Cresce o numero de portugueses que prefere trabalhar por conta de outrem

Ser empresario não é para todos.
É preciso uma enorme dose de coragem, paciencia e persistencia (por vezes tambem um pouco de loucura) [:D]
E isso muitos não tem ou não aguentam. É por isso que muita gente prefere ter um vencimento a trabalhar para outros, sem muitas chatisses, que ter preocupações 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Faz sentido em Portugal.

Morei em outros 3 paises e em nenhum é tão complicado ser empresario como em Portugal, temos ainda demasiada burocracia, regras incomprensiveis, condições impossiveis de serem seguidas pela maioria.

Definitivamente Portugal não é um bom pais para aventuras empresariais, pelo menos para a grande maioria.
 
Lançando outro item, para explicar a apetência por ex. pela função pública:

14 meses de ordenado
1 mês de férias sem nenhuma preocupação com o serviço
"poder" adoecer, com despesas médicas bem comparticipadas (ADSE) e n perder minimamente o ganha pão.
Horário das 9 às 5.
Uma série de prerrogativas: Baixas por funeral, maternidade, assitência a familia, etc
 
Eu quero trabalhar na ERLog... Pagam bem e na se faz nestum!
Se todos os empresários fossem tão eficientes como estes certamente o PIB estaria saudável e o país em desenvolvimento franco! [;)]

Infelizmente, em vez disso, grande parte dos empresários deste país contenta-se com o estatuto (que confundem com superioridade...), com topos de gama que estacionam à La Pato Bravo e "por cima de toda a folha" (contando com a desonestidade daqueles que deveriam fazer cumprir a lei mas que não tiveram a dignidade de não descer esses degraus da decência) e que fazem questão de, haja dinheiro para salários ou não, gozar sempre férias em destinos paradisíacos, em vez de promoverem produtividade, riqueza, emprego e estabilidade social! Falta-lhes, a esses que por poucos que sejam são sempre demasiados, capacidade de trabalho, entre outras coisas elementares...

Muitos ainda não se libertaram da chicoespertice da fuga às suas obrigações fiscais, vivendo ainda no neolítico da integração e da decência social, escudando-se às suas obrigações num corporativismo bacoco, mas apontando o dedo a outros, porque é moda!...

Destes, desta minoria em número incomportável, a maior parte é useira e vezeira em fechar empresas e deslocá-las para a terra vizinha, sobretudo depois de ter recebido incentivos do Estado, que serviram apenas para aumentar a sua conta bancária.

Mas, não faz mal, que os culpados são os gajos ditos como sem iniciativa e que optam por trabalhar para outrém, sendo que, de entre esses, os piores são os funcionários públicos, como já La Palice sabia...

Que país, Deus meu...
 
Na minha opinião há pequenas regras que justificam em muito o fraco grau de empreendedorismo em Portugal, precisamente porque são frequentemente violadas:

1) Não procurar subsidios para definir o negócio - se depende de apoios estatais, é um negócio morto logo na concepção;

2) Não utilizar guias ou programas de investimento estatais - quem os define não percebe nada de negócios e só condena quem os segue;

3) Não constituir "Empresas na hora" ou mesmo "normais" nos CFE´s sem a colaboração de um advogado de negócios competente. Os estatutos pre-definidos e os nomes´pre-aprovados são meio caminho andado para o fracasso, porque a "chapa 5" não serve para todos. Cuidado com os TOCs armados em juristas/gestores/contabilistas - geralmente têm longa fanfarronice e curta sabedoria.

4) Nunca entrar em negócios que tenham por objecto único a prestação de serviços/ venda de produtos ao Estado (em sentido lato).
O Estado paga sempre - é certo - mas até lá a empresa entra em insolvência. Os resistentes têm sempre uma de duas armas: cunhas monumentais para receber mais cedo que os concorrentes ou património financeiro que garante a actividade da empresa.

5) Fugir dos negócios estereotipados e da moda. A galinha da vizinha nem sempre é a melhor e muitas vezes os reluzentes ovos de ouro estão podres por dentro. Cuidado com as aparências dos empreendedores "abastados".

6) O marketing é uma arma. A publicidade pode matar.

