Renault revela imagens do Logan brasileiro

Epá, tanta desinformação vai por aqui :D :D

O Logan é um projecto de raiz da...Renault, especificamente pensado para a Dacia. Não foi feito pela Dacia e depois aproveitado pela Renault. É integralmente Renault. E só vai levar o badge Renault nos mercados emergentes onde a Dacia não existe ou onde a Nissan tem pior rede que a Renault, ou seja, Rússia, Irão, Colômbia, e alguns outros mercados da América Latina.

O Logan foi, inclusivé, desenvolvido no Techonocentre, em França.

Talvez não fosse mal não lançar para aqui pérolas do estilo que o Logan tem o mesmo custo de produção de um Clio Storia.

Sei lá, era um conselho :D É que não passa de uma parvoíce.

Quanto ao design do Logan: foi pensado para ser um carro mundial. Daí ter linhas simples, desprovidas de qualquer emoção e que acima de tudo visam transmitir o máximo de robustez possível. A beleza não é uma prioridade, aliás, nem sequer fazia parte dos encargos do projecto. O que fazia era ser simples, barato, reparado com o mínimo de custos, ter 5 lugares e uma bagageira de bom nível, carroçaria sedan (obrigatória para a noção de robustez nos mercados emergentes). Isto eram as premissas que condicionaram totalmente o design do carro.

O próprio nome Logan decorre de estudos efectuados a nível mundial, onde aparecia como muito consensual, facilmente pronunciável na maioria das línguas, etc.

O Logan é um projecto de longo prazo para o grupo Renault (a própria Renault comprou a Dacia pensando no desenvolvimento do tal "carro mundial"), daí que os custos de desenvolvimento (que não foram nada de especial) vão ser diluídos em muitos anos e...muitas carroçarias, desde a MCV (já apresentada), Pick-Up, 5p, e quem sabe, outras.

A estratégia que o Vorsprung durch Technik fala que devia ter sido adoptada, foi a seguida pela Fiat com o Palio...com resultados decepcionantes.

A estratégia inicial foi mesmo pensar um carro global, e fazer o dito carro global com o máximo de tecnologia já fiabilizada do banco de órgaos Renault desenvolvendo tudo o que não assegurava as premissas do projecto. Evitar ao máximo adaptações forçadas.

Ou seja, pensar o carro para ser x, e fazer esse x, com o mais baixo custo possível.

Diferente de pegar nos componentes já desenvolvidos e tentar fazer um carro barato a partir deles.

O paradigma industrial é diferente.

O projecto tem tido novidades e desvios, decorrentes do sucesso do próprio modelo.

-Versão Nissan (para o México, nomeadamente)
-Comercialização na Europa Ocidental como Dacia
-Versões com muito equipamento (Europa Ocidental)

E a promessa inicial continua por cumprir (com o sucesso a Renault lixou-se para isso)...vender uma versão Logan por €5.000 (incluindo impostos) nos mercados emergentes.

Coisa que duvido poder vir a acontecer.

Na Roménia, se se for buscar o carro à fábrica (há essa possibilidade), sem o valor de transporte o preço desce mas mesmo assim fica ainda longe dos €5.000.
 
Última edição:
A diferença entre o Logan e o Palio passa apenas pela maior partilha de componentes no caso da Fiat, pois a ambição da Fiat era ter sucesso com um carro "global", que acabou apenas na Europa e América, tanto quanto sei (não sei se é comercializado na Ásia).
O Logan foi melhor trabalhado em termos de marketing - continua associado aos "5.000€", simples e eficaz.

O custo de um Clio Storia fabricado em Valladolid é provavelmente superior ao custo de um Logan fabricado na Romenia - essa contabilização é muito complexa: vai desde o custo do investimento na fábrica, à fiscalidade do próprio país.

O que é certo é que o Clio Storia parte de um projecto já amortizado, com um custo marginal para o conjunto do Preço de Custo do carro.
Toda a linha de peças já estava desenvolvida, os problemas de fiabilidade mais que estudados e é uma base com elevado potencial - como se pode ver pelo Clio 3 volumes da foto, comercializado na América Latina - facilmente se tiram derivações.

Podem referir a complexidade dos circuitos eléctricos, o desenvolvimento de um layout produtivo mais simples e facilmente adaptável a fábricas de países terceiros, o desenvolvimento com vista à maximização da fiabilidade, etc, etc...

