25 de Abril de 1974, o que mudou?...

Cavaco Silva está atento...:

25 de Abril: Cavaco defende democracia com mais qualidade
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O Presidente da República, Cavaco Silva, dedicou hoje o seu discurso do 25 de Abril aos jovens, a quem pediu que não se resignem, e apelou aos políticos que «unam esforços» a favor da «qualidade da democracia».


«Não me resigno nem me conformo na batalha pela qualidade da democracia portuguesa», afirmou Cavaco Silva na sessão solene do 25 de Abril, no Parlamento, em que defendeu a necessidade de uma «classe política qualificada» e «critérios de rigor ético, exigência e competência».

«Acima de tudo. Temos de deixar aos jovens a ideia de democracia como um código moral e um sentido de identidade colectiva», explicou.
Preocupado por os jovens se empenharem pouco na vida política, admitindo existirem «sinais de alguma preocupação», Cavaco Silva deixou alguns alertas sobre a qualidade da democracia.

«Temos de deixar aos nossos filhos e aos nossos netos um regime em que sejamos governados por uma classe política qualificada, em que a vida política se paute por critérios de rigor ético, exigência, competência, em que a corrupção seja combatida por um sistema judicial eficaz e prestigiado», afirmou.

Cavaco Silva defendeu que «Portugal deve pensar-se como democracia amadurecida» e sugeriu que se «reinvente o espírito da cidadania», exigindo-se «uma mudança» de cultura política.

«É necessário que os agentes políticos se empenhem mais na prestação de contas aos cidadãos, que os portugueses conheçam e compreendam o sentido e os objectivos das medidas que vão sendo adoptadas, que exista clareza e transparência na relação entre o poder político e a comunidade cívica», acrescentou.

Portugal deve «pensar-se como democracia amadurecida», em que «o escrutínio dos poderes seja assegurado por meios de comunicação social isentos e responsáveis», exemplificou.

Cavaco Silva afirmou ser necessário que «exista uma clara separação entre actividades políticas e actividades privadas, que as situações de conflito de interesses sejam afastadas por imperativo ético e não apenas por imposição da lei».

Perante este cenário, o Chefe do Estado fez um apelo às «diversas forças políticas» para que, «ao invés de se ficarem apenas pelo que as divide», juntem «esforços e fazer obra em comum».

«Só assim poderemos conquistar o interesse das novas gerações pela actividade política», disse.
Diário Digital / Lusa
 
Desculpem o testamento mas este assunto interessa-me particularmente.

Sou filho de retornados, ou refugiados como agora é politicamente correcto dizer – há 30 anos retornado era equivalente a filho da put@, fascista, rico... os comunistas acusavam todas essas pessoas de colonialistas, reaccionários, fascistas e fizeram o possível para que fossem mais um dos bodes expiatórios.

Contudo quero frisar que não sou a favor do colonialismo e considero natural a entrega dos territórios ultramarinos aos autóctones.

De Angola trouxemos uns caixotes com umas tralhas e o meu pai ainda conseguiu meter um Fiat 128 Sport no barco, andamos com esse carro de 1973 até 1997, o resto ficou em Luanda, casa de porta aberta para quem quisesse se servir.

Uns meses antes a nossa casa havia sido metralhada num tiroteio entre o MPLA e o FNLA e o berço onde me encontrava ficou trespassado com um ricochete de Kalashnikov mas por sorte estávamos escondidos na cave e sobrevivemos.

Mais tarde a minha irmã teve o infortúnio de ver um soldado morrer mesmo em frente da nossa porta, a mão dele estava toda ensanguentada pois quando a bala o trespassou ele meteu-a instintivamente na ferida. Ela lembra-se de ver através de uns vidros ao lado da porta ele a dar o seu ultimo suspiro e a mão a escorregar nesse vidro deixando a marca do sangue. Claro que ela ainda hoje se lembra disso.

Depois deu-se uma revolução em Lisboa, Portugal era livre e todos ficaram felizes.

