Fim das regalias sociais da FP

zerorpm

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Regalias dos serviços sociais acabam amanhã


JOÃO D'ESPINEY
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Novo regime da acção social complementar As comparticipações pagas pelos vários serviços sociais da Administração Pública em despesas de saúde e os subsídios de funeral, nascimento e materno-paterno infantil vão acabar amanhã. Este é o prazo definido no novo regime da acção social complementar dos trabalhadores da administração directa e indirecta do Estado, publicado a semana passada em Diário da República. O fim destes apoios, que afectam 25 882 pessoas, representam uma poupança anual de 1,3 milhões de euros.

Estes são apenas os primeiros cortes. O Ministério das Finanças já anunciou que pretende acabar com outros apoios que, na prática, já são concedidos no âmbito dos vários regimes da ADSE, o sistema de protecção social dos funcionários públicos e os seus familiares.

As condições e critérios de concessão dos subsídios também vão mudar. O diploma publicado refere apenas que "os montantes e demais requisitos" ainda vão ser definidos em portaria conjunta. A começar pelo "nível de recursos dos beneficiários, designadamente, da sua situação económico-financeira".

Um dos problemas detectados pelo grupo de trabalho que ajudou Teixeira dos Santos a definir a nova legislação assenta no facto de existirem actualmente "uma grande diversidade entre os tipos de benefícios atribuídos pelos diversos SS". "Para o mesmo tipo de beneficiários é grande a disparidade observada, entre o valor dos apoios concedidos, o que contraria o princípio da uniformização pelo qual se deveria pautar o sistema de acção complementar", lê-se no relatório final do referido grupo.

Postos de saúde extintos

Paralelamente, o Governo decidiu criar os Serviços Sociais da Administração Pública (SSAP), o organismo que irá integrar as atribuições dos sete serviços sociais actuais: Finanças; Trabalho; Educação; Obras Públicas; Presidência do Conselho de Ministros; e Justiça.

Mas as alterações não se ficam por aqui. Os equipamentos sociais relativos à educação pré-escolar, creches, residências do ensino superior e postos e centros de saúde deixam de integrar o âmbito da acção social complementar. No caso da gestão dos postos e centros de saúde geridos pelos Ministérios do Trabalho, das Obras Públicas e Finanças, a actividade vai ser mesmo extinta.

A gestão dos equipamentos sociais dos serviços sociais da Educação com o pré-escolar e creches, passa a ser assegurada pelas direcções-regionais do Ministério até à sua passagem para a rede pública ou para instituições particulares de solidariedade social. Já a gestão da creche a cargo do Ministério das Obras Públicas vai passar para a Estradas de Portugal. Estas alterações terão de ficar concluídas em 90 dias. Um prazo superior ao previsto no diploma que define as regras da reestruturação, fusão e extinção dos serviços públicos. A acção social complementar abrange o fornecimento de refeições e serviço de cafetaria/bar; apoio a crianças, jovens, idosos e deficientes; apoios nas despesas de educação; apoio sócio-económico em situações socialmente gravosos e urgentes; apoio a actividades de animação sócio-cultural e ocupação de tempos livres; e apoio a acções de prevenção, promoção e vigilância da saúde dos beneficiários.

http://dn.sapo.pt/2007/04/30/economia/regalias_servicos_sociais_acabam_ama.html

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Que regalias são estas? Eu nunca usufrui destas regalias...
 
Do que li, nada se me aplicou até hoje ....
Afinal o que é que acaba ?!?
Afecta 25882 ?!? Em 700.000 não é ?!?!?
E isto é noticia de 1ª página ?!?!?
[8b]
 
Pois...

Entretanto onde era necessário reduzir a despesa nada é feito.

Para mim não é relevante se as despesas decorrentes do funcionamento dos gabinetes ministeriais são imputáveis a este governo, ou ao que o antecedeu.

O facto é que essas despesas existem e traduzem-se em milhões de euros.

Creio que me assiste o direito à indignação perante tamanha disparidade nas medidas tomadas para reduzir a despesa pública. É inaceitável que apontem armas e canhões sempre para os mais desprotegidos.

Ver anexo 4894

in: https://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2007/audit-dgtc-rel013-2007-2s.pdf

Quem tiver paciência que leia.
 
