Objectores de consciência na questão do aborto! Serão admissíveis?

Objectores de consciência na questão do aborto! Serão admissíveis?

  • Sim, perfeitamente de acordo com a objecção de consciência

    Votos: 58 55,8%
  • Sim, relativamente de acordo com a objecção de consciência

    Votos: 5 4,8%
  • Sim, de acordo

    Votos: 4 3,8%
  • Não me parece muito bem a objecção de consciência nestas situações

    Votos: 4 3,8%
  • Não estou nada de acordo com a objecção de consciência

    Votos: 2 1,9%
  • Não devia haver, sequer, objecção de consciência nesta matéria

    Votos: 3 2,9%
  • Os médicos têm de fazer aquilo para que são pagos, desde que legal

    Votos: 25 24,0%
  • Não tenho opinião

    Votos: 3 2,9%

  • Total de eleitores
    104
  • Sondagem encerrada .
Claro que estou de acordo com os objectores de consciência, não fazia sentido nenhum obrigar profissionais de saúde a fazer abortos se eles não ficam bem em consciência para o fazer... isto não é nenhuma ditadura embora alguns do governo tenham tendências de fachos...
 
Os médicos não estão obrigados a prestar actos médicos :confused:

Se não trabalham não recebem ... estão mal, mudem-se... existe muito quem queira trabalho/emprego,...

Tambem me apetecia ser objector de consciência a certos trabalhos que me dão para desenvolver, ás vezes não me apetece e alguns nem aos meus inimigos desejos, pois são chatos e stressantes

Quando não executo ( se tal acontecesse ) um determinado trabalho a que sou obrigado pela entidade patornal, terá de ser feito por terceiros e o pagamento do mesmo sairá do meu bolso, aí acabava a minha objecção de consciência
 
Os médicos não estão obrigados a prestar actos médicos :confused:

Se não trabalham não recebem ... estão mal, mudem-se... existe muito quem queira trabalho/emprego,...

Tambem me apetecia ser objector de consciência a certos trabalhos que me dão para desenvolver, ás vezes não me apetece e alguns nem aos meus inimigos desejos, pois são chatos e stressantes

Quando não executo ( se tal acontecesse ) um determinado trabalho a que sou obrigado pela entidade patornal, terá de ser feito por terceiros e o pagamento do mesmo sairá do meu bolso, aí acabava a minha objecção de consciência

isso é a lógica da batata, poucas profissões mexem tanto com a ética como a medicina... ainda por cima o juramento que eles prestam é bastante dúbio em relação a este caso. logo depende da interpretação do sujeito, penso eu de que...
 
Bem, só agora é que o Governo está a apurar quantos objectores de consciência existem pelo país... Vamos ver que medidas tomam (há que fazer algo...) quando souberem!
 
Realmente os médicos objectores que estejam nos hospitais mais procurados para as IVG, devem ser deslocados para hospitais que não tenham a mesma procura para IVG...
 
Bem, só agora é que o Governo está a apurar quantos objectores de consciência existem pelo país... Vamos ver que medidas tomam (há que fazer algo...) quando souberem!

Vamos descobrir uma classe médica que se vai descobrir a ela própria como... budista...

Já basta o abuso intolerável de a ordem dos médicos continuar a tentar sobrepôr às leis da república um código deontológico medieval...
 
Vamos descobrir uma classe médica que se vai descobrir a ela própria como... budista...

Já basta o abuso intolerável de a ordem dos médicos continuar a tentar sobrepôr às leis da república um código deontológico medieval...
Pois.

Estou particularmente interessado em ver como é que os senhores médicos vão lidar com a necessária mobilidade com vista a fazer-se face a esta situação de plenitude no exercício de um direito legal...

É que a IVG, já prevista na Lei, é um direito legal e não pode ser negado apenas no simples exercício de outro direito. Se um médico exercer o estatuto de objector de consciência terá de haver outro que o substitua no lugar onde a IVG deva ter lugar. É evidente que a hipótese de remover a grávida será sempre excepcional, pois são os serviços que têm obrigação de assegurar a plenitude de atendimento para justificarem existir!
 
