Renault Mégane II - avaria inadmissível com consequências graves! - NOVIDADES 14/6/07

Pois é. Estive a falar com a minha amiga e há novidades: o carro era uma viatura de serviço, e foi comprado com 21.000 Km. O indivíduo que vendeu o carro foi vê-lo, constatou que as pastilhas estão novas e levou um fragmento do disco para análise. Admite igualmente comparticipar uma parte dos prejuízos resultantes da quebra do disco. Penso (e espero!) é que se esteja a referir aos prejuízos resultantes do acidente e não apenas à reparação do sistema de travagem! Eu considero esta uma óptima notícia, mas a "digerir" com muita cautela e optimismo (muito) moderado. Mas pelo menos sempre é uma luz ao fundo do túnel.
Se se verificar isso, ou seja, se a marca assumir a responsabilidade (embora parcial) e ajudar com uma parte razoável na reparação do carro, acho que é de aplaudir, embora, no fundo, seja aquilo que se espera de pessoas responsáveis, sérias e de bom senso!
 
Pois é, hoje em conversa com uma pessoa minha amiga, ela contou-me algo que me deixou completamente perplexo, e que me fez pensar em 1001 cenários, e sobre o que eu gostava de ouvir aqui a vossa opinião.

Conta-me ela que teve recentemente um acidente no seu carro - um Renault Mégane II 1.5 dCi, de Junho de 2003, actualmente com 63.000 Km - em que se despistou e causou avultados danos no carro, provocando mesmo o accionamento do airbag do condutor! Até aqui nada de muito extraordinário, infelizmente. Eu fiquei foi assim :eek: quando ela me disse a causa do despiste: um dos discos de travão traseiros partiu subitamente, causando o bloqueio da roda traseira e consequente entrada em pião e despiste!!!

Ora, isto num carro recente, com poucos kms e sempre conduzido de forma cuidadosa, parece-me totalmente inadmissível!
Apesar de a garantia já ter acabado, não estamos aqui em presença de um erro grosseiro de qualidade de uma peça extremamente relevante para a segurança do carro e dos passageiros??? E se o acidente tivesse ocorrido em autoestrada, a velocidades elevadas? Não deveria a marca ser responsabilizada e eventualmente processada por esta falha, a meu ver, gravíssima??? :sh) :sh) :sh)

De facto uma situação a lamentar...tenho ouvido imensos problemas em Méganes, principalmente suspensão e agora travões, realmente são problemas sérios, ao contrário do que se possa dizer!

É assim que se cria um carro intitulado de seguro?5 estrelas Euroncap, equipamento activo e passivo XPTO, e quando toca ao básico, acontecem destas coisas...podem de facto ser situações pontuais, e acredito que esta última o seja, mas se são conhecidos vários casos de defeitos e problemas, então a marca deverá assumi-los para poder intitular os carros correctamente!
 
Quando os discos de trás dessem de si já os da frente estavam em cacos por essa ordem de ideias.
Os discos não partem por desgaste.
O disco que partiu foi o de trás!!!!

exacto!
mesmo depois de um sessão no estoril os discos de trás não aquecem assim tanto,
pelo menos comparando com os da frente![;)]

embora que obviamente os discos não são de marca renault, devem ser brembo ou ate, era interessante de saber.

pode também ter acontecido que o disco se tenha partido por mau funcionamento da maxila que bloqueou de repente e que o sobreaquecimento daí decorrente tenha partido o disco...
 
exacto!
mesmo depois de um sessão no estoril os discos de trás não aquecem assim tanto,
pelo menos comparando com os da frente![;)]

embora que obviamente os discos não são de marca renault, devem ser brembo ou ate, era interessante de saber.

pode também ter acontecido que o disco se tenha partido por mau funcionamento da maxila que bloqueou de repente e que o sobreaquecimento daí decorrente tenha partido o disco...

Exacto! Mas, seja como for, penso que é um defeito grave, que teve consequências graves e que por isso deveria ser pelo menos parcialmente assumido pela marca, mesmo tendo já terminado a garantia.
 
Ainda gostava de ver um disco de travão a ser aquecido a 800ºC e mergulhado em água gelada a ver se partia... ou então se só fissurava ligeiramente...

Isso foi certamente defeito. Não há cá má utilização que se possa imputar ao dono.

E com 63000km, o carro não deveria ter feito a revisão dos 60000 há pouco?
 
Exacto! Mas, seja como for, penso que é um defeito grave, que teve consequências graves e que por isso deveria ser pelo menos parcialmente assumido pela marca, mesmo tendo já terminado a garantia.

