Renault Mégane II - avaria inadmissível com consequências graves! - NOVIDADES 14/6/07

Simples: porque um defeito destes já tinha que vir de trás e todas as restantes inspecções foram feitas lá. Mas o que está aqui em causa não é tanto a qualidade das revisões, mas o facto de vir montada uma peça defeituosa, de extrema relevância para a segurança do veículo e ocupantes. O facto de a última revisão ter sido feita fora da marca não iliba a marca de ter fornecido um carro com uma falha grave a nível de segurança.
Mas, é claro, a brigada que não é capaz de despir a camisola da marca nem por um momento, tinha que aproveitar os 10% de incerteza em relação aos 90% de certeza para ilibar a marca do seu coração. Mas reparem que eu nem sequer estou a querer levar a discussão para a questão das marcas, pois a questão aqui é bem mais grave e está acima dessas "tricas", mas sobre a questão de uma marca dever ou não ser responsabilizada quando um produto seu apresenta uma falha grave a nível de segurança e o que se pode fazer para defender o cliente, que sem culpa se viu envolvido numa situação que poderia ter tido consequências bem mais gravosas para si e para os seus e que causou avultados prejuízos materiais, sem culpa sua, mas por um nítido defeito de fabrico.

Mas dificilmente um disco dura 63.000 kms se o defeito for visivel desde o inicio.
o problema é que a Renault vai usar isso para dizer que se o carro tivesse sido revisto por eles, eles teriam dado pela deficiencia, como não foi não podem ser responsabilizados e ainda menos não existindo noticia de problema semelhante em outros veículos do mesmo modelo, quem faz as revisões fora da marca não pode culpar a marca por defeitos de fabrico não detectados... se o carro não vai lá como é que eles podem detectar os defeitos ? além do mais os discos são de facto peças de desgaste que se deterioraram já depois de terminado o prazo de garantia ... A unica hipotese da tua amiga é responsabilizar quem fez a ultima revisão, e mesmo esses podem alegar que não era detectavel qualquer anomalia...

alias é bem possível o problema não estar no disco mas na axila dessa roda que tenha bloqueado e provocado o sobreaquecimento do disco...
 
O "defunto" 111 branco foi-se embora com 248 mil km ainda com os discos da frente de origem (e tambores, bombitos, etc.)... ainda com a espessura acima da mínima e ainda fez uma perninha num track day no Estoril e tudo. [:D]


Já o 45 despacha os discos da frente em 75 mil km. :sh)

sorte o meu 200 1.4 despachava os discos em 5.000 kms [8b] [8b] [8b]
 
Se a manutenção deixou de ser feita na marca, torna-se complicado responsabilizar a renault.

Agora é a primeira vez que oiço um relato de um disco partir, ainda para mais com tão poucos kms.

Não vou muito nessa de passar por uma poça de àgua. Que empene ainda é como o outro, mas partir ??

Esse disco obedece é à qualidade geral da renault...
 
É obvio que a Renault tem de ser responsabilizar.... 63000km nao é nada... o meu Galant ainda tem os discos de origem e ja leva 213000km....
 
Como já disse, uma boa peritagem independente feita ao carro, consegue facilmente detectar qual foi o problema que causou o acidente e eventuais responsabilidades.
 
Só um paqueno aparte, que nada terá a ver com este caso, mas existe gente que não tem noção do que é um carro e do que terá de lhe fazer. Assisti a um tipo que chegou ao mecânico com o carro a fazer barulho nos travões. Pura e simplesmente não tinha discos, estavam todos gastos e como este muitos outros que não têm a noção do que fazem. Não será aqui o caso (não sei) mas que acontece, acontece. A outra questão é as marcas que querem livrar o rabo da seringa.
 
Sim, parece-me difícil poder-se provar alguma coisa contra a marca. Mas parece-me que esse aspecto da peritagem é fundamental para se tentar alguma coisa. Às vezes as surpresas acontecem! [;)]

Vou tentar saber mais alguma coisa junto dela.
 
Aos que têm discos com mais de xxx.xxx kms, espero nunca me cruzar com vocês na estrada.
Para quem não sabe, os discos têm uma espessura mínima recomendada. Quando chega ao limite, a partir daí estão sujeitos a consequências.
Aconselho-vos a medir a espessura dos discos e comparar com o valor indicado pelo fabricante. Estou certo que muitos de vocês vão ter surpresas.


Para concluir, sim, é possível um disco partir e pode partir por vários motivos para além do defeito de fabrico.
 
