A vergonha de um estado desumano... Estou sem palavras...

Se isso for verdade, a ser verdade, reitero, essa "junta médica" deveria ser toda presa...

Se isso for verdade???

MEUS AMIGOS ISTO É VERDADE E O MEU SOGRO ESTÁ A PASSAR EXACTAMENTE PELO MESMO!

Há cerca de um ano e 2 meses, dei a conhecer que infelizmente o meu sogro tem um tumor de alta malignidade e progressão rápida.

O meu sogro também é professor, e tem neste momento 62 anos. Durante 20 e tal anos também trabalhou numa empresa, entretanto falida.

Obviamente o choque foi gigantesco aqui em casa! Quando conseguimos voltar a pensar, o meu sogro deu entrada dos papéis para a reforma antecipada por incapacidade, quer pela a caixa geral de aposentações quer pela segurança social.

Processos, juntas, etc... tudo ele fez, levando todos os exames.

Há uns 3 meses soube que não tinha ficado reformado pela CGA e que deveria se apresentar ao serviço logo de seguida. Ele ficou revoltadíssimo.

Azar dos azares, chegou dois dias depois o resultado da junta da segurança social, em que não só era dado como incapaz para o trabalho, e portanto com direito a ser reformado por incapacidade, como ainda lhe atribuiram um grau perto do máximo de incapacidade, salientando desta forma que ele estava de facto inapto para trabalhar.

Munido dessa decisão, foi de novo à CGA, apresentou o caso lá, foram chamar a chefe, e depois a chefe da chefe, e a chefe da chefe da chefe, até que o mandaram para casa para aguardar uma decisão. Dois dias depois lá o contactaram e disseram que iriam rever a decisão da junta médica deles, que provavelmente ele terá que ir a nova junta médica, e que entretanto, ele deveria aguardar, sendo a baixa reposta e constantemente renovada se for caso disso, até que se tome uma decisão definitiva.

Estamos a aguardar a decisão![s)]
 
Última edição:
Essa caixa geral de aposentações é uma verdadeira vergonha. Doentes de cancro terminais vão lá para terem a reforma e viverem os últimos anos da vida descansados, e levam com o chuto no rabo, dizem-lhes para irem trabalhar.

Aconteceu com uma pessoa próxima, por isso sei do que falo.
 
Ainda por cima, o tumor do meu sogro é de origem hormonal, por isso tudo o que é aborrecimentos, tem impacto negativo na progressão da doença.
 
Nos putos dos hospitais os concursos são sete cães a um osso e há disputas entre todos - médicos, pessoal do serviço, auxiliares - para que os filhinhos, os sobrinhos e os irmãos fiquem com os “bons empregos”.

Isto está a chegar a um ponto em que todos teremos de enfrentar esta máquina nojenta chamada “sistema” e parti-la toda.

Será preciso dar porrada, pintar paredes, distribuir panfletos, partir dentes e acordar a população adormecida pela imprensa vendida ao Estado e aos Privados até que exista alguma justiça e equilíbrio.
 
Professora com leucemia morre à espera da reforma

Professora com leucemia morre à espera da reforma

Uma professora da Escola Básica 2/3 de Cacia, em Aveiro, a quem há pouco mais de um ano tinha sido diagnosticada uma leucemia, morreu no passado sábado, sem que a aposentação, pela qual batalhara, tivesse sido oficialmente decretada. Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha sido notícia no CM em Fevereiro, quando a Caixa Geral de Aposentações (CGA) a obrigou a regressar ao trabalho, sob pena de perder o vencimento.

Nessa altura, e tal como a própria testemunhou, “os 31 dias de serviço foram um verdadeiro inferno”, com desmaios e vómitos diários e o agravamento do seu estado de saúde. De tal forma a professora se ressentiu da ordem que lhe foi dada pela CGA que, menos de 15 dias depois, deu entrada nos Hospitais da Universidade de Coimbra e não voltou a ter alta médica.

A filha da professora, Teresa Silva, está revoltada com “a cruz que a fizeram carregar” e não poupa críticas à CGA: “A minha mãe tinha mais de 30 anos de serviço, uma doença incurável e debilitante, e nada ficaria a dever ao Estado se lhe tivessem dado a aposentação.”

“Acho que alguém tem de ser responsabilizado pelo que se passou e apenas desejo que o caso da minha mãe sirva de exemplo para que outras situações, que sei que existem, não tenham o mesmo desfecho triste”, salienta Teresa Silva.

Apesar da batalha que Manuela Estanqueiro travou, sempre com o apoio da comunidade escolar e da Direcção Regional de Educação do Centro, a aposentação só lhe foi concedida uma semana antes da sua morte, apesar de ainda não ter sido publicada em Diário da República. “Mesmo assim, só lha deram porque receberam um relatório médico, que referia uma esperança de vida de um a dois anos”, conta a filha.

Teresa Silva está também convencida de que “foi apenas depois da intervenção do Sindicato de Professores da Zona Centro que o processo ganhou novo fôlego”.

“A minha mãe viveu os últimos dias constantentemente preocupada com esta situação, que achava de uma injustiça extrema. De tal forma estava atormentada que, quando lhe marcaram nova junta médica em Lisboa, estava ela já internada em Coimbra, queria ir a qualquer custo, nem que fosse de ambulância”, lembra.

