Dívida do Metro sobe 800 mil euros por dia

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Num país em que se fecham serviços de saúde por alegadamente só darem prejuízo...

O passivo da Metro do Porto (MP) atingiu no final do ano passado 1.811 milhões de euros, mais 19,1% que o registado no ano precedente. Em termos absolutos, cresceu quase mais 300 milhões em 2006, à média de quase 800 mil euros por dia (160 mil contos diários, na moeda antiga). As dívidas a terceiros de médio e longo prazos foram as que mais subiram no ano passado, passando de quase 971 milhões para 1.341 milhões de euros, mais 38,1%, segundo informação a que o DE teve acesso.

Contactada pelo DE, Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, sublinhou que “é porque existe este tipo de situações é que é preciso alterar o modelo de gestão que existe para a Metro do Porto”.

O agravamento da situação financeira da MP, empresa presidida por Valentim Loureiro e por Oliveira Marques (CEO) ocorreu também nos resultados, uma vez que teve mais 122 milhões de euros de prejuízos, uma situação 71,2% pior que a de 2005, em que os prejuízos da MP haviam ascendido 71,335 milhões.

Segundo o relatório e contas da MP referente a 2006, a empresa subiu os proveitos em apenas 5,9% no ano passado (de 43,6 para 46,2 milhões de euros), mas os custos subiram de forma exponencial, na casa dos 46,5% (de 114,9 para 168,3 milhões de euros).
 
"O financiamento do investimento e da actividade da Sociedade é, nos termos da Base XIII do Decreto-
Lei n.º 394-A/98, assegurado pelo Estado através de dotações de Orçamento de Estado, fundos de
origem comunitária e através de garantias de empréstimos contraídos pela concessionária.
Nos termos da Base XV do Decreto-Lei n.º 394-A/98, o equilíbrio financeiro da exploração do
sistema de metro ligeiro é assegurado pelo Estado através da atribuição de indemnizações
compensatórias que visam compensar a Empresa pela prestação de transporte em regime de
serviço público e serão objecto de contrato programa a celebrar entre o Estado e a concessionária."

In Relatório de contas 2006

Lendo isso, acho normalíssimo esses números, no fundo a admin do metro não tem responsabilidade financeira, aquilo é só chutar pá frente que o estado paga.:sh)
 
Última edição:
Já agora ponham aí a divida do Metro de Lisboa, que é administrado
directamente pelo estado, que é para podermos comparar...
E quanto é que o estado transfere anualmente para um e outro.
 
Bem dito XlPower
é tudo para lisboa e qd e alguma coisa po norte e logo a dar menos ou a por nos a pagar portagens nas scuts

Em Lx nunca houve borlas nas portagens, por isso, não 'tou a ver o real significado de pores isso ao barulho.

Digo eu, que não tenho paciência para as guerrinhas infantis e primárias Sul vs Norte.
 
Já agora ponham aí a divida do Metro de Lisboa, que é administrado
directamente pelo estado, que é para podermos comparar...
E quanto é que o estado transfere anualmente para um e outro.


Também podemos comparar passageiros transportados e quanto custa cada um deles ao Estado...
 
Para mim adoptem lá o modelo de gestão que quiserem. Mas imponham um!

Deixar aquilo nas mãos de um cidadão escrupuloso como o Sr. Major Valentim Loureiro, é exigir sacrifícios em demasia.

E eu nunca chamei vigarista ao Sr. Major. São calúnias, dos mesmos que querem colocar em causa a credibilidade do nosso Primeiro, como se ele fosse sujar as mãos por um mero e insignificante título de Engenheiro.

É tudo uma cabala. [:D]
 
Já agora ponham aí a divida do Metro de Lisboa, que é administrado
directamente pelo estado, que é para podermos comparar...
E quanto é que o estado transfere anualmente para um e outro.

sensivelmente metade


[:D]

http://diarioeconomico.sapo.pt/edic...on_impresa/empresas/pt/desarrollo/726290.html
Metro de Lisboa perde 440 mil euros por dia

Joaquim Reis preside ao metro desde Novembro e não hesita: “a empresa tem de entrar nos carris”. Um exclusivo em mais um dia de greve.

Nuno Miguel Silva com Cátia Simões e Ana Baptista

O Metropolitano de Lisboa (ML) está a perder cerca de 160 milhões de euros por cada exercício de actividade, situação deficitária crónica que elevou o passivo acumulado da empresa para o limiar dos 3.300 milhões de euros, o equivalente a cerca de 2,2% do PIB nacional.

Em entrevista ao Diário Económico, Joaquim Reis, que tomou posse como presidente do ML no início de Novembro de 2006, revela que, “para 2007, muito provavelmente, os custos globais da massa salarial do Metro vão aproximar-se dos 100 milhões de euros, entre 97 e 98 milhões de euros, ao contrário dos 90 milhões que pensávamos inicialmente”. Este montante engloba as despesas com massa salarial, o esforço para garantir os complementos de reformas para o fundo de pensões, a componente social e os descontos da empresa para a Segurança Social.

