25 de Abril de 1974, o que mudou?...

PeLeve

Well-known member
Pois é, meus caros, volvidos, que estão, mais de três décadas sobre essa data referencial, pergunto, que balanço fazer?

Melhorámos, piorámos, nem uma coisa nem outra, o que evoluiu, o que regrediu, enfim, que balanço é possível, e legítimo, fazer hoje?
 
Embora fosse repressivo ...uma coisa que certamente piorou foi o Respeito


Simplesmente já não existe :sh)
Sim, Respeito é coisa cada vez menos existente no léxico português, mas, pergunto, e repressão não continuará a existir, talvez mais "encapuçada" ou de formas muito mais "subis", e, talvez, com tendência a aumentar?...
 
Pois é, meus caros, volvidos, que estão, 33 anos sobre essa data referencial, pergunto, que balanço fazer?

Melhorámos, piorámos, nem uma coisa nem outra, o que evoluiu, o que regrediu, enfim, que balanço é possível, e legítimo, fazer hoje?

Melhoramos sem duvida mas claro ainda somos atrasados em mta coisa em relação ao resto da Europa
 
bastava por exemplo ofenderes alguem com um palavrão na rua chegava para seres detido


E atenção que o Pé Leve fala apenas do regime de então...não de toda uma Era.
 
se tivesses uma pessoa que não gostasse de ti, bastava ele dizer à pide que tu falaste contra o governo e, durante uns tempos ninguém te via
 
Nasci em 75 portanto é difícil dizer o que mudou mas pelo que ouço os antigos dizerem o que mudou foi o respeito pela autoridade que já não existe e a sem vergonhice e desfaçatez dos políticos.

Mas para mim a liberdade de que se fala é relativa e parece-me que todas as áreas importantes do país, desde a política, á economia ou a comunicação social são dominadas por ideiais de esquerda que têm feito um trabalho silencioso mas extremamente eficaz de implantar um pensamento politicamente correcto nos portugueses e que nos leva cada vez menos a questionar o que está mal e o porquê de certas coisas serem como são. A liberdade de expressão parece-me ser limitada áquilo que é politicamente correcto. Eu não me sinto livre para dizer aquilo que penso, afinal um mal que os nossos pais já tinham antes do 25 de Abril.

Este mesmo fórum por vezes consegue ser um exemplo disso.[:D]
 
Nasci em 75 portanto é difícil dizer o que mudou mas pelo que ouço os antigos dizerem o que mudou foi o respeito pela autoridade que já não existe e a sem vergonhice e desfaçatez dos políticos.

Mas para mim a liberdade de que se fala é relativa e parece-me que todas as áreas importantes do país, desde a política, á economia ou a comunicação social são dominadas por ideiais de esquerda que têm feito um trabalho silencioso mas extremamente eficaz de implantar um pensamento politicamente correcto nos portugueses e que nos leva cada vez menos a questionar o que está mal e o porquê de certas coisas serem como são. A liberdade de expressão parece-me ser limitada áquilo que é politicamente correcto. Eu não me sinto livre para dizer aquilo que penso, afinal um mal que os nossos pais já tinham antes do 25 de Abril.

Este mesmo fórum por vezes consegue ser um exemplo disso.[:D]


apr:) apr:) :sh)
 
Nasci em 75 portanto é difícil dizer o que mudou mas pelo que ouço os antigos dizerem o que mudou foi o respeito pela autoridade que já não existe e a sem vergonhice e desfaçatez dos políticos.

. A liberdade de expressão parece-me ser limitada áquilo que é politicamente correcto. Eu não me sinto livre para dizer aquilo que penso, afinal um mal que os nossos pais já tinham antes do 25 de Abril.

Há aqui 2 pontos importantes...o 1º com a liberdade existente... é claro que pelo facto de haver liverdade não se pode fazer tudo , a nossa liberdade acaba qdo começa a do proximo e vice versa...ha liberdade mas não ha anarquia...isto pelo menos na Constituição é assim.[;)]

o 2º ponto é o "respeito pela autoridade" antigamente o que havia não era respeito pela autoridade mas sim medo pela autoridade o que é bem diferente[;)] claro que se ao sentir medo tem se algum respeito ou receio que deve ser a palavra mais correcta.

O meu pai por exemplo que é lisboeta da zona da ajuda chegou e ser preso e estar a tarde toda a levar chapadas da policia pk cometeu o "crime" de estar a jogar futebol nas traseiras da casa que era um descampado enorme...mas como era proibido jogar futebol na rua foi detido e como a autoridade nao respeita ninguem levou porrada ele e o outros... tinha respeito pela autoridade?? nao tinha receio é diferente.
Anos depois foi pá guerra em Angola 5 anos...tb obrigado por um regime de não tinha respeito pelas pessoas[:vm)]
 
Mas há coisas com que querem acabar, são os tais privilégios que afundam o país:

"O que mudou desde o 25 de Abril

Sem dúvida que foram várias as conquistas resultantes deste período da história nacional, sobretudo para a melhoria das condições de vida gerais dos trabalhadores.


