Presidenciais Francesas - Nicolas Sarkozy é o novo presidente

É óbvio que desconheces o percurso de Segoléne Royal...
Sou francês, tal como toda a minha família, e tenho seguido diariamente a eleição. Numa familia (os directos de ums 30 votantes, cujos 10 antigamente votavam socialista, este ano não vai votar nenhum.)

Ela não é Fraca, é uma NULIDADE. Nem o percurso é grande coisa... foi ministra DELEGADA o que equivale a algo como secretário de estado.

Sub-avaliou (nao foi formalmente provado mas quem conhece os preços do sul da frança, zona costeira (como particularmente Mougins, uma das zonas mais caras) sabe que uma CASA com jardim, piscina, e assim, nunca vale os 200000€ declarados mas anda a brincar acima do milhão de euros.

Ainda está com um processo em cima por (não) ter pago uma empregada de escritorio sem declarar.

Em todo o PS, contrariamente à maior parte dos outros partidos, a cada dia da campanha eram mais os politicos em Pânico, a ver onde é que ela (não) iria conseguir chegar.
Quando estava mal, culpou os "elefantes" do PS que não a tinham apoiado, mas um dias depois diz que não é a campanha dela e que ela é que a vai levar até ao fim, não um partido.

Conhecimentos de dossiers, nada (valor do defice da segurança social, valores não-gerais de desemprego, ect..)

Conhecimentos de economia e emprasa, nada (e nunca trabalhou sem ser em funções politicas)

Um percurso, isso ?

Só ponderei votar nela na primeira volta quando o bayrou estava perto dela, para não arriscar o bayrou passar à 2a, já que aí teria batido o sarkozy.

Espero que o Sarkozy não me desiluda (como penso que vai acabar por fazer) e se revele um verdadeiro Blair, ou mesmo Thatcher, que saiba por a França de pé uma vez por todas.
 
Sou francês, tal como toda a minha família, e tenho seguido diariamente a eleição. Numa familia (os directos de ums 30 votantes, cujos 10 antigamente votavam socialista, este ano não vai votar nenhum.)

Ela não é Fraca, é uma NULIDADE. Nem o percurso é grande coisa... foi ministra DELEGADA o que equivale a algo como secretário de estado.

Sub-avaliou (nao foi formalmente provado mas quem conhece os preços do sul da frança, zona costeira (como particularmente Mougins, uma das zonas mais caras) sabe que uma CASA com jardim, piscina, e assim, nunca vale os 200000€ declarados mas anda a brincar acima do milhão de euros.

Ainda está com um processo em cima por (não) ter pago uma empregada de escritorio sem declarar.

Em todo o PS, contrariamente à maior parte dos outros partidos, a cada dia da campanha eram mais os politicos em Pânico, a ver onde é que ela (não) iria conseguir chegar.
Quando estava mal, culpou os "elefantes" do PS que não a tinham apoiado, mas um dias depois diz que não é a campanha dela e que ela é que a vai levar até ao fim, não um partido.

Conhecimentos de dossiers, nada (valor do defice da segurança social, valores não-gerais de desemprego, ect..)

Conhecimentos de economia e emprasa, nada (e nunca trabalhou sem ser em funções politicas)

Um percurso, isso ?

Só ponderei votar nela na primeira volta quando o bayrou estava perto dela, para não arriscar o bayrou passar à 2a, já que aí teria batido o sarkozy.

Espero que o Sarkozy não me desiluda (como penso que vai acabar por fazer) e se revele um verdadeiro Blair, ou mesmo Thatcher, que saiba por a França de pé uma vez por todas.

Lá está, se fosse Americana podia ser GW Bush na versão feminina!
 
Sou francês, tal como toda a minha família, e tenho seguido diariamente a eleição. Numa familia (os directos de ums 30 votantes, cujos 10 antigamente votavam socialista, este ano não vai votar nenhum.)


Espero que o Sarkozy não me desiluda (como penso que vai acabar por fazer) e se revele um verdadeiro Blair, ou mesmo Thatcher, que saiba por a França de pé uma vez por todas.


Isso já não acredito... a frustação da França é de estar a perder preponderância internacional pouco a pouco para os paises emergentes(como a China... India.. Brazil) mas isso é irreverssivel.
 
