Entao os turbos estao sempre ligados. Mas isso ainda nao responde a partir de que rpms começam ajudar o carro andar mais depressa.
É uma coisa instantanea a partir de X rpms, ou o turbo começa logo a ajudar, mal o motor funcione?
jccgold
Não perdias nada se carregasses no link que deixei atrás e lesses o artigo. Terias a tua resposta.
Mas imagina o seguinte exemplo: Não sei se és desse tempo, mas conheces os farois das bicicletas alimentados de corrente eléctrica por um dinamo que se accionava ao empurrá-lo de encontro à roda ?
Pois bem... imagina que accionas o dinamo.
Vais a pé e levas contigo a bicicleta a rolar ao teu lado. A baixa rotação dos pneus leva a que o dinamo produza uma infima quantidade de energia.
Olhas para a lâmpada e consegues ver o seu filamento ficar muito ligeiramente alaranjado.
Tens iluminação pela lâmpada ? Em bom rigor sim... mas é algo quase nulo. Não te serve para nada. Na prática zero.
Entretanto anoitece e precisas de luz. Montas na bicicleta e começas a pedalar. O farol "começa" a emitir luz em quantidade tal que já se vê. Quanto mais depressa pedalas mais luz obténs...
Quantas pedaladas precisas de dar por segundo para teres luz medianamente forte que te ilumine a 4 metros de distância ? Depende do teu dinamo, do diametro dos pneus da bicicleta... Podem ser 3 por segundo, 2....
Agora... o dinamo começou a produzir trabalho desde logo.
Mas só a partir de um ritmo de rotação dos pneus é que o seu resultado começou a fazer sentir-se na iluminação da lampada. E só a determinada rotação, ainda mais rápida, é que começou a produzir energia suficiente para a tuas necessidades.
Um carro a gasolina, sobrealimentado, apresenta um binário de 400 Nm às 2.000 rpm, que mantém até às 5.000, por ex.
Ao ralenti o efeito do turbo será nulo ou quase. Às 2.000 já está no máximo.
Portanto... o turbo começou a funcionar quando se colocou o motor em movimento e atingiu o máximo da sua resposta às 2.000 rpm.
O efeito`da sobrealimentação, entre o ralenti e as 2000 rpm, manifestou-se crescente e constantemente ou, a certa altura nesse intervalo, houve uma espécie de descarga repentina e violenta de potência às rodas e que faz colar ao banco ?
Depende dos motores.
Num Seat Toledo TDI 110 cv sentias esse "disparo" do turbo.
Num Mercedes C220 CDI não. É suave, progressivo e constante. E tem mais potência e binário.
Se uma curva de binário de um motor está no mínimo dos valores e sobe quase na vertical às 1.700 rpm e estabiliza às 2.000, por exemplo, podes dizer que o tal efeito do turbo "começou" às 1.700.
Se começa a subir em arco desde às 1.200 rpm e cresce constantemente até atingir o máximo nessas 2.000 rpm... olha.. começou pouco depois do ralenti...