Impostos, afinal devem baixar ou não?

Não sei se isso já foi falado aqui no fórum, mas ontem saiu uma notícia onde, segundo o Banco de Portugal, a diminuição do déficit se deveu sibretudo ao aumento de impostos e não à diminuição das despesas.. [8b]
 
Sei o caso de uma empresa que trabalha para a CM e não recebe, mas os impostos claro que tem de pagar. Se não pagar a horas é logo juros em cima etc... Mudada-se de padeiro mas não se muda de ladrão!

Alem disso, caso não consigas pagar os impostos passas a ser rotulado de ladrão, chulo, vigarista, criminoso, etc.
E ainda vês os teus bens serem penhorados pelo Estado para pagamento de dividas, se não te meterem em cima um processo crime por abuso de confiança fiscal. [kiss]

Mas os verdadeiros criminosos continuam a passear de carro de luxo com motorista, pago por todos nós. [8b]
 
Belmiro, o tal que há 3 anos afirmava que por vontade dele aumentava-se os trabalhadores 20 ou 30%, desde que eles garantissem que esses 20% a 30% de aumento eram para consumir em bens de ciclo rápido...
E haveriam "contra indicações" económicas nessa lógica (pergunto)?...
 
E haveriam "contra indicações" económicas nessa lógica (pergunto)?...

A «contra-indicação» era o da ampliação do consumo em bens perecíveis, de ciclo rápido como eufemisticamente os definiu, que ele aguardava com especial entusiamo e interesse...

A «contra-indicação» mais lata e subtil é a da tentativa de naturalização social da economia infinita que exige a progressão do consumo, seja ela razoável ou não...

Mas as «contra-indicações» mais pertinentes caem fora da esfera económica directa: são de ordem sociológica e de saúde! Hoje é ja sabido que o consumismo interfere significativamente com a deterioração do carácter, das relações sociais e do equilíbrio psicológico dos consumidores, em grau que vão desde o simples incómodo, passando pela acentuação de estados de ansiedade e confusão, até à corrosão descontrolada dos hábitos equilibrados de consumo, da estruturação individual, e das relações desta com o meio social.
 
Última edição:
A «contra-indicação» era o da ampliação do consumo em bens perecíveis, de ciclo rápido como eufemisticamente os definiu, que ele aguardava com especial entusiamo e interesse...

A «contra-indicação» mais lata e subtil é a da tentativa de naturalização social da economia infinita que exige a progressão do consumo, seja ela razoável ou não...
Mas, então, a progressão do consumo não estimula a produtividade e a vitalidade das empresas?
 
Mas, então, a progressão do consumo não estimula a produtividade e a vitalidade das empresas?

Mas progressão até onde e à custa de quê?!...

É que existe um estrangulamento entre os níveis de consumidores: não são muitos os consumidores de jactos privados... e no entanto, apesar de uma produção de riqueza como nunca existiu antes as fissuras e fossos acentuam-se. e já nem falámos do 3º mundo, onde regressam em força estados de produção alicerçados na escravidão e na semi-escravidão.
 
Mas progressão até onde e à custa de quê?!...

É que existe um estrangulamento entre os níveis de consumidores: não são muitos os consumidores de jactos privados... e no entanto, apesar de uma produção de riqueza como nunca existiu antes as fissuras e fossos acentuam-se. e já nem falámos do 3º mundo, onde regressam em força estados de produção alicerçados na escravidão e na semi-escravidão.
Pois, esse é o principal receio...
 
Para os meninos apocalípticos [:D]

Denmark scores highly in business freedom, financial freedom, monetary freedom, property rights, and freedom from corruption. Starting a business takes only five days, compared to the global average of 48 days, and the overall freedom of business operation (licensing, flexibility, etc.) is very high. The financial markets are transparent, highly developed, and open to foreign capital and competition.

in http://www.heritage.org/research/fea.../countries.cfm

Ai Jesus. Feudal. O fosso vivo a crescer! Esses mercados!, essa liberdade económica que tanto mal faz ao povinho!

Ai...
 
Mas progressão até onde e à custa de quê?!...

É que existe um estrangulamento entre os níveis de consumidores: não são muitos os consumidores de jactos privados... e no entanto, apesar de uma produção de riqueza como nunca existiu antes as fissuras e fossos acentuam-se. e já nem falámos do 3º mundo, onde regressam em força estados de produção alicerçados na escravidão e na semi-escravidão.

Mas pq faz confusão justiça social?