O que mudou desde o 25 de Abril? Sem dúvida que foram várias as conquistas resultantes deste período da história nacional, sobretudo para a melhoria das condições de vida gerais dos trabalhadores. No campo laboral, abriu-se o caminho ao pluralismo na representação e conquistou-se muito para além da liberdade sindical. Assim, foram de destacar as medidas de justiça laboral, nomeadamente no que diz respeito à correcção das distorções salariais e à disciplina da contratação individual e colectiva, passando por um reformulado esquema de regalias sociais e novos estímulos ao empenhamento dos trabalhadores na melhoria do rendimento nacional e na equidade da sua distribuição.
Foi nesse quadro que os trabalhadores portugueses adquiriram um valioso conjunto de direitos, até então negado, que constituem um património da nossa democracia e fundamentos do regime constitucional:

Direito à greve O direito à greve era algo completamente excluído do âmbito da Constituição Política de 1933 e o Estatuto do Trabalho Nacional. No sentido do reconhecimento de garantias mínimas de defesa dos interesses colectivos dos trabalhadores, aliado à progressiva consagração da liberdade sindical e do direito ao sindicato e à actividade sindical, a 27 de Agosto de 1974 é promulgado o direito à greve e “lock-out” pelo Decreto-lei nº 392/74.

Salário mínimo nacional O primeiro salário mínimo nacional foi decretado a 26 de Maio de 1974 pelo 1º Governo Provisório. O seu valor era de 3300$00 (cerca de 16,5 euros, na moeda actual), o que, tendo em conta a inflação e evolução económica do país, equivaleria hoje a cerca de 500 euros (sendo o seu valor actual de 385,90 euros). Para além de beneficiar os trabalhadores que auferem retribuições mais baixas, assegurando-lhes, nos termos constitucionais, o direito a uma existência condigna, o salário mínimo nacional tem constituído um importante referencial para o cálculo do montante correspondente a outras prestações pecuniárias devidas aos trabalhadores e para actualizações salariais daqueles que auferem retribuições superiores.

Igualdade de Direitos Até 1974, apenas 25% dos trabalhadores eram mulheres e apenas 19% trabalhavam fora de casa, as mulheres ganhavam menos cerca de 40% que os homens e a lei do contrato individual do trabalho permitia que o marido pudesse proibir a mulher de trabalhar fora de casa. Por outro lado, as mulheres não tinham acesso a determinadas carreiras e certas profissões (por ex. enfermeira e hospedeira do ar) implicavam a limitação de direitos, como o direito de casar. Com a Revolução de Abril, surge o princípio da não discriminação da mulher e a consolidação do princípio da igualdade de direitos, passando a ser contrária aos princípios democráticos consagrados na legislação vigente qualquer discriminação baseada no sexo. Consequentemente, muitas actividades profissionais até então vedadas ao sexo feminino, passaram a ser acessíveis às mulheres. Neste âmbito, destaca-se, por exemplo, o Decreto-Lei n° 251/74, de 12 de Junho que estipulou o acesso feminino aos cargos judiciários.
Subsídio de Desemprego Uma das principais conquistas dos trabalhadores após a queda do antigo regime foi a criação do esquema de subsídio de desemprego que pretendia assegurar um poder de compra “mínimo” a todos aqueles que, por algum motivo involuntário, se viam privados da possibilidade de trabalhar e receber um salário. Logo em 1974, cria-se um regime experimental para a concessão desta prestação social, que refere figuras que ficaram até aos dias de hoje nos termos da lei, como é o caso da “involuntariedade do desemprego” e “emprego conveniente”, entre outros. Inicialmente, o montante do subsídio era igual a dois terços ou a metade da remuneração mínima nacional mensal, respectivamente para os trabalhadores com ou sem encargos familiares.

Direitos e liberdades sindicais Com a nossa revolução de 25 de Abril, os trabalhadores estabeleceram sindicatos independentes para defenderem os seus interesses, com direcções eleitas para negociarem livremente os seus contratos colectivos. Deste 1975, o número de sindicatos tem vindo a aumentar, devido à possibilidade dada a novos grupos profissionais de se constituírem em sindicatos autónomos. Em contrapartida, o terreno em que os sindicatos se moviam em 1974 foi alargado, abrangendo, além da contratação colectiva, áreas tão diversas como o emprego, a segurança social e a formação profissional. De facto, os sindicatos deixaram de ser máquinas de negociação colectiva, preocupando-se com a problemática do emprego, da formação profissional e claro dos salários.

