Dilema pessoal - A decisão de todas as decisões

Se o percurso profissional é, para ti, parte importante no teu plano de vida e no teu bem estar pessoal, vai para a Irlanda... até porque uma experiência no estrangeiro, ainda por cima numa empresa reputada abrir-te-á muitas portas aquando de um eventual regresso..
 
A Maria é Terapeuta da Fala, coisa que só faz sentido em países de Lingua Oficial Portuguesa, além disso o Inglês dela é apenas razoável.

e então? um familiar meu foi para a Holanda e em 1 ano já falava Holandes... se fala razoavelmente ingles com uma explicações aprende a falar correctamente... acho k estão a complicar as coisas...com dinheiro tudo se faz.
 
e então? um familiar meu foi para a Holanda e em 1 ano já falava Holandes... se fala razoavelmente ingles com uma explicações aprende a falar correctamente... acho k estão a complicar as coisas...com dinheiro tudo se faz.


Não percebeste, o inglês dela é apenas razoável para exercer a profissão dela!
 
Eu dou muito valor à realização profissional, mas... sou muito apegado às pessoas. Estando numa relação de 5 anos faria, antes de mais, tudo para não a perder. Essa era a minha prioridade.
 
Que dilema... apesar de por experiencia proria nós fazermos sacrificios por elas e mais tarde vemos que foi em vão acho que não era capaz de deixar quem gosto assim com tanta facilidade... ainda se ela pudesse ir contigo(sei lá tirar um curso profissional em qq area para melhor se enquadrar por lá), era na hora que aceitava... agora assim tens que pesar bem as coisas...
 
Gostas muito da tua namorada?!


Se gostas, e sabendo que ela não poderá ir porque não fará sentido e não poderá exercer lá a profissão dela, não vás! Até porque, como dizes, tens uma proposta da empresa onde trabalhas para ir para a dinamarca e depois voltar!

Das duas formas terás de sair do pais...mas também não me parece que seja necessário, seja qual for a decisão tomada, acabar o namoro assim! Vais, vês no que dá, podes não te adaptar à realidade irlandesa ou da tal empresa, ou às saudades, ou chegar à conclusão que o dinheiro não é tudo...e voltas!! Senão leva-a contigo! [;)]
 
Obviamente que ninguém está a por em causa acabar com nada. O meu avô foi emigrante durante 3 décadas e manteve-se sempre bem casado.

Será no entanto difícil...
 
Se nao fosse a situaçao da tua relação dizia para aceitares de imediato!!

Agora com um namoro de 5 anos (isso de dizerem q o amor resiste ás distancias nao é bem assim) e ela ter a profissao q tem, é mais complicado..

Secalhar devias de pensar juntamente com ela sobre isso. Se estao ambos dispostos a mudar! Ela pode conseguir la algo, mas fora da sua area de trabalho, ou entao tira um curso intensivo de ingles e tenta arranjar la algo dentro da area dela de trabalho.

Boa sorte com a decisao que tomares.
Pessoalmente se a pessoa com quem eu estou nao viesse cmg eu nao iria tambem, mas como es tu que tens esse "dilema" tu tens de tomar a decisao.

O que é mais importante para ti?
 
Eu, nas circunstancias apresentadas, tambem nao ia.

Tabem sou dos que da mais valor a vida pessoal do que à vida profissional, embora seja bastante ambicioso e tenha bastantes projectos profissionais nunca seria capaz de decidir a favor da vida profissional, em deterimento da pessoal.
 
Duas colunas: ganhos e perdas. Análise de cada uma, elaboração de projecto de decisão com margem para negociação e reponderação dos factores. Tomada de decisão e, no fim, diz coisas.

Cumprimentos
 
Penso que deves discutir a situação com a tua cara metade.

Porque uma coisa é certa, podes conseguir o melhor emprego do mundo, com o melhor ordenado do mundo, se estiveres com a cabeça noutro lugar...

As relações à distância não são impossiveis, exigem é maior compreensão e tolerância de ambas as partes...claro que partindo de uma base de confiança já existente.

Boa sorte para a decisão
 
Obviamente que ninguém está a por em causa acabar com nada. O meu avô foi emigrante durante 3 décadas e manteve-se sempre bem casado.

Será no entanto difícil...

