Nove feridos em incendio

Pior do que o incêndio[8b] é a referência ao despedimento de 400 trabalhadores da mesma fábrica.

Esta empresa fica a 1 km de minha casa e a minha mãe de casa conseguia ver as lavaredas, parece que ia mandar 400 pessoas embora.
 
Deves estar a falar disto:


"O número de pessoas feridas hoje num incêndio industrial em S. Martinho do Campo, Santo Tirso, eleva-se a nove, uma das quais em estado grave, que foi transportada de helicóptero para o Hospital S. João, no Porto, disse fonte do INEM.
Pedro Coelho dos Santos, porta-voz do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), disse à Lusa que o ferido mais grave, aparentando 30 anos, sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus em 10 por cento do corpo.
Ficou queimado sobretudo na cabeça e na face, afectando-lhe as vias respiratórias, uma situação que Coelho dos Santos considerou clinicamente complexa.
O helicóptero que transportou o ferido, sedado e ventilado, deu entrada no heliporto do Hospital de S. João cerca das 15h50, disse a fonte.
Outros três feridos, de média gravidade, são um homem de 34 anos, com fractura de uma perna, outro de 46 anos com queimaduras de primeiro grau na face e um terceiro, de 45 anos, com queimaduras de primeiro e segundo grau nas pernas.
Estes feridos foram conduzidos ao Hospital de Guimarães. Para a mesma unidade seguiram uma mulher de 40 anos e um homem de 30, intoxicados com monóxido de carbono.
Outros três feridos, todos homens e de idade não apurada, sofreram escoriações e foram encaminhados para o Centro de Saúde de Santo Tirso.
O comandante José Pedro Magalhães, dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves, disse à Lusa que estão ainda por determinar as causas do sinistro industrial, que deflagrou, cerca das 14h20, numa empresa têxtil de Pidre, S. Martinho do Campo, perto da Vila das Aves.
Às 16h20, o fogo estava circunscrito a um dos seis ou sete pavilhões da unidade fabril, que tem cerca de 5.000 metros quadrados.
O sinistro está a ser combatido por 20 homens e sete veículos dos bombeiros Tirsenses e de Vila das Aves.
O INEM mobilizou para o local um helicóptero e duas viaturas médicas de emergência (VMER)."

Fonte: Lusa/SOL
 
Deves estar a falar disto:


"O número de pessoas feridas hoje num incêndio industrial em S. Martinho do Campo, Santo Tirso, eleva-se a nove, uma das quais em estado grave, que foi transportada de helicóptero para o Hospital S. João, no Porto, disse fonte do INEM.
Pedro Coelho dos Santos, porta-voz do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), disse à Lusa que o ferido mais grave, aparentando 30 anos, sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus em 10 por cento do corpo.
Ficou queimado sobretudo na cabeça e na face, afectando-lhe as vias respiratórias, uma situação que Coelho dos Santos considerou clinicamente complexa.
O helicóptero que transportou o ferido, sedado e ventilado, deu entrada no heliporto do Hospital de S. João cerca das 15h50, disse a fonte.
Outros três feridos, de média gravidade, são um homem de 34 anos, com fractura de uma perna, outro de 46 anos com queimaduras de primeiro grau na face e um terceiro, de 45 anos, com queimaduras de primeiro e segundo grau nas pernas.
Estes feridos foram conduzidos ao Hospital de Guimarães. Para a mesma unidade seguiram uma mulher de 40 anos e um homem de 30, intoxicados com monóxido de carbono.
Outros três feridos, todos homens e de idade não apurada, sofreram escoriações e foram encaminhados para o Centro de Saúde de Santo Tirso.
O comandante José Pedro Magalhães, dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves, disse à Lusa que estão ainda por determinar as causas do sinistro industrial, que deflagrou, cerca das 14h20, numa empresa têxtil de Pidre, S. Martinho do Campo, perto da Vila das Aves.
Às 16h20, o fogo estava circunscrito a um dos seis ou sete pavilhões da unidade fabril, que tem cerca de 5.000 metros quadrados.
O sinistro está a ser combatido por 20 homens e sete veículos dos bombeiros Tirsenses e de Vila das Aves.
O INEM mobilizou para o local um helicóptero e duas viaturas médicas de emergência (VMER)."

