Verdade ou Mito : É aconselhável, esporadicamente, levar o automóvel ao Red Line ?!

Ok, eu vou dar uma opinião bem diferente de todas as que foram aqui referidas.

Vou-vos dizer o que aprendi há alguns anos no meu curso de eng. mecânica.

Um motor é um conjunto de peças. Cada peça é projectada com todo o detalhe.
E como em todos os projectos, há sempre que considerar a possibilidade de a peça "falhar", pq todos os componentes falham no sentido em que estão constantemente em mudança. Não poderemos esperar que uma peça com uso esteja nas mesmas condições que uma acabadinha de ser feita.

A um nível microscópio todas as peças quebram, isto é, como as peças estão em movimento, surgem microfissuras que, na maior parte das vezes, se dão apenas entre átomos do próprio material.

Isto é verdade, e todos os componentes de um motor, têm isso em conta.

O mais espantoso é que essas fissuras não têm retorno, continuando a propagar-se... mas há uma maneira muito simples e eficaz de impedir a sua propagação.

Essa maneira é provocar um "choque" de energia nas ligações atómicas, de modo a que a fenda se parta de vez e não tenha meio de continuar a desenvolver-se.

Esse choque de energia só se consegue "esforçando a peça".

Dou-vos um exemplo, antigamente viam-se muitas motos com aqueles parabrisas plásticos. Era normal, eles quebrarem, ou devido ao vento, ou alguma pedrada... tb se utilizava um truque para evitar a propagação da fenda, fazia-se um furo na ponta da fenda com um berbequim. O furo serve para provocar o tal choque energético. O resultado é que a fenda deixa se de propagar.

É isto que pretendemos, provocar o tal o choque energético que só possível levando o motor ao máximo... de preferência instantâneamente, mas como isso é impossível, basta levar o carro à AE e esperar que o red-line corte.... é claro que convém fazer isso em todas as mudanças para esticar todas as peças!

Não julguem que isto é treta, isto tem teses de mestrados e doutoramentos por trás.

A rodagem é um pouco como isto, anda-se devagar para puxar as fendas e depois "puf"... o choque para terminar com ela de vez.

Agora não se esqueçam que isto só necessita de um instante, como tal, não andem a 200km/h por muito tempo que já não estão a fazer nada.

Abraços,


Assumindo que tens razão, explica lá o que é que impede as microfissuras de aparecerem às 7000rpms quando elas aparecem se usares o motor às 2000...

tudo bem que "cortas" a propagação das fissuras existentes mas não corres o risco de provocar outras mais graves pelo próprio esforço adicional?
 
Eu no meu já cortei uma vez 2ª e 3ª e por diversas vezes já puxei 2ª até ao red line, mas sem cortar.

Em AE para tirar o carvão ás vezes puxo uma 4ª até perto das 6000 rpm.

Até à data o motor nunca se queixou, compreendo que não deve fazer muito bem, mas por vezes convém esticar um bocadito para o motor não ficar "preso". :)
 
Assumindo que tens razão, explica lá o que é que impede as microfissuras de aparecerem às 7000rpms quando elas aparecem se usares o motor às 2000...

tudo bem que "cortas" a propagação das fissuras existentes mas não corres o risco de provocar outras mais graves pelo próprio esforço adicional?

Sim, o esforço em exagero pode provocar uma macro-rotura, isto é, partiste a peça, tendo de ser substituída.

Mas isso significa que algo falhou, pq uma peça bem dimensionada aguenta com os esforços "estimados", o red-line é um esforço estimado.

As microfissuras ocorrem precisamente a esforços mais brandos, mas aqui o que provoca estas microfissuras não é o esforço, é o hábito, ou seja, ocorrem a regimes menos violentos mas imensas vezes, por ser este precisamente o regime normal de funcionamento.
 
Sim, o esforço em exagero pode provocar uma macro-rotura, isto é, partiste a peça, tendo de ser substituída.