Os do meu A3 contam com 220000, tanto à frente como atrás (atrás em princípio gastam-se menos) e não tenciono trocá-los tão cedo.
Que achas então desta quilometragem?
É como os pneus só trocados depois de o carro andar a fugir por todos os lados? Quando caíres do precipício sem travões pode ser tarde :sh)
 
Quando caíres do precipício sem travões pode ser tarde :sh)

Felizmente a senhora não tinha um precipício à frente dela, só falta saber a espessura dos discos e diferença de espessuras do material de desgaste das pastilhas dos discos traseiros.
 
Realmente nunca tinha lido e/ou ouvido tal relato, que coisa mais estranha. Se a origem esteve mesmo no disco, a responsável desse defeito é a Renault / marca do disco.

Infelizmente não acredito muito em apuramentos de responsabilidades cá em Portugal. Outra coisa joga contra à dona do carro...É que a manutenção após a garantia não foi feita na marca e isso está 100% ( infelizmente ) a favor da Renault:sh) ( não estou a querer dizer com isto que se deveria ir sempre à marca, quando na maior parte das vezes os "mecânicos" de lá são bem piores que o Manel GT ).

Aliás aqui no fórum, até houve um user com defeitos de fabrico no seu Clio III e a Renault nunca fez nada, para além de estragar o carro ainda mais ( já não sei como ficou o caso ).

De qualquer forma e com já foi dito, uma peritagem devia ser feita quanto mais não seja para se saber ao certo do que foi, uma vez que avançar com uma queixa para a marca neste país ( e secalhar noutros ) é igual a 0.[8b] Mas isto seja Renault ou outra qualquer.
 
O "defunto" 111 branco foi-se embora com 248 mil km ainda com os discos da frente de origem (e tambores, bombitos, etc.)... ainda com a espessura acima da mínima e ainda fez uma perninha num track day no Estoril e tudo. [:D]


Já o 45 despacha os discos da frente em 75 mil km. :sh)
Como posso saber se a espessura mínima foi atingida? Há alguma marca no disco?:confused:

De qualquer forma a travagem é exemplar em todas as situações.

A oficina se via que os discos já não davam para outras pastilhas também chamaria a atenção, penso eu[;)]
 
Como posso saber se a espessura mínima foi atingida? Há alguma marca no disco?:confused:

De qualquer forma a travagem é exemplar em todas as situações.

A oficina se via que os discos já não davam para outras pastilhas também chamaria a atenção, penso eu[;)]

Está descansado porque tu deves continuar a ir ao teu concessionário da zona e eles querem mais é vender material novo, portanto se ainda não te meteram nem tentaram impingir discos novos é porque esses ainda estão acima do mínimo (isso é ferro fudido, como todos os outros discos, tirando os das motas e biclas [:D], portanto é quase "long life").

Há discos que trazem gravada na parte superior (aquela que não se gasta e anda cheia de ferrugem) a espessura mínima admissível mas, se não vires isso gravado nos teus, pergunta lá ós mens da Loures qual a espessura mínima para esses discos e pergunta também (desnecessário, mas enfim) se eles fazem sempre essa medição nas revisões da praxe.

Normalmente é admissível uma perca de material de 2 mm nos discos (total, portanto será 1 mm em cada face do disco) e uma espessura mínima de 3 mm no material de desgaste das pastilhas (em cada uma, é claro), mas isto é muito genérico portanto o melhor é confirmar caso a caso (carro a carro) quais são os dados do respectivo fabricante.

Para medires tu, tens que arranjar um paquímetro/craveira/peclise analógico ou digital e medir a espessura dos discos abaixo da tal aresta que nunca se gasta (tu sabes qual é).


E a propósito disto, para a semana já cá devo ter os meus novos

9b0c_1.JPG



para o bogas. Os que ele tem ainda estão novos, só têm 13 anos e meio e menos de 1 mm de desgaste total mas, como este é o carro das experiências, quero ver se estes discos ranhurados melhoram muito a travagem ou se ainda terei que experimentar a outra opção já super-comprovada mas também mais cara (estes discos ficam cá por 32€... [;)] ).
 
Pois é, hoje em conversa com uma pessoa minha amiga, ela contou-me algo que me deixou completamente perplexo, e que me fez pensar em 1001 cenários, e sobre o que eu gostava de ouvir aqui a vossa opinião.

Conta-me ela que teve recentemente um acidente no seu carro - um Renault Mégane II 1.5 dCi, de Junho de 2003, actualmente com 63.000 Km - em que se despistou e causou avultados danos no carro, provocando mesmo o accionamento do airbag do condutor! Até aqui nada de muito extraordinário, infelizmente. Eu fiquei foi assim :eek: quando ela me disse a causa do despiste: um dos discos de travão traseiros partiu subitamente, causando o bloqueio da roda traseira e consequente entrada em pião e despiste!!!