Última edição:
Por falar em regalias, leia-se a página 36 da Auditoria aos Gabinetes Governamentais, no que concerne ao "Domínio do Sistema Remuneratório".

Fantástico.
Parece uma história do Zé do Telhado contada ao contrário! [:D]

"[...] No âmbito dos gabinetes governamentais,
mesmo para o apoio técnico e
administrativo foi permitida a celebração de
contratos de prestação de serviços, com a
prática de vencimentos claramente
superiores aos vigentes, em média, na
Administração Pública, ocasionando
clivagens injustificadas entre pessoal
exercendo o mesmo tipo de funções. [...]"

"[...]Não obstante, e qualquer que
seja a situação de exercício de funções ou
cargos públicos, impõe a lei que não possam
ser auferidas remunerações superiores a
75% do vencimento do Presidente da
República.
Ora, no âmbito dos 30 gabinetes da amostra, o
Tribunal verificou o recurso, com frequência, a
figuras que permitiram ultrapassar os níveis de
vencimentos devidos às diferentes categorias
do pessoal do quadro, através da opção pelo
vencimento de origem, quando este se revelava
mais vantajoso. [...]"

"[...]Com efeito, apesar dos
montantes dos vencimentos do pessoal do
quadro dos gabinetes estarem fixados na lei,
estes só foram praticados quando as condições
de que os nomeados beneficiavam nos serviços
de origem eram menos atractivas. [...]"

in: https://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_...13-2007-2s.pdf
 
Por falar em regalias, leia-se a página 36 da Auditoria aos Gabinetes Governamentais, no que concerne ao "Domínio do Sistema Remuneratório".

Fantástico.
Parece uma história do Zé do Telhado contada ao contrário! [:D]

"[...] No âmbito dos gabinetes governamentais,
mesmo para o apoio técnico e
administrativo foi permitida a celebração de
contratos de prestação de serviços, com a
prática de vencimentos claramente
superiores aos vigentes, em média, na
Administração Pública, ocasionando
clivagens injustificadas entre pessoal
exercendo o mesmo tipo de funções. [...]"

"[...]Não obstante, e qualquer que
seja a situação de exercício de funções ou
cargos públicos, impõe a lei que não possam
ser auferidas remunerações superiores a
75% do vencimento do Presidente da
República.
Ora, no âmbito dos 30 gabinetes da amostra, o
Tribunal verificou o recurso, com frequência, a
figuras que permitiram ultrapassar os níveis de
vencimentos devidos às diferentes categorias
do pessoal do quadro, através da opção pelo
vencimento de origem, quando este se revelava
mais vantajoso. [...]"

"[...]Com efeito, apesar dos
montantes dos vencimentos do pessoal do
quadro dos gabinetes estarem fixados na lei,
estes só foram praticados quando as condições
de que os nomeados beneficiavam nos serviços
de origem eram menos atractivas. [...]"

in: https://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_...13-2007-2s.pdf

Ora aí está para onde vão os 1,3 M€ a poupar nas "regalias" da administração pública...
 
Estas manchetes do DN fazem-me rir... Eu nunca mais vou comprar o DN, só se estiver com falta de papel higiénico em casa.

o DN infelizmente desde há muito tempo que tem vindo a perder qualidade. um jornal que seria de referência está aos poucos a tornar-se numa vulgar colecção de papel que permanentemente anda em remodelações gráficas.

a equipa que lá esteve antes mudou o grafismo, agora entrou um que já tinha sido editor do correio da manhã e voltou a mudar o grafismo. agora têm sempre ao cimo uma barra azul com noticias BOMBÁSTICAS. Estilo ao Correio da Manhã.

Ontem a noticia bombástica era: "HARRY NÃO VAI PARA O IRAQUE" ou coisa assim parecida.

mas porque é que um jornal de referência nacional deve trazer em destaque na primeira página que um principe inglês vai ou não para o Iraque?

Então a revista deles aos domingos é de uma pobreza gritante. na ânsia de originalidade no grafismo, apresentam textos, muito pobres diga-se de passagem, em letras garrafais e espanpanantes. O editorial é impossível de ler!
 
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