Eu já tinha dito isto atrás, ser a maxila a provocar o sobreaquecimento do disco que levou á fractura do disco, se por ventura foi essa a causa esquece a Renault pois eles vão dizer que a revisão foi mal feita.

Ps
Eu não pertenço a brigada nenhuma muito menos da Renault (se pertencesse a alguma seria a dos hibridos [:D] )

Quando te dei a minha opnião foi porque desde o principio achei que estavas a ver mal a questão, pois mesmo sendo deficiencia pura e dura do disco ao não fazeres as revisões programadas na marca (qualquer marca) estás a transferir a responsabilidade para a oficina que faz as revisões.
 
De facto uma situação a lamentar...tenho ouvido imensos problemas em Méganes, principalmente suspensão e agora travões, realmente são problemas sérios, ao contrário do que se possa dizer!

Por acaso, das 3 ou 4 vezes que fui à Renault Minuto vi sempre gente a queixar-se de sistomas de discos empenados, muitos deles com meganes "acabados de sair do stand"...

Discos empenados, mesmo em carros com 5000 km, consigo entender. É um defeito, sim senhor, mas um defeito "mínimo". Já partir, é um defeito gravíssimo, quase como ir a andar e o motor cair ao chão, literalmente.
 
Pois é li pessoas a informar para só efecturem revissões na marca.
Aqui fica o meu testumunho.
Eu sempre as fiz na marca e agora o carro de Novembro de 2000 (Mégane II 1.9 DCI) com 119218Km partiu o Turbo a descer a A10 para a Crel , com muito custo lá consegui segurar o carro ia 100 Km.
Resposta técnica : Folga execessiva no veio do turbo.
A 13-04-2007 o carro esteve na Renault Minuto a substituir Bomba electronica do Gasóleo ( A que dizem puxar o Gasóleo quando se dá à chave - 375 € e onde mencionam checkup total veiculo sem problemas)
A revisão dos 105000 km foi feita em 11-08-2006 logo ainda não passou um Ano.
Agora a Renault não comparticipa em nada por estar largamente fora da garantia.
Perguntei-lhes se só reparavam na idade do veiculo?
Quanto à questão de só ter 119218Km?
Quanto à questão de sempre ter ido à marca e em 6 Anos e Meio já gastei 5548 Euros só em revisões?
Nada, ou seja processo para adovogados e queixa à Renault de França.
Quando só agora li em vários forums, que estes motores tiveram problemas tendo inclusíve a Renault deixado de fabricar em 2003.
E que afectava as versões Mégane II, Scenic e Laguna.
 
E já pensaram na hipótese do travão de mão?

Não sei comoé no Mégane, mas na maior parte dos carros actua nos discos de trás através de um mecanismo próprio.
 
Eu acho um piadão às marcas que, nestes casos de peças danificadas anormalmente, admitem suportar parte das despesas. Não posso deixar de pensar que lá no fundo sabem que têm culpa, mas não dão o braço a torcer. Caramba, ou havia defeito de fabrico, ou não havia.
 
Eu acho um piadão às marcas que, nestes casos de peças danificadas anormalmente, admitem suportar parte das despesas. Não posso deixar de pensar que lá no fundo sabem que têm culpa, mas não dão o braço a torcer. Caramba, ou havia defeito de fabrico, ou não havia.

Concordo plenamente, e acontece em todas as marcas, praticamente sem excepção. Até parece que nos fazem um favor!!!Mas eu sou daqueles k acredita k isto ha d mudar um dia...ou quando os stands começam a falir e n s apercebem pk, ou qdo as vendas andam la no fundo!!!
 
Boas!

Desculpem voltar à carga com este assunto, mas é que tenho novidades e gostaria de saber a vossa opinião sobre o que será mais aconselhável fazer neste caso.
Será mais correcto recorrer aos serviços de um advogado ou por exemplo ao Centro de Arbitragem de Conflitos da Área Automóvel?

Entretanto, deixo-vos aqui a carta de reclamação elaborada pelo lesado, o dono do carro, que é o pai da minha amiga, e que esclarece como tudo se passou. E proncipalmente a parte a Bold é a mais importante, pois indica que a espessura do disco se encontrava ainda muito acima dos limites mínimos de segurança, como podem ver. Peço-vos desculpa e um pouco de paciência para ler o testamento que se segue:

