Conf. do Comércio e Serviços de Portugal defende horário de trabalho até às 12h/dia

Alguém ouviu as noticias sobre a Multinacional Quimonda ?

Encerrou umas linhas de produção de Módulos de memória e implementou uns turnos de 12 horas alegando que é a unica forma de dar continuidade aos postos de trabalho.

Os trabalhadores efectivamente parece que segundo as contas da empresa trabalharão semanalmente 39 horas, mas porque razão não realizam turnos normais ?

Vão dois três dias seguidos e folgam outros 2 dois, pelo que percebi da reportagem.
 
Sei bem que não é isso que está em causa... mas de qq forma deixo o comentário.

Alguém concebe trabalhar das 9h às 13h e das 14h ás 18h?!

Só em empregos/trabalhos de merd@ ou praticados por merdos*s é que se tem horários de 8h por dia e 40 por semana...

Agora convém é pagar como deve de ser...

Obrigado![:D] [:D]

Como em quase todas as generalizações há barracada... a minha não será excepção.

De qq forma, o sentido da minha opinião está lá.

Tenho um contrato assinado onde está estabelecido o horário que referi, pertenço ao quadro da empresa e se quisesse podia cumpri-lo à risca que ninguém me diria nada.

Contudo, sou ambicioso, tenho sentido de responsabilidade e gosto de ajudar o grupo de trabalho onde estou inserido.

Esta minha postura faz com que apenas cumpra o horário das 9h ás 13h pois o das 14h ás 18h é completamente pulverizado...

Infelizmente aquilo que vejo é que há uma maioria significativa de trabalhadores que olham para o trabalho e emprego como uma obrigação e que se fôr possivel entalar o patrão então ainda melhor.

O típico trabalhador português tem a filosofia do "ou me dão primeiro ou então não mexo uma palha"... Quando o pensamento devia ser exactamente o oposto.

Para mim o trabalho e o emprego é um meio para atingir os meus fins!

Se para isso tiver que queimar as pestanas e jantar ás 23h ou ás 24H... Azar! É mesmo assim...

Ahhh e tal... e a mulher?! Ah e tal ... e os filhos?

Bem... a minha "mulher" trabalha tanto ou mais que eu... "Txiiii... e tal... é filha do Patrão... assim tb eu..." - Pois é... É fim de semana sim fim de semana não no escritório porque é preciso dar seguimento a processos.

Filhos? Só os terei se puder e quando puder... Havia de haver muito mais gente com esta consciência.

A tua perspectiva não é errada e é bem fundamentada.
Talvez na tua área não aconteça, mas noutras há pessoas com pouca ou nenhuma formação (não só profissional, mas pessoal também[;)] ), tanto em termos de proletariado como de patronato. Na área em que trabalho isso é bem patente, e até fico assustado só de pensar no que vai acontecer se houver uma lei que permita 60h de trabalho por semana...Com a maioria dos patrões e chefias que conheço, vai ser lindo...[8b]

Há pessoas que se deixam pisar, outras que tentam não ser pisadas, mas sem sucesso. Muitas das entidades patronais tentam extrair, ao máximo, o que podem aos seus funcionários, sem se preocuparem com os direitos e interesses que estes têm. Muitos, mesmo que se esforcem e que trabalhem as 12h ou mais (como tu)não são recompensados, nem em termos de pagamento, nem em termos de progressão na carreira. Era bom se todos podessem fazer o que tu fazes, e com as perspectivas de futuro que tens...

Há grandes empresas a explorar os funcionários, desrespeitando a lei em vigor, não lhes pagando o devido, e ameaçando-os se não o fizerem. Sei de uma empresa bem conhecida onde muitos dos seus funcionários trabalham 12h, e as 4h extra não são pagas como manda a lei, são pagas como uma hora normal. Eles sabem que se não as cumprirem são recolocados noutro local, com piores condições ou com piores horários.

Agora convém é pagar como deve de ser...

Mas isso é muito raro por cá... a maioria dos que trabalham mais do que as 40h não recebe como deve ser... nem com a lei a obrigar ao pagamento do trabalho suplementar. Se a lei permitir 60h por semana, certos sectores, como a Hotelaria, por exemplo, vão usar isso para ter menos empregados, que terão que trabalhar muito mais horas, para receber mais meia dúzia de tostões ou nem isso, como acontece hoje em dia. A diferença é que passa a ser legal....

Muitos patrões deviam pensar em aumentar a produtividade, investindo em tecnologia, em formação, etc....