7) Definir sempre um plano de negócios baseado em estudos de mercado credíveis, com dados de fontes seguras (cuidado com o INE!!) ou mesmo próprios - a investigação e recolha de dados não é um bicho de sete cabeças. As experiências alheias não devem ser tomadas como absolutas, mas tb não devem ser menosprezadas.

8) Fugir sempre da manada. O negócio, quando entra na moda já está morto.

9) Expandir território de actuação. A dimensão do mercado do negócio é um dos principais factores criticos de sucesso, ao lado da capacidade de organização dos promotores.

10) Nunca contar com os Bancos à priori. Lembrem-se da velha máxima: "dão o chapéu quando está sol e pedem-no de volta quando começa a chover."
A banca portuguesa é muito conservadora. É uma banca de particulares, classicamente para aforradores e recentemente com uma veia hipotecária crescente (Credito Habitação). A banca de empresas está orientada para as grandes empresas e não há capital de risco acessivel.
 
Pois, nas tuas contas do deve e haver há mais de 600,000 descapotáveis em Portugal.

Mais de 600,000 FP...

Mais de 600,000 empresários...

Um perfeito tratado de lógica. [:cool:]

Quais contas ?!?!?
Não vejo lógica nenhuma é no que tu escreveste....

Sabes que na minha profissão aquilo que menos pode acontecer é termos ideias pré-concebidas ..... E eu não as tenho.
Ou tenho factos, ou não tenho nada! Simples ....
 
Há quase dois anos que tento arrancar com um projecto de apoio médico e social para séniores na minha terra, que estimo, uma vez com portas abertas, possa custar entre 175 mil a 200 mil contos, variando conforme a qualidade de mobiliário e acessórios. Em quase dois anos, entre pareceres, autorizações, projectos, estudos prévios e coisas assim, já queimei cerca de 3mil contos..e ainda não fiz nada!

Lembraste que eu te fiz umas perguntas sobre isso á uns tempos ?[;)]
Essa análise prévia também eu a fiz, não para mim, mas para pessoa bem próxima..... e para já á parte os elevados custos que são coincidentes com as tuas contas tem uma elevada burocracia ..... o que por vezes deita tudo por água abaixo .....
Mesmo IPSS e afins têm-se visto aflitas para avançar com projectos desses ....:(
 
Lançando outro item, para explicar a apetência por ex. pela função pública:

14 meses de ordenado
1 mês de férias sem nenhuma preocupação com o serviço
"poder" adoecer, com despesas médicas bem comparticipadas (ADSE) e n perder minimamente o ganha pão.
Horário das 9 às 5.
Uma série de prerrogativas: Baixas por funeral, maternidade, assitência a familia, etc

14 meses de ordenado e 1 mês férias sem preocupação com o serviço tb tive na privada.
Essa do poder adoecer ainda não consegui em 11 anos de FP .....
Horário, no meu caso é das 9 às 17.30 fora o tempo à noite para preparar o trabalho para a semana seguinte ou as defesas do trabalho que fiz para ir defende-las ao tribunal para não me "embarracar" a mim nem ao Estado ....
Na privada à parte não ter que ir ao tribunal não havia assim tantas diferenças ....

O restante que indicas acabou este mês.
Mas baixa por funeral, ainda não morri, maternidade, nunca fui mãe, só pai e assistencia à familia felizmente ainda não foi precisa. Mas se fosse tinha que a dar na publica ou na privada, tal como tu se alguma vez precisares e não conseguires conciliar com a tua esposa ou outro familiar ....
 
Na minha opinião há pequenas regras que justificam em muito o fraco grau de empreendedorismo em Portugal, precisamente porque são frequentemente violadas:

1) Não procurar subsidios para definir o negócio - se depende de apoios estatais, é um negócio morto logo na concepção;

2) Não utilizar guias ou programas de investimento estatais - quem os define não percebe nada de negócios e só condena quem os segue;

3) Não constituir "Empresas na hora" ou mesmo "normais" nos CFE´s sem a colaboração de um advogado de negócios competente. Os estatutos pre-definidos e os nomes´pre-aprovados são meio caminho andado para o fracasso, porque a "chapa 5" não serve para todos. Cuidado com os TOCs armados em juristas/gestores/contabilistas - geralmente têm longa fanfarronice e curta sabedoria.

