Renault revela imagens do Logan brasileiro

Há sempre "os mínimos" e este carro não cumpre.

Eu sou adepto do low-cost.
Mas não sou adepto da comiseração e do paternalismo.

Se este carro foi desenhado de raíz pela ou para a Dacia (não tenho certezas, mas tenho ideia que o projecto já foi tutelado pela Renault) não concebo outra razão para a pouca atractividade estética para além do receio de canibalização das vendas dos segmentos B da Renault - e especificamente do Clio.

Para além disso, tendo por base uma mecânica que partilha muito com o Clio, saíria mais barato redenominar o Clio e vende-lo sob marca Dacia, mesmo com os 3 volumes sul-americanos (reestilizados, já agora [8b] ).
Esta fórmula foi utilizada pela Mitsubishi, que "cedia" licenças de produção dos modelos substituídos à Galloper, detida pela Hyundai, sua parceira - em Portugal as vendas não tiveram grande expressão, mas noutros mercados venderam como pães quentes modelos com 20 anos de mercado (Pajero I, por exemplo).

Esta "revitalização" da Dacia e a projecção do Logan como carro barato não beneficia em nada a marca, mantém-na sob dominio escravizante da Renault e não tem qualquer efeito prático.
Na China, India e mercados terceiro-mundistas, a marca pode vingar pelo preço mas será sempre uma marca frágil e fortemente dependente.

A Renault está a fazer com a Nissan o que deveria ter feito com a Dacia. Vingaria no mercado europeu como a Skoda vingou com a VW.

Assim, mata a Nissan e mantém a Dacia no limbo. Nem o Ghosn salva aquilo.

À semelhança da fileira agrícola francesa (que depende de uma PAC completamente desajustada e desenhada para si), a Renault sobrevive à custa do exarcebado proteccionismo do estado francês.
Até ao dia em que o escândalo rebentar e decretarem a falência técnica do grupo.

E esse dia não está muito longe, basta que a economia europeia se volte a constipar.
 
Há sempre "os mínimos" e este carro não cumpre.

Eu sou adepto do low-cost.
Mas não sou adepto da comiseração e do paternalismo.

Se este carro foi desenhado de raíz pela ou para a Dacia (não tenho certezas, mas tenho ideia que o projecto já foi tutelado pela Renault) não concebo outra razão para a pouca atractividade estética para além do receio de canibalização das vendas dos segmentos B da Renault - e especificamente do Clio.

Para além disso, tendo por base uma mecânica que partilha muito com o Clio, saíria mais barato redenominar o Clio e vende-lo sob marca Dacia, mesmo com os 3 volumes sul-americanos (reestilizados, já agora [8b] ).
Esta fórmula foi utilizada pela Mitsubishi, que "cedia" licenças de produção dos modelos substituídos à Galloper, detida pela Hyundai, sua parceira - em Portugal as vendas não tiveram grande expressão, mas noutros mercados venderam como pães quentes modelos com 20 anos de mercado (Pajero I, por exemplo).

Esta "revitalização" da Dacia e a projecção do Logan como carro barato não beneficia em nada a marca, mantém-na sob dominio escravizante da Renault e não tem qualquer efeito prático.
Na China, India e mercados terceiro-mundistas, a marca pode vingar pelo preço mas será sempre uma marca frágil e fortemente dependente.

A Renault está a fazer com a Nissan o que deveria ter feito com a Dacia. Vingaria no mercado europeu como a Skoda vingou com a VW.

Assim, mata a Nissan e mantém a Dacia no limbo. Nem o Ghosn salva aquilo.

À semelhança da fileira agrícola francesa (que depende de uma PAC completamente desajustada e desenhada para si), a Renault sobrevive à custa do exarcebado proteccionismo do estado francês.
Até ao dia em que o escândalo rebentar e decretarem a falência técnica do grupo.

E esse dia não está muito longe, basta que a economia europeia se volte a constipar.

Vorsprung durch Technik, primeiro começo por perguntar se já estiveste dentro de um Logan, pois ao afirmares isto
Há sempre "os mínimos" e este carro não cumpre.
dá ideia que sim. Eu nunca estive.