Vejam o debate na TV5 e reparem no perfil político da sra.

Até se dá ao luxo de se encolarizar, de modo saudável como referiu à posterióri...

Entre ver a sra. a falar e o Manchester a (não) jogar, venha o diabo e que escolha.
 
Não percam o debate traduzido daqui a pouco na sic notícias, vale bem a pena.

Por acaso está a ser um debate muito interessante.

Achei piada aos comentadores portugueses hoje, a dizer que o Sarkozy teria de se controlar, que não se podia enervar e tal, e afinal foi a ségolène que se irritou. (De forma sudável, lol)
 
Que abada a Ségolene levou...

Acho que é incontroverso que ela poucas propostas concretas deu ao longo do debate.

O típico discurso socialista velho...muitos voulait...muito désir...

...infelizmente muito longe de Blair.

Afastou-se completamente da classe média francesa. Discurso populista, dirigido aos desinformados, nada mudar, nada tocar, nega-se a aumentar a idade da reforma, muita fuga pela generalidade, muito accord sociale, muito bola mandada para os partenaire sociales...enfim, guterrismo.

A consistência e frontalidade (ou falta desta) ficou bem patente na parte do nuclear. Tão demagógica! Tanta fuga! Enfim...

Há a notar que na parte da educação foi ligeiramente superior, estava mais à vontade nesse aspecto. Apesar de não ter explicado como vai arranjar dinheiro para que as turmas não tenham mais que 17 alunos e que as escolas não tenham mais que 600.
Mas pelo menos propôs alguma coisa de concreto! Enfim!

Estragou tudo logo a seguir com o dedinho apontado e o disparatar completo da voz alterada relativamente aos handicapés.

Simplesmente (e quem conheça a França e os franceses percebe o que estou a dizer) não tem nível para ser presidente. Não tem.

Aquele povo pode ter muitos defeitos e ser muito iludido em relação à importância do seu país, mas se há coisa certa desde os tempos do Napoleão é a elitização das instituições estatais. O Estado lá é encarado de uma forma que nós nem sequer imaginamos e isso traz consequências...

Nem parece que passou pela ENA.

Concordo genericamente com o Sarcozy particularmente nas suas propostas económicas. Estão num nível muito diferente do que a direita francesa tem proposto há anos. Muito anglo-saxónico. Gosto.
Particularmente na forma de resolver o problema do poder de compra da classe média.
É legítimo ganhar mais. Se querem ganhar mais, que trabalhem mais - o Estado não vos vai afogar em mais impostos-, que lucrem com esse trabalho extra. Não estejam é à espera de trabalhar metade do que um americano ou inglês trabalha e ter o seu rendimento. Um pragmatismo assinalável muito pouco visto em França há muito tempo.

Estou em total desacordo quanto à sua posição em relação à não entrada da Turquia na UE, só para dar um exemplo.

E o resultado deste debate é muito simples.

Os agarrados ao Estado, os românticos e os subsídio dependentes da república viram bem quem é o seu candidato.

A classe média e alta que aspira a ser alguma coisa, que aspira a ter o rendimento anglo-saxónico, que não tem complexo em relação ao modelo anglo-saxónico, percebeu bem em quem votar.
 
Última edição:
Concordo contigo no geral, não direi que foi uma abada, mas não ficou muito bem na pintura... Foi sempre muito brusca, muitos comentários desagradáveis sobre o seu opositor, do género "conheço bens os seus truques/tácticas", isso tudo para evitar responder às questões.

Infelizmente, não conseguiu esconder o velho tique socialista de que as nossas ideias é que são correctas, nós é que somos amigos dos pobres, etc...

A cena do nuclear, um dizia uma coisa, outra dizia outro número, eu como não sabia, fiquei na minha, mas amanhã deveremos saber quem tinha razão.
 
Alguém me pode fazer uma simples comparação do poder de um presidente francês / português?

É que muitos dos assuntos focados em Portugal já seria mais na óptica de primeiro ministro e não propriamente do presidente.
 
O presidente francês tem muito mais poderes do que em portugal, está um pouco a meio caminho entre o nosso PM e o nosso presidente.
 
Alguém me pode fazer uma simples comparação do poder de um presidente francês / português?