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Para os meninos apocalípticos [:D]

Denmark scores highly in business freedom, financial freedom, monetary freedom, property rights, and freedom from corruption. Starting a business takes only five days, compared to the global average of 48 days, and the overall freedom of business operation (licensing, flexibility, etc.) is very high. The financial markets are transparent, highly developed, and open to foreign capital and competition.

in http://www.heritage.org/research/fea.../countries.cfm

Ai Jesus. Feudal. O fosso vivo a crescer! Esses mercados!, essa liberdade económica que tanto mal faz ao povinho!

Ai...
Realmente, basta mudar a língua para ficares assim, volta a ler mais devagar para ver se entendes.

Mas fica aqui uma dica:

Não é esse o caminho que estamos a seguir.

Basta ler os jornais e o fórum autohoje para se perceber que estamos a caminhar no sentido contrario.


Ps: Não sou eu que gosto de chamar nomes as pessoas, geralmente as pessoas identificam-se nas respostas que dão, apesar de ninguem gostar de que lhe seja apontado o óbvio.




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Ilusão de óptica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A ilusão do tabuleiro de damas: o quadrado A é tão escuro quanto o quadrado B, embora não pareça.O termo Ilusão de óptica aplica-se a todas ilusões que «enganam» o sistema visual humano fazendo-nos ver qualquer coisa que não está presente ou fazendo-nos vê-la de um modo erróneo. Algumas são de carácter fisiológico, outras de carácter cognitivo.
 
Derivas - no campo da Psicologia, da Física, da Óptica, da Biologia, da Genética... -, à parte, na verdade começam a ser muitas as opiniões "pró" (digamos assim) desagravamento dos impostos, opiniões, sobretudo, a ter em atenção pelas pessoas que as proferem!...

Acho que devemos começar a "abrir os olhos" e a ver melhor os sinais, já que se somos tão abertos à mudança para umas coisas (sobretudo se não nos "tocarem"...) também o devemos ser para outras! [:cool:]
 
Fisco descobre 843 milhões de impostos em falta

Fisco descobre 843 milhões de impostos em falta

Fisco descobre 843 milhões de impostos em falta




A Inspecção Tributária foi a área de intervenção prioritária da Administração Fiscal no ano passado e os resultados estão à vista. Nesta área, que é determinante no combate à fraude e evasão fiscal, o número de acções de fiscalização ficou 183% acima do previsto, as correcções à matéria colectável 142% e as correcções de impostos em falta tiveram uma taxa de realização de 130%. Os dados constam do relatório de actividades de 2006 da Direcção-geral de Impostos (DGCI), o último da responsabilidade de Paulo Macedo, que em Agosto deixará a liderança do Fisco para regressar ao BCP, e são inegavelmente positivos, adianta o «Diário Económico».
Ainda assim, o desempenho não pode ser medido apenas pelo número de acções feitas (132.486), pelo montante das correcções à matéria colectável (3.004 milhões de euros) ou pelo valor do imposto em falta (843 milhões de euros). Isto porque o resultado destas acções pode não trazer automaticamente mais impostos para os cofres do Estado, caso os contribuintes levem a questão para tribunal.


in agencia financeira

O Aparelho fiscal começou de facto a mexer, mas as muitas virgens ofendidas por o senhor de facto cobrar pelo trabalho que faz acharam que ganhava muito e como tal era melhor que fosse embora....[8b]

O Problema deste país é um pronfundo atraso no desenvolvimento socio-cultural, a mentalide de olhar apenas para o umbigo nunca mais muda...dass
 
... E o Marques Mendes continua a defender que, de facto, Portugal continua a perder competitividade não baixando impostos já, havendo condições para isso, pela simples razão de que o Governo pretende usar isso em campanha eleitoral!...

Quer dizer, a ser verdade, será legítimo impor ao país tanto sacrifício (...) para usar algo de imprescindível já como argumento eleitoral?
 
Os impostos não podem baixar... Se baixassem, quem é que passaria a pagar os Audis A8 dos senhores?

E os carros com 400cvs para andarem em perseguições na VDG?

E os cargos dos que, num pais normal, nem necessitavam de existir?

Etc, etc etc...

Aumentar o IVA por contrapartida do IRS tem vários problemas (assim muito rapidamente lembro-me destes):

1 - Se só aumentasse em Portugal, iriamos todos a Espanha fazer compras (ou pela Internet no espaço UE) e ninguém pagava imposto a portugal.
2 - Iria provocar uma quebra de consumo, que resultaria numa quebra do PIB o que poderia ser economicamente desastroso.
3 - Quem tem que "entregar" o IVA ao estado são as empresas, mesmo se à data da entrega não o tenha recebido de clientes (mesmo que esse cliente seja o Estado). Para empresas que lidem com "caluteiros" (ou com o Estado) é um imposto "injusto".
 
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