Os seguros - Parte III (chame sempre a PSP/GNR!)

MarcoVeloso

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Viva,

E como não há duas sem três, mais uma situação com o seguro (num espaço de um ano tive três acidentes, todos eles inocente).

Descrição do acidente: uma carrinha com excesso de carga para faixa de rodagem. Eu paro atrás dela. Inicia marcha-atrás, comigo na sua traseira. Buzino, e ela continua, engato marcha atrás, mas atrás de mim já estava outro veículo logo não tenho fugida possível. A traseira afrouxa no meu capot. Razão porque fez marcha-atrás? Queria ver se alguém estava do outro lado do muro…

O caso deu muitas voltas. Na altura, a pedido do condutor (tinha excesso de carga), que se deu como culpado, não chamei a guarda. Confiei nele e para não lhe trazer ainda mais problemas preenchemos a declaração amigável. Tudo bem. Entrego o meu impresso ao meu segurador e passado uns dias sou informado que aquele seguro não pertence ao veículo – a matricula era diferente, num algarismo, mas diferente. Confronto o outro condutor e mostrou-se disponível para resolver o problema. Apresenta-me 3 apólices (!? Tipo: vê? Estou tão segurado que até tenho 3 apólices!). Fiquei parvo com a situação e expliquei-lhe que necessitava de uma apólice para o veículo em causa, válida e com a matricula correcta. Telefona ao seu mediador e tratam-se por “amor” (era um homem, e eu estava em casa dele com a sua Maria e o seu filho!). Informo o meu seguro que indica que algumas foram canceladas por falta de pagamentos, e o mediador tomou o assunto em mãos.

O problema é que isto dura um mês e meio, com mais pormenores interessantes no meio, e nesse mês e meio ando com o carro desmazelado. O para-choques mostrava sinais de cair. Confrontei o seguro, questionando: “se o para-choques cair, de quem é a responsabilidade? Quem paga?”. Resposta “você, você é responsável, você paga”. Como tinha seguro contra danos próprios ainda me propuseram activar o meu próprio seguro. E aqui está mais uma situação absurda: batem-me, existem problemas com seguro do outro condutor (que se deu como culpado), mas o meu carro anda mês e meio desmazelado – algo que nunca irei ser ressarcido. E se piorar, por atrasos no seguro no arranjo, a culpabilidade é-me incutida. Mais uma vez, a minha inexperiência em acidentes e a ânsia de ter o carro arranjado fez com que não tomasse as decisões mais certas, como meter o ISP no meio.

Como conclusão: a partir de agora invoco sempre a guarda em qualquer acidente. A situação anterior talvez se tivesse resolvido de forma mais célere se tivesse logo chamado a GNR do local. Uma pessoa é ensinada a assumir que os outros agem por bem, no entanto em todos os acidentes vi que as pessoas não o fazem, pelo contrário. É certo que pagarei por chamar a guarda, mas como um membro do fórum num outro tópico referiu, apresenta-se ao seguro como despesa do acidente.

Marco
 
Isso e que andar com azar, eu é mais com assaltos ao carro...

Infelizmente chicos espertos há em todo lado, às vezes melhor que a Policia é ter testemunhas (presenciais, verdadeiras, independentes e crediveis) que atestem a veracidade do sinitro, nomeadamente o condutor da viatura de trás.

Espero que se resolva brevemente esse assunto.
 
Viva,

O assunto está resolvido - foi há um ano. Após um mês e meio a minha seguradora pagou-me os estragos (sem me afectar o meu prémio) e avançou com o outro condutor para tribunal. Mesmo assim o caso demorou a resolver em Tribunal.

O moral da história é que por vezes, embora tudo pareça simples, e com falinhas mansas, mais vale jogar pelo seguro.

E sim, testemunhas credíveis dão imenso jeito.

Marco
 
Caíste no erro de não chamar a policia, é certo, mas a seguradora não tem nada a ver com isso! Se o veiculo não tem seguro válido o problema é entre ti e o dono do outro veiculo ou, quanto muito, com a tua seguradora através da cobertura de danos próprios!
 
Caíste no erro de não chamar a policia, é certo, mas a seguradora não tem nada a ver com isso! Se o veiculo não tem seguro válido o problema é entre ti e o dono do outro veiculo ou, quanto muito, com a tua seguradora através da cobertura de danos próprios!

Ou o Fundo de Garantia Automóvel [;)]
 
Viva,

Sim, a minha seguradora não tem culpa do outro veículo não ter seguro, é certo. Agora, se eu não possuir seguro contra danos próprios, que posso fazer em minha defesa?

