25 de Abril de 1974, o que mudou?...

Portugal Colónia

Portugal Colónia

Devido aos inúmeros saudosos das colónias Portuguesas dos anos 50, proponho o seguinte:

1- Portugal será organizado como uma colónia.

2- Os colonizadores serão a élite, o supra-sumo, o nec-plus-ultra da nossa sociedade (obviamente os nossos queridos e zelosos FPs de serviço, os verdadeiros).

3- Todos os que não são serão indigenas.

4- Quem é casado com um colonizador, perdão, FP terá o estatuto de "mestiço".

5- Haverá, tal como então, leis diferentes, civis criminais etc para cada um dos grupos.

6- Para os indigenas será reposto e desta vez aplicado a território Português Continental e ilhas o "estatuto do indigenato" com a redacção de 1954, como primeiro passo.
Não esquecer que o objectivo, falhado, deste Estatuto do Indigenato de 54 era por fim ao trabalho COMPULSIVO dos indigenas.

7- Assim teremos novamente a distinção entre “indígenas” e “evoluídos” ou “assimilados”.

8- Escravatura nunca pq isso está proibido. Qq alusão e comparação entre este regime e feudalismo, liberalismo, aphartaid ou outros será punido com a perda de estatuto de assimilados ou evoluídos para indigenas.

9- Introdução de planos quinquenais na Economia, como o saudoso 1.º Plano Quinquenal (1953-1958).

10- Introdução de culturas obrigatórias nas terras e de produção nas fábricas pela elite central governativa tal como em Angola- Moçambique nos anos 30-40.


VIVA PORTUGAL
 
Eu acho que tem sido mais importante termos entreado para a UE do que propriamente o 25 de Abril (apesar de não podermos entrar na UE sem liberdade).
Sem a entrada na UE, todas as conquistas que alguns conotam com o 25 de Abril já teriam levado o país à bancarrota.

essa parte não interessa [:D]
 
Numa visão muito sucinta (e, por isso, possívelmente um pouco redutora) penso que as coisas estão bastante iguais mas, em vez de comerem uns, agora comem outros.
 
O que se ganhou.

Ganhamos liberdade de expresão
ganhamos liberdade de pensamento


O que perdemos.

-Nacionalizamos a empresa, e consequentemente escorraçamos os empresarios e as mesmas foram a falencia.

-Nacionalizamos a agricultura, escorraçamos os propreitarios, criamos cooperativas, que estão todas a ir a falencia e a ser vendidas aos espenhois.

-Nacionalizamos a banca, escorraçamos os empresarios do sector, os mesmo voltaram recompraram a banca mas mentem as sedes nos estrangeiro, vide a Espirito Santo Finatial group que é uma empresa Luxemburguesa e paga os impostos no luxemburgo.

-Fizemos julgamentos publicos, alguns piores que os da pide.

-Iniciamos a criação e engorda do monstro chamado funcção publica, o Funcioanrio Publico de prestigio acabou, sendo progressivamente substituido pelo , bom por aquilo que temos

-Criamos um divida publica que ops nosso bisnetos ainda vão estra a pagar.

Por fim criamos uma geração que considera isto uma vitoria de Abril.[:D]

posto isto gostava de voltar atraz? claro que não, mas quanyto mais depressa disfizermos todas estas patacuadas melhor e mais risonho sera o futuro[;)]
 
O que se ganhou.

Ganhamos liberdade de expresão (mas o que dizemos deixou de contar e a palavra não tem qualquer valor)
ganhamos liberdade de pensamento (tanta quanto supostamente tínhamos anteriormente:
1 - ninguém consegue controlar o que os outros pensam;
2 - em relação a propaganda e lavagem cerebral, apenas mudou a mensagem mas os meios mantêm-se e, se calhar, ainda mais refinados que anteriormente)


(...)

Conclusão: continuo a achar que, tudo pesado e diminuído mínimo, pouco ou nada mudou.
 
se tivesses uma pessoa que não gostasse de ti, bastava ele dizer à pide que tu falaste contra o governo e, durante uns tempos ninguém te via
Pelo que quem viveu no antes e no pós 25 de Abril me contam, parece que isso só começou na época imediatamente após a revolução, e não acontecia antes...
 
Não é bem assim ...

A minha velhota sempre foi muito refilona e sempre disse o que lhe muito bem lhe passou pela cabeça. De tal forma que falou por mais que uma vez com um ministro da altura. Por outro lado, sempre foi tão refilona que até chegou a receber o avante em casa, pois os comunistas pessaram que ela era "vermelhinha".

Nunca lhe aconteceu nada. E aqueles que a quem a pide prendeu, andavam a deitar bombas, a fazer assaltos e outras coisas muito pouco recomendaveis (desses não tenho nenhuma pena).

O que aconteceu de bom ? Bem, a minha velhota sempre lamentou o facto de haver muitos pobrezinhos e ela ter dinheiro. Pelo menos esse problema ela já não vai levar para a cova, pois agora depois das nacionalizações ela deixou de ser rica (pelo menos o sentimento de culpa de ser rica já não tem).

Os americanos ficaram com a exploração de petroleo de Angola, com a exploração de diamantes. Ficamos sem a nossa independencia, agora quem manda cá em Portugal é a CEE e os espanhois.

O meu velhote foi saneado mais do que uma vez por são ser comunista ... passamos fome ... enfim ... uma maravilha. Nunca mais esqueço de um dia ver a minha velhota toda chorosa a dizer-nos que o nosso pai provavelmente tinha sido morto pelos comunistas. De ouvir historias de amigos do meu pai fugirem para Espanha para não serem mortos, uns vestidos de mulher, outros dentro de contentores.

