Eu não li, porque não sou leitor do AutoHoje. O tipo de publicação não me desperta qualquer interesse. No entanto, creio que o que falta às revistas nacionais é uma abordagem mais emocional. Mais voltada para as sensações que o carro proporciona ao condutor e para a relação que se cria com aqueles carros que são feitos para serem guiados e não para concorrerem directamente com o metro ou o autocarro. Como tal, esse artigo talvez tenha sido uma interessante excepção à regra.
Evidentemente, esse não é o objectivo do Autohoje, nem tão pouco da Automagazine. Os propósitos destas são mais comerciais e pretendem servir a decisão do comum consumidor, que se quer aconselhar.
Muito embora seja difícil criar em Portugal uma revista ao género EVO ou coisa que o valha, acho que ainda há um lugar para uma revista voltada para o prazer da condução. Uma publicação que trate de igual forma um carro de 5.000 ou de 500.000€ e que veja motivos de entusiasmo, tanto num carro novinho, como num clássico. Essa publicação teria de ser escrita de forma emocional, com os narradores a assumirem algum protagonismo, de forma a perceber-se que estamos a ler opiniões assumidamente pessoais, mas honestas, ainda que às vezes tendenciosas.
Em Portugal já existiram muitas tentativas de criar revistas diferentes, com maior ou menor sucesso. Acho que nenhuma dessas publicações conseguiu até agora atingir "aquele" nível de interesse para o tipo de público que os ingleses classificam como "petrolhead".
Continuarei à espera e acho que, sinceramente, só a Motorpress tem condições para o fazer.
Eu percebo perfeitamente tudo aquilo que estás a dizer, mas continuo a achar que, por enquanto, é inviável ter uma revista dessas.
Esse género de revistas tem custos de produção bem mais altos que as revistas "normais";
Depois, vão ser os utilizadores do fórum a comprar essa revista? Falamos de quê, 500 leitores? E quem é que vai querer investir em publicidade numa revista com 500 leitores?
