:

- andar de bicicleta
- futebol de rua
- luta livre (a brincar)
- escondidas/"cowboiadas"
- corrida a fugir de cães
- corrida após toque de campainhas
- subida de muros
- subida de árvores de fruto e corrida à frente do senhor do terreno
- subida de árvores, só pelo prazer de subir
- entre muitos outros...
 
Tabefes??? O que é isso??? Isso é um mito, os putosde hoje não sabem o que isso é... [;)]

Hoje em dia se um puto apanha umas chapadas na cara é um coitadinho e um menor que foi vítima de agressão.

São cada vez mais ditadores e por culpa da educação que os pais muitas vezes lhes dão.

Nunca lhes batem quando é preciso, deixam-lhes no infantario/escola/atl/etc até aquilo fechar (enquanto estão no café a por a galhofa em dia e em certos casos a "polir paredes" e quando estão com eles dão sempre a sensação que não querem saber deles. Depois a culpa é sempre do(s) professor(es)/educadores de infância/catequista (nos casos em que andam na catequese)/etc, mas nunca é deles.

É a educação "fast-food" que temos de muitos papás. Já nem falo nos casos que recebem o "rendimento mínimo" e têm uma vasta experiência profissional de "coçadores da micose".
 
A respeito da mais recente criação da take two(GTA), manhut 2 está-se a criar uma enorme(novamente) onda de polémica contra jogos violentos. é certo que o jogo pode ser demasiado "gore" até para um adulto, mas quem me diz o que eu posso ou não jogar? tenho 24 anos, não sou um puto de 10... mesmo o GTA:SA tem bem explicito na capa +18, porque é que vejo putos de 12/13 anos a sair da loja tds felizes com os papas com o dito jogo? Se realemnet acham que os jogos podem tornar as crianças violentas, tem boa solução, não lhes façam as vontadinhas e comprem jogos adequados á idade... mas depois lembrem-se de não os deixar ver os SAW's e Hostel's que vão para o cinema, nem os deixem ver alguns programas na TV, etc... Ah e passem a dar-lhes mais atenção em vez de serem "pais" ausentes.
Videojogos violentos reservados aos adultos


MARIA JOÃO CAETANO
"Manhunt 2": proibido na Inglaterra e Itália. Por cá, "é proibido proibir"
Sádico. Demasiado violento. Brutal. Antes sequer de estar no mercado, Manhunt 2, o jogo que a empresa norte-americana Take Two se preparava para lançar mundialmente no próximo dia 10, já foi proibido na Itália e no Reino Unido. No primeiro caso, a decisão foi tomada pelo Ministério das Telecomunicações. No segundo, foi a British Board of Film Classification, a comissão que atribui as classificações etárias, que se recusou a classificar o jogo o que, na prática, impede a sua comercialização.

Em Portugal, isso nunca poderia acontecer. Por cá, "é proibido proibir". "De acordo com a lei portuguesa, todos os produtos têm direito a uma classificação", explica Paula Andrade da Inspecção Geral das Actividades Culturais (ICAG), entidade responsável pela classificação etária de espectáculos, filmes e videogramas. Os jogos podem ser considerados para maiores de quatro, seis, 12, 16 ou 18 anos - quando têm sexo explícito ou uma carga considerável de violência física e/ou psicológica. "Existem casos previstos na lei - por exemplo quando atentam contra a dignidade humana ou incitam a xenofobia - em que estamos perante um crime e temos que fazer uma queixa ao Ministério Público. Mas isso nunca aconteceu", explica a inspectora-geral.

Em 2005, a ICAG classificou 1866 jogos, 114 dos quais foram qualificados para adultos. No ano passado, dos 2055 jogos postos à consideração da ICAG, houve 180 que mereceram uma classificação acima dos 18 anos. A tendência repete-se este ano: nos primeiros cinco meses de 2007, a ICAG já atribuiu 36 vezes o selo de "maiores de 18"a jogos das diversas plataformas.

"O primeiro Manhunt recebeu uma classificação para maiores de 18. Para este segundo jogo já recebemos um pedido de classificação mas ainda não temos o videograma, por isso ainda não o pudemos classificar", esclarece Paula Andrade.

'Game Over'

Além das proibições em Itália e no Reino Unido, nos Estados Unidos Manhunt 2 também foi classificado para maiores de 18 anos, o que praticamente impede a sua distribuição: tanto a Sony (responsável pela PlayStation) como a Nintendo (que tem a Wii), têm políticas que proíbem o lançamento para estas plataformas de jogos com a indicação AO - Adults Only. Além disso, as principais cadeias comerciais, como a Wal-Mart, não vendem produtos com esta classificação.

Perante isto, a Take Two, detentora da Rockstar Games, e que tinha planeado lançar mundialmente o jogo em Julho, foi forçada a rever a sua estratégia e anunciou a suspensão de Manhunt 2. "Continuamos a acreditar neste jogo extraordinário", afirmou a empresa em comunicado. "Acreditamos na liberdade de expressão criativa, assim como num marketing responsável. Estes são elementos essenciais para o nosso negócio que é produzir grande entretenimento." Agora, restam-lhe duas hipóteses: recorrer das decisões das comissões (adiando o lançamento por mais alguns meses sem garantia que consiga uma classificação mais favorável), ou alterar o jogo e eliminar as cenas mais violentas. Qualquer das opções sai cara.