Nessa altura os Russos, os Cubanos e os países do COMINTERN apoiavam os movimentos de independência e a matança dos brancos e inimigos do MPLA, os EUA apoiavam e financiavam a UNITA de Savimbi, ate mercenários andavam a treinar e a matar. A factura foi paga logo a partir de 1974 (diamantes, petróleo, ouro, compra de armamento etc, os cubanos até as máquinas para fermentar cerveja "Cerveja Cuca" levaram para Cuba)

Claro que o ódio ao colonialismo e aos brancos (portugueses) passou de velado a aberto e quase do dia para a noite foi a debandada, apoiada por indivíduos como Rosa Coutinho e seus comparsas que tinham interesse económico nas colónias livres.

As ruas passaram a ser patrulhadas por blindados e não raramente passavam camiões com soldados mortos em combate, empilhados como se fossem lixo, a minha mãe lembra-se de ver uma pick up cheia de mortos na caixa, um deles ia com as pernas a arrastar no asfalto.

Um dia depois de mais uma sessão de tiros e de bazucadas pegou em mim e na irmã e pirou-se. O meu pai ainda ficou lá mais meio ano a tratar da sua situação futura no banco onde trabalhava. Dizia ele que nos últimos meses o pão faltava pois os padeiros haviam retornado. Os merceeiros, os médicos, empresários, juizes, policias etc tinham fugido...

No dia em que o meu pai embarcou para Portugal junto com outros portugueses foram insultados e cuspidos no aeroporto.

A recepção num país instável foi má, os comunistas precisavam de bodes expiatórios para se instalarem no poder com o apoio popular, alguns aproveitaram-se da situação para tomarem propriedade privada para si, os retornados foram imediatamente acusados de roubarem o que era dos outros.

Estavam criados rapidamente os bodes expiatórios. Os donos de empresas foram os primeiros (alguém se lembra da famosa cena do saneamento televisivo de um empresario e do sindicalista apontar-lhe o dedo e gritar “– Para a rua fascista!!! Rua!!!”..

O 25 de Abril foi um dia lindo mas o 26 de Abril já não foi.

E os outros que se seguiram foram a corrida ao poder. Há documentos que falam de uma força Americana pronta a entrar em Lisboa se o PCP e o seu líder Álvaro Barreirinhas Cunhal tomassem o poder.

A guerra civil seria inevitável mas ainda bem que Cunhal se convenceu que ganhava as eleições, Soares (maçonaria) jogava como sempre em todos os campos, colagem ao PCP no âmbito da Esquerda e contactos com Kissinger pelo outro... daí a entrega de Timor Leste ter sido o aborto que foi.

Mas o meu avô materno era comunista, chegou a ser perseguido pela PIDE em Lisboa, a minha avó levou porrada por o esconder e foram viver para Bragança, sendo sempre protegido por pessoas que mais tarde foram acusadas de fascistas.

Ele próprio foi um dos acusadores.

O que isto pretende dizer é que de facto houve perseguições políticas, não havia liberdade de expressão e os direitos fundamentais do cidadão estavam esmagados, vivia-se num ambiente abafado e o Estado era de facto uma ditadura.

No entanto quererem os Comunistas e a Esquerda usurpar o 25 de Abril, quererem ser o Deus ex machina de uma revolução que foi um sucesso pelo facto da população sair à rua e apoiar os golpistas é errado, é abusador e a verdade dos factos tem de ser reposta algum dia.

O 25 de Abril foi a revolução do povo e não de partidos políticos ou ideais.
 
Muito bom, o post do Jorge Correia. apr:)
Pergunta ao teu pai quais as diferenças entre Luanda e Lisboa no inicio dos anos 70 - por seres pequeno podes não ter notado, mas para a maioria foi um choque cultural.
Contudo, os tugas cá do sítio continuam a achar que Luanda era a cidade das cubatas. Now and then...

Pois então o 25 de Abril, a liberdade, a justiça, a fraternidade, o crl a sete, mas o establishment é praticamente o mesmo, apenas mudam as fronhas. [8b]
Na ditadura prendiam a oposição. Agora difamam nos jornais e queimam o circulo pessoal do visado. Está melhor!
Na ditadura o inner-circle era a encarnação do poder e do dinheiro...com empresários, advogados, juízes e politicos profissionais a mandarem e desmandarem. Onde é que eu já vi isso?

Não sou fascista, não sou comunista e neste momento voto em branco ou no candidato menos favorecido para contrabalançar as coisas.
Perdi completamente a fé na classe política e espero sinceramente que se f*dam todos.

