Para começar, isto não é nenhum tecto panorâmico. É um pára-brisas panorâmico, e é idêntico no conceito ao do C4 Picasso. Só que é maior. Pelo menos é assim que eu vejo a coisa...
Depois, e falo agora por experiência, a ideia é muito simpática mas só é utilizável num reduzido número de situações. Basta dar o sol de frente, por pouco que seja, e tem de se esticar a cortina que reduz a extensão extra de vidro em relação a um pára-brisas normal. Ou seja, a maior parte das vezes circula-se como se fosse um pára-brisas normal. Para mim este tipo de vidro é um gadget sem grande utilidade ou quase nenhuma.
Quanto aos verdadeiros tectos panorâmicos, aí a conversa é outra...
São de facto muito interessantes, pois permite uma luminosidade dentro do habitáculo ímpar, sem os inconvenientes da incidência solar ser incómoda.
Mais. O facto de o tecto ser separado do pára-brisas, permite que aquele tenha um tratamento térmico incomparavelmente superior. Normalmente o vidro destes tectos é muito mais escurecido, além de ser ligeiramente espelhado, coisa que não seria possível se fosse tudo numa só peça (tecto e pára-brisas). Não só por questões técnicas mas também por questões legais e económicas.
Para terminar, e eu sei que isto já vai longo, prefiro os que permitem a abertura em relação aos fixos, por motivos óbvios. São muito mais versáteis mesmo que possam gerar um ou outro ruído parasita. Para quem ainda não sabe, tenho uma Scenic II com tecto panorâmico e ando com uma C4 Picasso com alguma regularidade, por isso disse ao principio que falava por experiência. [

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