Mas isso significa que algo falhou, pq uma peça bem dimensionada aguenta com os esforços "estimados", o red-line é um esforço estimado.

As microfissuras ocorrem precisamente a esforços mais brandos, mas aqui o que provoca estas microfissuras não é o esforço, é o hábito, ou seja, ocorrem a regimes menos violentos mas imensas vezes, por ser este precisamente o regime normal de funcionamento.

eu sabia!!!! eu sabia!!
afinal tenho razão!
aquilo quer é pau!apr:) apr:) apr:)

mas já agora pegando nos teus esclarecimentos, não pensas que o material com que as peças são feitas é importantíssimo?
por exemplo um pistão pode ser feito de diversos materiais? e o material escolhido influencia a sua durabilidade? estou a pensar bem?
 
Última edição:
eu sabia!!!! eu sabia!!
afinal tenho razão!
aquilo quer é pau!apr:) apr:) apr:)

mas já agora pegando nos teus esclarecimentos, não pensas que o material com que as peças são feitas é importantíssimo?
por exemplo um pistão pode ser feito de diversos materiais? e o material escolhido influencia a sua durabilidade? estou a pensar bem?

Claro que sim. Os motores de combustão já duram há imenso tempo... e infelizmente estão ainda para durar (infelizmente pq eu gostava que já cá andassem as pilhas de combustível).

Mas têm vindo a ser melhorados, não só com novas "invenções" mas também devido ao recurso a novos materiais, quase todos derivados de pesquisas provenientes da experiência em competição.
 
As microfissuras ocorrem precisamente a esforços mais brandos, mas aqui o que provoca estas microfissuras não é o esforço, é o hábito, ou seja, ocorrem a regimes menos violentos mas imensas vezes, por ser este precisamente o regime normal de funcionamento.

Estás a referir-te a um fenómeno que se chama fadiga cíclica.
Falaste no outro post de uma coisa importante: concentração de tensões, mas devo dizer que as coisas não são tão simplificadas como fizeste crer.

Logo já faço uma resposta mais elaborada àquilo que disseste [;)]
Embora isto se vá tornar muito técnico mas acho que é bom falar sobre para perceber bem o que acontece. [;)]
 
Sim, o esforço em exagero pode provocar uma macro-rotura, isto é, partiste a peça, tendo de ser substituída.

Mas isso significa que algo falhou, pq uma peça bem dimensionada aguenta com os esforços "estimados", o red-line é um esforço estimado.

As microfissuras ocorrem precisamente a esforços mais brandos, mas aqui o que provoca estas microfissuras não é o esforço, é o hábito, ou seja, ocorrem a regimes menos violentos mas imensas vezes, por ser este precisamente o regime normal de funcionamento.

a fadiga não provoca apenas microfissuras podem transformar-se também em peças partidas.

mas adiante, se levares constantemente o motor ao redline também aumentas a probabilidade de provocar fadiga nas peças mas nesse caso por excesso de esforço e de forma continuada.

Moral da história:
não andar sempre no mesmo regime seja ele excessivamente alto ou baixo
 
Claro que sim. Os motores de combustão já duram há imenso tempo... e infelizmente estão ainda para durar (infelizmente pq eu gostava que já cá andassem as pilhas de combustível).

Mas têm vindo a ser melhorados, não só com novas "invenções" mas também devido ao recurso a novos materiais, quase todos derivados de pesquisas provenientes da experiência em competição.

pois a minha questão parte mesmo desse ponto: não estarão os construtores numa tentativa de ter preços competitivos e veículos com cada vez maior equipamento, a poupar onde nunca se deveria poupar? nos materias internos do motor?[;)]

ou a perseguição do aumento de potência em motores destinados inicialmente para pot~encias inferiores não causaram tb a diminuição do prazo de vida destas peças internas?

é que um pistão furar-se aos 80.000 kms é deveras estranho!
 