Fonte: Lusa/SOL


Sim foi esse.
 
"Foi como uma bomba. Só deu tempo para fugir. Se um gajo caísse, já não saía dali", elucida José Costa. "Só vi lume, fumo e pernas para correr. Mais nada", completa o colega José Travanca, ainda a refazer os nervos descompostos pelo medo. Estes e outros cerca de 40 trabalhadores não ganharam para o susto quando, ontem à tarde, um incêndio deflagrou na unidade de tecelagem da fábrica de têxteis JMA (José Machado Almeida), na freguesia de S. Martinho de Campo, Santo Tirso. Oito trabalhadores ficaram feridos e um outro está dado como desaparecido. Na área ardida trabalhavam 120 funcionários, que serão, agora, redistribuídos por outros sectores da empresa.

As chamas apanharam todos de surpresa, quando entravam ao serviço, cerca das 14 horas. "Quando o alarme soou, pensei que fosse uma simulação", refere, incrédulo, David Martins. "Era tão assustador que só pensei em fugir. Não esperei que me dessem ordens. Foi um inferno", relata o funcionário. Não houve tempo, sequer, para socorrer parceiros de trabalho. "Não sei se os meus colegas fugiram todos".

A dúvida deste funcionário permanecerá por algum tempo - um dos trabalhadores está desaparecido. O incêndio provocou ainda oito feridos, dois dos quais em estado grave. Um dos feridos graves foi transportado por um helicóptero do INEM para o Hospital de S. João, no Porto, com queimaduras de primeiro e segundo graus no rosto e nos braços. Trata-se de um homem de 35 anos, de Famalicão. O segundo acidentado, cujo quadro clínico foi considerado grave, foi transportado para o Hospital da Prelada, no Porto. Os restantes feridos apresentavam "queimaduras ligeiras e alguns estados de pânico" - quatro foram levados para o Hospital de Santo Tirso e dois seguiram para o Hospital de Guimarães.

Apesar de o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves, Pedro Magalhães, não ter confirmado a existência de um desaparecido, por haver "informações contraditórias", a suspeita era já quase certa ao final do dia. De acordo com fontes ouvidas pelo JN, o trabalhador em causa permaneceu incontactável durante toda a tarde e, enquanto alguns funcionários fugiram nos carros quando as chamas deflagraram, a viatura do desaparecido permaneceu estacionada. Este "é o único drama pessoal que estamos a viver aqui", lamentou o presidente da Câmara, Castro Fernandes, que adiantou, também, que o homem é irmão do ferido grave que está no Hospital da Prelada e que teria frequentado a escola com um dos administradores da fábrica.

"Houve um milagre"

As causas do incidente são ainda desconhecidas, mas fontes ouvidas pelo JN apontavam que tenha sido originado por um curto-circuito no âmbito de trabalhos de soldadura que estavam a ser levados a cabo por uma empresa de instalação de ar condicionado.

Alfredo Almeida, administrador da JMA, confirmou que, à altura em que começou o incêndio, decorriam "trabalhos de manutenção nos telhados", mas, ressalvou, seriam intervenções "normais". A unidade de tecelagem, com cerca de 5000 metros quadrados, ficou totalmente destruída, tendo o tecto abatido. "Houve aqui um milagre. Podiam ter morrido 15 ou 20 pessoas", desabafou o presidente da Câmara".


Quando foi criada

A fábrica José Machado Almeida (JMA) foi fundada há 48 anos, dedicando-se à indústria têxtil. O grupo dá trabalho a cerca de mil pessoas. Na unidade de S. Martinho de Campo, em Santo Tirso, laboram 500 funcionários, distribuídos por seis pavilhões.



O que produz

A fábrica confecciona atoalhados e outros produtos de têxtil-lar.

Além de tecelagem, labora nas áreas de fiação, confecção e acabamentos.



Para onde exporta

Exporta, sobretudo, para a França, Espanha, Europa e Inglaterra. Os países nórdicos e os Estados Unidos da América também são bons clientes. 90% do negócio dizem respeito a exportações.



Qual a área afectada A área afectada - pavilhão da tecelagem - conta com 120 trabalhadores. Vão ser reintegrados noutros sectores da empresa.



Fala numa pessoa desaparecida, mas hoje de manhã nas noticias diziam que tinha sido encontrada já sem vida.
 