É que muitos dos assuntos focados em Portugal já seria mais na óptica de primeiro ministro e não propriamente do presidente.

Digamos que, de forma simples, o presidente lá é mais PM do que presidente cá.

Mas aquele sistema é algo complicado.

Lá está, o presidente preside aos conselhos de ministros, não o PM, acho eu.

Mas, por exemplo, na UE, acontece a coisa estranha de a França ser o único país onde tem de estar presente o presidente e o PM, nos conselhos ou assim.

O PM pode ser demitido facilmente pelo presidente. Aliás o presidente pode vetar o nome do PM proposto pela maioria.

Muitas vezes o presidente dissolve a assembleia quando lhe dá jeito, convoca eleições para a assembleia para ter uma maioria favorável que lhe indique um PM do seu partido e evitar uma situação de coabitação.

O presidente é de longe o player mais forte.

Tem um papel executor, na prática.
 
Concordo contigo no geral, não direi que foi uma abada, mas não ficou muito bem na pintura... Foi sempre muito brusca, muitos comentários desagradáveis sobre o seu opositor, do género "conheço bens os seus truques/tácticas", isso tudo para evitar responder às questões.

O problema dela é que deixou escapar muito centro!

Só falou...para a esquerda.

E a esquerda ela tinha mais que garantida. Tal como o Sarcozy tem a direita.

Acho que no fundo só se confirmou a falta de ideias/propostas concretas da mulher.
 
Levantas um ponto interessante, se estava com tanta vontade de chamar os votos de bayrou, hoje só falou mesmo para a esquerda, diria mesmo que para a extrema esquerda, cá em portugal seria claramente PCP/BE. (Mas em frança, o PC está morto e enterrado...)
 
Eu percebo a jogada política dela.

As propostas económicas do Sarcozy não são propriamente...simpáticas.

Alguém morre de amores por um político que lhe diz que "tipo se queres ganhar mais, trabalha mais"???

Não! O que se gosta é de um político que diga as generalidades de que vai encontrar formas para trabalhando o mesmo (ou até menos) se ganhe mais.

É muito liberal...principalmente para a França.

Daí que a diferença vai ser mínima. Apesar de ela ser um vazio de novas ideias, representa uma posição confortável, um status quo de políticas sociais que muito francês gostava de manter, apesar de saber, na prática, que aquilo é impossível.

Daí que ela se chega à esquerda, pensando que apanha o centro que acha o Sarcozy demasiado liberal ou muito radical do ponto de vista económico face o que a França está habituada.

O Sarcozy chegou já na campanha a dizer algo que nenhum francês gosta de ouvir...que não era vergonha nenhuma copiar os ingleses e reconhecer que o modelo francês está...ultrapassado particularmente em relação à educação universitária e ao mercado laboral!

O tipo é o primeiro político que faz um corte até substancial com o gaulismo que sempre conduziu a esquerda e a direita "elegíveis".

A própria Sego chegou a querer nivelar-se pelo Blair e fazer propostas nesse sentido mas caiu-lhe tudo em cima e desistiu logo, daí que teve que rumar à esquerda...extrema-esquerda.
 
Última edição:
A abertura das horas extraordinárias não me parece uma proposta tão radical como isso... Até me parece bastante aliciante, quer para os patrões quer para os empregados, são melhor pagas e sem impostos extras, como é que alguém pode não gostar disso?

O meu prognóstico nesta altura é simples, muito dificilmente o sarkozy não ganha estas eleições, a não ser que eu tenha lido muito mal este debate.

Há umas semanas vi um documentário magnífico sobre o percurso completo do chirac, gostaria de me ter lembrado de gravar aquilo :( Punha muita coisa em contexto e o poder esquerda/direita ao longo dos anos.

A França é um país muito diferente do nosso. Lá, a direita está regra geral em maioria, cá é mais a esquerda.
 
Sim, mas a direita lá é muito conservadora economicamente.

Mais conservadora que a esquerda inglesa! Muito mais.

Para a mentalidade francesa não é muito K200. Podes ter a certeza. Eles andam há anos a vangloriar-se de que no seu modelo conseguem ter um elevado rendimento, trabalhando poucas horas.
 
Voltar
Superior