Operações Multibanco com taxas já em 2008

Já por várias vezes a banca tentou "formatar" a opinião pública para a "necessidade" de introduzir taxas na utilização do multibanco.

Agora estamos a assistir a mais uma tentativa, desta vez com a desculpa falaciosa que estão a ser "obrigados" pela UE a aplicar taxas...

A banca poupa imenso com o sistema multibanco e ainda querem cobrar pela sua utilização? Cambada de chulos

Ora foi isso que pensei logo, até porque se trata já de uma prática corrente. A lembrar:

- Depois das eleições e das promessas todas, o governo arranjou maneira do governador do Banco de Portugal (curiosamente do PS) a lançar um relatório negro da situação do País. Ora isso preparou a opinião publica para o que se passou a seguir (e ainda passa),para esquecer as promessas, e colocar as culpas nos governos anteriores

- A Galp recentemente lançou numa conferência de imprensa a ideia de que a culpa dos altos preços dos combustiveis é dos impostos. Logo preparando o público para os aumentos que se têm verificado.

Poderia arranjar outros exemplos destas lavagens cerebrais.... Já começa a não enganar ninguém...[8b]
 
SIBS diz que falar de taxas no Multibanco é «especular»

O presidente da SIBS, empresa que gere o sistema Multibanco, esclareceu hoje que o aumento de custos das operações feitas na rede de caixas automáticas como consequência do sistema único de pagamentos na Zona Euro é uma mera possibilidade teórica.

O título de hoje do Diário de Notícias «Operações de Multibanco com taxas já em 2008» levou o presidente da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), Vítor Bento, a convocar uma conferência de imprensa para corrigir vários aspectos, como o facto de «as decisões sobre preços [serem] tomadas individualmente pelas instituições bancárias».

«Não está previsto nenhum aumento de preços», sublinhou o presidente da SIBS, esclarecendo também que a conformidade com os requisitos do sistema único de pagamentos na Zona Euro (SEPA) só é obrigatória a partir de 2010 e não já em 2008.

Vítor Bento sublinhou ainda que as declarações que deram origem aquele título foram no sentido de se «moderar alguns entusiasmos por vezes expressos sobre a possível convergência de preços dos serviços de pagamentos, em resultado do SEPA, porque a convergência nem sempre significa redução e pode significar aumento».

A notícia tem por base «a mera constatação teórica de que, como as transacções nas caixas Multibanco são gratuitas em Portugal, enquanto na Europa são em geral pagas, a haver convergência seria no sentido da introdução de custos em Portugal», disse.

O presidente da SIBS insistiu em que o SEPA não traz nada de novo aos portugueses, já que o sistema de pagamentos português é um dos mais avançados do mundo, permitindo, por exemplo, dezenas de funcionalidades que não existem noutros países, aceita cartões emitidos em qualquer parte do mundo e também os bancários emitidos em Portugal podem ser usados em todas as redes.

Para preservar a qualidade dos sistema português e manter o Multibanco como referência mundial, a SIBS, como revelou recentemente à agência Lusa o seu presidente, está a desenvolver acções como uma aliança com sistemas nacionais da Alemanha, Espanha, Reino Unido e Itália.

Diário Digital / Lusa

in: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=277518
 
Se começarem a cobrar taxas pela utilização do multibanco, eu vou passar a fazer tudo pela internet e ao balcão.
Mas recuso a pagar.... [8b]
 
Ideias de m3rda... [8b]

Está-se mesmo a ver que os bancos vão voltar a ter os balcões apinhados de gente apenas para levantar dinheiro, com prejuízo para quem trabalha atrás dos balcões. Esta gente não sabe o que fazer ao tempo livre...

Eu já trabalhei em vários bancos, na parte informática, e nem quero pensar no problema que vai ser esta "migração". Vai ser bom para as empresas de TI e consultoria informática, isso vai...
E alterações ao software de administração de cartões... upa upa...
Vai haver trabalho a montes, vai dar confusão, vai-se gastar muita guita (mais do que possam prever inicialmente), etc...

Mas isto será possível? Tanta parvoíce junta? [8b]
 
Ao menos que a SIBS aproveite para mostrar o seu trabalho e aliar-se a congéneres estrangeiras. Pode ser que até abram mais vagas na SIBS e se empregue pessoal numa área que, além de interessante, dá bom dinheiro.
Era fixe para a nossa economia.

Mas rejeitem essa ideia bacoca do sistema de pagamento único. Isto só nos vai fazer mal a nós. O nosso sistema já serve um vasto leque de cartões estrangeiros, querem que mudemos um sistema funcional apenas para ajudar os outros, prejudicando-nos a nós próprios? Dasse...
 
Mas logicamente que inventam logo uma taxa a aplicar a todos os levantamentos em numerario ao balcão, e superior á do MB para dissuadir o pessoal a ir aos balcões. [8b]
 
Mas logicamente que inventam logo uma taxa a aplicar a todos os levantamentos em numerario ao balcão, e superior á do MB para dissuadir o pessoal a ir aos balcões. [8b]

Mais um bocado e os bancos deixam de me servir para depósito.
Arranjo um livro de cheques e levanto logo o ordenado todo [:D]

A sorte dessa gente é que o "tuga" não bate o pé.
Bom, mas desta vez, como envolve directamente o nosso dinheiro... não sei não.
 
É desta que começo a fazer uma coisa que nunca fiz... Levantar dinheiro ao balcão! [8b] O que vale é que tenho um balcão da caixa na faculdade!
 
Se todos os clientes levantassem o dinheiro nos balcões, isso iria criar um grande problema aos bancos, pois teriam de ter disponivel grandes quantidades de numerario nos balcões e os bancos não gostam nada disso.
 