Há uns dias deu uma reportagem na TV, em que entrevistaram dois Chefes de cozinha: um muito tradicional, que nem uma batedeira electrica usava por confiava mais nas suas mãos[8b] , e achava que as máquinas eram modernices inúteis. É a típica cozinha de restaurante, com ajudantes a descascar e lavar legumes, sem grandes condições... O outro é um chefe jovem, dinâmico, que utiliza toda a tecnologia que existe para ser mais eficiente, mais rápido, com uma maior uniformização nos processos, ....

O primeiro chefe, quanto a mim, representa o que se passa por cá na maioria das empresas: "eu é que sou o chefe, eu é que sei, há 20 anos que faço isto assim..."
Não é com o aumento do número de horas de trabalho que estas mentalidades vão evoluir...

Muitos, mas mesmo muitos, trabalhariam como tu trabalhas, se esse trabalho fosse recompensado...
 
Última edição:
é a ler um topico deste tipo... que se percebe quem trabalha e quem está empregado. [8b]

nem merece outro tipo de comentários..... já que a malta "vermelha" anda aí com fartura !

os patrões são os opressores..... mas com o rendimento reduzido dos empregados, era de estranhar que ao fim do mês não se metessem algumas cabeças a prémio ....


90% dos casos quem vem pedir trabalho é o empregado, empregado esse que mesmo querendo sair... arranja todos os problemas e mais alguns..... santa paciência e sapiência para aturar estes fenómenos.....
 
é a ler um topico deste tipo... que se percebe quem trabalha e quem está empregado. [8b]

nem merece outro tipo de comentários..... já que a malta "vermelha" anda aí com fartura !

os patrões são os opressores..... mas com o rendimento reduzido dos empregados, era de estranhar que ao fim do mês não se metessem algumas cabeças a prémio ....


90% dos casos quem vem pedir trabalho é o empregado, empregado esse que mesmo querendo sair... arranja todos os problemas e mais alguns..... santa paciência e sapiência para aturar estes fenómenos.....

....
Não leves a mal, é mera curiosidade...a história do trabalho vs emprego é-me dirigida?

Como fui o ultimo a postar e escreveste isso.......
 
Última edição:
podias era nao ter editado o teu post.....

Eu editei porque não fazia sentido num fórum público perguntar-te onde trabalhas, foi um erro meu...... além disso, lembrei-me que és estudante, acho eu....

Não me vejo no que escreveste. Eu fui desenterrar este tópico que não conhecia, respondo e logo a seguir tu escreves aquilo, fiquei com a sensação que poderia ser para mim, não pelo conteudo com o qual nao me identifico, mas pela situação em si.
 
Eu editei porque não fazia sentido num fórum público perguntar-te onde trabalhas, foi um erro meu...... além disso, lembrei-me que és estudante, acho eu....

Não me vejo no que escreveste. Eu fui desenterrar este tópico que não conhecia, respondo e logo a seguir tu escreves aquilo, fiquei com a sensação que poderia ser para mim, não pelo conteudo com o qual nao me identifico, mas pela situação em si.


descansa que não és do fisco, não tinha de te dizer onde trabalho, que participações tenho em acções ou quotas [:D]
 
Alguém ouviu as noticias sobre a Multinacional Quimonda ?

Encerrou umas linhas de produção de Módulos de memória e implementou uns turnos de 12 horas alegando que é a unica forma de dar continuidade aos postos de trabalho.

Os trabalhadores efectivamente parece que segundo as contas da empresa trabalharão semanalmente 39 horas, mas porque razão não realizam turnos normais ?

Vão dois três dias seguidos e folgam outros 2 dois, pelo que percebi da reportagem.
Eu vi isso [s)].





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Eu vi isso [s)].





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Poder ter a parte de produção mal estruturada, ou estruturada de maneira a que seja difícil fazer de outro modo... Mas aí os trabalhadores, apesar de trabalharem mais horas em alguns dias, são compensados com uma folga maior, já não se perde tudo... Mas pode ser que alguém consiga uma maneira de reestruturar a produção, de modo a conseguir repôr a normalidade.
 
