Formação dos pais decisiva no sucesso escolar dos filhos

O problema é q nem tdos somos pessoas sérias.
Se lhes deres o mínimo, vais ver q mtas pessoas simplesmente n fazem nada pq o q tá garntido já os satisfaz.
 
A vida não é feita de igualdades. Não defendo sistemas que de tanto quererem dar oportunidades a toda a gente, acabam por ser de uma ineficiencia brutal, e só promovem o comodismo em vez da excelencia.

Se alguem parte de uma posição mais desfavorecida vai ter de dar mais o litro. É a vida.

É isso mesmo. E os mesmo bons não se vão queixar e esperar pelas oportunidades. Vão trabalhar para elas..
 
Descobriram a pólvora

Descobriram a pólvora

A relação a que se refere o tópico pode-se estabelecer, mas haverá uma outra muito mais forte, e que pertence ao bê-a-bá da Sociologia da Educação: filhos de pais que privilegiam a escola e que transmitem a importância da escolaridade, terão melhores probabilidades de serem bons alunos.

A explicação é simples, embora iluda DE TODO muito boa gente: estes pais, ao transmitirem a importância da escola, da valorização dos professores, ao mostrarem que investem na escolaridade dos filhos e que os frutos dos seus esforços serão recompensados, estarão a contribuir (de uma forma determinante!) para o sucesso escolar dos seus filhos.

Não é certamente preciso ser-se filho de licenciado para isto - felizmente vai havendo muitos bons pais analfabetos que, graças às voltas da vida, aprenderam a importância da escolaridade. Ora, em termos estatísticos, haverá certamente mais pais licenciados a fazer isto do que pais sem escolaridade (ou muito pouca), pelo que sociedades mais escolarizadas tenderão a reforçar-se cada vez mais como tal.

Como é que pensavam que países como o Japão, a Coreia do Sul e outros têm índices tão altos de escolarização e de desenvolvimento tecnológico? Graças não só a sistemas de ensino rigorosos e exigentes (nada como a nossa palhaçadazita), mas também devido à cultura de profundo respeito pela instituição escolar, coisa que por cá não se pode dizer que abunde...
 
Última edição:
A vida não é feita de igualdades. Não defendo sistemas que de tanto quererem dar oportunidades a toda a gente, acabam por ser de uma ineficiencia brutal, e só promovem o comodismo em vez da excelencia.

Se alguem parte de uma posição mais desfavorecida vai ter de dar mais o litro. É a vida.


Isso ou assaltar-te a casa - é a vida.
 
É isso mesmo. E os mesmo bons não se vão queixar e esperar pelas oportunidades. Vão trabalhar para elas..


Felizmente já nos elevámos das sociedades em que cada um estava entregue a si próprio.

Será que entre os desfavorecidos não há ninguém com capacidades para aproveitar?

Será que os deficientes não merecem ser apoiados nas suas dificuldades?

Será que não nos devemos empenhar por uma sociedade mais justa e mais igualitária?
 
A DarkRose aflorou um pouco o principal quando diz que "Acho que mesmo que os pais não estimulem o filho, se este tiver vontade, poderá ter sucesso a mesma" mas esquece-se que se a irmã e o cunhado estivessem a receber 400€ por mês os dois, as preocupações deles seriam outras em vez de "escolas secundárias com boas médias nos exames".

É claro que se o sobrinho dela for muito bom e inteligente acabará recompensado, apesar de o ser mais tarde do que alguém que sempre teve tudo de bandeja.

Mas nunca chegará a sair da classe media, provavelmente só os filhos dele o farão.

Os teus exemplos extremos jbranco, infelizmente tb são uma realidade cada vez maior já que poucas pessoas tem tempo para acompanhar os filhos e garantir que pelo menos eles não vejam muita floribela ou se acontecer lhes explicam o valor das floribelas e garantem que eles tb lêem muitos livros e vêem a sic noticias o discovery channel, o odisseia e o canal historia.

