Noites da Queima das Fitas - Cartaz Porto 2008

[FONT=verdana,geneva]"Foi a partir de 1899 que se começou a alicerçar o que, mais tarde, viria a ser a Queima das Fitas, com a realização do ”Centenário da Sebenta” que pretendeu ser uma réplica aos centenários comemorados entre 1880 e 1898, no intuito de homenagearem diversas figuras e factos. O ponto comum destes centenários era a sua apresentação pública na forma de um cortejo, com fogo de artifício, sarau e touradas. Porém, estas formas de homenagem não eram as mais próprias, uma vez que deturpavam o verdadeiro significado das efemérides. Surge assim, a ideia da realização de um centenário humorístico, ridicularizando os até então feitos, tomando por base a sebenta, com****ção dos apontamentos do professor. O Centenário da Sebenta passa a ter, assim, um âmbito critico de carácter geral e, ao mesmo tempo, particular, já que se protestava contra a exploração dos sebenteiros. A estrutura de tal manifestação confinou-se a cortejos alegóricos e a um sarau. Tratava-se agora de desenvolver esta ideia.

Nos anos seguintes, o 4º ano jurídico organiza festas da mesma espécie e introduz um aspecto inovador: o queimar das fitas que se usavam nas pastas e que eram indicadoras da sua condição de pré-finalistas. A fita é uma consequência das pastas dos meados do século passado que tinham para prender as duas partes que a compõem, três laços de fita estreita da cor da Faculdade do utente, um de cada lado, ao meio das bordas da pasta. O queimar das fitas acabou por se transformar num acto simbólico cujo significado assenta no atingir um objectivo próximo: o término do curso.

Em 1905 realizou-se o "Enterro do Grau” em consequência de uma reforma dos cursos universitários que mantinha os graus de Licenciado e Doutor e abolia o grau de Bacharel. Este facto levou a um festejo de estrutura idêntica aos anteriores. No entanto o “Enterro do Grau" é mais uma manifestação a ligar os festejos anteriores ao que viria a ser mais tarde a Queima das Fitas, porque pela primeira vez, se verificou a participação activa da população de Coimbra, começando a verificar-se que a Queima das Fitas era já urna festa de comunhão com a população da cidade, cuja iniciativa pertencia aos estudantes.

No ano de 1913 um episódio marcou a história das festividades académicas, quando no dia 27 de Maio, devido a um incidente motivado pela Academia, um tenente da guarda ficou sem o boné. Eivados da característica irreverência académica os estudantes gritavam constantemente: "olha o boné”. Devido à repercussão que o facto teve na época, este dia foi tornado, durante muitos anos,como o dia principal dos festejos.

Verificaram-se até 1919 alguns interregnos, condicionados pelas condições políticas, económicas e sociais da época, como por exemplo a proclamação da República e a 1ª Grande Guerra Mundial.

Mas foi de facto neste ano, 1919 que as celebrações académicas começaram a adquirir a estrutura que conservam actualmente.
Pela primeira vez os quintanistas de todas as faculdades celebraram em pleno a festa da Queima das Fitas, para além de se ter dado um passo importante para a sua sedimentação, a cada ano surgiam elementos novos a todos os níveis enriquecedores:
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  • [FONT=verdana,geneva]a Garraiada, em 1929/30;[/FONT]
  • [FONT=verdana,geneva]a Venda da Pasta, actividade benemérita cuja receita revertia a favor do Asilo da Infância Desvalida (hoje Casa de Infância Doutor Elysio de Moura), em 1932;[/FONT]
  • [FONT=verdana,geneva]o Baile de Gala das Faculdades em 1933.[/FONT]
[FONT=verdana,geneva]Com repercussão enorme a nível nacional, a Queima das Fitas rapidamente ultrapassa fronteiras, atingindo níveis nunca antes alcançados por qualquer outra organização do género.

Entretanto, das crises estudantis de 1969, resultou o decreto de luto académico que culminou com a não realização da Queima das Fitas desse ano.
Em 1972 alguns quartanistas, em plena rebeldia ao luto académico, tentaram e realizaram alguns actos comemorativos, mas todos debaixo de telha. Houve cartaz e selo, mas não houve cortejo.