Ora, isto num carro recente, com poucos kms e sempre conduzido de forma cuidadosa, parece-me totalmente inadmissível!
Apesar de a garantia já ter acabado, não estamos aqui em presença de um erro grosseiro de qualidade de uma peça extremamente relevante para a segurança do carro e dos passageiros??? E se o acidente tivesse ocorrido em autoestrada, a velocidades elevadas? Não deveria a marca ser responsabilizada e eventualmente processada por esta falha, a meu ver, gravíssima??? :sh) :sh) :sh)


Devia, mas nós não queremos um sistema de justiça como o americano, porque depois há uma gaja que põe o gato no microondas, o gato morre, ela processa a empresa que lhe vendeu o microondas e é uma palhaçada do caraças. É melhor continuar a gozar com eles, e eles com nós ao ver estas coisas a acontecer por aqui.
 
E a propósito disto, para a semana já cá devo ter os meus novos

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para o bogas. Os que ele tem ainda estão novos, só têm 13 anos e meio e menos de 1 mm de desgaste total mas, como este é o carro das experiências, quero ver se estes discos ranhurados melhoram muito a travagem ou se ainda terei que experimentar a outra opção já super-comprovada mas também mais cara (estes discos ficam cá por 32€... [;)] ).
Têm bom aspecto. Muito mais que isso custou-me um, apenas um, perfurado para o travão traseiro da mota.

Esses discos são da ATE? Se não são conheces a marca?
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Também os acho com muito bom aspecto. Não sei é o preço:)
 
so uma pergunta aqui aos especialistas:
qual a espessura maxima que um disco pode ter para, em utilizacao normal, PARTIR?

nao se fala de rachar, porque quando racha nota-se na conducao, o condutor para em total seguranca e se tiver medo vai de reboque.
fala-se de um disco normal, com desgaste normal para a kilometragem (ok, desgaste normal para 200mil kms, se preferirem, so para cobrir uma utilizacao mais violenta), que NUNCA apresentou qualquer sinal de defeito e que, de repente, partiu.

eu aponto para uma espessura maxima de 1mm, sem quaisquer contas feitas, nivelado por excesso. qualquer coisa acima de 1mm...o disco NAO PARTE.

digam-me...qual e o carro que desgasta os discos a ponto de ficarem com menos de 1mm de espessura sem que isso se note na capacidade de travagem ou numa inspeccao rapida.

Só com muita fantasia é que se pode chegar a uma conclusão diferente desta: o acidente foi causado por uma quebra repentina e inesperada do disco de travão traseiro, que fez o carro entrar em pião de repente, levando ao despiste.
isso e a causa do acidente. e a causa do disco ter partido?
sera interessante trocar os discos todos, andares uns fantasticos 100metros e o novo disco partir. novinho!!!

se eu tivesse algum relacionamento com a pessoa em causa, EXIGIRIA (ou tratava eu proprio do assunto) que o disco e o carro fossem investigados por gente competente, a fim de acabar com mitos e eventuais farsas e descubrir qual a VERDADEIRA causa da quebra do disco.
sera que a Renault e responsavel? SIM E NAO! sera a condutora responsavel? SIM E NAO! nao se sabe. e preciso investigar, sem medos.
 
Se o carro foi À revisão sempre a horas e não foi sugerido que o cliente mude o disco então a marca assume que este está em condições de circular até à quilometragem da próxima revisão. Se parte a culpa é da marca!

Sempre que fui mudar pastilhas, foi medida a espessura do disco e se tiver abaixo do limite eles obrigam a trocar o disco ou não fazem o trabalho. Numa oficina tive que assinar um termo de responsabilidade porque o carro era para retoma e só quis mudar as pastilhas.

Concordo plenamente!!!Não é assim tão normal como dizem que partam os discos, senão ninguém conseguia andar descansado na estrada. Eram turbos, discos, amortecedores, jantes, pneus, uma série de coisas que teriamos de estar a analisar antes de entrar num carro para nos deslocar fosse para onde fosse!!!Se de facto existem revisões feitas na marca e os discos não foram substituidos, a responsabilidade é deles.

Mesmo que uma pessoa nde na "gaspia" como já li neste topico, penso que os discos ao aquecerem passam por um processo de ovalização primeiro, e daí a partir é preciso comer muita fruta mesmo!!!Se fossem os discos do Megane num Vel Satis que pesa quase o dobro ainda vá que não vá, mas assim?Não é normal. Quem disser o contrário teme em não o assumir!Cumps!
 
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