Assunto: Acidente com Viatura
Renault Megane II


Venho com a presente carta, expor um situação muito séria que ocorreu (...) com o meu Renault Megane II, 1.5 dci, de Junho de 2003.
Passo então a explicar o sucedido. Quando a minha filha circulava com o meu automóvel em direcção ao local de trabalho, durante a viagem, com o intuito de diminuir um pouco a velocidade antes de realizar uma curva, travou. No acto, ela perdeu o controlo da viatura, que entrou em despiste e claro, sem controlo. Foi embater numa árvore que estava na berma, no outro lado da estrada, provocando danos materiais avultados. Felizmente, a minha filha não sofreu nenhuma lesão física grave, embora psicologicamente, esta situação a tenha afectado de forma considerável.
Chamado o reboque, este levou o automóvel para uma oficina, situada perto da minha moradia. Qual não foi a minha admiração e indignação, quando os mecânicos desta oficina após uma análise ao carro, me disseram que a causa provável do acidente. O disco do travão traseiro do lado direito estava partido.
Os mecânicos da referida oficina mostraram-me o disco do travão traseiro partido, voltei ao local do acidente e apenas a alguns metros de distância, próximo ao local onde o veículo se despistou, encontrava-se a restante parte do disco.
Gostaria também de partilhar convosco a forma como o problema tem sido tratado pelo Concessionário da Renault, XXXXX., situado na localidade de XXXXX, onde efectuei a compra deste automóvel, no mês de Outubro de 2004, que na altura contava com 21000 km e neste momento tem aproximadamente 68000 km.
Confrontei o sucedido com o Sr. XXX, responsável pela venda do Mégane na XXXXX. Embora o período de garantia já tenha terminado, era necessário confrontá-lo com uma situação tão grave como esta. A viatura tem apenas 68 000km.O Sr. XXX dirigiu-se à oficina onde se encontra o carro e confirmou o que os mecânicos já me tinham dito anteriormente, que a causa do acidente foi o facto do disco se ter partido e de uma parte deste ter saltado, o que fez com que as pastilhas do travão ficassem unidas uma à outra, bloqueando a roda traseira levando o carro entrar em despiste.
O Sr. XXX levou a parte do disco que se partiu para medir a sua espessura, juntamente com uma pastilha do travão de forma a tentarmos saber o que levou o disco a partir-se. Foi-me dito mais tarde pelo Sr. XXX que, nem o Concessionário Renault, XXXXX., se responsabilizava pelo sucedido, nem a Renault Portugal SA se responsabiliza, uma vez que já tinha falado com os responsáveis desta sociedade e segundo os mesmos, o disco do travão já não se encontrava dentro dos limites de segurança para circular.
Para mim, não é aceitável que um automóvel de uma marca prestigiada como é a Renault e um modelo Megane II, com 68 000 km, com menos de 4 anos e ao qual é dado um uso considerado normal, isto é a maior parte das viagens que realiza são de casa para o local de emprego cuja distância é de 10km, se parta um disco do travão! É importante salientar que este carro, enquanto se encontrava no período de garantia, realizou as suas revisões na oficina do concessionário onde foi comprado.
Embora, como é óbvio este acidente me tenha causado a mim e sobretudo à minha filha um grande incómodo, que podia ter tido consequências bem mais graves, existe ainda outra situação que, como referi no princípio desta carta gostaria de aqui expor.
Contactei várias vezes por telefone com o Sr.XXX, na tentativa de ter conhecimento da espessura/medidas do disco, na esperança de perceber o que poderia ter causado o acidente. Durante alguns dias, este senhor foi sempre evitando prestar fazer qualquer esclarecimento acerca do disco. Cansado de estar à espera de uma resposta, pedi ao Sr. XXX que me trouxesse a parte do disco partida ou eu mesmo iria buscá-la à oficina quando lhe fosse possível. Em nenhum dos casos o Sr. XXX se mostrou disponível, evitando sempre encontrar-se comigo ou dar-me a parte do disco partida. Por outro lado, este senhor mostrou sim, preocupação em me vender um outro automóvel, modelo Clio, em troca do Mégane.
Como se não bastasse este problema, constatei que não se encontra no meu automóvel o livro de garantia das revisões. Também falei com o Sr.XXX acerca desta falta, o qual me respondeu numa primeira vez que, o livro das revisões tinha com certeza que estar no automóvel. Como continuei e continuo sem saber do livro, telefonei novamente ao Sr. XXX, que me respondeu que o livro talvez estivesse na secretaria da oficina, continuando ainda a dizer que me daria o disco, mas continuava sem me dar mais nenhuma explicação.
Nada contente com a situação, como é fácil de imaginar dirigi-me no passado dia 6 de Junho ao concessionário. O Sr. XXX não se encontrava, mas falei com o Sr. XXX, responsável pelo concessionário, o qual se mostrou desconhecedor de toda a minha situação. Expliquei, então o que se passava ao Sr. XXX, o qual me respondeu que, em relação ao travão de disco, se realmente este não se encontrava dentro das medidas de segurança, poderia ser uma causa para que não houvesse nenhuma responsabilidade por parte da Renault, nem dos fabricantes do disco, já que é uma peça sem garantia, uma vez que o seu desgaste é muito variável, consoante o uso que se dá ao veículo, etc. Em relação à falta do livro das revisões, foi – me dito por este senhor que há aproximadamente dois ou três anos, deixou de ser obrigatório os carros terem o livro das revisões, até porque no caso do seu concessionário, todas as intervenções realizadas aos veículos estavam armazenadas em sistema informático, que era acessível a qualquer pessoa que a elas quisesse ter acesso. Coloquei ainda a hipótese, ao Senhor XXX, de pedir uma segunda via do livro das revisões, o qual me deu novamente a resposta de que tal já não era necessário, argumento do qual discordo completamente.
Como coincidência e dentro da oficina onde nos encontrávamos, em cima de uma mesa vi a parte do disco partido do meu carro e a pastilha do travão. Falei como Sr. XXX e trouxe comigo a parte do disco e a pastilha. No dia 8 de Junho, dirigi-me à cidade de XXX, ao Stand da Renault XXXXX, onde falei com um senhor responsável pela administração das revisões e com um mecânico, expondo-lhes toda a situação na tentativa de saber a causa do acidente. Como ainda assim, não fiquei muito esclarecido, visto ser um problema complexo e como nem o próprio mecânico tinha visto até esse dia um disco partido daquela forma, pedi-lhe que me medisse a espessura do disco, o que fez de bom grado. Ora, segundo este senhor, um disco traseiro para o Mégane II, quando se encontra novo mede 8 mm. A espessura mínima que os discos traseiros poderão ter para ainda se encontrarem dentro dos limites previstos é de 6.5 mm. O disco do meu carro que se partiu encontra-se com 7.35 mm! Portanto, dentro dos limites de espessura.
Perante toda esta situação, solicito a vossa atenção para este assunto e que seja fita uma peritagem ao veículo, uma vez que ainda não dei ordens de reparação. A minha viatura encontra-se a vossa disposição, na oficina de XXXX, cujo contacto telefónico é 2XXXX.
Manifesto também o meu Descontentamento no que se refere aos procedimentos do vosso concessionário Renault, XXXXX.
Para que os senhores possam ter uma melhor noção da situação, junto vos envio algumas fotos do disco partido e dos estragos que este acidente causou no automóvel.


