Metade dos empresários portugueses concluiu no máximo o ensino secundário.

Acho que todos concordamos que Portugal já não é país para ter empresas que busca a mão-de-obra barata. Temos de acompanhar a evolução e criar empresas inovadoras e que se diferenciem das outras através dessa mesma inovação!
 
Respira fundo e lê devagar eu não estou a atacar as empresas, mas as suas tácticas desadequadas, creio que podemos todos ganhar com um entendimento.

Tem calma, que mania de responder sem ler.

Depois ficas ofendido quando digo que não tens capacidade para perceber novos conceitos, mas é essa a ideia que dás.
tu é que ainda não percebes-te o quanto importante é a frase.
O capital é apatrida!

Percebes.
Por algum motivo a AUDI a GM e mais umas quantas marcas vã fazer carros para a china!

E o argumento da iniovação tecnologica cai pe,a base.

Uma empresa tecnologicamente avançada é mais produtiva no leste europeu, e ainda mais na china que em portugal percebes-te?

o que é preciso é criar condiçoes atractivas duradouras para as empresas.

Esquece a vertente tecnologica, não porque não é importante, mas porque não é um factor de diferenciação, porque pode ser aplicado em qualquer parte do mundo.

Alem disso repito o capital é apatrida.

Vão ser cada vez mais a EMPRESAS PORTUGUESAS A VENDER EM PORTUGAL PRODUTOS FEIOS NOUTROS SITIOS, percebes?

temos que olhar para as empresas como clientes da nossa força de trabalho, e portanto temos que as atrair como qualquer outro cliente, é esta visão que nos diferencia, e que eu tenho e tu não tens e isso vai-se reflectir a todos os niveis.
 
Não percebeste.

É óbvio que é mau as empresas fecharem, mas só fecham pq entendem que a única maneira de rentabilizar a produção é pagar ainda menos do que pagam agora e aumentar as horas de trabalho dos colaboradores.
Não concordo.

Rentabilizar a produção significa no meu dicionário aumentar a quantidade e qualidade, diminuindo os custos.

E a isso chama-se ser competitivo.

Tu falas muito sobre o baixo salário, mas esqueces-te da produtividade real. Se o mundo se regesse pela tua visão, estaria tudo na Malásia ou coisa parecida.

E o problema da nossa Indústria é mesmo isso. Ser competitiva.

Se te queres concentrar e debater sobre este eixo, tudo bem, vamos a isso. Porque é o único que tem de interesse para o futuro deste País.

Quanto ao restante, já sabemos que a nossa indústria tradicional não poderia continuar assim. O problema não é não se saber. É apenas não se ter feito nada, ou quase nada, o que vem dar ao mesmo.

Não nos podemos esquecer que o UK foi dos maiores mercados texteis mundiais. E se fizeres um retrato de todas as situações do que se passou no UK, a mudança por lá aconteceu, os agricultores transformaram-se em operários, depois estes passaram para trabalhadores especializados e agora estão a passar para a área de serviços.

As mudanças foram difíceis, houve muita gente que ficou em situação deseperada, mas paciência. O poder político conseguiu provocar a mudança. E hoje, o UK continua a ser uma potência económica.

Porque não nos limitamos a copiar as coisas boas? Até nisso somos um País de atrasadinhos.

E havias de ver aqueles sindicalistas que se opunham à mudança. Os nossos, até nisso são uns murcões. [:cool:]
 
é o que tu quiseres.

IRC é dos mais baixos da OCDE

Portugal está entre as nove nações da OCDE com a mais baixa taxa de IRC, o imposto sobre os lucros anuais arrecadados às empresas. Em dez anos, entre 1996 e 2006, a factura fiscal sobre os resultados caiu um terço, mas, em contrapartida, a carga tributária sobre os rendimentos gerados na economia, em salários, juros e transferências, aumentou mais de 26%.

Jornal de Negócios Online
negocios@mediafin.pt

Portugal está entre as nove nações da OCDE com a mais baixa taxa de IRC, o imposto sobre os lucros anuais arrecadados às empresas. Em dez anos, entre 1996 e 2006, a factura fiscal sobre os resultados caiu um terço, mas, em contrapartida, a carga tributária sobre os rendimentos gerados na economia, em salários, juros e transferências, aumentou mais de 26%.

Existe uma característica dominante na generalidade dos países da OCDE, de acordo com estudos recentemente divulgados: as nações, em busca da captação de investimentos reduziram, nos últimos dez anos, de forma drástica, as taxas - incluindo a derrama - sobre os lucros, de acordo com o Diário de Notícias de hoje.
Por exemplo os países da Europa Central, tentando atrair os capitais dos vizinhos mais industrializados, apostaram na redução da taxação sobre os capitais. Foi o que sucedeu com a Polónia e com a República Checa. No primeiro caso, os polacos baixaram a taxa de imposto para metade. A República Checa, que compete directamente com Portugal na atracção de projectos, retém agora 23% dos lucros gerados, bem longe dos 38% "praticados" na vizinha Alemanha.

O Governo português tenciona, a médio prazo, baixar a taxa de IRC dos actuais 25% para uma taxa considerada por alguns economistas como competitiva na captação de investimento: à volta de 20%.