O meu sogro é-o faz agora 26 anos. E tem conseguido manter um casamento feliz e não tem falhado como pai !

Mas claro, é muito mais dificil ! [;)]
 
Eu não ía.
Não deixaria a minha namorada, pais e restante família e amigos por dinheiro nenhum deste mundo.
Mas isto sou eu caro amigo Rasec...

eu se calhar também nao. mas e se daqui a ano e meio nao há nada pra ele e o mandam embora?

a namorada se realmente compreender nao vai dar cabo da relaçao. além disso, 2 anos ou coisa parecida o que sao numa vida inteira junta? as saudades apertam, eu sei e o tempo custa a passar, mas daí até ficarem novamente juntos... pensa e tenta explicar que é como os professores, alguns deles já casados e com filhos, que só se veem ao fim de 1 semana ou de 1 mês...

eu até arriscava ir se nao tivesse algo que me prendesse aqui...
 
Pá, faz uma análise SWOT. E, depois, decide com o coração.

É que não há uma resposta certa para essa dúvida. Pode correr muito bem na Irlanda, pode não correr bem; a tua relação cá pode resultar, também pode muito bem não resultar.

A questão que te tens de colocar é: se desistires disto, pelo que percebo maioritariamente pela namorada, mais tarde vais olhar para trás e pensar: "Porra, devia ter ido."?

Claro que o ideal era levar a Maria contigo. Porque não tentar?
 
Sem raízes alem das familiares e da namorada e com margem de progressão atendendo à idade, eu nem hesitaria.

Basta ver os exemplos que amiúde são relatados, por exemplo ontem no Publico

[FONT=Georgia,Times New Roman,Times,serif]PORTUGAL[/FONT]
11.04.2007, Nuno Ribeiro[FONT=Georgia,Times New Roman,Times,serif]
Fala com calma. É com voz doce que anuncia as desgraças que nos esperam em 2070. Tem 38 anos, origem alentejana - "Estou a quatro horas de casa" - é biogeógrafo e um produto dos programas Erasmus. "Sou funcionário público em Espanha", diz ao PÚBLICO Miguel Araújo, com grande dose de ironia e um sorriso nos olhos.
Veste fato completo de veludo. Mas, mal acaba a apresentação, livra-se do casaco. Senta-se no estrado. Indaga ao colega espanhol o futuro da sardinha,e desfia a sua vida. Um périplo iniciado em 1993, com um mestrado em Londres, um ano na Universidade de Évora, doutoramento em 1997 no Museu de História Natural londrino. Esteve em França durante três anos, em Oxford, passou pela Dinamarca e desde 2006 é investigador do Centro Superior de Investigação Científica de Espanha.
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"Não ando a fugir de Portugal, mas as universidades portuguesas são endogâmicas", diz Araújo, perdendo, por momentos, a bonomia. "Em Portugal não há condições para investigar, não há uma política de emprego científico", diz. E refere uma curiosidade. "O que há em Portugal é bolsas para o estrangeiro e não a contratação, o que é um verdadeiro processo de exportação de cérebros", sublinha. E exemplifica: "Mais de 80 por cento dos investigadores portugueses que estão no estrangeiro não regressam." Ele, para já, é funcionário público espanhol. "A Espanha está a investir muito na ciência, uma aposta na qualidade", observa.
[/FONT]


E foi um pouco isto que a empresa onde estás agora fez para contigo.
Deixou as coisas rolarem ao sabor da maré

[8b] :sh)

Seja qual for a tua decisão, desejo-te boa sorte

[;)]
 
Google! [:P]

Eu ia, sinceramente um gajo depois qdo as coisas dão mal com a miúda arrepende-se de não ter olhada para o seu próprio umbigo e não ter pensado em si e no seu futuro. Raparigas há mtas... Para além do mais penso que mudar de àrea é mto importante para ter outras visões.
 
E sim, é verdade, a Irlanda é um verdadeiro Case Study com o qual Portugal podia aprender muito! Recordo que há 10 anos atrás era um dos países mais pobres da EU!


Não fossem os investimentos de norte americanos muito influentes, cheios dele $ para investir e com antepassados irlandeses eu queria ver como é q era o esquema...
 
Eu não aceitaria.

Como já foi referido, não colocaria nunca a realização profissional à frente da realização pessoal (estar junto daqueles que gosto).
 
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