Reality show escolhe receptor de rim na Holanda

Peacelove

Membro participativo
Reality show escolhe receptor de rim na Holanda

Plantão | Publicada em 29/05/2007 às 09h08m

LONDRES - Uma emissora de TV holandesa disse que vai levar adiante planos para exibir um programa em que uma mulher doente em fase terminal escolhe um entre três pacientes para receber seus rins.
Partidos políticos no país pediram que The Big Donor Show (O Grande Show do Doador, em tradução livre) seja abandonado, mas a emissora BNN diz que ele vai ressaltar a falta de doadores de órgãos no país.
"É uma ideia maluca", disse Joop Atsma, do Partido Democrata Cristão, no poder.
"Não é possível que, na Holanda, as pessoas votem quem vai receber um rim", afirmou ele.
O programa, idealizado pela Endemol, a mesma produtora de Big Brother, deve ir ao ar na noite de sexta-feira.
A doadora, uma mulher de 37 anos identificada apenas como Lisa, vai fazer sua escolha baseada na vida dos candidatos, perfil e em conversas com os familiares e amigos dos postulantes.
A audiência também poderá aconselhar a doadora em mensagens de texto por telefone celular durante o show, que terá 1 hora e 20 minutos.
"Durante anos e anos nós tivemos problemas na Holanda com doação de órgãos e especialmente de rins", disse Alexander Pechtold do partido liberal social D-66.
"Pode-se discutir se isto é de mau-gosto, mas finalmente nós temos um debate público", disse ele à BBC.



http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2007/05/29/295942606.asp
 
Decadente é o que me vem À cabeça.

Em Portugal não seria possível.. se calhar até nem somos assim tão atrasados nalgumas coisas.
 
Acho um concurso de mau gosto ...

Tanta gente a precisar de um rim e tratar esse assunto como um "concurso" acho infeliz a ideia ... [s)]

Mas é a minha opinião ....
 
Se com isto + pessoas se tornarem doadoras é o que interessa.Apesar de ser um assunto que nao devia ser explorado desde que + gente se ofereça para ajudar outros é o que é importante.
 
Deve ser interessante...mas nao percebi bem:sh)

entao no final matam(eutanasia legal na Holanda) a mulher retiram-lhe os rins para ser o premio do vencedor?
 
Mais valia matarem a mulher e oferecerem aos concorrentes os pedaços todos, um ficava com os rins , outro com o coração , outro com o figado , outro com a medula , dentes...etc..se calhar ainda o sexo calhava a algum[:)]
 
Qualquer dia fazem um reality-show sobre a morte em directo.

Escolhem 3 ou 4 infelizes, atribuem um nº de telefone a cada um, e o pessoal liga de casa para escolher aquele que acha que deve "quinar".

No fim a Júlia Pinheiro lá do sítio conta os votos, vê quem foi o eleito e...."Obrigado! Boa nOite. Foi o Venha Quinar Connosco", e pega numa Magnum 45 e BAM! estoira os miolos ao azarado mais votado.

Entretanto é ver a produtora do programa e a empresa de telecomunicações a enriquecer com a "desgraça alheia".

Fosga-se! Haja juízo. Ainda por cima na Holanda, que o que não falta é "entretimento".
 
Bom serei eu a lançar as hostilidades...[:D] não sobre o programa, mas sobre a doação de órgãos.
Em portugal é possível desde janeiro deste ano doar órgãos a pessoas com quem tenhamos relações afectivas comprovadas, ao invés que antes apenas poderíamos apenas doar a familiares até ao 3º grau.
Pois bem eu sou a favor da venda de órgãos (pelo próprio entenda-se), imagine-se este cenário: Sou um doente terminal (sem seguro) com esposa e filhos, que decide vender um órgão a quem me der o melhor preço (entenda-se que eu não iria beneficiar do dinheiro o meu objectivo era apenas deixar a minha familia em melhores condições financeiras), e porque não? quem é que me diz que a pessoa que me compra o órgão não é tão necessitada como a pessoa a quem o orgão iria ser doado depois da minha morte e sem a minha prévia escolha?
Imaginemos que eu doava um fígado, (deixando a parte do dinheiro de parte) porque é que eu não deveria ter o direito de escolher o receptor para o meu órgão? Era preferível doá-lo a um bebedo que bate na mulher?
Porque não criar uma relação afectiva (e comercial se necessário) com o receptor antes da minha morte?
 
Bom serei eu a lançar as hostilidades...[:D] não sobre o programa, mas sobre a doação de órgãos.
Em portugal é possível desde janeiro deste ano doar órgãos a pessoas com quem tenhamos relações afectivas comprovadas, ao invés que antes apenas poderíamos apenas doar a familiares até ao 3º grau.
Pois bem eu sou a favor da venda de órgãos (pelo próprio entenda-se), imagine-se este cenário: Sou um doente terminal (sem seguro) com esposa e filhos, que decide vender um órgão a quem me der o melhor preço (entenda-se que eu não iria beneficiar do dinheiro o meu objectivo era apenas deixar a minha familia em melhores condições financeiras), e porque não? quem é que me diz que a pessoa que me compra o órgão não é tão necessitada como a pessoa a quem o orgão iria ser doado depois da minha morte e sem a minha prévia escolha?
Imaginemos que eu doava um fígado, (deixando a parte do dinheiro de parte) porque é que eu não deveria ter o direito de escolher o receptor para o meu órgão? Era preferível doá-lo a um bebedo que bate na mulher?
Porque não criar uma relação afectiva (e comercial se necessário) com o receptor antes da minha morte?