Pena é que nem todos tenham acesso a luxos (como já foi apontado por este fórum) de tv por cabo e nem ao acompanhamento dos pais que passa ente 12 e 16 horas fora de casa a trabalhar.

Nthor, é complicado manter um diálogo contigo porque tu passas uma imagem de frustração demasiado elevada.

Extremando a situação com um exemplo que não tem a ver directamente com o assunto concerteza concordas que por haver pessoas a passar fome no mundo não é um luxo tu ou eu termos comer na mesa.

O facto de haver pessoas que têm tudo de bandeja e eu tenha que lutar para chegar onde eles chegam não me tornam inferior a elas nem menos capaz de fazer o mesmo ou melhor do que elas. Basta quere chegar lá e trabalhar da forma correcta para o conseguir.....

Sabes eu tenho 1,65 de altura. Tenho colegas com 1,90. Eles para mudarem uma lâmpada esticam o braço e mudam. Eu tenho que ir buscar um escadote ou um cadeira, mas também a mudo. Logo aí fico em pé de igualdade com eles.
Mas ainda tenho uma vantagem ..... Sabes qual é ?
É que eu para mudar a lâmpada instintivamente vou 1º desligar o contador. Eles instintivamente nunca o fazem......algum dia põem lá a mão e aquilo desliga-se no corpo deles ......
Claro que eu também posso cair do escadote, mas como são só 3 degraus .....

Portanto para mim neste e noutros assuntos o melhor que temos a fazer é dar o melhor uso às ferramentas que temos em vez de ficar-mos a pensar naquelas que os outros têm e nada fazer-mos por não as temos ...... desse modo a unica coisa que passamos aos nossos filhos é aquilo que já nos passaram a nós e nada mais e isso na minha perspectiva está errado porque não acrescentamos nenhuma mais valia à geração seguinte ......
 
Felizmente já nos elevámos das sociedades em que cada um estava entregue a si próprio.

Será que entre os desfavorecidos não há ninguém com capacidades para aproveitar?

Será que os deficientes não merecem ser apoiados nas suas dificuldades?

Será que não nos devemos empenhar por uma sociedade mais justa e mais igualitária?

Conheço pessoas na universidade "desfavorecidas" e com muito maior aproveitamento que meninos ricos. Embora não sejam o desejável existem sempre as bolsas, a força de vontade etc. Não podemos estar à espera que caia tudo do céu.

Claro que deve haver apoio aos deficientes e tentar integra-los da melhor forma. Em alguns casos isso é feito. Um prof. meu foi a Coimbra e estacionou o carro novinho... Foi avisado que partiram-lhe o vidro. Foram os jardineiros, foi a ver e eram deficientes. Estavam sentados ao lado do carro à espera que o dono chegasse. Se não fossem deficientes se calhar era sempre a andar. Só para dizer que há bons exemplos e devem ser seguidos.
 
A vida não é feita de igualdades,

Mesmo agora na univ, enquanto eu ( e muitos) estamos lá sozinhos, outros colegas, continuam na casa dos pais, vão lhes buscar à univ, por vezes até levam o carro, enfim, um sem tipo de mordomias que acaba por beneficiar em relação aos outros, em teoria, porque na prática os resultados até não o demonstram...

Também existe lá um tipo que tem problemas muito graves de visão, e não é por isso que deixa de ter óptimas notas e passar a tudo.

Continuo a achar que a chave está nos valores transmitidos de pais para filhos, e o acreditar em nós próprios e lutar.

Também podia andar aqui a dizer que me espalhei no 12º a física no exame nacional porque a professora era uma nódoa e isto e aquilo, e por causa disso tive 5 no exame, e no ano a seguir com outra professora tive 19, mas não, claramente a culpa foi minha porque me desmotivei, com esforço tinha passado logo à 1º.