Reconheço que a certa altura as contas possam ser feitas e seja mais rentável desenvolver de raíz que adaptar um modelo existente.
Mas se esta fórmula resultasse, já teria sido adoptada pela maioria dos construtores. E no entanto, o que a maioria faz é precisamente aproveitar bases já existentes - com japoneses e alemães na frente.

O que não se disse aqui foi o carácter político que o projecto Logan assumiu.
E se calhar essa é parte mais interessante, mas nem vale a pena discutir porque vai dar confusão pela certa.

Contudo, mantenho o que referi - o Clio Storia seria uma excelente base para o projecto Logan. E partilhando as mesmas premissas, seria de longe mais barato no longo prazo.
E mais agradável à vista, que foi por onde comecei!
 
No Brasil o logan vai custar mais que o atual clio vendido aqui (“Clio II”)...
Assim como o fox foi feito pra ser o carro mais barato do pais e não conseguiu, o logan prometia algo parecido... O Uno continua sendo o mais barato e vendendo bem...
Na categoria dos 3 volumes o Chevrolet Classic (Corsa Mk2 sedan) vai continuar como o mais barato.
 
Última edição:
tenho quase certeza que usa a plataforma do clio II...

dacia-logan-prueba-alce.jpg


dacia-logan-prueba-alce-bis.jpg

É a plataforma do Clio III / Modus.
E capotou por um erro no teste, e não de 'verdade'.
 
Eu vi a noticia sobre esse capotamento num site francês, parce que esse teste estava a ser feito com pneu não aconselhados para esse tipo de carro.
 
Reconheço que a certa altura as contas possam ser feitas e seja mais rentável desenvolver de raíz que adaptar um modelo existente.
Mas se esta fórmula resultasse, já teria sido adoptada pela maioria dos construtores. E no entanto, o que a maioria faz é precisamente aproveitar bases já existentes - com japoneses e alemães na frente.

O que não se disse aqui foi o carácter político que o projecto Logan assumiu.
E se calhar essa é parte mais interessante, mas nem vale a pena discutir porque vai dar confusão pela certa.

...

E mais agradável à vista, que foi por onde comecei!

E porquê é que será que a Toyota e a VW já anunciaram um projecto similar ao Logan?

Pelos vistos a maioria recenhece que este caminho afinal até é melhor, ou pelo menos, não deve ser assim tão mau.

Quanto ao carácter político, bem, ele deve ser muito importante para os anti-França, compreendo [:D]
[;)]

Quanto a ser mais agradável à vista...hum...é difícil não ser mais agradável à vista que o Clio Storia :D


O Clio Storia pode estar todo armotizado, não é essa a questão. Agora o projecto não obedece a certos critérios que o Logan tem, porque no fundo é pegar num carro europeu do final da década de 90, juntar-lhe um 3º volume e vendê-lo com pouco equipamento nos mercados emergentes.

Exemplos:

O Logan tem um tablier numa peça única de modo a diminuir os ruídos parasitas.

A carroçaria do Logan é muito mais barata de reparar.
 
Última edição:
A diferença entre o Logan e o Palio passa apenas pela maior partilha de componentes no caso da Fiat, pois a ambição da Fiat era ter sucesso com um carro "global", que acabou apenas na Europa e América, tanto quanto sei (não sei se é comercializado na Ásia).
O Logan foi melhor trabalhado em termos de marketing - continua associado aos "5.000€", simples e eficaz.

O fiat palio foi construido para os mercados emergentes , Am'erica Latina e África.
O logan não tem nada de marketing , é um carro ke não é feito para o status, mas para ser um carro de confiança e com uma manutenção de baixo custo, daí ter sido um sucesso em países como na França.
 
E porquê é que será que a Toyota e a VW já anunciaram um projecto similar ao Logan?

Pelos vistos a maioria recenhece que este caminho afinal até é melhor, ou pelo menos, não deve ser assim tão mau.

Quanto ao carácter político, bem, ele deve ser muito importante para os anti-França, compreendo [:D]
[;)]

Quanto a ser mais agradável à vista...hum...é difícil não ser mais agradável à vista que o Clio Storia :D


O Clio Storia pode estar todo armotizado, não é essa a questão. Agora o projecto não obedece a certos critérios que o Logan tem, porque no fundo é pegar num carro europeu do final da década de 90, juntar-lhe um 3º volume e vendê-lo com pouco equipamento nos mercados emergentes.

Exemplos:

O Logan tem um tablier numa peça única de modo a diminuir os ruídos parasitas.

A carroçaria do Logan é muito mais barata de reparar.

Não sabia que a Toyota e a VW tinham projectos semelhantes. Pedia-te que partilhasses essa informação.

