Estou de acordo, pois vai permitir a criação de mais postos de trabalho e para os clientes é muito mais comodo porque podem ir Às compras quando tem tempo livre.
Pois, mas o ardil está lançado para os mais desatentos não perceberem, mas a reposta está lá, essa questão de criar postos de trabalho é um sofisma.
Basta ler as noticias que eles veiculam, onde se contradizem.
Se não puderem abrir terão de despedir 6.000 funcionários.
Mas se abrirem vão empregar mais 4.000.
Mas então se não abrirem tem 6 mil pessoas que são supérfluas porque não as podem ocupar e rentabilizar.
Mas se abrirem só precisam de 4 mil ?
Como interpretar ?
Mesmo abrindo ainda vão dispensar 2000 !!??
Ou que precisam de mais 4000 ??
Mas então se vão dispensar 6000 porque não podem abrir, porque razão abrindo só vão precisar de mais 4000 ?
Esquema de pescadinha de rabo na boca não ?
O pessoal que precisam já lá está, é, é dispensado semana sim semana não ou de três em três semanas, porque efectivamente só trabalha um turno no Domingo actualmente 09.00~13.00h, o que permite organizar um sistema de folgas/dispensas mais alargado permitindo que um funcionário actualmente folgue 2 Domingos por mês.
Com a abertura passará a folgar somente o que a Lei Obriga, Um Domingo por Mês, quanto a ordenados, passam a pagar só a remuneração sobre mais um Domingo ao funcionário, que sobre o ordenado minimo é uma fortuna.
Isto de ir criar mais 4 mil empregos é uma bom ardil , para inglês ver.
A noticia e os numeros não são invenção:
Horários do comércio: Associação quer alterar a lei
Abertura ao domingo cria 4 mil empregos
A abertura dos hipermercados e outras grandes superfícies comerciais ao domingo à tarde permitiria criar quatro mil novos postos de trabalho. A estimativa é da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) que quer conquistar o apoio dos consumidores para fazer com que o Governo altere a lei que determina o encerramento daqueles espaços comerciais aos domingos e feriados à tarde.
“Numa altura em que a economia portuguesa precisa de reduzir o número de desempregados, a criação de quatro mil novos postos de trabalho é um factor de peso para alterar a lei”, declarou ao Correio da Manhã Luís Vieira e Silva, presidente da APED, referindo-se ao número de pessoas que as 150 lojas nacionais de grande superfície teriam de contratar para assegurar o novo horário de funcionamento.
A associação refere que, por outro lado, se a lei fosse alterada no sentido de proibir a abertura dos supermercados ao domingo estariam em risco perto de seis mil postos de trabalho.
Luís Vieira e Silva está convicto de que os consumidores partilham o desejo da associação de ter as grandes superfícies abertas todos os dias e como tal vai sensibilizá-los para subscreverem um abaixo-assinado que posteriormente será apresentado ao Governo para alterar a lei. Esta petição estará disponível nos espaços comerciais e através da internet na página www.liberte-te.org.
A APED apresenta 12 razões para que o Governo permita a abertura dos híperes aos domingos e feriados durante todo o dia sendo a principal delas o facto de “serem cada vez mais as mulheres que trabalham fora de casa e os homens que partilham a tarefa das compra”. “Ora quando há mais tempo para as compras é precisamente ao fim-de-semana”, adiantou Vieira e Silva.
O sábado e o domingo são responsáveis por quase metade do volume total das vendas da semana em todas as superfícies comerciais, de acordo com a organização.
O comércio tradicional tem sido um acérrimo defensor do fecho das grandes superfícies ao domingo, argumentando que esse encerramento lhes dá uma oportunidade para rentabilizarem o negócio. O mesmo argumento é esgrimido pelo Bloco de Esquerda, que tem um projecto-lei em discussão na Assembleia de República no qual defende o encerramento de todas as grande superfícies durante todo o dia de domingo, com excepção do período natalício. “Essas superfícies são a âncora dos centros comerciais”, considera Alda Macedo, sublinhando que o pequeno comércio precisa do incentivo.
Segundo apurou o Correio da Manhã, o Governo não vai para já fazer qualquer tipo de mudança na legislação. Os responsáveis governamentais estão expectantes em relação ao debate no Parlamento e à posição que será adoptada pelas várias forças políticas. A decisão de liberalizar os horários do comércio ao domingo deve ter um grande consenso partidário, uma vez que diz respeito também às autarquias locais.
SAIBA MAIS
66% é a percentagem de portugueses que, de acordo com um estudo da Universidade Católica, gostaria de ter todas as lojas abertas ao domingo.
68,5% dos portugueses prefere fazer as suas compras nas chamadas lojas de discount, como é o caso das cadeias Lidl e Minipreço, de acordo com uma sondagem da Marktest.
DECRETO-LEI Nº 48/96
É a lei que determina os horários das superfícies comerciais e interdita a abertura dos hipermercados e espaços de maiores dimensões aos domingos e feriados da parte da tarde.
HIPERMERCADO
O termo refere-se a um mercado de grandes dimensões que se distingue dos normais supermercados por ter uma superfície superior aos 2500 metros quadrados.
Sandra Rodrigues dos Santos
Diário de referência