4) Nunca entrar em negócios que tenham por objecto único a prestação de serviços/ venda de produtos ao Estado (em sentido lato).
O Estado paga sempre - é certo - mas até lá a empresa entra em insolvência. Os resistentes têm sempre uma de duas armas: cunhas monumentais para receber mais cedo que os concorrentes ou património financeiro que garante a actividade da empresa.

5) Fugir dos negócios estereotipados e da moda. A galinha da vizinha nem sempre é a melhor e muitas vezes os reluzentes ovos de ouro estão podres por dentro. Cuidado com as aparências dos empreendedores "abastados".

6) O marketing é uma arma. A publicidade pode matar.

7) Definir sempre um plano de negócios baseado em estudos de mercado credíveis, com dados de fontes seguras (cuidado com o INE!!) ou mesmo próprios - a investigação e recolha de dados não é um bicho de sete cabeças. As experiências alheias não devem ser tomadas como absolutas, mas tb não devem ser menosprezadas.

8) Fugir sempre da manada. O negócio, quando entra na moda já está morto.

9) Expandir território de actuação. A dimensão do mercado do negócio é um dos principais factores criticos de sucesso, ao lado da capacidade de organização dos promotores.

10) Nunca contar com os Bancos à priori. Lembrem-se da velha máxima: "dão o chapéu quando está sol e pedem-no de volta quando começa a chover."
A banca portuguesa é muito conservadora. É uma banca de particulares, classicamente para aforradores e recentemente com uma veia hipotecária crescente (Credito Habitação). A banca de empresas está orientada para as grandes empresas e não há capital de risco acessivel.

Este homem sabe o que diz!
[;)]
 
Mais um tema que dá 'panos para mangas' [:p]

Na minha óptica (atenção que eu sou míope), o empreendedorismo dos portugueses está intrinsecamente ralcionado com o meio.
Esta é a única razão que eu encontro para justificar a discrepância entre o empreendedorismo do portugueses em Portugal e dos nosso emigrantes (neste caso, sem dados concretos).

Eu dou o exemplo do meu avô paterno.
Nasceu numa família muito pobre (metade dos irmão estão emigrados). Teve 10filhos para criar.
Tal como se usava na época, fez a 4ªclasse e foi trabalhar mas não se contentou com isso.
Tirou um curso de mecânica por correspondência e conseguiu emprego numa cutelaria a 10kms de casa (distância percorrida a pé durante muitos anos). Aí, mostrou todo o seu valor e inteligência. Além dos problemas que resolvia, chegou sozinho a construir algumas máquinas. Na década de 50 ou 60 fez uma máquina que de uma só vez era capaz de fazer uma concha de sopa [;)]
As suas qualidades não passaram despercebidas à administração e o seu valor começou a ter reflexo no salário.
Mas, como qualquer salário de assalariado é sempre curto para quem tem tantos filhos para sustentar, não se acomodou e criou, em sociedade, uma empresa. Já agora, adivinhem de quê? Uma fábrica de discos e sabões de polir, algo de que as cutelarias têm ou tinham necessidade permanente [:p]
Em meados dos anos 90, um grupo alemão comprou-lhe a empresa.
 
Este homem sabe o que diz!
[;)]

Tu é que lhes vês as entranhas todos os dias! [:D]

Sou trabalhador por conta de outrém como a maioria, mas já percebi que um dia serei trabalhador por conta própria, quer queira, quer não - as carreiras nas grandes empresas (banca incluída) estão cada vez mais curtas e o percurso faz-se até aos 40. Depois disso, são pequenos passos com muito marasmo pelo meio e não tenho feitio para me acomodar em prateleiras.
Até lá, tento aprender e preparar-me para esse facto.
 
Outras historinhas não tão bonitas conta-me o meu pai quase diariamente.
Para mim, a melhor é a de um antigo cliente do meu pai que levou a empresa à falência de uma forma muito simples: para não pagar IVA, comprava carros.. e mais carros.. e mais carros [:)] [:)] [:)] [:)] [:)] [:)] [:)]
 
14 meses de ordenado e 1 mês férias sem preocupação com o serviço tb tive na privada.
Essa do poder adoecer ainda não consegui em 11 anos de FP .....
Horário, no meu caso é das 9 às 17.30 fora o tempo à noite para preparar o trabalho para a semana seguinte ou as defesas do trabalho que fiz para ir defende-las ao tribunal para não me "embarracar" a mim nem ao Estado ....
Na privada à parte não ter que ir ao tribunal não havia assim tantas diferenças ....