Agora, tal como disse o Jorge Correia, o 25 de Abril surgiu pela saturação. Apanhou um ponto de saturação na comunidade e pegou, senão teria sido mais uma das milhentas tentativas de golpe de estado que foram abafadas pelo antigo regime.
E teve a conivência do Marcelo Caetano, quer queiram quer não.

Aconteceria mais tarde ou mais cedo, em qualquer dia do calendário. Era inevitável.
A maior vantagem foi a ausência de sangue.
A maior desvantagem foi ter sido uma esponja para muitos se estabelecerem da mesma forma que os que caíram estavam estabelecidos - e ainda hoje passam por revolucionários.
 
Vorsprung durch Technik não houve sangue no dia 25, mas durante os 2 anos seguintes muita gente perdeu a vida, e gente trabalhadora que nada tinha a ver com a dita "revolução" que se enforcou...
 
Branco mais branco não há

Branco mais branco não há

Pergunta ao teu pai quais as diferenças entre Luanda e Lisboa no inicio dos anos 70 - por seres pequeno podes não ter notado, mas para a maioria foi um choque cultural.
Contudo, os tugas cá do sítio continuam a achar que Luanda era a cidade das cubatas. Now and then...
O meu pai teve lá na tropa e a difrença segundo ele era a seguinte.

A Luanda dos brancos era melhor que qualquer cidade em Portugal. Não, não há a mínima dúvida. De Viana ao Cacuaco, até à Barra do Quanza, era tudo do bom e do melhor.

Quanto aos muceques, desde o Cazenga - Terra sem lei, passando pelo Sabinzanga, Aeroporto, Lixeira, Terra Nova e muitos outros que não retive o nome, a vida dos pretos era melhor que aqui em Portugal. Em especial no Bairro do Mocho e outros assim... [:cool:]

Não era? [:D] [:p]
 
O 25 de Abril foi a revolução do povo e não de partidos políticos ou ideais.

Foi um excelente testamento e testemunho.

Porém não concordo com esta frase pq não é bem aquilo que, na minha opinião aconteceu que já aqui várias vezes escrevi.

O 25 de abril foi uma rebelião militar, um golpe de estado, feito pelos militares de carreira que não queriam ser ultrapassados pelos oficiais milicianos.
Os que faziam, verdadeiramente, a guerra.
Os que saiam em patrulha com grupos de combate enquanto os oficiais de carreira da Academia Militar ficavam a emborcar whisky nos perímetros-acampamentos.
As excepções são as tropas especiais e pouco, mas muito honrosas excepções, mais.

Para não ser um simples programa corporativo-sindical deram a Melo Antunes e a Victor Alves, salvo erro e os únicos minimamente evoluídos intelectualmente, a responsabilidade de dar um ar politico-democrático ao golpe de estado.
Nem se prespetivava a dissolução da PIDE nas colónias mas apenas no Continente.
Pois lá a Pide era como qq agencia de informação num Teatro de Guerra em estreita convivência com os militares.

Assim, qd o fizeram foi para Descolonizar, democratizar e desemvolver. Os famosos 3D.

Nem sequer estava previsto a libertação dos presos políticos "comunistas".
São libertados pouco antes do 1º 1º de Maio por pressão "popular".

O que se passou de seguida foi uma tomada do poder pelo PCP e ajudado na practica pelos ainda mais extremistas.
O "26 de Abril", o 28 de Setembro e o 11 de Março de 1975 foram passos nessa tomada total do poder.

Nada de "Revolução do povo e não de partidos políticos ou ideais".
Foi mesmo Partidos políticos do PCP à extrema esquerda e seus ideais.

As eleições do 25 de Abril de 75 foram a VERDADEIRA vontade do POVO.
Só cumprida em 25 de Novembro.

Só em 25 de Novembro de 75 as forças democráticas tomam o poder qd Álvaro Cunhal e o PCP desistem da Guerra Civil por ordens de Moscovo.

"Entente Cordiale": a NATO não intervem no Pacto de Varsóvia e a URSS não intervem na NATO. Para todos o PCP é Moscovo-Pacto de Varsóvia. A URSS percebeu isso. Já a Nato tb tinha percebido na Hungria e Checoeslováquia.

Entretanto, COM ISTO TUDO, as colónias já tinham sido entregues da forma possível, a pior.
Timor entrou em Guerra Civil instigada por elementos comunistas maoistas idos do Continente.

