AOV (Renting) para particulares - Vantajoso?
AOV (Renting) para particulares - Vantajoso?
Muitas empresas têm, nestes últimos anos, estado a optar pelo chamado AOV (Aluguer Operacional de Veículos), pois fiscal e monetariamente compensa mais do que a própria compra, adicionado ao facto de não se terem sequer que preocupar com a gestão da sua frota, revisões, seguros, selos etc.
Mas e para particulares?
Surgiu recentemente um artigo na Automotor dedicado especialmente ao AOV
http://www.automotor.xl.pt/0907/especial/700.shtm
Deixo aqui 1 excerto sobre a parte relativamente aos particulares. Qual é a vossa opinião sobre esta nova hipótese? Compensará para quem troca regularmente de carro? De 3 em 3 ou mesmo de 4 em 4 anos?
in Automotor online:
"Alugar é melhor?
Assim que se anunciaram as medidas que o Governo faria implementar em relação à tributação automóvel, entrando em vigor o Imposto Sobre Veículos (ISV) e o Imposto Único de Circulação (IUC), o volume de negócios dos concessionários aumentou. A denúncia feita pela imprensa automóvel, com a AutoMotor à cabeça, de que o IUC seria mais penalizante para o condutor, originou uma maior procura por parte dos consumidores, para poderem escapar a mais um imposto, o que, por sua vez, levou a que os vários construtores implementassem campanhas em que era antecipada a entrada em vigor do novo imposto, baixando o preço dos seus modelos e, ao mesmo tempo, criando como que uma época de saldos para o mercado automóvel.
Envolvidos por toda esta panóplia de descontos, os portugueses acorreram em maior número aos concessionários. A comprová-lo estão os dados da ACAP, que nos dizem que as vendas de automóveis ligeiros em Junho de 2007 cresceram 6,6% face ao mês homólogo de 2006, tendo sido comercializados
23 016 automóveis. Ainda que nesta performance também tenham de ser contabilizadas algumas matrículas antecipadamente pedidas por certas marcas para determinados modelos que, com o novo imposto, sairam nitidamente prejudicados em termos de preço de venda ao público, como é o caso de alguns monovolumes.
Vantagem para os “particulares”?
Mas será que esta foi a melhor opção? Ou será que, também para os clientes particulares, há alguma vantagem em adquirir um automóvel através do Aluguer Operacional de Veículos (AOV)? Os profissionais do sector afirmam existir vantagens no AOV, sobretudo para determinadas classes de profissionais liberais, se bem que parte das mesmas até seja extensível ao utilizador comum. Como seja o facto de se pagar apenas a mensalidade contratada para usufruir de um determinado automóvel, deixando os restantes encargos (intervenções, avarias, manutenções, impostos) a cargo da empresa que aluga o automóvel. Esta mensalidade reflecte principalmente a desvalorização do automóvel em causa durante o período de vigência do contrato e liberta o cliente do investimento acrescido a que tem de se sujeitar em caso de compra do automóvel.
Em regime de AOV, o BMW 320d Touring é uma das opções mais atraentes do mercado na sua classe.
Para termos a certeza de que esta seria uma solução vantajosa para um cliente particular pedimos que nos indicassem os valores de renda mensal em modalidade de AOV, num contrato com a duração de 48 meses/80 000 km, com a substituição de quatro pneus incluída e sem veículo de substituição em caso de avaria. Estes valores foram comparados com os gastos previsíveis para os mesmos 48 meses/80 000 km, mas em regime de compra. São eles o preço do modelo escolhido; os gastos em IUC durante os quatro anos em causa; as revisões e manutenções, segundo os calendários recomendados pelos construtores; a troca de um conjunto de pneus; e, por fim, os custos de seguro automóvel, também para quatro anos. Ecolhemos como alvo deste nosso estudo os trinta modelos mais vendidos no país entre Janeiro e Maio deste ano.
Frieza dos números
O que verificámos da análise da tabela daí resultante, publicada em anexo, foi de que não só é mais cómodo para o particular optar por uma solução de AOV como também é monetariamente mais vantajoso em termos de utilização. De entre os modelos analisados, apenas num deles se revelou mais dispendioso optar por uma solução de AOV do que comprar e suportar os encargos. Falamos do Citroën C1 1.0i de cinco portas.
Utilizar um Audi A4 2.0 TDI Avant em regime de AOV traz vantagens se não se pretender adquirir o veículo no final do contrato. Caso contrário, há que fazer bem as contas
Para este exemlo, o custo de um AOV nos parâmetros comparados sai ao cliente 287,45 euros mais caro do que a aquisição. Mas os restantes 29 modelos comparados apresentam sempre uma poupança considerável em relação à aquisição da viatura, com uma poupança média de 5294,50 euros.
