Fidel Castro diz que biocombustíveis são «monstruosidade»

Os biocombustíveis são uma opção monstruosa e vão agravar a fome no mundo, segundo um artigo de opinião escrito pelo líder cubano que se mantém hospitalizado há quase 10 meses.

Se o processo não for feito de um modo racional e sustentado é capaz de ter alguma razão.

"Relatório da ONU refreia entusiasmo sobre biocombustíveis

10.05.2007
Lusa

Biocombustíveis como o etanol podem ajudar a reduzir o sobre-aquecimento global e criar empregos nas regiões rurais, mas também causar problemas ambientais graves e provocar uma subida do preço dos alimentos nas zonas mais pobres, alertou a ONU.

No primeiro grande relatório sobre bioenergia da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado terça-feira em Nova Iorque,o organismo tenta refrear o entusiasmo com os biocombustíveis, chamando a atenção para os seus possíveis efeitos prejudiciais.

O texto, conhecido poucos dias depois da conferência do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, sigla em inglês), que se realizou na Tailândia, reconhece a "oportunidade extraordinária" que os combustíveis alternativos representam para "a redução das emissões de gases com efeito de estufa", mas alerta para que o crescimento rápido da sua produção líquida vai "aumentar a pressão sobre os recursos naturais", num momento em que cresce também a procura de alimentos e recursos florestais.

O relatório constata ainda que a procura crescente por óleo de palmeira já levou à eliminação de florestas tropicais no sudeste asiático e que esta destruição "pode resultar em emissões de gases ainda maiores do que as criadas pela queima de combustíveis fósseis".

Greenpeace preocupada com destruição das florestas da Argentina

Várias organizações ambientalistas também já advertiram que a "corrida do ouro" dos biocombustíveis poderá provocar mais danos ao ambiente do que os combustíveis fósseis e levar a uma subida do preço dos alimentos nas zonas mais pobres, preocupações também consideradas no relatório da ONU.

Dando como exemplo as florestas da Argentina, a organização ecologista Greenpeace questionou hoje, num relatório, as supostas vantagens para o ambiente dos biocombustíveis e afirma que a expansão das áreas de cultivo da soja e do milho para produzir os combustíveis alternativos provocará uma "destruição em massa" das florestas daquele país. De acordo com o relatório, as crescentes expectativas globais sobre o uso de biocombustíveis implicarão uma "nova pressão para expandir as actividades agrícolas sobre os ecossistemas naturais, provocando uma destruição em massa das florestas nativas no norte da Argentina".

Outro dos aspectos abordados no relatório da organização ambientalista é o possível impacto nos preços dos alimentos, resultado da alta do preço do petróleo e da maior procura de biocombustíveis.

Segundo prevê a Greenpeace, o rápido aumento na produção de biocombustíveis elevará os preços do milho em 20 por cento até 2010, e em 41 por cento para 2020.

Europa quer dez por cento de biocombustíveis nos transportes até 2010

A Comissão Europeia lançou a 30 de Abril uma consulta pública sobre biocombustíveis no âmbito da nova política energética que determina que os Estados-membros utilizem dez por cento destes combustíveis no sector dos transportes até 2010.

A política energética europeia, anunciada em Janeiro pelo presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, e aprovada formalmente em Março pelos 27 Estados-membros, prevê ainda que, até 2020, 20 por cento da energia consumida na União Europeia seja produzida a partir de fontes renováveis.

Por seu lado, os Estados Unidos estão a trabalhar numa proposta para multiplicar a produção de biocombustíveis por sete até 2022."

Em http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1293584
 
Última edição:
"O mercado da bio-energia é um dos mercados de crescimento mais rápido, com um volume de negócios que ascende aos mil milhões de dólares e, embora possa ajudar ao desenvolvimento dos países, também comporta grandes desafios que devem ser tidos em conta".

Mats Karlsson, presidente de ONU-Energia, 09-05-2007
 
Falando quem está no meio da bagunça:

Até agora, os alimentos não vem subindo de preço, pelo contrário.

;-)
Caro, até pq com uma boa gestão dos resíduos habitacionais que podem ser usados como adubo ou inclusive na produção de biocombustíveis e tornam a produção de alimentos mais barata.

Desde que haja bom senso e boa gestão dos recursos não há razão para recear o aumento do preço dos alimentos.
 