O restante que indicas acabou este mês.
Mas baixa por funeral, ainda não morri, maternidade, nunca fui mãe, só pai e assistencia à familia felizmente ainda não foi precisa. Mas se fosse tinha que a dar na publica ou na privada, tal como tu se alguma vez precisares e não conseguires conciliar com a tua esposa ou outro familiar ....

Tanta coisa escrita para confimares o q escrevi.

Basicamente deste razão na dicotomia entre trabalhadores por conta d'outrém e própria.

N sei se foi piada a interpretação q fizeste da baixa por funeral mas esta refere-se à morte de familiares.
 
Tu é que lhes vês as entranhas todos os dias! [:D]

Sou trabalhador por conta de outrém como a maioria, mas já percebi que um dia serei trabalhador por conta própria, quer queira, quer não - as carreiras nas grandes empresas (banca incluída) estão cada vez mais curtas e o percurso faz-se até aos 40. Depois disso, são pequenos passos com muito marasmo pelo meio e não tenho feitio para me acomodar em prateleiras.
Até lá, tento aprender e preparar-me para esse facto.

E tem visão a longo prazo ....[;)]
 
Tanta coisa escrita para confimares o q escrevi.

Basicamente deste razão na dicotomia entre trabalhadores por conta d'outrém e própria.

N sei se foi piada a interpretação q fizeste da baixa por funeral mas esta refere-se à morte de familiares.

A questão é que não percebo porque é que falaste em apetencia pela FP, quando a coisa bem analisada o que se tem de num lado pode perfeitamente ter-se no outro .....

Quanto à baixa ..... eu sei....[;)]
 
Outras historinhas não tão bonitas conta-me o meu pai quase diariamente.
Para mim, a melhor é a de um antigo cliente do meu pai que levou a empresa à falência de uma forma muito simples: para não pagar IVA, comprava carros.. e mais carros.. e mais carros [:)] [:)] [:)] [:)] [:)] [:)] [:)]

Um processozito crime em cima por abuso de confiança fiscal parece que não mas normalmente deixa marcas a longo prazo .....
 
Quais contas ?!?!?
Não vejo lógica nenhuma é no que tu escreveste....

Sabes que na minha profissão aquilo que menos pode acontecer é termos ideias pré-concebidas ..... E eu não as tenho.
Ou tenho factos, ou não tenho nada! Simples ....
Não só tens idéias pré-concebidas, como tens lapsos de memória.
 
Outras historinhas não tão bonitas conta-me o meu pai quase diariamente.
Para mim, a melhor é a de um antigo cliente do meu pai que levou a empresa à falência de uma forma muito simples: para não pagar IVA, comprava carros.. e mais carros.. e mais carros [:)] [:)] [:)] [:)] [:)] [:)] [:)]
Eu também conheço histórias dessas. São mais que muitas.

Mas onde pára a fiscalização?

Não sabem que um gajo deixou de pagar o IVA? Claro que sabem, mas deixam-no continuar e a fazer concorrência desleal a quem é honesto, que é a maioria.

E passados 5 a 6 anos os Gestores (não o Empresário) vão a Tribunal por crime de abuso de confiança e depois?

O dinheiro do IVA já voou. Ardeu.

Queres uma imagem de maior ineficiência do Estado do que essa?
 
Eu também conheço histórias dessas. São mais que muitas.

Mas onde pára a fiscalização?

Não sabem que um gajo deixou de pagar o IVA? Claro que sabem, mas deixam-no continuar e a fazer concorrência desleal a quem é honesto, que é a maioria.

E passados 5 a 6 anos os Gestores (não o Empresário) vão a Tribunal por crime de abuso de confiança e depois?

O dinheiro do IVA já voou. Ardeu.

Queres uma imagem de maior ineficiência do Estado do que essa?

Quem vai a tribunal são os gerentes. Sejam Empresários ou gestores.

E os 5/6 anos felizmente tem-se reduzido para cerca de 2.
Mas espera mais uns tempos que esses 2 anos ainda se reuzirão mais....
Onde pára a fiscalização ? Faz-se o que é possivel e podes ter a certeza que os n.º apurados e cobrados são muito, mas mesmo muito elevados....
 
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