Segunço esclareço que o Logan foi inicialmente da Dacia e esta, é uma marca do grupo Renault-Nissan. Isto já explica bastante sobre a tutela Renault.

Terceiro, o facto deste automóvel não ser mais "alegre", prende-se no facto de cerca de 45 a 50% das peças que o constituem serem de baixo custo/qualidade, várias peças iguais servem para diferentes partes do carro, tal como os espelhos retrovisores que tanto dão para o lado esquerdo como para o direito, tem um nº limitado de peças electronicas, etc etc (não me lembro de mais neste momento).
Com isto quero dizer que, manter a imagem do CLio seria um pouco dificil, dando no fim um automóvel semelhante a este e, como consequência, ao mesmo preço.
Não é isso que se pretende.[;)]
 
Última edição:
Está jeitoso, não é uma obra prima em estética, mas também não é nenhum "monstro", está simples e barato que é o que se pretende com este modelo. :)
 
Vorsprung durch Technik, primeiro começo por perguntar se já estiveste dentro de um Logan, pois ao afirmares isto
dá ideia que sim. Eu nunca estive.

Segunço esclareço que o Logan foi inicialmente da Dacia e esta, é uma marca do grupo Renault-Nissan. Isto já explica bastante sobre a tutela Renault.

Terceiro, o facto deste automóvel não ter um design mais alegre, prende-se no facto de cerca de 45 a 50% das peças que o constituem serem de baixo "calibre", várias peças iguais servem para diferentes partes do carro, tal como os espelhos retrovisores que tanto dão para o lado esquerdo como para o direito, tem um nº limitado de peças electronicas, etc etc (não me lembro de mais neste momento).
Com isto quero dizer que, manter a imagem do CLio seria um pouco dificil, dando no fim um automóvel semelhante a este e, como consequência, ao mesmo preço.
Não é isso que se pretende.[;)]

Não estive dentro de um, mas observei pausadamente um exemplar em Barcelona, há cerca de 6 meses.

Já fiz Contabilidade Analítica há uns anos, mas se bem me recordo, o custo de produção de um espelho para o Clio tem a seguinte estrutura de custos:

Custos Indirectos
- Investigação & Desenvolvimento (Design, estudos de resistencia e definição de materiais, etc)
- Amortização da maquinaria de produção (moldes e maquinaria desenvolvida específicamente para aprodução desta peça)
- Outros custos gerais de fabrico (geralmente divididos com outros produtos da mesma fábrica)

Custos Directos
- Matérias-primas
- Mão-de-obra.

A soma destes custos dá o custo de produçáo do espelho.

Ora, se analisarmos a estrutura por peso, os custos de I&D são os mais pesados, e sendo custos fixos que se diluem com as quantidades produzidas, são decrescentes com o aumento da produção.

Assim, utilizar um espelho de um Clio fica mais barato que desenvolver um espelho "multiusos" para o Logan.
Esta regra aplica-se a todas as restantes peças.

Para além disso, utilizando o design do Clio não teriam custos com o design do Logan.
E por isso, dado que estamos na presença de produtos muito semelhantes, ficaria sempre mais barato passar a produção do Clio para a Roménia e redenominá-lo.

Porque não o fizeram?
 
Eu achei bem porreiro! [:cool:]

Se bem que...

logan-4.jpg


...aquela folga não me agrada nada...

Porreiro??? [:)] eu não vejo nada de porreiro nesta foto... [:p][:D][;)]
 
Não estive dentro de um, mas observei pausadamente um exemplar em Barcelona, há cerca de 6 meses.

Já fiz Contabilidade Analítica há uns anos, mas se bem me recordo, o custo de produção de um espelho para o Clio tem a seguinte estrutura de custos:

Custos Indirectos
- Investigação & Desenvolvimento (Design, estudos de resistencia e definição de materiais, etc)
- Amortização da maquinaria de produção (moldes e maquinaria desenvolvida específicamente para aprodução desta peça)
- Outros custos gerais de fabrico (geralmente divididos com outros produtos da mesma fábrica)

Custos Directos
- Matérias-primas
- Mão-de-obra.