Como já disse, em certos casos pode levar as pessoas a voltarem aos campos, outrora abandonados por falta de rentabilidade e evitar a desertificação do interior e exodo para as cidades
 
Eu acho que a política dos biocombustiveis é uma boa alternativa. Para já teremos uma outra opcção relativamente aos combustíveis que derivam do petróleo.
E eu acredito que a agricultura leve um novo impulso, pois haverá um novo mercado para escoar os seu produtos. Muitos dos agricultores quer vender os seu produtos e não tem compradores e muitas das vezes quando tem os preço são super baixos e depois o revendedor vende o produto muito mais caro.
Acreditem se tiver oportunidade de comprar directamente no agricultor aproveitem, vão poupar uns trocados, na alimentação.
 
Aqui no Brasil o preço dos alimentos esta normal... O “ethanol” feito no Brasil vem da cana-de-açúcar, o “biocombustível” é vendido aqui desde 1979, toda a gasolina vendida aqui tem 23% de “ethanol”, muitos empregos existem por isso e muitos poderiam ser criados na áfrica e em outros lugares. O USA produz o ethanol usando milho, que é bem mais caro, e tem alguma influencia no preço dos alimentos.
 
Eu gosto muito do combustível feito no Brasil. Em caipirinhas... [;)] [:D]

Mas a sério, imaginem o que poderia significar para certas zonas do globo:

300px-Africa_satellite_orthographic.jpg


Haver investimentos colossais a nível dos Biocombustíveis. [:cool:]
 
Por falar em biocombustível, vão construir uma fábrica aqui na minha zona. Será em investimento de cerca de 70 milhões de euros que criará cerca de 200 postos de trabalho directos e 600 indirectos.
 
Eu gosto muito do combustível feito no Brasil. Em caipirinhas... [;)] [:D]

Mas a sério, imaginem o que poderia significar para certas zonas do globo:

300px-Africa_satellite_orthographic.jpg


Haver investimentos colossais a nível dos Biocombustíveis. [:cool:]

Destruição de selvas virgens para produção intensiva e posterior esgotamento dos solos? Excelente! [:D]
 
Destruição de selvas virgens para produção intensiva e posterior esgotamento dos solos? Excelente! [:D]
Não sejas mauzinho.

África tem terrenos em quantidade suficiente para alinhar na via dos Biocombustíveis sem afectar a sua floresta virgem, ou o que resta dela. [:cool:]
 
Segundo prevê a Greenpeace, o rápido aumento na produção de biocombustíveis elevará os preços do milho em 20 por cento até 2010, e em 41 por cento para 2020.

Se calhar é também por isso que o pão vem aumentando muito mais que o tabaco, apesar da cada vez maior carga fiscal sobre este último...
 
E o consumo excessivo de água? Parece-me preocupante porque para fazer biocombustível temos que regar esses campos todos. Se a indústria de biocombustiveis vai lutar pelo lucro, já sabemos o que nos vai esperar. IMHO gosto mais da ideia de centrais nucleares e hidrogénio que biocombustiveis.[:cool:]
 
Estamos a falar de algo que vá tornar-se uma alternativa à energia limpa, gerida por gente escrupulosa e nada manipuladora dos preços.
O Petróleo. [:cool:]
 
Aqui no Brasil o preço dos alimentos esta normal... O “ethanol” feito no Brasil vem da cana-de-açúcar, o “biocombustível” é vendido aqui desde 1979, toda a gasolina vendida aqui tem 23% de “ethanol”, muitos empregos existem por isso e muitos poderiam ser criados na áfrica e em outros lugares. O USA produz o ethanol usando milho, que é bem mais caro, e tem alguma influencia no preço dos alimentos.
Exacto.

O milho é usado numa variedade enorme de produtos alimentares, bem como a soja, se estes dois subirem de preço por causa do aumento da procura aos biocombustíveis, os alimentos tb vão subir.

Como o etanol de cana é mais barato creio que vamos assistir a um braço de ferro entre os países que a usam e os países que usam soja e milho.
 
Exacto.

O milho é usado numa variedade enorme de produtos alimentares, bem como a soja, se estes dois subirem de preço por causa do aumento da procura aos biocombustíveis, os alimentos tb vão subir.

Como o etanol de cana é mais barato creio que vamos assistir a um braço de ferro entre os países que a usam e os países que usam soja e milho.
Lembrando também que o Brasil é o maior produtor mundial de soja.

;-)
 
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