Abaixo desta fasquia, encontram-se alguns países de Leste - não integrados na OCDE - e a Irlanda, a única nação que penalizou os lucros entre 1996 e 2006 mas que manteve o estatuto de "plataforma" de investimentos extra-UE, principalmente com origem dos EUA. A taxação real sobre os resultados passou dos 10% para os 13% e, ainda assim, Dublin mantém a mais baixa taxa de IRC entre os países industrializados.

Fonte






Entendes agora?
 
Da mesma fonte

O Governo português tenciona, a médio prazo, baixar a taxa de IRC dos actuais 25% para uma taxa considerada por alguns economistas como competitiva na captação de investimento: à volta de 20%.

Pena que a estupidez instituída nos governos provoque tão lentas mudanças.
 
Da mesma fonte



Pena que a estupidez instituída nos governos provoque tão lentas mudanças.
Antes do Sócrates, o previsto era baixar para 20%.

Não esquecer que há a adicionar a derrama, cerca de 5% a adicionar à taxa de IRC.

Mas continuamos na mesma. O problema não está nos impostos, mas sim na falta de produtividade.

E sabes que nunca me viste a defender as mudanças nos impostos, sem que haja objectivos muito claros à partida.
Porque mesmo que se baixe para 20% de IRC, o retorno do capitar será sempre fraco.
 
Última edição:
Antes do Sócrates, o previsto era baixar para 20%.

Não esquecer que há a adicionar a derrama, cerca de 5% a adicionar à taxa de IRC.

Mas continuamos na mesma. O problema não está nos impostos, mas sim na falta de produtividade.

E sabes que nunca me viste a defender as mudanças nos impostos, sem que haja objectivos muito claros à partida.
Porque mesmo que se baixe para 20% de IRC, o retorno do capitar será sempre fraco.
Mas isso é o grande problema nacional, a baixa produtividade a ancora do nosso desenvolvimento.

Mas é difícil para os empresários perceberem isso, que se pode fazer.
 
O que é que torna Portugal competitivo?
As Leis Laborais.....
A facilidade de obtenção de licenças......
A facilidade de levar à justiça quem não cumpre....
A simplicidade processual....
O reduzido nº de Leis e regulamentos com elevados prazos de aplicação....
O número reduzido e concentrado de entidades a consultar para qq coisa....
A aplicação da lei a quem não cumpre nada e o não encarniçamento a cidadãos "normais" que falham um qq pormenor da alinea do regulamento alterado em Portaria....
O sol e o vinho.....
A formação tecnica dos indignas e a sua boa vontade....
As praias....
A delegação de poderes......
AS FÉRIAS E OS FERIADOS E PONTES......

EDIT: Ah! e o estado Português ser o que mais tarde paga.....
 
Última edição:
Mas isso é o grande problema nacional, a baixa produtividade a ancora do nosso desenvolvimento.

Mas é difícil para os empresários perceberem isso, que se pode fazer.
Tenta ser realista.

O problema é de todos.

Porque até o mais burro dos Empresários prefere receber 20 de retorno do seu investimento do que 10.

Porque até o mais desleixados dos Empregados gostaria de receber mais do que aquilo que recebe.

E até o Governo via mais dinheirinho a entrar nos cofre do Estado.

Todos beneficiam.

Agora quem é que pode mudar o quê???

O tabalhador pouco pode fazer, é verdade.

O empresário poderá fazer um pouco mais, mas não pode sozinho mudar o sistema.

Há que mudar é o sistema. Quem pode fazer mais por isso? O Governo, naturalmente. Como acima foi dito, mudando uma série de coisas que todos sabemos que contribuem para a quase paralisia do sistema.

E investindo prioritariamente na Educação.
 
Tenta ser realista.

O problema é de todos.

Porque até o mais burro dos Empresários prefere receber 20 de retorno do seu investimento do que 10.

Porque até o mais desleixados dos Empregados gostaria de receber mais do que aquilo que recebe.

E até o Governo via mais dinheirinho a entrar nos cofre do Estado.

Todos beneficiam.

Agora quem é que pode mudar o quê???

O tabalhador pouco pode fazer, é verdade.

O empresário poderá fazer um pouco mais, mas não pode sozinho mudar o sistema.

Há que mudar é o sistema. Quem pode fazer mais por isso? O Governo, naturalmente. Como acima foi dito, mudando uma série de coisas que todos sabemos que contribuem para a quase paralisia do sistema.

E investindo prioritariamente na Educação.
Esse teu post podia ser meu.

Porque é precisamente isso que tenho defendido, infelizmente a maioria dos empresários são patos bravos, os trabalhadores não se organizam nem entre eles nem com as empresas que se oferecem para tal e os dois juntos continuam a votar nos mesmos do costume, que em vez de governarem o pais, prestam vassalagem aos grandes grupos económicos.

Com estas politicas não são só os trabalhadores que perdem mas os empresários de valor que ainda vamos tendo (por enquanto) e a maioria das pme's.

Mas como digo é pena que os empresários não consigam perceber isto (mas não só os empresários).
 
Mas não é. [:D] [:D]

Já reparei que estás a mudar e nós os 4, André, PMCT e JR, estamos convencidos que daqui a uns tempos estarás deste lado. Onde se faz luz.

Não sei é o tempo que vai demorar. [:cool:]
Faço somente aquilo que vocês se recusam a fazer, aprender.

Cedendo onde vejo que estou errado, mantendo a mesma opinião quando não.


[:cool:]
 
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