De ouvir historias, de no alentejo matarem cães de raça portuguesa (rafeiros do alentejo), porque eram cães facistas.

De a policia politica do depois do golpe de estado comunista, nos andar constantemente a por o telefone de escuta, andar a telefonar para casa para nos meter medo.

Dos comunistas terem feito o ataque de G3 à casa do meu primo, por um triz que não o mataram a ele e à familia. Nunca se chegou a perceber o porquê das bombas incendirarias não terem sido feitas explodir pelos comunas.

E eu não sofri metade dos que os refugiados de Angola e Moçambique (retornados) sofreram na pele, pois esses ficaram só com o que tinham vestido. Muitos outros foram pura e simplesmente assassinados a sangue friu pelos terroristas.
Eu não passei por ele, mas quem oiço falar, diz exactamente a mesma coisa...



Parece que com o 25 de Abril se ganhou algumas coisas boas, mas parece que também se perderam algumas importantes...
 
Um senhor que era (já morreu) verdadeiramente salazarista contou-me que um dia, quando saía da missa, calhou de levar a mão ao bolso externo do casaco e encontrou um folheto com propaganda anti-Salazar.
Como é óbvio, de imediato rasgou aquilo e deitou fora.
Pouco depois foi abordado por dois homens que se identificaram como "polícias" que o revistaram com especial enfase nos bolsos do casaco.
Deixaram-no ir por nada terem encontrado.
Ele ficou sempre convencido que foi alguém que se queria vingar dele que colocou o papel no seu casaco e que chamou a PIDE ou a polícia ou lá o que era para o fazer passar por "conspirador".

Só conto esta história para perceberem que até um salazarista convicto estava sujeito a ser engavetado por delito de consciência.
Imaginem o que acontecia a quem era verdadeiramente contra o regime...

Parece-me que quando a geração que viveu no ante-1974 morrer, vai haver muita gentinha com revisionismos, a negar que nunca houve polícia política, nem perseguições, nem detenções por delito político, nem torturas, nem deportações, nem Tarrafal, nem nada...
É realmente triste porque, como dizia o outro, quem ignora a história está condenado a cometer sempre os mesmos erros...
 
Não deixo de estranhar que no próprio dia a que diz respeito este tópico estivesse a descer...


"33.º aniversário

Sessão solene no Parlamento e desfile assinalam 25 de Abril
O Parlamento assinala hoje, com a tradicional sessão solene e os discursos dos partidos e do Presidente da República, Cavaco Silva, o 33º aniversário do 25 de Abril de 1974

Há um ano, na sua estreia, Cavaco Silva propôs um «compromisso cívico» para que se cumpra um dos desígnios da Revolução dos Cravos - a justiça social - saudado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, e pelos partidos com assento parlamentar.

Antes do Chefe do Estado, discursam no hemiciclo os representantes dos seis partidos com assento parlamentar e o presidente da Assembleia da República, o socialista Jaime Gama.

Pelo PS, falará a deputada Maria de Belém, pelo Bloco de Esquerda Helena Pinto, o PSD escolheu Paulo Rangel, o PCP Francisco Lopes, o CDS Nuno Magalhães e o PEV Francisco Madeira Lopes.

José Sócrates e os restantes membros do Governo estarão também presentes nesta sessão para assinalar o 25 de Abril, que pôs fim a 48 anos de ditadura.

O início da sessão está marcado para as 10h e termina ao som do Hino Nacional, tocado pela banda da GNR nos Passos Perdidos, seguindo-se a cerimónia de cumprimentos.

Para assinalar a data, a Residência Oficial do primeiro-ministro volta a estar aberta ao público, entre as 15:00 e as 18:00, cumprindo uma tradição que foi iniciada em 1996 por António Guterres, no seu primeiro mandato como chefe do Governo.

A manifestação promovida pela Associação 25 de Abril está prevista para Lisboa, partindo pelas 15h do Marquês do Pombal até ao Rossio.

De Norte a Sul do país, as câmaras municipais vão igualmente assinalar o Dia da Liberdade, com sessões solenes, espectáculos, exposições e debates."

Lusa/SOL
 
Eu acho tão entediante a sessão da Assembleia da República...[:vm)]

Vão para lá falar daquilo que falam todos os dias...Não têm capacidade para mais...Triste...
 
Eu acho tão entediante a sessão da Assembleia da República...[:vm)]

Vão para lá falar daquilo que falam todos os dias...Não têm capacidade para mais...Triste...
De facto é algo entediante, mas se se recolher de um, uma coisa, de outro, outra, e por aí fora, facilmente chegaremos à "manta de retalhos" do que foi antes e o que se conquistou ("Conquistas de Abril"), o que se evoluiu a partir daí e o que se tem vindo a perder, retrocendendo, grave e inconscientemente apenas para fazer a vontade de muito poucos...
 
De facto é algo entediante, mas se se recolher de um, uma coisa, de outro, outra, e por aí fora, facilmente chegaremos à "manta de retalhos" do que foi antes e o que se conquistou ("Conquistas de Abril"), o que se evoluiu a partir daí e o que se tem vindo a perder, retrocendendo, grave e inconscientemente apenas para fazer a vontade de muito poucos...

Pois, o problema no discurso dos deputados, é que dedicam os 1ºs 30 segundos ao 25 de Abril e depois fazem política, como todos os dias...
 
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