Além destes 100 milhões de euros anuais, o ML despende, por ano, 75 milhões de euros com encargos financeiros com a dívida (juros), 40 milhões de euros para FSE – Fornecimento de Serviços Externos e ainda entre 30 e 40 milhões de euros com amortizações. Do lado das despesas, estamos perante custos anuais de 240 a 245 milhões de euros, quando em receitas, incluindo vendas de bilheteira, receitas indirectas (publicidade e aluguer de espaços comerciais) e indemnizações compensatórias (saídas do Orçamento de Estado), o Metro garante apenas uma verba de 85 milhões de euros por ano.

“Em termos de ‘cash’, temos um défice de exploração de 110 milhões de euros por ano e apresentamos um EBITDA negativo de 45 milhões de euros por ano”, adianta Joaquim Reis.

Para atalhar este caminho ruinoso, o novo presidente do ML avisa que a empresa “tem de entrar nos carris a curto prazo, mesmo que a produção de efeitos das medidas a tomar ainda demore alguns anos, de forma a reduzir o défice económico da empresa”.

A redução de custos e a optimização de receitas são os caminhos apontados. Joaquim Reis elenca alguns, destacando a renegociação do Acordo de Empresa (AE), cujos conteúdos básicos já datam de 1976. “O actual conselho de gerência entende que este AE não é adequado à realidade produtiva do Metro hoje em dia e, portanto, carece de ser revisto. Não estão em causa as condições remuneratórias da generalidade dos trabalhadores, como já disse várias vezes, mas sim introduzir medidas de fomento à produtividade e acabar com algumas cláusulas que são ilegais”.


Grande capacidade financeira justifica AE
Um acordo de empresa (AE) é um contrato de trabalho realizado entre uma empresa e os vários sindicatos que representam os trabalhadores. Um especialista na área explicou ao DE que “normalmente são as empresas de grande capacidade financeira e dimensão que têm acordos de empresa”. É o caso da TAP, EDP, Carris, Refer, CP, Soflusa ou Metro de Lisboa. “Só estas empresas têm possibilidade de praticar uma tabela salarial acima da média e criar melhores condições de trabalho”, disse. Por exemplo, a Carris oferece complementos de pensão de reforma e de sobrevivência, que “representam encargos anuais superiores a 13 milhões de euros suportados exclusivamente pela empresa”, reparou fonte da companhia. No entanto, a dívida crónica de algumas dessas empresas, nomeadamente na área dos transportes, leva a que os salários estejam quase sempre na origem de greves. A Soflusa, que ontem cumpriu o 14º. dia de greve desde 2006, é um exemplo disso. Em causa estão as novas funções e as contrapartidas remuneratórias, uma situação que só se resolverá quando a empresa chegar a acordo com todos os sindicatos com os quais tem AE. No caso da CP esta situação poderia ser mais complexa, uma vez que existem 32 sindicatos a representar os seus trabalhadores. Em consequência, os AE sofrem alterações, além das previstas a nível salarial, que todos os anos são negociados. O AE da Carris que abrange os trabalhadores representados pelos sindicatos filiados na UGT foi objecto de sucessivas alterações nos anos entre 1995, e 2001, segundo fonte da empresa. Os contratos actuais, que entraram em vigor em 1982, estão a ser negociados com os sindicatos, tal como está o do Metro.
 
Acresce dizer, já agora ,que o Metro de Lisboa é mesmo um metro...o do Porto foi "vendido" assim, mas não passa de uma linha de eléctrico como a que vai do Cais de Sodré para Alcântara...
 
Acresce dizer, já agora ,que o Metro de Lisboa é mesmo um metro...o do Porto foi "vendido" assim, mas não passa de uma linha de eléctrico como a que vai do Cais de Sodré para Alcântara...
Não digas isso que irrita a malta :| quer dizer, só quem se irrita facilmente, se disserem que o MST é um elétrico, eu concordo [:D]... e a linha de eletrico de alcantara ao cais do sodré também serve para taxis e autocarros (: e para alguns espertalhões mais apressados quando tá transito ehhehe :sh)
 
Metropolitano

s. m.,
prelado da metrópole em relação aos prelados seus sufragâneos;
caminho-de-ferro instalado no interior de uma cidade, parcialmente ou totalmente subterrâneo;
metro.

O dicionário é nosso amigo :sh)
 
Última edição:
O que nao falta por esse mundo fora sao Metropolitanos de superficie....
Mas nao... os alfacinhas teimam em ter dor de cotovelo.... querem tudo so pra eles.
 
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