Os modelos mais vantajosos são os de maior cilindrada, com o BMW 320d Touring a encabeçar a lista, com uma poupança de 13 950,03 euros, seguido de perto pelo Audi A4 Avant 2.0 TDI, que exibe uma diferença de 13 660,96 euros. Logo atrás surgem BMW 320d, na versão de quatro portas, e Ford S-Max 1.8 TDCi, com diferenças de 12 539,03 e 12 434,29 euros, respectivamente. A fechar o lote dos cinco modelos mais vantajosos está o Volkswagen Passat 2.0 TDi Variant Confortline, com um total de 12 352,21 euros de poupança.
A explicar estes resultados temos o facto de os automóveis de maior cilindrada serem mais onerosos para o consumidor final na fiscalidade portuguesa, e de esse valor ter de ser pago na hora, ao passo que, no regime de AOV, o valor cobrado pelo Estado em impostos é diluído na totalidade dos meses contratados, obtendo-se, assim, um valor mais baixo.
Comprar um Toyota Yaris 1.0 pesa praticamente o mesmo na carteira do cliente do que optar por um AOV de quatro anos
Outro factor que explica os primeiros lugares desta tabela é a desvalorização. Pertencendo a um segmento de mercado mais elevado e a marcas associadas a um maior prestígio, como é o caso da BMW e Audi, por exemplo, estes automóveis desvalorizam menos em relação aos outros presentes nesta tabela, o que faz com que haja um risco menor para as locadoras aquando da tentativa de venda do automóvel após o término do contrato, o que, mais uma vez, baixará a prestação mensal a pagar.
No outro extremo da tabela está o Toyota Yaris 1.0, que é o que mais perto está do equilíbrio entre a aquisição e o AOV, com uns “meros” 721,89 euros de poupança. Um pouco acima posiciona-se o Peugeot 207 1.4i, com 1120,37 euros de diferença entre os custos de ambas as opções.
Apesar de, numa primeira análise, este tipo de negócio parecer ser muito mais rentável do que a simples aquisição, há que ter em linha de conta que o AOV é um serviço e, logo, não pressupõe a aquisição do automóvel utilizado no final do contrato, motivo pelo qual não foram contabilizados nesta tabela os valores residuais dos modelos após a vigência do contrato de AOV. Desta feita, quem pretenda ficar com o automóvel de que usufruiu no final do contrato pode sempre negociar com a locadora a compra do mesmo pelo seu valor residual, passível de variar em função da quilometragem realizada e do estado geral de conservação apresentado, entre outros factores. Nestes casos, há ainda que ponderar bem se a diferença entre a compra e o total pago em AOV é superior ou inferior ao valor residual que lhe for proposto.
Para os particulares, os citadinos serão dos modelos que menos vantagens oferecem caso se opte por uma solução de AOV
Salvaguardamos, de todo o modo, e mais uma vez, que, como serviço de locação que é, o AOV servirá melhor aqueles que pretendem trocar de carro com alguma regularidade. Para estes, além das vantagens associadas a uma utilização sem preocupações, soma-se ainda a comodidade com que se processa a troca de automóvel, sem ter de se preocupar com o “retorno” do investimento feito (na melhor das hipóteses, parte dele, pois é bem conhecida a desvalorização a que os automóveis estão sempre sujeitos); nem com a necessidade de se tornar um promotor de vendas para conseguir comercializar o seu automóvel antigo, uma vez que estes encargos serão da responsabilidade da locadora, independentemente das condições do mercado de usados na altura em que for realizada a venda, ou mesmo da maior ou menor apetência que o mesmo possa ter por um determinado modelo.
Uma derradeira palavra para o facto de optar por uma solução de AOV permitir que o cliente possa contratar com a locadora a utilização de uma viatura sem ter necessariamente de possuir capital inicial para este investimento, não pagando entrada, mas somente as mensalidades, coisa que não acontece em nenhum contrato de aquisição, ainda que se recorra ao crédito, onde é geralmente pedida a entrega de uma percentagem do valor total do automóvel como entrada. Quer isto dizer que as facilidades aumentam para quem não tem capital disponível no imediato para a aquisição de uma viatura nova, e mesmo que se disponha do capital necessário para a aquisição de um automóvel novo, este pode ser investido de modo mais lucrativo ou na aquisição de outro tipo de bem, não possível (ou interessante) de adquirir de modo fraccionado; ou ainda utilizado para o pagamento das mensalidades – é que, mesmo assim, tende a tornar-se uma opção mais rentável, por não ter de ser investido de uma só vez."
Se conseguiram ler isto tudo até ao fim, parabéns... [

] Aproveitem e vejam a tabela que está no site com os dados das diferenças de cenários e valores entre o AOV e a compra do carro [

]
Cumps