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Banido
Uma criança de apenas quatro meses esteve a ser oferecida para venda a quem passava, ao princípio da tarde de ontem, à porta de um supermercado de Vila Franca de Xira, durante algumas horas, por importâncias que variavam entre os 10 mil e os 15 mil euros. A Brigada de Investigação Criminal (BIC) da PS de Vila Franca de Xira acabou com a tentativa de negócio e deteve ainda os nove indivíduos de nacionalidade romena que se propunham a levá- -lo a cabo, na principal avenida daquela cidade.
O menor, de nacionalidade portuguesa, registado na Conservatória do Porto, está bem de saúde e foi internado na unidade pediátrica do Hospital Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira. Nos próximos dias será entregue aos cuidados da Segurança Social. Quanto aos elementos do grupo, do qual fazia parte a mãe da criança, foram presentes ao Ministério Público de Vila Franca, tendo sido constituídos arguidos e logo depois libertados.
A denúncia à PSP, feita por uma transeunte a quem os indivíduos insistentemente terão tentado convencer a comprar o bebé junto ao supermercado Pingo Doce, pelas 12.45 horas, foi essencial. Naquele momento, o assédio a que a mulher foi sujeita originou desconfiança nos clientes e trabalhadores do espaço comercial, motivando o desaparecimento momentâneo dos suspeitos.
Mãe no grupo
"A mãe da criança colocou-se na escadaria do supermercado e não largava a senhora. Insistia com ela e propunha-lhe vários preços", garantiu, ao JN, Joaquim Augusto, um dos moradores surpreendidos com aquela proposta insólita. "Como aqui a rua só tem um sentido, andavam quatro fulanos para trás e para a frente contactando a mãe da criança", acrescentou.
Alertados para o facto, os agentes elaboraram um plano que permitiu o reencontro da denunciante com o grupo de imigrantes do leste, na Avenida Noel Perdigão. Às 15.30 horas, foram identificados mãe, filho e quatro dos alegados cúmplices. Com o apoio de duas dezenas de elementos da PSP da Divisão de Loures, foram também identificados e detidos outros quatro homens, da mesma nacionalidade, numa avenida paralela. O bebé do sexo masculino não apresentava sinais de maus- -tratos; todavia, ficou sob observação da unidade hospitalar de Vila Franca de Xira.
"Foi um aparato enorme que até pensávamos tratar-se da menina do Algarve. Era Polícia por todo o lado e encurralaram os fulanos", relembrou Ana Oliveira, comerciante. "Outros quatro estavam na outra rua, porque o trânsito rola em sentido contrário, mas também não tiveram melhor sorte", disse Paula Martinez, uma outra lojista.
Os nove indivíduos em causa foram identificados pela PSP e mandados em liberdade, devendo agora o respectivo processo seguir para o Ministério Público. Em causa estará o crime de exposição ou abandono. Desconhece- -se se o grupo terá residência na Área Metropolitana do Porto, cidade onde a criança de quatro meses está registada.
fonte: JN
O menor, de nacionalidade portuguesa, registado na Conservatória do Porto, está bem de saúde e foi internado na unidade pediátrica do Hospital Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira. Nos próximos dias será entregue aos cuidados da Segurança Social. Quanto aos elementos do grupo, do qual fazia parte a mãe da criança, foram presentes ao Ministério Público de Vila Franca, tendo sido constituídos arguidos e logo depois libertados.
A denúncia à PSP, feita por uma transeunte a quem os indivíduos insistentemente terão tentado convencer a comprar o bebé junto ao supermercado Pingo Doce, pelas 12.45 horas, foi essencial. Naquele momento, o assédio a que a mulher foi sujeita originou desconfiança nos clientes e trabalhadores do espaço comercial, motivando o desaparecimento momentâneo dos suspeitos.
Mãe no grupo
"A mãe da criança colocou-se na escadaria do supermercado e não largava a senhora. Insistia com ela e propunha-lhe vários preços", garantiu, ao JN, Joaquim Augusto, um dos moradores surpreendidos com aquela proposta insólita. "Como aqui a rua só tem um sentido, andavam quatro fulanos para trás e para a frente contactando a mãe da criança", acrescentou.
Alertados para o facto, os agentes elaboraram um plano que permitiu o reencontro da denunciante com o grupo de imigrantes do leste, na Avenida Noel Perdigão. Às 15.30 horas, foram identificados mãe, filho e quatro dos alegados cúmplices. Com o apoio de duas dezenas de elementos da PSP da Divisão de Loures, foram também identificados e detidos outros quatro homens, da mesma nacionalidade, numa avenida paralela. O bebé do sexo masculino não apresentava sinais de maus- -tratos; todavia, ficou sob observação da unidade hospitalar de Vila Franca de Xira.
"Foi um aparato enorme que até pensávamos tratar-se da menina do Algarve. Era Polícia por todo o lado e encurralaram os fulanos", relembrou Ana Oliveira, comerciante. "Outros quatro estavam na outra rua, porque o trânsito rola em sentido contrário, mas também não tiveram melhor sorte", disse Paula Martinez, uma outra lojista.
Os nove indivíduos em causa foram identificados pela PSP e mandados em liberdade, devendo agora o respectivo processo seguir para o Ministério Público. Em causa estará o crime de exposição ou abandono. Desconhece- -se se o grupo terá residência na Área Metropolitana do Porto, cidade onde a criança de quatro meses está registada.
fonte: JN