Estás a referir-te a um fenómeno que se chama fadiga cíclica.
Falaste no outro post de uma coisa importante: concentração de tensões, mas devo dizer que as coisas não são tão simplificadas como fizeste crer.

Logo já faço uma resposta mais elaborada àquilo que disseste [;)]
Embora isto se vá tornar muito técnico mas acho que é bom falar sobre para perceber bem o que acontece. [;)]

Isto dá pano para mangas. Eu tentei explicar de forma simples mas que se fizess e entender.

E disse aquilo pq até então os comentários anteriores não tinham qualquer base para os mesmo, era tudo sobre experiências e "mitos"...
 
pois a minha questão parte mesmo desse ponto: não estarão os construtores numa tentativa de ter preços competitivos e veículos com cada vez maior equipamento, a poupar onde nunca se deveria poupar? nos materias internos do motor?[;)]

ou a perseguição do aumento de potência em motores destinados inicialmente para pot~encias inferiores não causaram tb a diminuição do prazo de vida destas peças internas?

é que um pistão furar-se aos 80.000 kms é deveras estranho!

Se pegares num carro que tem o motor frio e o levares ao red-line, mesmo desengatado, o mais certo é precisares de um motor novo...

Quero dizer que muitos dos problemas são derivados do estilo de condução, apenas podemos afirmar que é defeito quando surgem vários problemas semelhantes em várias viaturas...
 
eu já,sem querer,cheguei ao corte de rotaçao do motor...e pelo som que emite nao acho aquilo nada agradavel...para mais quando se mete a seguinte mudança(3ª para 4ª)o bicho manda uma chicotada nas costas assim um bocado marada...(+/- 9200 rpms..).a rotaçao disponivel antes acho que chega e sobra.....
 
ao principio tinha a paranoia de que o red line fazia mal..............

depois comecei a levar a 2ª ao red em algumas ocasioes! e depois percebi que se não levasse ao red, mas sim um bocadinho antes, era a mesma coisa quase (já que não andamos aqui a tentar limpar segundos ao cronometro)[:p]
 
Se pegares num carro que tem o motor frio e o levares ao red-line, mesmo desengatado, o mais certo é precisares de um motor novo...

Quero dizer que muitos dos problemas são derivados do estilo de condução, apenas podemos afirmar que é defeito quando surgem vários problemas semelhantes em várias viaturas...

Eu na minha 1.7dti sinto muito a entrada do turbo a frio, dps n se nota! imagino que faça msm mal puxar pelas velocidades a frio...
 
coincidencia ou nao dos 4 carros que tive o que eu menos puxei por as rpm foi o que deu mais problemas(grande cancro)
 
Já ouvi bastantes vezes que, com o motor bem quentinho, e num curto intervalo de tempo, "dá saúde" ao motor levá-lo esporadicamente aos regimes máximos.

Tem algum fundamento ?!

Ou será mito ?!
Pois eu ja levei o meu até ao corte...........em 1ª :sh) !!! Fiquei atolado em areia, meti a 1ª e acelerei a fundo, tao fundo q de repente oiço um mini-estrondo no motor e o tablier desligou como se nao estivesse lá a chave. Voltei a ligar a igniçao e depois o motor e voilá tudo na mesma a funcionar[;)], devia ter alguns 10 000 km .
 
Eu não tenho estes problemas no meu [:p]

Já que não tem Redline assinalado [:D][:D]

Já agora, todos os Fiestas pelo menos os Mk4 e Mk5 e também já reparei que o Focus (não o actual mas o anterior) não têem Redline assinalado no conta-rotações, isso é um bocado estupido ou é a Ford a dizer que é para esgalhar a fundo sem ver a rotações?! [:)]

Entretanto descobri por mim que o meu carro corta às 6500RPM. Tendo de máximo 7000RPM portanto presumo que o Redline "mental" seja entre as 6000RPM e as 7000RPM, né?
 
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