A Indonésia aparece MUITOS meses depois.

Meu tostão furado para o 25 de Abril.
Caiu de podre o regime anterior.
 
Desculpem o testamento mas este assunto interessa-me particularmente.

Sou filho de retornados, ou refugiados como agora é politicamente correcto dizer – há 30 anos retornado era equivalente a filho da put@, fascista, rico... os comunistas acusavam todas essas pessoas de colonialistas, reaccionários, fascistas e fizeram o possível para que fossem mais um dos bodes expiatórios.

Contudo quero frisar que não sou a favor do colonialismo e considero natural a entrega dos territórios ultramarinos aos autóctones.

De Angola trouxemos uns caixotes com umas tralhas e o meu pai ainda conseguiu meter um Fiat 128 Sport no barco, andamos com esse carro de 1973 até 1997, o resto ficou em Luanda, casa de porta aberta para quem quisesse se servir.

Uns meses antes a nossa casa havia sido metralhada num tiroteio entre o MPLA e o FNLA e o berço onde me encontrava ficou trespassado com um ricochete de Kalashnikov mas por sorte estávamos escondidos na cave e sobrevivemos.

Mais tarde a minha irmã teve o infortúnio de ver um soldado morrer mesmo em frente da nossa porta, a mão dele estava toda ensanguentada pois quando a bala o trespassou ele meteu-a instintivamente na ferida. Ela lembra-se de ver através de uns vidros ao lado da porta ele a dar o seu ultimo suspiro e a mão a escorregar nesse vidro deixando a marca do sangue. Claro que ela ainda hoje se lembra disso.

Depois deu-se uma revolução em Lisboa, Portugal era livre e todos ficaram felizes.

Nessa altura os Russos, os Cubanos e os países do COMINTERN apoiavam os movimentos de independência e a matança dos brancos e inimigos do MPLA, os EUA apoiavam e financiavam a UNITA de Savimbi, ate mercenários andavam a treinar e a matar. A factura foi paga logo a partir de 1974 (diamantes, petróleo, ouro, compra de armamento etc, os cubanos até as máquinas para fermentar cerveja "Cerveja Cuca" levaram para Cuba)

Claro que o ódio ao colonialismo e aos brancos (portugueses) passou de velado a aberto e quase do dia para a noite foi a debandada, apoiada por indivíduos como Rosa Coutinho e seus comparsas que tinham interesse económico nas colónias livres.

As ruas passaram a ser patrulhadas por blindados e não raramente passavam camiões com soldados mortos em combate, empilhados como se fossem lixo, a minha mãe lembra-se de ver uma pick up cheia de mortos na caixa, um deles ia com as pernas a arrastar no asfalto.

Um dia depois de mais uma sessão de tiros e de bazucadas pegou em mim e na irmã e pirou-se. O meu pai ainda ficou lá mais meio ano a tratar da sua situação futura no banco onde trabalhava. Dizia ele que nos últimos meses o pão faltava pois os padeiros haviam retornado. Os merceeiros, os médicos, empresários, juizes, policias etc tinham fugido...

No dia em que o meu pai embarcou para Portugal junto com outros portugueses foram insultados e cuspidos no aeroporto.

A recepção num país instável foi má, os comunistas precisavam de bodes expiatórios para se instalarem no poder com o apoio popular, alguns aproveitaram-se da situação para tomarem propriedade privada para si, os retornados foram imediatamente acusados de roubarem o que era dos outros.

Estavam criados rapidamente os bodes expiatórios. Os donos de empresas foram os primeiros (alguém se lembra da famosa cena do saneamento televisivo de um empresario e do sindicalista apontar-lhe o dedo e gritar “– Para a rua fascista!!! Rua!!!”..

O 25 de Abril foi um dia lindo mas o 26 de Abril já não foi.

E os outros que se seguiram foram a corrida ao poder. Há documentos que falam de uma força Americana pronta a entrar em Lisboa se o PCP e o seu líder Álvaro Barreirinhas Cunhal tomassem o poder.

A guerra civil seria inevitável mas ainda bem que Cunhal se convenceu que ganhava as eleições, Soares (maçonaria) jogava como sempre em todos os campos, colagem ao PCP no âmbito da Esquerda e contactos com Kissinger pelo outro... daí a entrega de Timor Leste ter sido o aborto que foi.

