Ronin
New member
O político francês está de volta à ribalta. De uma assentada deixou o solução para as gravidezes indesejadas e visitou um bairro problemático de Paris.
As coisas não andam a correr muito bem para o líder da extrema-direita francesa, Jean Marie Le Pen. Depois de na quinta-feira ter sido agressivamente apupado enquanto discursava no Instituto de Ciências Politicas de Paris, ontem também não foi propriamente recebido de braços abertos num dos mais problemáticos bairros da capital francesa.
A discursar a convite da revista “Elle” num debate dedicado ao tema “o que querem as mulheres”, o líder da extrema-direita francesa foi taxativo quando sugeriu que o melhor remédio contra as gravidezes indesejadas era a masturbação feminina.
Esta foi apenas uma das medidas que o velho legionário partilhou com a audiência. Le Pen de 78 anos mostrou-se também um opositor à distribuição de preservativos e garantiu que se for eleito a paridade no Governo entre homens e mulheres será extinta.
O político não teve de esperar muito até ouvir os primeiros apupos e sinais de repúdio. Nada que dissuadisse o candidato presidencial que continuou a discursar para uma plateia composta, na sua maioria, por mulheres.
O evento contou com a presença de 12 candidatos à presidência francesa, entre eles Ségolène Royal e Nicolas Sarkozy.
O presidente da Frente Nacional foi o último a discursar, mas nem por isso perdeu a agressividade, aproveitando para chamar “imbecis” aos estudantes que o vaiavam, afirmando que tinham menos educação e inteligência do que os jovens que tinham participado nas revoltas parisienses de 2005. “É mais fácil ir aos subúrbios do que a ciências politicas”, sublinhou.
Talvez tenha sido esta aparente facilidade que levou Le Pen a visitar o bairro multirracial de Argenteuil nos arredores de Paris. O mesmo bairro onde alguns moradores foram apelidados de “escumalha”, por Nicolas Sarkozy.
Sarkozi, escumalha e Le Pen
A corrida para a presidência da república só começa dentro de duas semanas, mas o líder da extrema-direita já se passeia com algum à vontade por ambientes à partida hostis. O homem que nunca escondeu ser contra a imigração apertou a mão a mulheres muçulmanas e conversou com homens negros.
“Nós queremos ajudá-los a saírem destes guetos suburbanos onde os políticos franceses vos arrumaram…para mais tarde vos chamarem de escumalha”, lembrou Le Pen, numa referência aos comentários feitos pelo seu rival da direita moderada. Na altura, Sarkozi, o então ministro do interior, referiu “ser necessário limpar a zona da escumalha que tem vindo a arruinar a vida dos moradores”.
Poucos dias depois a cidade luz foi palco de violentos confrontos entre populares e as forças da ordem. Os piores desde os anos 60. Nicolas Sarkozi não voltou a ser visto em Argenteuil.
O candidato que em 2002 ficou em segundo lugar na preferência dos franceses não esqueceu isso. “Obrigado por me permitirem que discurse aqui, onde nem sequer o vosso antigo ministro do interior se arrisca a vir”, agradeceu Le Pen no decorrer da sua curta e inesperada visita.
Mas como permitir não é a mesma coisa que concordar, as manifestações de repúdio acompanharam sempre o passeio da comitiva de extrema-direita.
“Vai para casa”, foi o grito mais ouvido e que demonstrava bem o desconforto causado pela presença da Frente Nacional no bairro.
“Ele não gosta de negros. Os meus filhos não vão votar nele”, garante Souko Cumba, uma imigrante da Mauritânia, que afirma sentir uma “grande mágoa” ao ver o candidato presidencial.
“Le Pen não nos chama de escumalha, mas é isso que ele pensa que nós somos”, opinou outro morador de Argenteuil.
in Expresso.
Este homem é um senhor....:sh)
As coisas não andam a correr muito bem para o líder da extrema-direita francesa, Jean Marie Le Pen. Depois de na quinta-feira ter sido agressivamente apupado enquanto discursava no Instituto de Ciências Politicas de Paris, ontem também não foi propriamente recebido de braços abertos num dos mais problemáticos bairros da capital francesa.
A discursar a convite da revista “Elle” num debate dedicado ao tema “o que querem as mulheres”, o líder da extrema-direita francesa foi taxativo quando sugeriu que o melhor remédio contra as gravidezes indesejadas era a masturbação feminina.
Esta foi apenas uma das medidas que o velho legionário partilhou com a audiência. Le Pen de 78 anos mostrou-se também um opositor à distribuição de preservativos e garantiu que se for eleito a paridade no Governo entre homens e mulheres será extinta.
O político não teve de esperar muito até ouvir os primeiros apupos e sinais de repúdio. Nada que dissuadisse o candidato presidencial que continuou a discursar para uma plateia composta, na sua maioria, por mulheres.
O evento contou com a presença de 12 candidatos à presidência francesa, entre eles Ségolène Royal e Nicolas Sarkozy.
O presidente da Frente Nacional foi o último a discursar, mas nem por isso perdeu a agressividade, aproveitando para chamar “imbecis” aos estudantes que o vaiavam, afirmando que tinham menos educação e inteligência do que os jovens que tinham participado nas revoltas parisienses de 2005. “É mais fácil ir aos subúrbios do que a ciências politicas”, sublinhou.
Talvez tenha sido esta aparente facilidade que levou Le Pen a visitar o bairro multirracial de Argenteuil nos arredores de Paris. O mesmo bairro onde alguns moradores foram apelidados de “escumalha”, por Nicolas Sarkozy.
Sarkozi, escumalha e Le Pen
A corrida para a presidência da república só começa dentro de duas semanas, mas o líder da extrema-direita já se passeia com algum à vontade por ambientes à partida hostis. O homem que nunca escondeu ser contra a imigração apertou a mão a mulheres muçulmanas e conversou com homens negros.
“Nós queremos ajudá-los a saírem destes guetos suburbanos onde os políticos franceses vos arrumaram…para mais tarde vos chamarem de escumalha”, lembrou Le Pen, numa referência aos comentários feitos pelo seu rival da direita moderada. Na altura, Sarkozi, o então ministro do interior, referiu “ser necessário limpar a zona da escumalha que tem vindo a arruinar a vida dos moradores”.
Poucos dias depois a cidade luz foi palco de violentos confrontos entre populares e as forças da ordem. Os piores desde os anos 60. Nicolas Sarkozi não voltou a ser visto em Argenteuil.
O candidato que em 2002 ficou em segundo lugar na preferência dos franceses não esqueceu isso. “Obrigado por me permitirem que discurse aqui, onde nem sequer o vosso antigo ministro do interior se arrisca a vir”, agradeceu Le Pen no decorrer da sua curta e inesperada visita.
Mas como permitir não é a mesma coisa que concordar, as manifestações de repúdio acompanharam sempre o passeio da comitiva de extrema-direita.
“Vai para casa”, foi o grito mais ouvido e que demonstrava bem o desconforto causado pela presença da Frente Nacional no bairro.
“Ele não gosta de negros. Os meus filhos não vão votar nele”, garante Souko Cumba, uma imigrante da Mauritânia, que afirma sentir uma “grande mágoa” ao ver o candidato presidencial.
“Le Pen não nos chama de escumalha, mas é isso que ele pensa que nós somos”, opinou outro morador de Argenteuil.
in Expresso.
Este homem é um senhor....:sh)