Quanto ao carácter político da decisão, não tem a ver com os franceses, mas sim com a obtenção de vantagens locais. Alguém conhece os termos de compra da Dacia?

No que é que o tablier sem ruidos e os custos de reparação dos paineis contribuem para o baixo preço de custo do carro?
São um argumento de marketing para promover o carro junto dos consumidores (ainda vamos ter muppies com Logans rebentados e um slogan "Estoire-se à vontade...fica de borla!" [:D]
 
O fiat palio foi construido para os mercados emergentes , Am'erica Latina e África.
O logan não tem nada de marketing , é um carro ke não é feito para o status, mas para ser um carro de confiança e com uma manutenção de baixo custo, daí ter sido um sucesso em países como na França.

O Fiat Palio tinha mais mercados-alvo. Lembro-me que entretanto a Fiat recuou.

O Logan tem um marketing brutal. Se não o tivesse não estaríamos a falar dele. [;)]

Todo o produto tem um posicionamento. Mesmo que o fabricante não queira definir, o mercado encarrega-se disso.

No caso do Logan, esse elemento foi definido à partida e será fundamental no seu sucesso.
 
Não sabia que a Toyota e a VW tinham projectos semelhantes. Pedia-te que partilhasses essa informação.

Quanto ao carácter político da decisão, não tem a ver com os franceses, mas sim com a obtenção de vantagens locais. Alguém conhece os termos de compra da Dacia?

A informação está aí em qualquer site sobre automóveis.

Quanto ao carácter político...tipo...isso será exclusivo da Renault?

Sim? Ou mesmo da França?

Então pronto, é que esse discurso não faz muito sentido então. Só te vejo chocado quando é a Renault ou uma marca francesa [:D]
 
O Fiat Palio tinha mais mercados-alvo. Lembro-me que entretanto a Fiat recuou.

O Logan tem um marketing brutal. Se não o tivesse não estaríamos a falar dele. [;)]

Todo o produto tem um posicionamento. Mesmo que o fabricante não queira definir, o mercado encarrega-se disso.

No caso do Logan, esse elemento foi definido à partida e será fundamental no seu sucesso.


Discordo totalmente com os 2 primeiros parágrafos, não sou especialista na matéria mas não estou a ver onde é ke está o marketing no Logan.
 
Acho bastante lógico que a Renault não aproveitasse o design do clio, porque corria o risco de canibalizar o modelo ( o k não faria sentido), quyanto á estética é sempre discutível, já vi para aí umas fotos da sw, não sei se reias ou não e se existisse em PT, não teria problemas em comprá-lo, visto que entre comprar esse novo ou um megane de geração anterior(julgo que terminou em 99 :confused: ) , não deverá existir garnde difernça em qualidade... [:D]
Mas isto é a minha opinião...[;)]
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A informação está aí em qualquer site sobre automóveis.

Quanto ao carácter político...tipo...isso será exclusivo da Renault?

Sim? Ou mesmo da França?

Então pronto, é que esse discurso não faz muito sentido então. Só te vejo chocado quando é a Renault ou uma marca francesa [:D]

Andei à procura dessa informação e não encontrei nada.

Quanto ao caracter politico da decisão tomada pela Renault, é óbvio que não é exclusiva do construtor, nem sequer da França.
A industria automóvel é suficientemente estratégica para ser objecto de jogos políticos entre construtores e governos. Neste âmbito, as questões económicas e nacionalistas são negociadas entre as partes.

Quanto ao meu choque com as marcas francesas, é tão grande que comprei 2 carros franceses há 2 meses.
Não gosto é do chauvinismo francês. Nem tão pouco da aristocracia britânica, da pseudo superioridade germânica ou da inveja portuguesa.
 
Renault lança Logan Nacional

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Com preço de sedã compacto e tamanho de sedã médio, o Renault Logan começa a ser vendido no mercado brasileiro em julho e promete agitá-lo. No mundo todo foi assim. Presente em mais de 50 países, o modelo já teve mais de 500.000 unidades comercializadas desde o seu lançamento, em 2004. Por aqui, seus preços começam em R$ 27.990,00, pouco mais do que o mais barato do segmento, o Classic (R$ 25.190,00), e mais em conta que o Siena Fire (R$ 28.460,00).

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Apesar de usar o losango da Renault na grade, o Logan foi desenvolvido pela Dacia, braço romeno da montadora. E o baixo custo foi o norte desde o início do projeto. Assim, tecnologia avançada e refinamento foram deixados de lado. Os vidros são iguais nos dois lados, o que significa produção mais enxuta. O modelo também herda vários componentes da segunda geração do Clio, de custos já amortizados.

