Obrigado, pelo vosso input, pessoal. Este tópico está a ser enriquecedor. apr
De qualquer maneira, vi que bastantes de entre vós (tal como eu) vivem e têm mais conhecimento da dinâmica da informática numa cidade do que propriamente numa pequena vila do interior norte. Deixem, então, que eu vos dê um cherinho da minha visão daquilo que se passa por aquelas terras.
1 - A actividade principal da empresa nunca será a venda de computadores. Tal como eu disse logo no primeiro post, lá o mercado doméstico é muito menos dinâmico: por um lado há menos pessoas (e jovens), por outro há menos dinheiro e menos predesposição ao consumo de material informático.
Esqueçam, por isso, a venda de grandes máquinas. Se vendesse uma dúzia de PC's a particulares, já não era nada mau. (mesmo assim dizem-me que, desde que bem enfeitados, bom paleio e preço competitivo, conseguiria vender bastantes mais)
2 - A concorrência das grandes superfícies é um tanto ou quanto marginal. Se, por um lado, é certo que já muita gente tem boas possibilidades de ir passear até às cidades e aos shoppings, não é menos verdade que, ainda assim, muita gente prefere comprar as coisas na loja da esquina.
3 - Os preços praticados... enfim. Já, por várias vezes, entrei nas duas lojas da região apenas para me divertir a vê-los a "enganar" os clientes e a tentar enganar a mim.
A título de exemplo, uma vez tentaram vender-me uma R9200, como sendo um topo de gama que papava tudo o que fosse gráficos altamente exigentes, ao preço que eu tinha comprado a minha R9800Pro [

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4 - Ao nível da assistência às empresas - esta, sim, aquele que seria o verdadeiro motor da loja - elas esperam e desesperam pela chegada de um tinteiro ou de um toner para a impressora, fax, fotocopiadora,....
Acredito que se eu conseguisse fazer diminuir o tempo de espera pelos consumíveis, aniquilaria (pelo menos nesse aspecto) a concorrência toda.
5 - Ao nível da assistência de software, também se prima pela ineficácia. Por aquilo que eu vejo, prefere-se remendar do que colocar como novo. Isto resulta, muitas vezes, em o técnico perder quase o mesmo tempo e o cliente, passados uns dias, estar outra vez descontente.
6 - Ao mesmo tempo, a assitência não se preocupa minimamente em corrigir educadamente os vícios dos clientes. Não custava nada dar alguma "educação" e até implementar novas formas de gestão de informação junto dos clientes: ganhava o técnico que, posteriormente, veria o seu trabalho facilitado e ganhava o cliente que teria certamente mais produtividade e menos problemas.
7 - A distância das grandes metrópoles e consequente distância dos fornecedores é algo que, realmente, também me preocupa e que eu vejo como uma boa explicação para o preço elevado de algumas coisas.
De qualquer maneira, no meu caso, eu estaria mais ou menos "encostado" a uma outra empresa que tem muita mobilidade e tem constantemente carros, carrinhas e camiões não só nas cidades como no mundo[

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Não seria muito difícil encomendar as coisas e tê-las na loja, passados umas horas ou dias, a custo 0.
8 - Ao contrário do que o baixinho disse, naquele contexto geográfico-económico, 25€ para resetar um router em 5 minutos é, na verdade, muito dinheiro. Se fizesse uma intervenção de 30 minutos cobraria quanto? 125€?
Se, devido ao "isolamento" o material pode ser mais caro, por outro lado toda a mão-de-obra é mais barata. Há que ter isso em conta.
9 - Se compensa a pessoal do Porto deslocar-se praticamente 100km para dar assistência técnica naquela região, será que eu, com uma casa sedeada naquela zona, não conseguiria lucrar mais?
10 - Houve, também alguém que adiantou a possibilidade de ter de pagar 3 salários: a minha visão prende-se apenas com 2 empregados (incluindo eu): alguém a dar assistência nos clientes e alguém na loja. Já teria de ter um bom volume de negócios, para eu pensar sequer na hipótese de admitir mais alguém.
Continuem a dar as vossas opiniões. Estou a gostar [

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