Poder ter a parte de produção mal estruturada, ou estruturada de maneira a que seja difícil fazer de outro modo... Mas aí os trabalhadores, apesar de trabalharem mais horas em alguns dias, são compensados com uma folga maior, já não se perde tudo... Mas pode ser que alguém consiga uma maneira de reestruturar a produção, de modo a conseguir repôr a normalidade.
35 horas.
 
e depois queixam-se que a população portuguesa é uma população envelhecida...porque será? Não chegam a 8h de trabalho diárias da maioria dos portugueses, será que se tem mesmo que aumentar para as 12 h, será mais produtivo? deixo a pergunta no ar para quem quiser responder, claro...ou não
Baixem para as 35 horas.
 
Já as faço esse nível de horas...só tenho é pena de não ser pago a mais por isso...Se bem que até agora não me posso queixar porque depois sou compensado de outras formas!

Ou seja, desde que paguem mais, até podem ser 14H...
 
Ora! Partindo do principio que esse senhor José António Silva não deve ser burro e não estar desfasado do tempo, caso contrário já não ocuparia o cargo. Devo fazer uma interpretação racional no contexto actual, não seguindo a vossa interpretação.
Então será possivel que ele defenda mesmo o trabalho de 12h por dia 12 meses por ano por cada trabalhador? Eu não acredito que o contexto seja esse.

O que entendo é que a CCP defende que o periodo diário de trabalho DO ESTABELECIMENTO seja de 12h e anual de 12 meses podendo em caso de acordo com o trabalhador ser o mesmo a trabalhar esse tempo.
"A confederação presidida por José António Silva preconiza ainda que o período de referência para o cálculo da duração média do trabalho seja de 12 meses e que a organização em termos de média do tempo de trabalho possa ser estabelecida por acordo individual entre trabalhador e empregador."

Exactamente.
Querem ter a possibilidade que foi tão elogiada, até aqui neste fórum, que a Autoeuropa tem.

Adequar trabalho às pontas de produção.

Nada de mal se existir equilíbrio e os sindicatos forem perguntar à Comissão de Trabalhadores da Auto-europa quais os termos, prazos de aviso ,etc que estão em vigor lá em Palmela.

Essencialmente existem cargas diárias de trabalho que não podem ser ultrapassadas, semanais e mensais.
Além das anuais.

Até se pode dar o caso de para um trabalhador ser melhor trabalhar mais e ter 2 meses de férias, por exemplo.
Ou trabalhar mais intensamente durante 4 dias e ter fins de semana prolongados.

Se for do interesse de ambos..... deveria ser possível.
Caso seja só do interesse do patrão deverá ser a Lei e sua regulamentação que impedirão os abusos.

Tal como acontece no exemplo atrás citado.
 
Desculpem o desenterranço, mas decidi não abrir um tópico, simplesmente para dar continuidade ao assunto....

ECONOMIA - PUBLICO.PT

Trabalhadores dos hipermercados convocam greve para a véspera de Natal



Os trabalhadores da grande distribuição vão apresentar, hoje, um pré-aviso de greve para a véspera de Natal.

Em causa está a proposta apresentada em Novembro pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), que defende a hipótese de o período normal de trabalho poder ser aumentado até às 60 horas semanais. Para além disso, prevê uma actualização salarial acumulada de um por cento em 2009 e 2010, e mais contratos a termo.

"Nunca tínhamos sido confrontados de forma tão brutal e violenta como esta", disse Manuel Guerreiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP). A decisão de avançar para a paralisação no dia 24 de Dezembro foi tomada, ontem, durante um plenário que reuniu em Lisboa 220 delegados sindicais. De acordo com a resolução aprovada, as empresas da distribuição pretendem aumentar o período normal de trabalho até mais quatro horas diárias, no máximo de 60 horas por semana e 200 por ano.

"Com estes horários passamos a ser os escravos do século XXI", critica Manuel Guerreiro. Os super e os hipermercados pretendem ainda que este aumento de horas seja comunicado de véspera ao trabalhador, não contando "para efeitos de trabalho suplementar". O CESP defende que, com estas condições, "dificilmente é possível ter vida familiar": tornam "a vida dos trabalhadores num Inferno".

Outra cláusula presente na proposta das empresas de distribuição, e contestada pelo sindicato, prevê a realização de mais contratos a termo para "lançamento de nova actividade ou início de laboração de nova empresa ou novo estabelecimento".

Contactado pelo PÚBLICO, Luís Vicente Dias, presidente da APED, ainda não tinha conhecimento da greve. E remeteu uma reacção para o dia de hoje.

Segundo dados divulgados em Junho, as empresas de distribuição já empregam 81.267 trabalhadores em Portugal. As insígnias do sector alimentar Pingo Doce, Continente, Modelo, Auchan e Lidl são as cinco maiores empregadoras.




