Na fase em que me passava, cheguei a ter três ou quatro situações de simpáticos condutores que deveriam querer chegar a vias de facto comigo.
Ou seja, faziam a asneira, achavam-se cheios de razão e ficavam ofendidíssimos com a chamada de atenção.
Uma vez um pintas até me perseguiu depois de me ultrapassar "cheio de estilo" (a rasar a traseira e a frente do meu carro)... quando levou máximos (era de noite), não teve mais: travou a fundo (a blocar rodas), eu desviei-me e passei-o, e estranhamente ele perdeu a pressa toda e veio-se colar à traseira do meu carro a fazer sinais de luzes. Atrai-o para a entrada de um cento comercial e aí o pintas pára ao meu lado, abre a janela e, entre outras palavras que trocamos, pede-me desculpa (em tom irónico) porque eu é que "era o dono da estrada toda e ele era um burro"

e foi à vidinha dele. De referir que eu estava acompanhado da minha namorada (ficou em estado de choque) e ele estava acompanhado de outro pintas (pintas para mim são os que conduzem sempre de boné, mesmo de noite)...
Bom, desde então tento ignorar. Mas é muito difícil um gajo conter-se. De modo que, por vezes ainda me manifesto, mas tenho muito mais cuidado com o onde e o como...
Como já se disse neste tópico, a estrada é uma autência selva (cada vez mais) e eu ainda sou muito novo para morrer. A gente nunca sabe com quem se está meter...