Com a revolução de Abril de 1974, os conflitos pareciam ter perdido razão de existir com o término do regime vigente desde Maio de 1926. No entanto, posições radicais deram origem a confusões, ficando gerações sucessivas de estudantes privados de expandirem os seus anseios, especialmente consubstanciados na sua festa académica que tudo parecia indicar que não se voltaria a realizar.Mas tal não se verificou e, após um interregno de onze anos, a “QUEIMA DAS FITAS - festa de secular tradição", voltou a realizar-se em 1980, um ano depois da realização da Semana Académica, iniciativa da direcção-geral da A.A.C., que funcionou como uma sondagem à academia e à população da cidade. A franca adesão e o entusiasmo verificado vieram a comprovar que todos ansiavam pelo retomo da Queima das Fitas, pois esta manifestação de alegria estudantil faz parte integrante das tradições de uma academia que foi ímpar e tenciona continuar a sê-lo. E, fazendo as tradições parte do património cultural das regiões onde se enraízam, toma-se prioritário fazê-las reviver em cada ano e proporcionar a oportunidade aos estudantes e população de confraternizarem salutarmente.” (de Sofia P.N.Rosário in Queima das Fitas/Centenário A.A.C.)

A Queima das Fitas é a explosão delirante da Academia, consistindo para os Quartanistas, Fitados e Veteranos, na solenização da ultima jornada universitária, ou seja, o derradeiro trajecto de vivência coimbrã.

Actualmente na Queima há a emancipação dos caloiros, e o término da Praxe nesse ano lectivo; para os quintanistas representa o último acontecimento do seu percurso estudantil, o fim da caminhada irreverente de estudante.
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o prometido é devido...

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espero que tenham visto ao vivo [:D]
 
Eu vou quinta à noite da queima do Porto. Como nunca fui, vou com aquele espirito, se gostar, fico mais do que uma noite, se não gostar venho-me embora no outro dia! [:cool:]

Tenho um feeling que vou gostar, pois vou para a casa da minha prima, que vive com umas quantas amigas! [;)] [:cool:] [:blush:] [:D]


Pessoal se depois as quiserem conhecer venham ter cmg, lá no recinto, que em troco de umas imperiais eu apresento as meninas! [:p] [:D] [;)]


Cumps.
 
Ah, ontem esqueci-me de referir uma falha da organização: como é possível não terem autocarros para o queimódromo durante a noite e terem apenas uma linha de metro? :sh)

Ainda na madrugada de domingo, tive que desenrascar uma boleia para umas amigas minhas que moram junto ao São João porque não havia um mísero autocarro e o metro só ia para o estádio do dragão [8b]

Sendo a zona do São João um dos maiores pólos da UP e havendo muitos estudantes a viver lá, acho isto uma falha importante. Lá tivemos que ir 6 num AX 1.4D a subir a circunvalação (mas subiu! [:D])
 
Quando é o enterro da gata em Braga? E em Viana, alguém sabe?[;)]

Tanto o Enterro como a Queima de Viana começam Sábado [;)]

(quer dizer, o de Viana não tenho 100% certeza, mas a irmã de uma amiga minha estuda lá e no domingo tem a missa de benção das pastas, por isso penso que seja sábado)
 
Ah, ontem esqueci-me de referir uma falha da organização: como é possível não terem autocarros para o queimódromo durante a noite e terem apenas uma linha de metro? :sh)

Ainda na madrugada de domingo, tive que desenrascar uma boleia para umas amigas minhas que moram junto ao São João porque não havia um mísero autocarro e o metro só ia para o estádio do dragão [8b]

Sendo a zona do São João um dos maiores pólos da UP e havendo muitos estudantes a viver lá, acho isto uma falha importante. Lá tivemos que ir 6 num AX 1.4D a subir a circunvalação (mas subiu! [:D])
Tinha ouvido dizer que há uns autocarros a fazer o caminho entre o Metro (Câmara Matosinhos) e o Queimódromo, é verdade?? A todas as horas etc? Não encontro info [s)]
 
Tinha ouvido dizer que há uns autocarros a fazer o caminho entre o Metro (Câmara Matosinhos) e o Queimódromo, é verdade?? A todas as horas etc? Não encontro info [s)]

Não sei de nada... Já me tinham dito que este ano, entre as 2h e as 6h da matina, não havia autocarros. Depois, quando essas minhas amigas precisaram, perguntaram a um polícia e ele disse-lhes que não havia autocarros, só metro.
 
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