É bonito ver como se equipara uma profissão que mexe com pessoas e com a dignidade da vida humana com mexer em papéis.

Acham portanto que o médico deva fazer IVG contra a sua consciência, para não ser mudado de local de trabalho com prejuízo do projecto de vida que contruiu e da família que possa ter...

Caminhamos para que as pessoas com melhores condições de trabalho sejam aquelas que se sujeitam a tudo... triste mas verdade!

Tal como não podem obrigar ninguém a ir À tropa e pegar em armas para estoirar a cabeça a alguém, também não podem obrigar as pessoas a acabar com aquilo que muitos acreditam ser uma vida. Lá por ser legal não quer dizer que tenha que ser feito.
 
Ninguém disse que o direito à objecção de consciênmcia deva ser limitado. O que se refere é que a IVG é um direito legal e alguém tem de executar esse serviço.

Se um médico OC não o pode fazer terá de ser outro a levar esse serviço a cabo. Se a dotação do hospital não comportar mais médicos ter-se-á de optar pelo clínico que presta um serviço mais abrangente e deslocar para outro hospital o que apresenta limitações ao exercício pleno da medicina.

Não se trata de distinguir em função do direito, de uns e de outros, mas apenas de não limitar ninguém, precisamente, à fruição do respectivo direito!
 
Vamos descobrir uma classe médica que se vai descobrir a ela própria como... budista...

Já basta o abuso intolerável de a ordem dos médicos continuar a tentar sobrepôr às leis da república um código deontológico medieval...

Sabias que em Inglaterra um insuficiente renal depois dos 60 e qq anos não tem direito a diálise da parte do estado? Se não tiver rendimentos para uma clínica o que lhe acontece? Adivinha...

É uma lei do estado. È justa?

O estado diz que é assim e temos que aceitar... ou não.

Sò que depois há logo quem diga que se não fazem e tal... mudam-se de sítio.
É bonito quando não nos toca a nós não é?

O estado tem de ser a entidade empregadora a fornecer os melhores exemplos em termos de condições de trabalho.
É muito mau princípio alterar as condições laborais de um trabalhador só porque recusa legitimamente um acto que vai contra a sua ética.

E criar meia dúzia de estabelecimentos públicos distribuídos pelo país só para esse propósito? Eram mais alguns empregos, as mulheres não o fariam na área de residência com benefícios a nível de privacidade e não se colocava essa questão dos objectore.

Com tantos profissionais de saúde que deram publicamente a cara pelo sim, de certeza que haveria pessoal suficiente para garantir essa assistência.

Choca-me a lógica de algumas pessoas neste fórum, embora no geral fique admirado com tanta moderação e esclarecimento de pontos de vista.
 
Ninguém disse que o direito à objecção de consciênmcia deva ser limitado. O que se refere é que a IVG é um direito legal e alguém tem de executar esse serviço.

Se um médico OC não o pode fazer terá de ser outro a levar esse serviço a cabo. Se a dotação do hospital não comportar mais médicos ter-se-á de optar pelo clínico que presta um serviço mais abrangente e deslocar para outro hospital o que apresenta limitações ao exercício pleno da medicina.

Não se trata de distinguir em função do direito, de uns e de outros, mas apenas de não limitar ninguém, precisamente, à fruição do respectivo direito!

Certo... em parte!

E porque não transportar a mulher?
Condicionar as condições de trabalho (e vida privada) a alguém (como mencionei no tópico acima) devido às suas restrições éticas penso ser um mau princípio.

Outro ponto é que o estado deveria ter feito primeiro um estudo da disponibilidade de pessoal para levar a cabo esse acto... antes de legislar.

O planeamento deveria ter antecedido tudo isto. Houve muita precipitação!
 
Sou a favor das objecções de consciência, desde que não seja recusar no público e aceitar no privado claro. De resto concordo que um médico considere que fazer um aborto seja não tratar uma doença, mas sim matar.
 
Sabias que em Inglaterra um insuficiente renal depois dos 60 e qq anos não tem direito a diálise da parte do estado? Se não tiver rendimentos para uma clínica o que lhe acontece? Adivinha...

É uma lei do estado. È justa?
(...)

