Antes de mais, adoro carros e adoro condução. As duas coisas estão, e estarão sempre, para mim, intimamente ligadas.
Pode parecer uma frase estranha, mas é de fácil compreensão: não consigo apreciar um carro enquanto objecto estático. Aidna que seja um carro de exposição, o meu pensamento divaga sempre para a dinâmica do "bicho". Imagino-o a acelerar, a curvar, a comportar-se como um carro.
Depois, sou Alfista. Não é que seja estritamente Alfista, porque gosto de outros carros, mas a Alfa encarna melhor a minha definição de automóvel e identifico-me intimamente com ela. Especialmente em termos de interiores, porque se há carro dentro do qual me sinto bem - ainda que não saiba explicar porquê - é dum Alfa.
Mas também sou de opinião (cada vez mais forte) de que actualmente se produzem carros notoriamente "sem sal". Pesados, filtrados, obesos e sempre à mercê duma esmola de uma qualquer electrónica para sobreviverem mais um dia. Neste aspecto sou, tipicamente, "old school".
Carburadores, baixo peso, um cantar rouco e pronunciado e a ausência de "bengalas" são o meu "habitat" natural. Primeiro, porque são características que, na minha óptica, enaltecem os carros. E, depois, porque é a melhor maneira de explorar a minha outra paixão, que é a condução. Uma pessoa evolui se tiver margem de manobra para isso, e os carros actuais estão, lentamente, a privar-nos disso.
Claro que também me identifico com o "SerraPowa", nem poderia ser de outra forma: um dos meus objectivos é melhorar as minhas capacidades de condução sempre que possível. E, felizmente, moro ao pé de várias estradas "interessantes", as quais costumo visitar com frequência.
Eu e o meu carro; condução e dinâmica; borracha queimada e "ferodo".
Do que é que um gajo precisa mais? [

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