Há coisas que só filosoficamente podem ser realmente iguais para todos, e este assunto dos meios necessários para o sucesso escolar é um deles, porque não basta os meios, é preciso cabeça, do lado dos pais e dos filhos, e basta um passeio por um shoping para perceber que por vezes, nem um, nem outro...
 
A vida não é feita de igualdades,

Mesmo agora na univ, enquanto eu ( e muitos) estamos lá sozinhos, outros colegas, continuam na casa dos pais, vão lhes buscar à univ, por vezes até levam o carro, enfim, um sem tipo de mordomias que acaba por beneficiar em relação aos outros, em teoria, porque na prática os resultados até não o demonstram...

Isso é um pau de dois legumes, já dizia o Jaime Pacheco. Muitos dos meus colegas deslocados estavam nessa situação por opção. [;)]
 
Os pais e a educação segundo Moita Flores

Como é que os pais estão a gerir o tempo e espaço dos seus filhos quando estes não estão na escola? A pergunta foi feita na quinta-feira à noite pelo presidente da Câmara de Santarém, escritor, sociólogo, professor e ex-inspector da Polícia Judiciária, Francisco Moita Flores, orador convidado da conferência “Os Pais e a Educação”, realizada do Teatro Sá da Bandeira.
Socorrendo-se de um estudo realizado em França, no qual participou activamente, Moita Flores revelou que a esmagadora maioria dos jovens que respondeu às perguntas desse estudo afirmou que teve o primeiro contacto com a droga entre sexta-feira à tarde e domingo à tarde, ou seja, ao fim de semana, quando não têm actividades escolares. É por isso que os pais precisam de ter cuidados redobrados com os tempos de ócio dos seus filhos, partilhando-os sempre que possível e não descarregando as responsabilidades da sua educação na escola e nos professores.
Esta foi uma das interrogações e perplexidades que Moita Flores deixou perante uma plateia repleta de pais e professores que o escutou atentamente. Mas houve mais. A “ditadura do relógio”, com a aceleração do tempo e a contracção do espaço em que vivemos, foi outra das preocupações abordadas. A Internet, cujo desenvolvimento considerou ser tão importante como a Revolução Industrial, acelerou de tal forma o dia a dia das novas gerações que os pais, se não acompanharem os desenvolvimentos da nova era, correm o risco de passar ao lado do mundo dos filhos.
“Estamos em condições de perceber os nossos filhos e os nossos alunos?” questionou Moita Flores, acrescentando que os pais não se podem preocupar apenas com a educação dos filhos, têm de se preocupar com a sua própria educação. “Temos de por em causa aquilo que é para nós o tempo livre. Estou convencido que os nossos filhos não precisam de descansar ao sétimo dia”, afirmou, explicando que é necessário que eles gastem as suas energias de forma positiva. Caso contrário quando saírem do ambiente familiar vão sair da redoma e agir como Eva quando a serpente lhe mostrou a maçã: vão querer experimentar.
Falando de uma certa cultura do “não amor”, Moita Flores interrogou-se também se muitos pais perceberão que o computador, a consola ou a televisão não conseguem dizer “amo-te” nem dar um toque carinhoso. Aliar a efectividade à razão foi a solução apontada pelo ex-polícia, que se definiu a si próprio como “um pai medroso e com sentimento de culpa”, sentimento que, a ver pelas reacções, encaixou perfeitamente no sentimento geral da audiência.

http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=281&id=33511&idSeccao=3952&Action=noticia
 
Nestes tempos em que começamos a ouvir a CONFAP a berrar por escolas a receber meninos das 7:00 às 21:00, interessa saber mais uma coisa: os filhos são tanto mais felizes quanto mais tempo passarem com a família.

Conheço gentinha que, mesmo em férias, não hesitam em ir deixar os desgraçados ao infantário/ATL, para andarem no bem-bom enquanto outros lhes aturam os putos. Qualquer dia serão também os professores a fazer os filhos, porque os pais até para isso estarão muito ocupados!

É preciso começar a pensar se queremos ter mesmo um filho antes de o fazer, e se teremos condições/pachorra para o criar e para o fazer sentir-se desejado e feliz.

