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Cavaco Silva está atento...:
25 de Abril: Cavaco defende democracia com mais qualidadeO Presidente da República, Cavaco Silva, dedicou hoje o seu discurso do 25 de Abril aos jovens, a quem pediu que não se resignem, e apelou aos políticos que «unam esforços» a favor da «qualidade da democracia».
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«Não me resigno nem me conformo na batalha pela qualidade da democracia portuguesa», afirmou Cavaco Silva na sessão solene do 25 de Abril, no Parlamento, em que defendeu a necessidade de uma «classe política qualificada» e «critérios de rigor ético, exigência e competência».
«Acima de tudo. Temos de deixar aos jovens a ideia de democracia como um código moral e um sentido de identidade colectiva», explicou.
Preocupado por os jovens se empenharem pouco na vida política, admitindo existirem «sinais de alguma preocupação», Cavaco Silva deixou alguns alertas sobre a qualidade da democracia.
«Temos de deixar aos nossos filhos e aos nossos netos um regime em que sejamos governados por uma classe política qualificada, em que a vida política se paute por critérios de rigor ético, exigência, competência, em que a corrupção seja combatida por um sistema judicial eficaz e prestigiado», afirmou.
Cavaco Silva defendeu que «Portugal deve pensar-se como democracia amadurecida» e sugeriu que se «reinvente o espírito da cidadania», exigindo-se «uma mudança» de cultura política.
«É necessário que os agentes políticos se empenhem mais na prestação de contas aos cidadãos, que os portugueses conheçam e compreendam o sentido e os objectivos das medidas que vão sendo adoptadas, que exista clareza e transparência na relação entre o poder político e a comunidade cívica», acrescentou.
Portugal deve «pensar-se como democracia amadurecida», em que «o escrutínio dos poderes seja assegurado por meios de comunicação social isentos e responsáveis», exemplificou.
Cavaco Silva afirmou ser necessário que «exista uma clara separação entre actividades políticas e actividades privadas, que as situações de conflito de interesses sejam afastadas por imperativo ético e não apenas por imposição da lei».
Perante este cenário, o Chefe do Estado fez um apelo às «diversas forças políticas» para que, «ao invés de se ficarem apenas pelo que as divide», juntem «esforços e fazer obra em comum».
«Só assim poderemos conquistar o interesse das novas gerações pela actividade política», disse.
Diário Digital / Lusa