Deixem-nos pousar ...... até lá aparecem determinados tipos de cartões em que só se paga taxa abaixo de um determinado montante médio mensal ......
 
Governo e CGD podem impedir fim do Multibanco gratuito

O Governo e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) podem vir a ter um papel decisivo na manutenção da gratuitidade das operações efectuadas no Multibanco.

A garantia é dada na edição desta quinta-feira do jornal Público, que avança que a eventual criação de taxas no sistema de pagamentos e levantamentos automáticos português só deverá acontecer, se existir consenso entre todas as instituições bancárias, das quais a estatal CGD é a maior.

Instado pelo PÚBLICO a comentar o papel reservado à CGD no processo, o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, recusou-se a comentar, lembrando que o banco público tem autonomia de gestão.

Fernando Serrasqueiro considera, no entanto, «muito difícil que um banco avance com a aplicação de taxas sem que os outros o façam».

A necessidade de que todos os bancos se ponham de acordo em relação à introdução ou não de tarifas nas operações Mulibanco é quase uma exigência do mercado. Diferentes políticas em relação a esta matéria levariam inevitavelmente a guerras concorrenciais e a fugas de clientes.

Mas o secretário de Estado não vê «qualquer ligação» entre um eventual fim da gratuitidade do serviço e a entrada em vigor do SEPA, agendada para 2008, até porque o sistema único de pagamentos «pretende ser facilitador e não encerra qualquer obrigatoriedade de taxas».

«Conheço muitos bancos que não têm neste momento no seu horizonte o lançamento de qualquer taxa» acrescenta Serrasqueiro.

Recorde-se que, já ontem o presidente da SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços, Vítor Bento, garantia que o fim da gratuitidade do serviço de Multibanco «é apenas uma possibilidade teórica» e que, para já, «não está prevista nenhuma alteração no preço dos serviços».

Mas o responsável da empresa que gere a rede Multibanco também admitiu que, com a entrada em vigor do sistema único de pagamento europeu, «pode ser difícil manter as diferenças favoráveis [do sistema português], como a diferenciação dos serviços e a sua gratuitidade».

in: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=277627
 
Última edição:
na minha opiniao se isso fôr em frente das duas uma ou começo a fazer bicha ao balcão ou trago o dinheiro todo para casa não estou para pagar 1.30 por cada levantamento não acho justo agora espero é que isso tambem nao venha acontecer no na net.Ladrões
 
SEPA não implica custos para operações actualmente gratuitas

A SEPA (área única de pagamentos em euro) «não implica que as pessoas em Portugal passem a pagar serviços actualmente gratuitos», garantiu hoje o Coordenador do Gabinete de Relações Internacionais da SIBS, Manuel Lopes da Cunha.

O responsável da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), entidade que gere o sistema Multibanco, disse à Agência Lusa que a SEPA implica que uma transacção feita através de uma mesma marca em Portugal ou no estrangeiro tenha o mesmo custo para o utilizador.

Falando à margem do Congresso Anual de Cartões, a decorrer em Lisboa, Manuel da Cunha indicou que a marca Multibanco não é actualmente aceite no estrangeiro nas mesmas condições que em Portugal, mas a SIBS está em negociações para que seja aceite por algumas redes, nomeadamente de Espanha, Itália e Alemanha.

Com esse acordo, as transacções feitas nessas redes através da marca Multibanco, se não forem pagas em Portugal também não são pagas nas redes que aceitam a marca Multibanco no estrangeiro, precisou.

Contudo, quando se utiliza no estrangeiro o cartão de débito Multibanco que tem simultaneamente outra marca (como Visa ou Mastercard) e o levantamento é feito numa rede que não aceita Multibanco, há lugar ao pagamento cobrado pela Visa porque é feito por um sistema diferente, adiantou.

Manuel da Cunha precisou que, da mesma forma, os levantamentos com cartão que seja apenas de crédito, que em Portugal são geralmente pagos, em percentagem do valor movimentado, terão o mesmo custo de utilização no estrangeiro que têm em Portugal.

O coordenador do Gabinete de Relações Internacionais e Institucionais da SIBS assinalou que apenas 0,6% do número total de operações com cartões Multibanco ocorrem fora de Portugal.

Manuel da Cunha adiantou que outra consequência das novas regras é a possibilidade de usar em toda a zona euro os cartões de pagamento da mesma forma que são utilizados no país de origem, o que significa que se são usados com PIN no país de origem terão de poder ser utilizados da mesma forma em toda a zona.

Diário Digital / Lusa

in: http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=21&id_news=81801
 
Tenho solução fácil para o assunto:
Alternativa nº1: Carregar telemóvel, efectuar transferências, pagamentos, etc, via Web...já o faço agora e continuo a fazer...
Alternativa nº2: Tudo o que obrigar levantamentos é efectuado no inicio do mês no banco, tal e como faz o meu pai que é reformado, levanta a reforma nos correios e leva o dinheiro para casa (tb n é mto diga-se de passagem, mas pronto!), assim vai-se gastando conforme as despesas (combustíveis, compras, café, etc...)

É simples, principalmente o governo esqueceu-se que ao ser cigano ensinou o Zé povinho a ser cigano também...cada qual safa-se como pode, dentro dos limites, claro! Desta forma voltam a encher as filas nos bancos porque as pessoas precisam de 10€ e as máquinas às moscas.

Ou seja, o zé povinho lixa-se porque tem que ir ao banco para levantar se não quer pagar...1,3€ por levantamento, desculpem a sinceridade, não é exagerado...é doentio...

O banco e o sistema acabam por perder porque enchem de gente e ninguém utiliza os meios que até ali eram disponiblizados como deveriam ser - gratuitamente. Para isso se pagam impostos e impostos sobre juros nas entidades bancárias. Alguma regalia deveria ter...
 
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