Não, é em são martinho, não sei se têm em moreira, mas têm em lordelo guimarães a beira do eleclerc, começou a arder ao inicio da tarde.

exacto é em s. martinho do campo, fica perto de moreira onde moro. e existem mais 2 ou três como já foi referido.
inclusivé tenho familiares a trabalhar nessa empresa.
 
Pior do que o incêndio[8b] é a referência ao despedimento de 400 trabalhadores da mesma fábrica.


Como eu disse na altura do incendio, fica agora a notícia:


Aparenta resignação, mas, na verdade, não sabe ainda como vai resolver a vida. Com 17 anos de casa, este é o último mês que José Ferreira trabalha na JMA, a fábrica de têxteis de S. Martinho do Campo, em Santo Tirso, que, no passado mês de Março, viu a unidade de tecelagem ser devorada pelas chamas e que ficou enlutada pela perda de um funcionário. Agora, serão mais de 300 os trabalhadores dispensados de funções.

O meio século que José Ferreira conta como anos de vida não lhe permite avistar alternativas no mercado de trabalho. Não vê, mesmo, "nenhumas". Mas tem "filhos para manter e casa para pagar. Muita gente está com a corda na garganta, com empréstimos ao banco, e ninguém sabe o que vai acontecer".

Diz que a entidade patronal lhe dá uma indemnização de 35% relativamente à antiguidade. "Uma aberração", classifica José Moura, também trabalhador da fiação e com duas décadas de labuta na JMA. Considera a proposta "ridícula" "Em princípio, não vou aceitar". Pondera recorrer aos tribunais, mas aguarda ainda que o correio lhe leve a casa a carta com as condições avançadas pela empresa. Só então fará uma contraproposta.

Inconformado, Luís Moura interrompe o colega. "Eles não estão a dar esmola. Estão a roubar-nos". Está na fábrica há 11 anos. Tem 43, menos dois do que o companheiro com quem partilha local de trabalho e sobrenome. Ambos souberam na passada quarta-feira que as suas vidas vão sofrer uma reviravolta. Eles e mais 211 funcionários.

Algumas pessoas não vestem mais a farda de trabalho. Maria Aurora Costa já foi "despedida". Em Novembro, cumpriria 34 anos de laboração na têxtil de S. Martinho. Começou aos 12. Entre o regime de trabalho suspenso ou ir para o fundo de desemprego, optou pela segunda hipótese.

Com 160 trabalhadores, a unidade de fiação da fábrica, que produzia essencialmente para servir a tecelagem, deverá encerrar. "Ainda não está certo, mas é muito provável que encerre", admite Paulo Rocha, da administração. No entanto, José Ferreira carrega já essa certeza e adianta que a direcção comunicou aos trabalhadores o fecho da secção no final deste mês. "Estamos a acabar uma rama que temos aí e, acabando, é para fechar". Somas apuradas, serão mais de 300 os trabalhadores dispensados de funções.

O incêndio terá precipitado um desfecho que se adivinhava inevitável - a remodelação. A empresa estava a perder competitividade face à concorrência proveniente de "países asiáticos" e já se falava em despedimentos "antes do incêndio". Mas as chamas vieram roubar 60% da capacidade de produção da JMA e a restruturação iniciou-se no princípio do mês, a partir dos quadros superiores, onde houve cortes no pessoal.

"Tínhamos um projecto a três anos para reduzir a produção em Portugal e trabalhar em outsourcing", revela Paulo Rocha. A intenção estava a ser delineada desde o início do ano e iria implicar a redução de trabalhadores "por rescisão ou por reforma". "Era um processo que estava pensado fazer-se em três anos e que agora tem de ser feito em três meses".

A Administração recusa aceitar a designação "despedimentos". "Há suspensão de trabalho", clarifica o responsável. "É a forma de reconstruirmos o que perdemos e depois chamarmos os trabalhadores", explica, sublinhando que não avançaram com propostas de rescisão de contratos. "As pessoas são na mesma empregadas da empresa mas vão para casa ganhar dois terços do ordenado", concretiza.

O fecho da unidade fabril está fora de questão, assegurou, ao JN, Paulo Rocha. "Se se pusesse essa hipótese, tínhamos encerrado no dia do incêndio".

 
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