 
Desculpem o desenterranço, mas decidi não abrir um tópico, simplesmente para dar continuidade ao assunto....

ECONOMIA - PUBLICO.PT

Trabalhadores dos hipermercados convocam greve para a véspera de Natal



Os trabalhadores da grande distribuição vão apresentar, hoje, um pré-aviso de greve para a véspera de Natal.

Em causa está a proposta apresentada em Novembro pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), que defende a hipótese de o período normal de trabalho poder ser aumentado até às 60 horas semanais. Para além disso, prevê uma actualização salarial acumulada de um por cento em 2009 e 2010, e mais contratos a termo.

"Nunca tínhamos sido confrontados de forma tão brutal e violenta como esta", disse Manuel Guerreiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP). A decisão de avançar para a paralisação no dia 24 de Dezembro foi tomada, ontem, durante um plenário que reuniu em Lisboa 220 delegados sindicais. De acordo com a resolução aprovada, as empresas da distribuição pretendem aumentar o período normal de trabalho até mais quatro horas diárias, no máximo de 60 horas por semana e 200 por ano.

"Com estes horários passamos a ser os escravos do século XXI", critica Manuel Guerreiro. Os super e os hipermercados pretendem ainda que este aumento de horas seja comunicado de véspera ao trabalhador, não contando "para efeitos de trabalho suplementar". O CESP defende que, com estas condições, "dificilmente é possível ter vida familiar": tornam "a vida dos trabalhadores num Inferno".

Outra cláusula presente na proposta das empresas de distribuição, e contestada pelo sindicato, prevê a realização de mais contratos a termo para "lançamento de nova actividade ou início de laboração de nova empresa ou novo estabelecimento".

Contactado pelo PÚBLICO, Luís Vicente Dias, presidente da APED, ainda não tinha conhecimento da greve. E remeteu uma reacção para o dia de hoje.

Segundo dados divulgados em Junho, as empresas de distribuição já empregam 81.267 trabalhadores em Portugal. As insígnias do sector alimentar Pingo Doce, Continente, Modelo, Auchan e Lidl são as cinco maiores empregadoras.


E ainda dizem que as superfícies comerciais são símbolo de modernidade...quando estas empregam métodos de exploração arcaícos!


Venham mais CC e supermercados, é disto que o povo necessita (e mais futebol).
 
O que faz falta são mais hipermercados e centros comerciais para criarem mais empregos, segundo os autarcas e alguns iluminados na matéria.

Só omitem é que os novos empregos criados por estas empresas é emprego precário, mal pago e explorado até mais não. Mas isso também não interessa que o povo saiba e assim ficam todos contentes quando abre uma nova unidade na sua zona.

E claro, também omitem quantas lojas, micro e pequenas empresas vão fechar nessa zona e quantos postos de trabalho fixos e bem remunerados se vão extinguir.

E já agora, acreditem tambem na aldrabice de que precisam abrir durante todo o dia de Domingo para criar não sei quantos mais empregos, se não se soubesse que serão os mesmos que já lá estão que terão de vergar a mola mais umas horas e receber praticamente o mesmo.

P.S. - Espero que façam greve no dia 24 e já agora também no dia 31 [:p][:p]
 
Realmente, após décadas de evolução das condições de trabalho, parece que estamos a regredir para uma escravatura "de cara lavada".
Referiram algo muito importante nesse texto: qualquer dia a vida familiar deixa de existir porque as práticas laborais não o permitem.
A economia capitalista está, aos poucos, a corroem e a destruir a Humanidade e não serão necessárias muitas mais décadas até que o castelo de cartas que se está a formar se desmorone.
 
Realmente, após décadas de evolução das condições de trabalho, parece que estamos a regredir para uma escravatura "de cara lavada".
Referiram algo muito importante nesse texto: qualquer dia a vida familiar deixa de existir porque as práticas laborais não o permitem.
A economia capitalista está, aos poucos, a corroem e a destruir a Humanidade e não serão necessárias muitas mais décadas até que o castelo de cartas que se está a formar se desmorone.


A mim parece-me demasiado evidente...[s)]

No entanto, há muita gente que defende esse modelo, como o modelo da competitividade... contra os países emergentes.

Pelos vistos nós é que estamos mal habituados, pois os chineses já trabalham essas horas todos e têm/tinham montes de filhos, mas viviam/vivem na pobreza...:confused:
 
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