Mas o meu avô materno era comunista, chegou a ser perseguido pela PIDE em Lisboa, a minha avó levou porrada por o esconder e foram viver para Bragança, sendo sempre protegido por pessoas que mais tarde foram acusadas de fascistas.

Ele próprio foi um dos acusadores.

O que isto pretende dizer é que de facto houve perseguições políticas, não havia liberdade de expressão e os direitos fundamentais do cidadão estavam esmagados, vivia-se num ambiente abafado e o Estado era de facto uma ditadura.

No entanto quererem os Comunistas e a Esquerda usurpar o 25 de Abril, quererem ser o Deus ex machina de uma revolução que foi um sucesso pelo facto da população sair à rua e apoiar os golpistas é errado, é abusador e a verdade dos factos tem de ser reposta algum dia.

O 25 de Abril foi a revolução do povo e não de partidos políticos ou ideais.

Bom texto ao qual tive a ler com cuidado.

Não concordo com a ultima frase...foi uma revolução militar com o apoio do povo...

No entanto o dia 25de abril de 1974 foi tudo menos um dia de festa...havia tensão no ar...o risco de uma guerra civil e mtas incertezas...e depois os dias seguintes de bom nada tiveram, gerou-se uma anarquia que demorou alguns tempo a estabilizar.
Situação normal num golpe de Estado.
E claro mtas injustiças tb se cometeu...enfim tudo situações k tem a ver com o golpe de Estado.
 
Foi um excelente testamento e testemunho.

Porém não concordo com esta frase pq não é bem aquilo que, na minha opinião aconteceu que já aqui várias vezes escrevi.

O 25 de abril foi uma rebelião militar, um golpe de estado, feito pelos militares de carreira que não queriam ser ultrapassados pelos oficiais milicianos.
Os que faziam, verdadeiramente, a guerra.
Os que saiam em patrulha com grupos de combate enquanto os oficiais de carreira da Academia Militar ficavam a emborcar whisky nos perímetros-acampamentos.
As excepções são as tropas especiais e pouco, mas muito honrosas excepções, mais.

Para não ser um simples programa corporativo-sindical deram a Melo Antunes e a Victor Alves, salvo erro e os únicos minimamente evoluídos intelectualmente, a responsabilidade de dar um ar politico-democrático ao golpe de estado.
Nem se prespetivava a dissolução da PIDE nas colónias mas apenas no Continente.
Pois lá a Pide era como qq agencia de informação num Teatro de Guerra em estreita convivência com os militares.

Assim, qd o fizeram foi para Descolonizar, democratizar e desemvolver. Os famosos 3D.

Nem sequer estava previsto a libertação dos presos políticos "comunistas".
São libertados pouco antes do 1º 1º de Maio por pressão "popular".

O que se passou de seguida foi uma tomada do poder pelo PCP e ajudado na practica pelos ainda mais extremistas.
O "26 de Abril", o 28 de Setembro e o 11 de Março de 1975 foram passos nessa tomada total do poder.

Nada de "Revolução do povo e não de partidos políticos ou ideais".
Foi mesmo Partidos políticos do PCP à extrema esquerda e seus ideais.

As eleições do 25 de Abril de 75 foram a VERDADEIRA vontade do POVO.
Só cumprida em 25 de Novembro.

Só em 25 de Novembro de 75 as forças democráticas tomam o poder qd Álvaro Cunhal e o PCP desistem da Guerra Civil por ordens de Moscovo.

"Entente Cordiale": a NATO não intervem no Pacto de Varsóvia e a URSS não intervem na NATO. Para todos o PCP é Moscovo-Pacto de Varsóvia. A URSS percebeu isso. Já a Nato tb tinha percebido na Hungria e Checoeslováquia.

Entretanto, COM ISTO TUDO, as colónias já tinham sido entregues da forma possível, a pior.
Timor entrou em Guerra Civil instigada por elementos comunistas maoistas idos do Continente.

A Indonésia aparece MUITOS meses depois.

Meu tostão furado para o 25 de Abril.
Caiu de podre o regime anterior.

que o regime caiu de podre está na cara, a força do Salgueiro Maia era da escola pratica de infantaria de santarem, aqueles soldados nunca tinham visto a guerra. e Salgueiro Maia este no campo de guerra, ou contrario do Major Valentim Loureiro que ainda estou para saber como ele figura como um dos capitães de abril.
 