Aliás, num terceiro acidente que sofri, ao chamar a GNR ela olhou para a situação e questionou: "não querem resolver isto de forma amigável?". como a situação era óbvia e o outro condutor assumia a culpa, dissemos que sim, e a GNR retirou-se sem realizar qualquer auto. Ora se a própria autoridade nos incita a resolver a situação recorrendo a uma delcaração amigável, se depois se detecta que afinal o outro veículo tinha um seguro errado - em suma, não estava segurado - que pode um cidadão afzer nesta situação?

Marco
 
Viva,

Desculpem a ignorância, mas isso é o quê?

Marco

É uma entidade que pertence ao Inst. de Seguros de Portugal, que visa a regularização de sinistros que envolvam viaturas sem seguro válido, funcionando como a companhia em falta, analisando a responsabilidade (assumindo ou não), tendo uma franquia legalmente estabelecida.
 
Ao preencheres a declaração devias ter verificado os dados do outro condutor... há sempre vigaristas [8b] . O auto das autoridades não garantem que o caso seja resolvido, já tive um acidente com auto da Polícia e depois o outro condutor veio dizer que tinha sido pressionado pelo policia para se dar como culpado, resultado tribunal e depois de 1 ano ainda espero. [8b]
 
Pagar ?? não percebi ...

Paga-se pois. Mais uma brilhante ideia passada ao papel pelo presente ministro da administração interna.

A ideia é a policia não ser chamada, topas ?

Você paga os seus impostos ... mas se chamar a policia tem que pagar aí uns 300 euros. Assim, se a policia não levantar um auto de ocorrencia as seguradoras ficam "safas". Brilhante ... fantabulástico !!!
 
Há uma coisa que não estou a perceber.

Ás 23.16, havia um problema, e ás 23.31 esse problema já estava resolvido.

Confesso que estou um bocadinho baralhado
 
Paga-se pois. Mais uma brilhante ideia passada ao papel pelo presente ministro da administração interna.

A ideia é a policia não ser chamada, topas ?

Você paga os seus impostos ... mas se chamar a policia tem que pagar aí uns 300 euros. Assim, se a policia não levantar um auto de ocorrencia as seguradoras ficam "safas". Brilhante ... fantabulástico !!!

Realmente o Português adora mitos! apr:)

Essa situação do pagamento da deslocação das autoridades ao local do acidente foi implementada, e bem a meu ver, para evitar que em situações perfeitamente evitáveis se esteja a sobrecarregar as autoridades.

Provavelmente aqui poucos têm noção do que é um auto de ocorrência, como é feito e os milhares que são feitos principalmente nos grandes centros urbanos.

Se vocês preferem as esquadras cheias de policias a elaborar autos de ocorrência de vulgares toques de traseira com danos ligeiros, tudo bem, eu não, prefiro vê-los na rua!

O referido pagamento só se aplica a acidentes sem feridos e normalmente o que as autoridades fazem nas outras situações é incentivar os condutores a preencherem devidamente a DAAA e resolverem o assunto entre si!

E....300€€?? Não me parece que seja............

Pergunto: Supondo o típico toque de traseira na 2ª circular com danos ligeiros em que ambos os condutores e veículos têm a documentação em dia, para quê ficarem na via, parados, a empatar tudo e todos e ainda por cima a ocupar uma brigada da PSP por 1 hora quando poderia estar a fazer coisas mais úteis??

Por ultimo, desde quando é que é obrigatório existir um auto de ocorrência para as seguradoras regularizarem um acidente?? Desde quando é que os acidentes sem intervenção das autoridades não são resolvidos pelas seguradoras??

Façam-me um favor, todos temos direito á indignação, mas inventar mitos não!

NOTA: Não tenha presente a legislação que refere esse pagamento e confesso que nem sei se já estará a ser aplicada! Pelo menos não tive conhecimento de nenhum caso.
 
Há uma coisa que não estou a perceber.

Ás 23.16, havia um problema, e ás 23.31 esse problema já estava resolvido.

Confesso que estou um bocadinho baralhado
Viva,

Hão há problema. Houve! Há cerca de ano e meio. Agora expûs a história para conhecer opiniões e concelhos para uma situação futura.

O caso relatado ocorreu há cerca de um ano e meio e demorou um mês e meio a ser resolvido.