Em Portugal também há legislação e práticas médicas que impedem o transplante de orgãos para idosos por recurso ao serviço nacional de saúde.
 
Tens absoluta razão na questão dos papéis, é algo menos óbvio mas absolutamente pertinente

. Mais razão me dás em que o estado não deve mudar as condições de trabalho de um indivíduo que não se sujeita a tudo.

Mas aqui é gritante porque estamos a falar directamente de uma vida (ou de algo lá próximo, não vamos por aqui).

Quanto aos transplantes, eu sei! Mas sabes porque é assim? Porque há poucos orgãos, e apesar de criticável e altamente discutível tem de haver uma série de critérios. Vais dar um fígado a alguém que tem uma doença crónica que o vai rebentar em 2 anos ou a um miúdo que comeu cogumelos ao jantar e está mais pra lá do que pra cá? É porque não se inventam orgãos, não porque não se quer gastar dinheiro em ligar à máquina uma pessoa que precisa. O critério é exclusivamente economicista.

Sò para dizer que nem tudo o que o estado entende como certo o é! E deveria fazer parte do civismo de TODOS, compreender e respeitar esta opção, resolvendo os problemas, mas nunca alterando a vida de alguém devido À sua objecção de consciência sobre o tema VIDA.
 
Última edição:
O que mais fascina na classe médica é a dualidade entre a solene e inflexível invocação dos designados problemas de consciência, e a curiosa geometria variável a que os sujeitam segundo as conveniências pessoais...
 
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Tens absoluta razão na questão dos papéis, é algo menos óbvio mas absolutamente pertinente

. Mais razão me dás em que o estado não deve mudar as condições de trabalho de um indivíduo que não se sujeita a tudo.

Mas aqui é gritante porque estamos a falar directamente de uma vida (ou de algo lá próximo, não vamos por aqui).

Quanto aos transplantes, eu sei! Mas sabes porque é assim? Porque há poucos orgãos, e apesar de criticável e altamente discutível tem de haver uma série de critérios. Vais dar um fígado a alguém que tem uma doença crónica que o vai rebentar em 2 anos ou a um miúdo que comeu cogumelos ao jantar e está mais pra lá do que pra cá? É porque não se inventam orgãos, não porque não se quer gastar dinheiro em ligar à máquina uma pessoa que precisa. O critério é exclusivamente economicista.

Sò para dizer que nem tudo o que o estado entende como certo o é! E deveria fazer parte do civismo de TODOS, compreender e respeitar esta opção, resolvendo os problemas, mas nunca alterando a vida de alguém devido À sua objecção de consciência sobre o tema VIDA.

Se há conceito que respeito é o da objecção de consciência. Mas não confudamos essa noção com um seu sósia muito comum em Portugal: o imitar, o «fazer de conta», por inconfessável conveniência, da objecção de consciência, que assim é amplamente abusada e desvirtuada.

E em matéria de temática de consciência, a classe médica (até pela máxima exploração da sua atitude corporativista em limites mais do que eticamente questionáveis...) usa e abusa da máscara de Dr. Jekkyl & Mr. Hyde...

Um médico meu amigo (Hospital universitário de Coimbra) até revira os olhos cada vez que vê a "Ordenzinha" (como ele diz...) a esticar o elástico desde a birra até à chantagem...
 
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Estou a ver onde queres chegar...

Acredito que se esses esquema de mobilidade que muitos já apregoaram neste tópico viesse para a frente, muitos objectores deixariam de o ser.. pelo menos com seriedade para se afirmarem como tal.

Opções: 1 - Ser um vira casacas mas garantir conforto póprio e familiar.
2 - Fidelidade às opções e ser passado a ferro pelo sistema.

Vai de cada um e é o pão nosso de cada dia, especialmente a 1º opção... mas continuo a discordar que esta escolha tenha de ser feita devido a um assunto destes.

Existem outras formas. Criem-se centros especializados para um problema tão delicado, com condições apropriadas, transportem-se as mulheres (uma hora de carro em cada sentido é realmente trágico...), enfim... parece que existe um gosto especial em não facilitar a vida às pessoas (não sei se neste caso pela profissão que é ou se generalizadamente).
 
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