Nem por isso o Logan é pequeno. Sua distância entreeixos é de 2,63 metros, ante do 2,49 m do Corsa Sedan. Um Volkswagen Jetta, que pertence a uma outra categoria, tem 2,57 metros. No Logan, são 1,52 metros de altura, contra 1,51 m do já alto Peugeot 307 Sedan. Seu peso é de 1.050 quilos. Um Siena pesa 1.015 quilos.

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O Logan é igualmente largo. De acordo com a Renault, são 1,72 metros de largura, cinco centímetros a menos que no Mégane Sedan. No porta-malas, o Logan compartilha a boa capacidade dos irmãos Clio e Mégane: leva 510 litros de bagagem. Embora alto e largo, o carro não é muito comprido: são 4,25 metros, ante 4,20 m de um Fiesta Sedan e 4,37 m de um Volkswagen Bora.

Seu desenho é simples, com linhas retas e superfícies planas. Não é exagero dizer que ele nos remete a meados da década passada. Mesmo com o pacote de estilo da versão topo, seu desenho não empolga. O interior é mais contemporâneo, porém igualmente simples, a ponto de espelho no pára-sol e regulagem interna dos espelhos retrovisores terem sido abolidos na versão de entrada. O espaço é excelente - é possível levar três adultos no banco traseiro.

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São três versões. A mais barata é a Authentique - preço inicial de R$ 27.990,00 - que traz somente o motor 1.0 16V Hi-Flex, que desenvolve 76 cv de potência e 9,9 kgfm de torque a 4.350 rpm com gasolina e 77 cv e 10,1 kgfm com álcool. Seu pacote de itens de série é escasso: traz somente imobilizador eletrônico, protetor de cárter, vidros verdes, cintos de segurança de três pontos e encostos de cabeça no banco traseiro, entre outros. Os revestimentos internos são todos em plástico.

O Logan Expression é a versão intermediária. O motor é igual ao do Authentique. Adiciona revestimento em tecido nas portas, acabamento do console central em prata (no Authentique é preto), regulagem de altura para o banco do motorista, regulagem interna para os espelhos retrovisores, desembaçador traseiro, entre outros. Custa a partir de R$ 29.480,00.

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O Privilége (fotos) é Logan mais luxuoso e seu preço começa em R$ 36.790,00. Seu motor é o 1.6 16V Hi-Flex, com nova calibração da injeção e escapamento diferente. Tem 107 cv de potência e 15,1 kgfm de torque a 3.750 rpm com gasolina e 112 cv e 15,5 kgfm com álcool. São 3 cv a menos que o Clio. Traz rodas de 15 polegadas calçadas em pneus 185/65 (14" com pneus 185/70 nos demais), direção hidráulica, vidros e travas elétricos, computador de bordo, ar-quente, faróis de neblina, frisos e maçanetas na cor da carroceria, entre outros.

Nove opções de cores estarão disponíveis para o Logan, das quais duas sólidas (Vermelho Vivo e Branco Glacier) e sete metálicas (Cinza Eclipse, Preto Nacré, Prata Iceberg, Cinza Hologramme, Bege Angorá, Azul Crepúsculo e Vermelho Garance).

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Em ambos os motores, a Renault aplicou mudanças no câmbio, o mesmo utilizado no Clio. As relações da primeira e segunda marchas estão mais curtas, dando mais agilidade nas acelerações. Já a quinta marcha foi alongada, o que representa giros mais baixos e maior economia na estrada. Sincronizadores e trambulador também foram alterados e resultam em engates mais curtos.

Segundo os dados de fábrica, o Logan 1.0 tem aceleração 0 a 100 km/h de 14,3 segundos (gasolina) e de 14,2 segundos (álcool). No 1.6, são 10,3 segundos na aceleração 0 a 100 km/h. com gasolina e 10,1 s com álcool. A velocidade máxima é de 182 km/h (gasolina) e 185 km/h (álcool).

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A Renault oferece garantia de três anos ou 100.000 quilômetros, o que ocorrer primeiro. As revisões acontecem a cada 10.000 quilômetros e, de acordo com a empresa, terão preço fechado. Apesar do preço atraente, a Renault é comedida na previsão de vendas. Espera comercializar 1.500 unidades por mês, sendo 75% da versão 1.0. Este desempenho lhe daria um modesto 27º lugar no ranking de emplacamentos.

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