A saúde não tem preço, e por esse mesmo motivo não deverá existir especulação em torno de negócios com órgãos. Entendo que deverão ser doados ou autorizar a sua recolha e posterior uso em benefício de quem mais necessite, sendo esta necessidade avaliada e determinada por especialistas (médicos), e não pelo maior número de telefonemas ou por uma doente terminal ou pelos €.
Ao doar podemos doar a um bêbado como podemos doar a um cientista que venha a descobrir algo importante. Não sabemos a quem doamos, nem temos o direito de escolher a pessoa a quem doamos (ou vendemos) o órgão baseado em crenças, valores ou critérios nossos. Havia de ser bonito, eu precisar de um órgão, ter dinheiro para dar ao dador e ele recusar-se a vendê-lo pq sou do Benfica, ou porque era gay, ou pq era de extrema-direita, whatever...

Por outro lado, julgo que a tornar-se comum a relação comercial, criando um mercado de elevado valor, o mercado negro (paralelo) dispararia e se calhar alguns acordavam em banheiras de gelo com menos um rim, pq haveria procura daqueles q não poderiam pagar p determinados preços, e daqueles que quereriam fazer um bom negócio.
 
De qualquer das formas penso que vender um órgão sempre é melhor do que não dá-lo a ninguém, pois aí só há 1 que lucra... os bichinhos debaixo da terra......
Há uma coisa que eu axo que deveria ser inatacável: cada um fazer o que quisesse com o seu corpo.
 
Sim, mas qual o preço de um orgão? De certeza que o preço pedido será de tal forma elelvado, que acabará por não ir para ninguém à mesma.

Sou da opinião que após mortos, devemos doá-los a um banco de orgãos para que outros possam usufruir deles, ou seja, seria um pouco o que se passa com o sangue. Não o vendemos, doamo-lo ao tornarmo-nos dadores, para quem dele mais precisa.
"Ah, mas há países que pagam ao dador pelo sangue!" Pois há. E qt pagam? Uma ninharia. Ninguém enriquece a vender sangue, até pq só pode dar no máximo 4 vezes por ano.

E se nos pusermos no lugar de necessitados de um orgão? Quantos de nós poderiamos pagá-lo? Pois é... Não quero nem pensar, nem passar por isso.
 
sim a teoria de vender os órgãos pode de facto parecer estranha, não a punha de lado, isto porque eu não sei o dia de amanhã, o que não quer dizer que os vendesse necessariamente. Os preços dos orgãos seriam exorbitantes se esta lei fosse aprovada, agorase havia mercado? Não tenho dúvidas nenhumas que sim, isto porque há muita gente rica que também sofre com problemas de doação de órgãos, e por outro lado a classe média que não tendo essa quantia disponível em dinheiro, tenho a certeza que venderia todas os seus bens para pagar o órgão (pelo menos era o que eu faria perante esta possibilidade).
Continuo é a afirmar: cada um deve poder fazer aquilo que quiser com o seu corpo desde que não prejudique ninguém.
 
Pois mas se todos autorizarmos a recolha, deixa de se por o problema da escassez, e por sua vez acaba o problema da venda a preços elevados. Deixa d existir pq o banco de orgãos vê a sua capacidade de resposta aumentada.

A haver um mercado, a procura será sempre maior q a oferta (infelizmente há um elevado número de doenças q exigem transplante), e o número de compradores será baixo (essencialmente e apenas quem tem mt dinheiro).
Isto levaria a q os preços fossem tão altos q nem a classe média teria acesso a orgãos, mesmo vendendo tudo e vevendo debaixo da ponte. Quem mais pagásse levaria o orgão.

Eu, por mim, depois de morto tirem-me tudo...
 
De facto quis aqui mostrar outro ponto de vista, não é que esteja totalmente de acordo com ela, não estou é em desarcordo em tudo, compreendo perfeitamente quem toma essa opção (até ao dia em que me calhe a mim......)
Penso que em Portugal deveria ser criada a tal lei que toda a gente é dadora a menos que o peça, ou seja quem se abster é considerado dador. Penso que aqui no forum ja se tem dito que esta lei existe, eu pessoalmente não acredito, porque senão esta lei ja teria sido muito publicitada e a falta de orgãos existente em portugal deixaria de existir.
 
pois realmente parece que era um embuste.... conseguiram aquilo que queriam "chamar a atenção para o problema dos transplantes" (leia-se aumentar as audiencias)
 
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