Viva,
A situação relatada é um "must". O meu carro é um exemplo disso. Embora nunca tenha dado um único toque com ele em dois anos é um emaranhado de cicatrizes de todos os pontos caredeais. E usualmente sempre em estacionamento público, com espaços bem delimitados.
Um pedido de desculpas eleva o moral e facilita a resolução da situação. Ao fim de dezenas de toques, recentemente uma senhora riscou-me o pára-choques mas teve a gentileza de me procurar e como não me encontrou deixou um pedido de desculpas e o seu contacto. Contactei-a, prontificou-se a pagar o arranjo, ou, caso o valor fosse elevado, preencher uma DAAA, já que estava desempregada. Felizmente para ela, o para-choques já ia ser pintado devido a pequeno acidente numa passadeira (o veículo de trás distraiu-se e chocou com o pára-choques) pelo que eu agradeci-lhe a gentileza e honestidade dela e nada exigi. E o acto dela deixou-me muito bem-disposto, e provavelemnte ela deixou de ter um peso na consciência.
E em muitos outros riscos que tenho no carro, por vezes são infimos que um polimento resolve, com um simples bilhete de desculpas, eu nada exigiria à pessoa, pelo contrário, agradecia a honestidade.
Mas tudo se resume a um ponto: assumir as culpas. Infelizmente, a generalidade de nós (diria todos nós em algum ponto da vida) não assumem a culpa. Basta realizar a questão: são maus condutores? Todos dizem que não, que a cula é de terceiros. Mas existindo 3 Mil mortos por ano na estrada e dezenas de milhares de acidentes, alguém efectivamente tem que ser mau condutor. E isto pode extrapolar-se para outros pontos da sociedadE: finanças, segurança social, saúde, etc.
No entanto, os meus parabéns ao TB, ele tratou o carro com pragamatismo. Embora muitos possam afirmar que foi uma simples tarefa de manutenção, honestamente acho que não conseguiria desmontar o pára-choques e disfarçar de forma impecável aqueles danos. Quanto muito polia, mas não ousaria desmanchar. Ou agora, vendo este exemplo, talvez me atrevesse.
Marco