Em Fevereiro passado, na ressaca do aumento dos preços dos combustíveis, e como praticamente não saio de Lisboa de carro sem ser nas férias em algum fim-de-semana ocasional, equacionei trocar o meu BMW 318i já com 15 anos, que me andava a gastar cerca de 10,5l de gasolina aos 100 e estava a precisar de uma profunda revisão, por uma opção mais económica e racional também.
Como o dinheiro não abunda, andei a ver no mercado de usados. Encontrei um Kia Cerato 1.5 CRDI com 2 anos que me parecia estar a um bom preço. Pensei, comparei, voltei a pensar e decidi comprá-lo.
Do ponto de vista meramente racional não estou nada arrependido, o carro tem cumprido na perfeição os objectivos. É económico, tem pormenores de modernidade que o outro não tinha e o facto de ser hatchback dá-lhe basteante modularidade. Cabe lá praticamente tudo.
É verdade que não tem o mesmo status do BMW e isso sente-se na estrada, com um BMW impões-te muito mais do que com um KIA. Por exemplo nas ultrapassagens era raríssimo alguém fazer-me sinais de luzes por trás. Agora, como não consideram esta pileca, é o pão nosso de cada dia. Alguns depois até ficam bem surpreendidos com o andamento da "pileca" que, afinal, não é tão fácil de ultrapassar como de início supunham.
Mas o que interessa é que o reflexo na carteira foi bem positivo e têm sobrado mais algumas lecas, bem úteis para gastar em coisas que preciso e gosto mais.