A soma destes custos dá o custo de produçáo do espelho.

Ora, se analisarmos a estrutura por peso, os custos de I&D são os mais pesados, e sendo custos fixos que se diluem com as quantidades produzidas, são decrescentes com o aumento da produção.

Assim, utilizar um espelho de um Clio fica mais barato que desenvolver um espelho "multiusos" para o Logan.
Esta regra aplica-se a todas as restantes peças.

Para além disso, utilizando o design do Clio não teriam custos com o design do Logan.
E por isso, dado que estamos na presença de produtos muito semelhantes, ficaria sempre mais barato passar a produção do Clio para a Roménia e redenominá-lo.

Porque não o fizeram?

Não te sei responder a isso.
Mas acho que os senhores da Renault sabem o que andam a fazer.
 
Este não foi o carro que capotou no teste do alce??

Qual é a plataforma que usa? Não me digam que é a do ClioII que eu não acredito...


É feio todos os dias mas vendo os mercados em que se insere tem tudo para vender muito!
 
É estranho porque se há coisa em que o ClioII não compromete é na estabilidade...
A ser baseado a plataforma do ClioII devem ter poupado e muito nas suspensões e restantes orgãos de ligação ao solo...
 
O Logan foi assim concebido, para ser barato e tentar agradar ao gosto dos mercados a que se destina: América do Sul, América Central, Ásia e Índia. Nestes países vêm-se muito mais carros de 3 volumes do que na Europa e o Logan ter sido desenhado com essa configuração, não é mero acaso. Depois temos a questão do poder de compra destes mercados que é muito baixa. Nesse sentido, desde os materiais até à tecnologia empregue é tudo uma ou duas gerações anteriores ás que são actualmente comercializadas na Europa. [;)]
 
Estava a falar com o Tubular Bells no msn e acho que ele acertou em cheio...este carro é para países com péssimas estradas, logo a suspensão, além de pouco desenvolvida será exageradamente mole [;)]
 
Há sempre "os mínimos" e este carro não cumpre.

Eu sou adepto do low-cost.
Mas não sou adepto da comiseração e do paternalismo.

Se este carro foi desenhado de raíz pela ou para a Dacia (não tenho certezas, mas tenho ideia que o projecto já foi tutelado pela Renault) não concebo outra razão para a pouca atractividade estética para além do receio de canibalização das vendas dos segmentos B da Renault - e especificamente do Clio.

Para além disso, tendo por base uma mecânica que partilha muito com o Clio, saíria mais barato redenominar o Clio e vende-lo sob marca Dacia, mesmo com os 3 volumes sul-americanos (reestilizados, já agora [8b] ).
Esta fórmula foi utilizada pela Mitsubishi, que "cedia" licenças de produção dos modelos substituídos à Galloper, detida pela Hyundai, sua parceira - em Portugal as vendas não tiveram grande expressão, mas noutros mercados venderam como pães quentes modelos com 20 anos de mercado (Pajero I, por exemplo).

Esta "revitalização" da Dacia e a projecção do Logan como carro barato não beneficia em nada a marca, mantém-na sob dominio escravizante da Renault e não tem qualquer efeito prático.
Na China, India e mercados terceiro-mundistas, a marca pode vingar pelo preço mas será sempre uma marca frágil e fortemente dependente.

A Renault está a fazer com a Nissan o que deveria ter feito com a Dacia. Vingaria no mercado europeu como a Skoda vingou com a VW.

Assim, mata a Nissan e mantém a Dacia no limbo. Nem o Ghosn salva aquilo.

À semelhança da fileira agrícola francesa (que depende de uma PAC completamente desajustada e desenhada para si), a Renault sobrevive à custa do exarcebado proteccionismo do estado francês.
Até ao dia em que o escândalo rebentar e decretarem a falência técnica do grupo.

E esse dia não está muito longe, basta que a economia europeia se volte a constipar.

A Renault deveria a renault nao sei que, tu é que percebes disto, nem sei como é que nao és responsavel num departamento dum gigante europeu. Eles nem sabem o que perdem em nao te empregarem[:)]
 
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