Manhunt 2 coloca o jogador como o sobrevivente de uma experiência científica terrível, sem ninguém em que confiar: "Gritos dementes ecoam pelo húmido refúgio onde estiveste encarcerado durante seis anos. Abres os olhos. Um corpo escorrega por entre as tuas mãos trementes. Um fio de sangue cai da tua arma. Estás confuso. Não tens ideia de quem és ou como chegaste aqui." A partir daí é lutar ou morrer.

Criadores de jogos tão polémicos como Grand Thef Auto (o famoso GTA), Bully ou Carmageddon, a verdade é que a cada lançamento a Rockstar desafia as comissões de classificação. Em 2003, o primeiro Manhunt tinha já recebido imensas críticas e uma classificação para maiores de 18 - insinuou-se mesmo que o jogo estaria associado a um crime ocorrido no Reino Unido mas nada ficou provado. Até hoje, a polémica tem-lhe sido favorável. Quanto mais controverso é um jogo, mais atenção desperta e mais dinheiro entra nos cofres da empresa. Mas, desta vez, as comissões parecem estar a dizer a todos os produtores de videojogos: não exagerem. O problema é perceber exactamente qual é o limite.

"Está na moda dizer que os jogos influenciam"

Culpa. Responsáveis políticos receiam a violência dos jogos. Psicólogos têm dúvidas

Vítor Braz tem 30 anos e jogou "até ao fim" o primeiro Manhunt: "É um jogo muito violento, que coloca à nossa disposição algumas formas de matar, incluindo sufocar um inimigo com um saco plástico", conta o subdirector da PT Gamers, revista especializada em jogos. Em relação ao Manhunt 2, sabe que a fasquia é muito alta: "É o próprio tema do jogo que é negro, adulto, como é hábito na Rockstar. Eles não costumam 'mascarar' os actos violentos que colocam nos seus jogos".

Sem máscaras. Torturas, assassínios, violência sexual. Strauss Zelnick, director da Take Two, ainda defendeu o produto, sublinhando a sua "qualidade cinematográfica". Mas o realismo da animação apenas prejudicou a classificação. "Mais do que violento pode definir-se como cruel e sádico", com uma "insistente incitação à violência e ao homicídio", lê-se no comunicado do ministério italiano das telecomunicações.

Os responsáveis políticos temem que a violência possa gerar ainda mais violência. Vítor Braz não acredita: "os jogos violentos não têm mais influência do que os filmes violentos", diz. "Hoje em dia, as atenções concentram-se mais nos jogos porque é um mercado importante. Está na moda dizer que os jogos têm influência no comportamento dos adolescentes. Mas isto nem sequer é um fenómeno novo. Em 1992 já havia o Mortal Kombat, por exemplo."

Os psicólogos não têm tantas certezas em relação a isso: "Existe de facto uma relação entre as pessoas que jogam estes jogos, sejam crianças, adolescentes ou adultos, e o desempenho violento. Mas não podemos dizer que é apenas por causa dos jogos que as pessoas são violentas", afirma Marina Carvalho. "No caso das crianças, que aprendem através de modelos e têm mais dificuldade em distinguir a realidade da ficção, a questão pode pôr-se. Mas um adolescente já faz essa separação." Os jogos provocam a violência? "É difícil dizer qual é a causa e qual é a consequência", afirma esta psicóloga.

Na mesma linha, Jorge Rosa, professor da Universidade Nova e investigador na área da tecnologia, considera que "os jogos reflectem a sociedade mais do que a moldam", no sentido em que a sua capacidade de influência é equivalente à da televisão ou da internet. "Não há uma relação directa entre os videojogos e a violência dos jovens. Os jogos são apenas um factor. Se um jovem não tiver uma tendência para a violência não acredito que seja um jogo a influenciá-lo." A pergunta principal, diz, deverá ser ao contrário: "o que é que faz com que os jogos sejam progressivamente mais violentos? Porque é que as pessoas se interessam por esta fórmula?" M. J. C.

In http://dn.sapo.pt/2007/06/27/sociedade/ … _adul.html
 
A respeito da mais recente criação da take two(GTA), manhut 2 está-se a criar uma enorme(novamente) onda de polémica contra jogos violentos. é certo que o jogo pode ser demasiado "gore" até para um adulto, mas quem me diz o que eu posso ou não jogar? tenho 24 anos, não sou um puto de 10... mesmo o GTA:SA tem bem explicito na capa +18, porque é que vejo putos de 12/13 anos a sair da loja tds felizes com os papas com o dito jogo? Se realemnet acham que os jogos podem tornar as crianças violentas, tem boa solução, não lhes façam as vontadinhas e comprem jogos adequados á idade... mas depois lembrem-se de não os deixar ver os SAW's e Hostel's que vão para o cinema, nem os deixem ver alguns programas na TV, etc... Ah e passem a dar-lhes mais atenção em vez de serem "pais" ausentes.


In http://dn.sapo.pt/2007/06/27/sociedade/ … _adul.html
apr:)

é isso mesmo que falta
 
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