Muito grato pela vossa atenção, despeço-me como os meus melhores cumprimentos,


Seguem-se as fotos do carro e da parte danificada:



 
boas,hoje o meu megane ii de 2004 tambem me entrou em despiste numa rotunda contudo tava vazia,pregando um susto e sem nada de maior tenho o carro a cerca de 1 ano e nada me aconteceu asim,so cito aqui uma coisa ja nao se fazem carros como antigamente em termos de rebustez e fiabilidade e tudo mais complexo
 
isto tambem e mau sinal,para quem e proprietario de um renault megane quando for para vender,a particular nimguem lhe pega,as pessoas ja sabem que tipo de anomalias que nao sao poucas estes carros dao,so se for vender a stand que nos dao uma bacatela
 
O meu megane II de 2004 levou 4 discos aos 80.000km (sim 4, assim como lambia 4 pneus em 45.000km), portanto, esse com 63.000km poderiam já estar bem gastos. De qualquer das formas seria interessante saber se alguma vez levou um rolamento nessa roda, é que, devido ao esquema usado pela Renault, de cada vez que se muda um rolamento devem-se mudar os discos, já vi quem não o fizesse e também já vi como se tira o rolamento antigo (até arrepia).

Depois disto tudo há aquelas pessoas que acham um piadão enorme passar por cima das poças de água (também já fui assim; na altura não percebia porque é que parti discos por 2 vezes, felizmente sempre sem acidentes).

Pode sempre ter sido fadiga do material, alguma fissura resultante da confecção do disco que resultou em fractura, mas não é só nos carros que isto se verifica, ou até só nos travões (braço de suspensão de um BMW, sim, aqueles famosos em aluminio, etc etc etc, poderia ficar aqui a tarde toda.
 
Sei da história de um individuo com um astra 1.7 cdti que teve problemas com o circuito de alimentação e que foi para a Opel reclamar, esqueceu-se contudo de dizer que dias antes se tinha estado a gabar num café de que tinha comprado gasóleo muito barato a um conhecido, parece que vinha lá de Espanha. O azar dele foi o responsável da oficina ter estado nesse mesmo dia nesse mesmo café........
 
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