Marco
 
A mim aconteceu-me uma situaçao parecida em que a minha inexperiencia em acidentes e o facto de o acidente ja ser de madrugada,apesar de nao ter bebido nem ingerido nada fez-me ser ingenuo.Ja estava cansado so queria era ir para casa.lol
Travei no amarelo o de tras pensava que eu ia passar,la me deu uma batidela bem forte na traseira da carrinha.Como o condutor deu-se por culpado e o carro dele é que teve bastantes danos eu esperei que ele se de-se como culpado vi a minha carrinha nao tinha nada vim-me embora sem ter tirado pelo menos a matricula.
Bem so no outro dia de manha é que reparei que a porta tinha uma mossa mas como era noite e a tinta estava intacta nao dava mesmo para ver.
Portanto a partir de agora paciencia se os outros tiverem alguma coisa a esconder seja por terem bebido mais um bocado etc...irei chamar sempre a Policia e eles que resolvam.
 
Ao preencheres a declaração devias ter verificado os dados do outro condutor... há sempre vigaristas [8b] . O auto das autoridades não garantem que o caso seja resolvido, já tive um acidente com auto da Polícia e depois o outro condutor veio dizer que tinha sido pressionado pelo policia para se dar como culpado, resultado tribunal e depois de 1 ano ainda espero. [8b]
Viva,

Assumo a minha culpa. Não verifiquei todos os dados. E a razão no seguro foi simples: eu tinha de cabeça a matricula da carrinha quando comecei a preencher a declaração no interior do meu carro: ZG-XX-XX. Como o outro condutor apresentou a carta verde do seguro, e a matricula que constava nesse carta verde também iniciava por ZG, assumi que estava certo, e no final não verifiquei todos os números. O erro começou nesse mesmo momento: desleixei-me e assumi que estava tudo certo.

Por isso, a minha recomendação é simples: duvidar ao máximo do outro condutor, por muita boa vontade que ele tenha, e verificar todos os dados. Há mínimia dúvida invocar a autoridade.

Marco
 
Por ultimo, desde quando é que é obrigatório existir um auto de ocorrência para as seguradoras regularizarem um acidente?? Desde quando é que os acidentes sem intervenção das autoridades não são resolvidos pelas seguradoras??

Viva,

Em todos os três acidentes a seguradora pagou os estrangos. Ponto final.
Porém, não querendo expecular, em conversas com o meu mediador soube que em todos os casos a seguradora do outro condutor tudo fez para minimizar ou não pagar. E na realidade penso que é óbvio. Nenhuma seguradora terá rpazer em pagar. E os meus três casos eram óbvios, em temros de culpabilidade. Agora tenho casos de familiares que a situação não era tão clara - foi clara no momento do acidente, mas não ficou clara no papel - e os casos ou ainda não se resolveram ou foram para tribunal (e noutros casos resolveram-se nos bastidores).

Aliás, muitas seguradoras automóveis fornecem seguros noutras áreas (de vida, de saúde, de casa, etc.) e generalizando, aqui tenho casos concretos em que os seguros tudo fizeram para não pagar, usando mesmo o refúgio da "labia linguística". Último caso: seguro de roubo associado a uma cartão de crédito. A seguradora frisa que roubo é diferente de furto e o caso relatado aparenta ser mais um furto. Tirem as vossas conclusões.

Em suma, concordo que prefiro ver um polícia a patrulhar a minha rua, do que snetada a uma secretária a redigir autos. Mas por vezes é preferível protegermo-nos o mais possível e num acidente chamar a autoridade policial da zona, e perante o seu auto a seguradora não tem forma de esgrimar argumentos linguísticos que a façam rejeitar a culpabilidade do seu segurado. Também percebo (e concordo mais uma vez) perfeitamente que em vias densamente povoadas (como a 2ª circular) é contraproducente aguardar pela polícia pois embaraçamos muito mais o trânsito, já por si um caos. Isto se o caso for óbvio.

Mas, como já referi, também já aconteceu invocar a polícia e esta procurar que se resolve-se o problema sem levantar o auto, recorrendo à declaração amigável.

É um pouco de bom senso: em casos dúbios chamar a autoridade, em casos óbvios (sem vítimas) resolver com a DA. Porém, eu tenho a experiência de que, mesmo sendo o outro condutor uma pessoa aparentemente afável e simpática, que aparenta ser honesto e colaborador na resolução do problema, isso não é garante d euma resolução rápida do problema. ele pode apenas aparentar e não o ser efectivamente, como aconteceu no meu último acidente.

Marco
 
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