Uma problemática interessante...
Quando se encontra uma boa solução estética global, sendo essa solução bem aceite pelo mercado, é dificll resisitr á tentação de a aplicar, qual máquina fotocopiadora a toda a gama, seja um citadino de 3,5m ou um familiar de 4,8m.
Podemos verificar isso em quase todas as marcas.
Apesar de se conseguir uma identificação forte da marca, os modelos acabam por ser prejudicados devido à falta de identidade própria.
Eles acabam sempre por mudar alguns pormenores.
Um para-choques diferente, os faróis com um recorte ligeiramente diferente, mas no final, não é diferença suficiente para os modelos se distinguirem, sobretudo quando vistos de frente ou traseira.
É por isso que defendo a BMW e até recentemente a Renault.
Eles conseguiram criar uma identidade visual, baseada não no desenho de certos elementos, como faróis ou grelhas, mas na modelação das superficies. deixando mais liberdade para cada modelo ter a sua própria identidade, sobretudo no desenho das ópticas e grelhas
Certamente não confundem o série 3 com um 5 ou um 7. Cada um tem uma identidade muito própria, e no entanto são todos inquestionavelmente BMW.
Apesar da BMW ser conhecida pela grelha duplo rim e por sempre utilizar opticas duplas circulares à frente, cada modelo consegue ter faces distintas.
Na Renault também acontecia isso. Confundir a frente ou a traseira de um VelSatis com um Laguna? Nunca na vida. O meu problema com a Renault é que ultimamente, pelo que tenho visto cairam nas malhas da banalidade. O Ghosn deve-se ter assustado com as ideias malucas do Le Quement. Vejam o Koleos ou o novo Twingo...
Acho que as marcas devem procurar o look de familia, mas mais importante, devem conferir uma identidade própria para cada modelo. Aprendam com os exemplos acima.