Foi um excelente testamento e testemunho.

Porém não concordo com esta frase pq não é bem aquilo que, na minha opinião aconteceu que já aqui várias vezes escrevi.

O 25 de abril foi uma rebelião militar, um golpe de estado, feito pelos militares de carreira que não queriam ser ultrapassados pelos oficiais milicianos.
Os que faziam, verdadeiramente, a guerra.
Os que saiam em patrulha com grupos de combate enquanto os oficiais de carreira da Academia Militar ficavam a emborcar whisky nos perímetros-acampamentos.
As excepções são as tropas especiais e pouco, mas muito honrosas excepções, mais.

Para não ser um simples programa corporativo-sindical deram a Melo Antunes e a Victor Alves, salvo erro e os únicos minimamente evoluídos intelectualmente, a responsabilidade de dar um ar politico-democrático ao golpe de estado.
Nem se prespetivava a dissolução da PIDE nas colónias mas apenas no Continente.
Pois lá a Pide era como qq agencia de informação num Teatro de Guerra em estreita convivência com os militares.

Assim, qd o fizeram foi para Descolonizar, democratizar e desemvolver. Os famosos 3D.

Nem sequer estava previsto a libertação dos presos políticos "comunistas".
São libertados pouco antes do 1º 1º de Maio por pressão "popular".

O que se passou de seguida foi uma tomada do poder pelo PCP e ajudado na practica pelos ainda mais extremistas.
O "26 de Abril", o 28 de Setembro e o 11 de Março de 1975 foram passos nessa tomada total do poder.

Nada de "Revolução do povo e não de partidos políticos ou ideais".
Foi mesmo Partidos políticos do PCP à extrema esquerda e seus ideais.

As eleições do 25 de Abril de 75 foram a VERDADEIRA vontade do POVO.
Só cumprida em 25 de Novembro.

Só em 25 de Novembro de 75 as forças democráticas tomam o poder qd Álvaro Cunhal e o PCP desistem da Guerra Civil por ordens de Moscovo.

"Entente Cordiale": a NATO não intervem no Pacto de Varsóvia e a URSS não intervem na NATO. Para todos o PCP é Moscovo-Pacto de Varsóvia. A URSS percebeu isso. Já a Nato tb tinha percebido na Hungria e Checoeslováquia.

Entretanto, COM ISTO TUDO, as colónias já tinham sido entregues da forma possível, a pior.
Timor entrou em Guerra Civil instigada por elementos comunistas maoistas idos do Continente.

A Indonésia aparece MUITOS meses depois.

Meu tostão furado para o 25 de Abril.
Caiu de podre o regime anterior.


Antes de mais obrigado pelos elogios. :o



Neste caso não tomem no sentido literal!


O que pretendo dizer [FONT=Times New Roman, serif]é[/FONT] que acabou por ser uma revolução do povo pelos seguintes motivos:


  • Sem o apoio popular teria sido mais uma “intentona” com haviam sido outras na década de sessenta e principio de setenta.

  • A Esquerda nomeadamente o PCP e o PS colherem os louros da vit[FONT=Times New Roman, serif]ó[/FONT]ria e anexaram a revolução baseados no facto de muitos dos seus militantes terem sido perseguidos e presos pela DGS/PIDE.

  • A manifestação espontânea de Norte a Sul tirou duvidas ao mais cépticos sobre a efectividade do golpe de Estado.

- Salgueiro Maia o verdadeiro herói da Revolução de Abril era parte desse povo, tanto que morreu sem querer protagonismo e sem se imiscuir na “comandita” dos capitães como Otelo, Rosa Coutinho e Valentim Loureiro.
 
o facto de se ter liberdade não é a anarquia...

A nossa constituição proibe partidos de idole fascista e Nazi...como tal o PNR...é um partido a ser investigado[;)]
O PNR é um partido legalmente aceite tal como todos os outros. O que investigaram foi os membros ligados a outro movimento que não o PNR.

Mas dá muito jeito misturar tudo no mesmo saco. O Sporting também deve ser um Clube Neo-Nazi, até andam por lá uns rapazes com essas ideias, é tudo a mesma coisa.
 
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