Direito de Associação e Manifestação O Direito de Associação nasce com o decreto-lei n° 594/74, de 7 de Novembro, e vem trazer liberdade à constituição de associações e ao seu desenvolvimento, enquanto garantia básica de realização pessoal dos indivíduos na vida em sociedade. Com a revolução vieram também as liberdades democráticas de reunião e manifestação. A primeira grande manifestação ocorrida depois de 25 de Abril teve lugar no dia do Trabalhador, a 1 de Maio de 1974. Foram múltiplas as comemorações em todo o país, mas a de Lisboa, com mais de 500 000 participantes, ficou na memória colectiva dos Portugueses.

Direito a férias e respectivo subsídio. Antes de 1974, o direito a férias estava directamente relacionado com a antiguidade do trabalhador, variando entre um mínimo de seis dias úteis e um máximo (legal) de dezoito dias. Em 1975, foi estabelecido um período mínimo de férias de quinze dias de calendário e um máximo inultrapassável de trinta dias seguidos. Igualmente, só após a Revolução se introduziu o pagamento de um complemento adicional ao salário, correspondente ao seu valor em dobro, a ser pago anualmente a todos os trabalhadores.

Protecção do emprego A proibição de despedimentos sem justa causa, ficou garantida com o novo regime do contrato individual de trabalho promulgado em Julho de 1975 (DL 372-A/75 de 16 de Julho). Este decreto lei, reviu o regime legal dos despedimentos, limitando-o a condições especiais e com particulares exigências de aplicação, de forma a não prejudicar os devidos direitos e interesses dos trabalhadores.

Universalização do direito à segurança social e à saúde Com a Revolução de Abril são dados passos decisivos na criação de um Sistema Público de Segurança Social mais abrangente e mais favorável. Entre as principais medidas sociais introduzidas, destaca-se o aumento significativo dos valores das prestações sociais da previdência, a criação de novos tipos de prestações para a cobertura de um leque mais alargado de riscos e o aumento do universo dos potenciais beneficiários. Por outro lado, são também dinamizadas iniciativas de apoio à família; constituem-se creches, infantários e lares de 3ª idade subsidiados pela segurança social e sem fins lucrativos.

http://superemprego.sapo.pt/pt//E10/E100/661122.html "

Bom mesmo era recuar até ao Sec. XI e aplicar o seu desenvolvido sistema:
  • Corvéia: trabalho gratuito nas terras do senhor em alguns dias da semana;
  • Talha: Parte da produção do servo deveria ser entregue ao nobre
  • Banalidade: tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo, como o moinho, o forno, o celeiro, as pontes;
  • Capitação: imposto pago por cada membro da família (por cabeça);
  • Tostão de Pedro ou dízimo: imposto10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da capela local;
  • Censo: tributo que os vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, em dinheiro, para a nobreza;
  • Taxa de Justiça: os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre;
  • Taxa de casamento: quando o nobre resolvia se casar , todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento, era também válida para quando um parente do nobre iria casar.
  • Mão Morta: Era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso do falecimento do pai da família.
Sim, foi mesmo da wiki.





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Com o devido recuo, não há como negar que sair de uma dictadura é sempre benéfico, tudo o que de mau temos hoje não se deve ao 25 de Abril, mas sim às escolhas dos políticos sucessivos até hoje.

Deixem o 25 de Abril em paz, foi apenas um corte de um regime para outro, qualquer queixas que possamos ter hoje não são nada em comparação da miséria e da falta de liberdade gentilmente proporcionados pelos amigos António e Marcelo.

Pessoalmente, acho que o país desenvolveu bastante, e não podemos negar que se não estamos melhor, também o devemos ao Salazarimso.

Se falarmos de questões de respeito de liberdade limitada, de perda de direitos, é tudo verdade, e tenho a sensação que é sempre a piorar a partir de agora.

Diria mesmo que o ponto de viragem foi o segundo governo do Eng. Guterres, até aí sempre a subir, a partir daí, sempre a descer :(
 
1 mudança: liberdade de expressão.
Uso q os portugueses lhe dão: sem terem conhecimento do q se passa "lá fora", dizem q nos outros países é q é bom, sempre a queixarem-se e a dizerem mal do q é nosso mas sem mexerem uma palha!

E depois admiram-se de andarem a ser comidos por lorpas!!!
 
Eu acho que tem sido mais importante termos entreado para a UE do que propriamente o 25 de Abril (apesar de não podermos entrar na UE sem liberdade).
Sem a entrada na UE, todas as conquistas que alguns conotam com o 25 de Abril já teriam levado o país à bancarrota.
 
Houve muita coisa que mudou mas poderiamos estar bem melhor pois os anos logo após o 25 Abr. 74 foram desastrosos ( e secalhar continuam a ser)
 
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