APOSENTAÇÃO CHEGOU HÁ QUINZE DIAS

A leucemia de Manuela Estanqueiro foi diagnosticada em Março de 2006, após vários meses de procura dos médicos por uma razão para o seu estado de cansaço crónico. A professora pediu então a aposentação e submeteu-se à primeira junta médica em Novembro de 2006. Enquanto aguardava o desenrolar do pedido feito à Caixa Geral de Aposentações (CGA), Manuela Estanqueiro esteve afastada das aulas por atestado médico, que poderia ser renovado até à data limite de Outubro de 2008. No entanto, um despacho da CGA, de 24 de Novembro de 2006, não só lhe negou a aposentação – por “não se encontrar absoluta e permanentemente incapaz para o exercício das suas funções” – como a obrigou a regressar ao serviço. Manuela Estanqueiro cumpriu as ordens, mas apresentou recurso da decisão. Já internada, a professora recebeu há 15 dias a notícia de que a aposentação fora aceite. Para ela, esta foi uma batalha ganha tarde de mais.

CRÍTICAS AOS CUIDADOS PALIATIVOS

Teresa Silva, que no último ano e meio acompanhou a doença da mãe, é muito crítica quanto aos cuidados paliativos prestados aos doentes do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, onde a mãe esteve internada nos últimos quatro dias de vida. “Fiquei arrepiada com a forma como a minha mãe foi tratada em Aveiro. Uma médica chegou a dizer-me, com grande frieza, que não valia a pena investir nela, dando-lhe soro de alimento ou transfusões de plaquetas, que já haviam dado provas, porque isso só lhe iria prolongar o tempo de vida e o sofrimento.” Teresa não se conforma que as últimas horas de vida da sua mãe tenham sido de “intenso sofrimento”, quando esta pedia para que a colocassem a dormir e o pessoal médico recusava, “para que as visitas pudessem estar mais tempo com ela”.


in Correio da Manhã


Epah, isto não é normal!!! Será que está mesmo tudo doido neste País?

 
Eu ate fiquei burro com o que li!!!!A coisas que nao da para compreender.Ainda ha gente que fica revoltada por certas pessoas darem + importancia aos animais que ao ser humano.
Com estas atitudes da parte desses mesmos seres humanos....
 
é cada uma!!! e pelos vistos sao vários os casos de pessoas com doenças graves a quem eles nao dao pareceres favoráveis. nem quero pensar quando chegar a nossa vez!
 
isto e mau eu sei

mas o meu pai trabalha na Caixa Geral de Aposentações as leis que o governo faz nao passa na cabeça de um santo, o governo faz uma lei e no outro dia a mesma lei ja e diferente, e isto varias vezes, desde de receber ordens que certos pensionistas nao podem receber a pensao, porque erraram a preencher os formularios onde estes formularios podem ser feitos de novo, e o governo nao admiti que sejam feitos de novo

isto e uma autentica ditadura [8b][8b]
 
Isto não é a Caixa Geral de Aposentações...

Por detrás destas decisões existe sempre um palhaço. Normalmente um palhaço bem pago. A familia que identifique o responsavel e faça o que entender... Só se perdem as que cairem ao chão!


e isso, nao podemos culpar a Caixa Geral de Aposentações, mas sim que deu ordem para que esta docente trabalhe
 
Estou parvo com o que acabo de ler... Como é que é possível?

Eu acho que já tinha partido para a violência se se tratasse dos meus pais...[8b]
 
A semana passada faleceu mais um colega meu, já tinha o tempo todo, sofria do coração, tinha diabetes e estava há espera da reforma há quase um ano.

Ainda era novo, mas estava muito gasto pela profissão e pela vida.

É triste que se tenha de morrer a trabalhar.
 
A semana passada faleceu mais um colega meu, já tinha o tempo todo, sofria do coração, tinha diabetes e estava há espera da reforma há quase um ano.

Ainda era novo, mas estava muito gasto pela profissão e pela vida.

É triste que se tenha de morrer a trabalhar.

Desumano diria mesmo:(
 
Já não bastava a professora ser OBRIGADA a dar aulas... É que o desanimo da professora irá se reflectir no interesse dos alunos pela disciplina.. Enfim

Depois os putos têm más notas, vão sem bases para o secundário e andamos sempre na cauda da Europa [:D]

Eu também tive uma professora de Francês bastante debil psicologicamente e fisicamente. Segundo o que me disseram, o marido dela batia-lhe... E ela também já não estava nada boa da cabeça. Não tinha mãos na minha turma, e nós, como putos estupidos que eramos, passavamos a vida a gozar com a mulher.

Conclusão: Meteram a mulher a trabalhar na mediatéca da escola (de mal ao menos), e eu nunca me interessei por francês talvez por essa lacuna de professores marados que tive.
 
CADA Vez mais vejo q vivemos num pais à beira mar plantado, governado por uns bananas, comandados por um primeiro ministro que como diz a minha mulher - "É um menino birrento com pretenções a tirano, cujo idlo de infância deverá ter sido ou é o Salazar"
 
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