Os 7 horrores de Portugal

Não me vais dizer que achas Armação de Pera um horror...está-se tão bem lá!

A última vez que lá fui pensei que me tinha enganado no caminho e tinha chegado ao Cacém. [:)]

Embora isto não lhe fique muito atrás:

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Última edição:
Um grande texto sobre esse pasquim anti-Sportinguista:


O Público de Virtudes

Há um maluquinho no Lumiar que costuma sair à rua à noite. Veste um blusão escuro que o torna praticamente invisível em noites de lua nova, agarra num ramo de árvore tombado, coloca-se no centro da Alameda das Linhas de Torres e desata a controlar o trânsito. Não é perigoso, não é mal educado, não coloca problemas a ninguém – excepto a mim, que fico tentado a atropelá-lo quando ele irrompe da escuridão, por trás de um plátano, enquanto berra: “Infracção! Infracção!”
Tirando isso, o maluquinho é muito normalzinho: faz o trabalho imaginário dele, tão inútil como estapafúrdio, e os automobilistas retiram o desconto devido à excentricidade, ignorando-o olimpicamente.
O jornal “Público” é o maluquinho da imprensa portuguesa. Ninguém lhe liga, ninguém o compra, mas ele prossegue, impávido, como se marcasse a agenda pública. Enquanto o bom povo português ignora o tratado europeu, o “Público” insiste no assunto. Quer referendos. Debates públicos. Sessões de esclarecimento. Esquece a regra basilar da politica portuguesa: chegado ao mês de Junho, isso dos tratados está muito bem, mas o bom povo quer mesmo é levar tupperwares de meloa e pastéis de bacalhau para a praia.
As criticas de cultura do jornal não se prendem com essas minudências que são os leitores. Da sua leitura, depreende-se que os respectivos autores, se pudessem, fechar-se-iam numa sala com os artistas retratados e falariam longamente sobre o mundo novo, aquele que há-de vir, quando as turbas se deslocarem ordeiramente do estádio para a galeria, da igreja para o museu, do peep-show para a sessão de teatro experimental (Há duas semanas, um dos cronistas dissertou longamente sobre a lenda do unicórnio – oh senhores, o unicórnio? Adivinho o esgar incomodado do Manel e da Maria:
Oh home, o unicórnio é aquele que só foi encornado uma vez?)
A critica é, em si, um exercício umbiguista, como o meu sinaleiro do Lumiar, que gesticula mesmo quando ninguém obedece. No mês passado, o jornal dedicou quatro páginas ao artista plástico Pedro Cabrita Reis. Para quem não conhece, Pedro Cabrita Reis é um artista cujas exposições devem ser calcorreadas de lança-chamas na mão porque a tentação de passar aquela amálgama de papel, arame e pedra é grande, sobretudo depois de termos pago o bilhete de entrada. Ganhou um ou dois baldes de prata, prémios da bienal do Huambo, mas, para o comum dos mortais, torna-se extremamente difícil distinguir o andaime-que-faz-parte-da-exposição do andaime ferrugento que ficou no museu desde a rotura da clarabóia do Inverno passado. O “Público”, porém, dá instruções para que nos interessemos.
Este ano, o “Público” acumula desaires imperdoáveis. Publicou uma página noticiosa plagiada do Wikipedia. Foi condenado pelo Supremo Tribunal por publicar uma notícia falsa [por acaso, sobre o Sporting…] e, não contente com isso, subverteu o conteúdo do acórdão definitivo, dando a entender que fora condenado sem razão. Na semana passada, um leitor queixou-se de uma notícia afixada online com erros factuais, e o jornal corrigiu-a sub-repticiamente, como se nada fosse, sem uma nota editorial, um aviso…
Dir-me-ão que são pequenas falhas, pequenos desvios percentuais no comportamento ético de um jornal de referência. Contraponho que um desvio percentual tem alguma importância: lá diz o doutor House que, com uma variação de 1% no DNA do José Manuel Fernandes, passamos a ter um golfinho! Em retrospectiva, um golfinho estaria mais habilitado para dirigir o jornal. Pelo menos, não apoiou a invasão do Iraque!
Do alto do seu saber consolidado, ciente do seu peso na critica de arquitectura portuguesa, o “Público” escolheu agora o Estádio José Alvalade como um dos potenciais “monstros” da arquitectura, que serão eleitos em votação online. Depois de consultada uma vara de especialistas, o jornal chegou a esse fantástico desígnio. Como o maluquinho do Lumiar, o “Público” gesticula e traça directivas. Felizmente, ninguém obedece.

Fonte: http://www.maosaoar.blogspot.com/
 
Mas, em primeiro lugar, acho que devia ficar este concurso...Não lhe acho a mínima piada...

E tem lá monumentos bem interessantes, mas pronto...

Já para não falar no facto de ser quase tudo de Lisboa, vá-se lá saber porquê...[8b]:sh)

[:D]
 
O jornal "O Publico" anda pegado com o Sporting, por ter que pagar aquela multazinha... e agora pronto, e também, colocou leiria, porque é uma cidade onde há muitos adeptos do Sporting. [8b][8b]

faz todo o sentido q, se incluem o de alvalade, incluam tambem o de leiria, tendo em conta q sao dois estadios parecidissimos.. isto pq ambos foram desenhados pelo conhecidissimo (principalmente do publico feminino) arquitecto tomas taveira...
 
Falta nesta lista uma aberração que é a "Capoeira da Luz", fica ali na 2ª Circular em frente ao C.C. Colombo.

Era neste que eu votava!
 
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