E, já agora, antes de terem um filho, pensem: se ele pudesse escolher, será que o meu filho me queria ter a mim?
 
Nestes tempos em que começamos a ouvir a CONFAP a berrar por escolas a receber meninos das 7:00 às 21:00, interessa saber mais uma coisa: os filhos são tanto mais felizes quanto mais tempo passarem com a família.

Conheço gentinha que, mesmo em férias, não hesitam em ir deixar os desgraçados ao infantário/ATL, para andarem no bem-bom enquanto outros lhes aturam os putos. Qualquer dia serão também os professores a fazer os filhos, porque os pais até para isso estarão muito ocupados!

É preciso começar a pensar se queremos ter mesmo um filho antes de o fazer, e se teremos condições/pachorra para o criar e para o fazer sentir-se desejado e feliz.

E, já agora, antes de terem um filho, pensem: se ele pudesse escolher, será que o meu filho me queria ter a mim?
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Só sei que hoje em dia, para a tradicional família portuguesa, aquela que tem bem presente o que é ser uma família, e o carinho e dedicação que é necessário ter para formar os filhos, cada vez menos pode constituir ou aumentar a família...

O mesmo não se pode de algumas auto intituladas minorias desfavorecidas, para as quais há sempre subsídios, rendimentos, isenções, alojamento, e formação, de forma totalmente grátis, premiando a sua falta de planeamento familiar, ignorância, desinteresse, e auto proclamada miséria financeira e humana...

Custa-me ver famílias decentes, por amor aos seus filhos e núcleo familiar, terem que pagar caro por casas, bens alimentares, cuidados de saúde, formação dos filhos, e ainda contribuírem com os seus impostos para as tais minorias que se acomodam á esmola estatal sem qualquer controlo e punição.
 
Nestes tempos em que começamos a ouvir a CONFAP a berrar por escolas a receber meninos das 7:00 às 21:00, interessa saber mais uma coisa: os filhos são tanto mais felizes quanto mais tempo passarem com a família.

Conheço gentinha que, mesmo em férias, não hesitam em ir deixar os desgraçados ao infantário/ATL, para andarem no bem-bom enquanto outros lhes aturam os putos. Qualquer dia serão também os professores a fazer os filhos, porque os pais até para isso estarão muito ocupados!

É preciso começar a pensar se queremos ter mesmo um filho antes de o fazer, e se teremos condições/pachorra para o criar e para o fazer sentir-se desejado e feliz.

E, já agora, antes de terem um filho, pensem: se ele pudesse escolher, será que o meu filho me queria ter a mim?

Eu não entendo esses pais. Já não basta mal se verem os filhos quando se trabalha, chegam as ferias e mesmo assim não querem aproveitar esse tempo com eles! Até porque estão a privar as crianças não só deles, os pais, como de conhecer outros lugares!

Soube que um casal jovem que conheço foi umas ferias para o Algarve e o filho ficou com a avó, em vez de o levarem...tipo o miudo ficou com familia a mesma, mas os pais foram para o bem-bom enquanto a avó teve de estar a aturar o miudo. E o mais engraçado é que desculparam o casal dizendo que eles eram gaiatos (casaram muito novos, aos 20 e poucos). Mas exactamente por serem novos, podiam aproveitar a vida de casados antes de terem o filho e só depois passear com ele, ter tempo para ele.
 
Eu não tenho por hábito ir para algum lado e deixar as crianças.
Mas há que entender e aceitar que há pessoas que fazem isso pontualmente até como forma de equilibrar/alimentar a relação do casal.

E se a relação do casal estiver bem, a relação dos pais com os filhos estará provavelmente melhor .....[;)]
Há que ver a outra parte da questão .....
 
Eu não tenho por hábito ir para algum lado e deixar as crianças.
Mas há que entender e aceitar que há pessoas que fazem isso pontualmente até como forma de equilibrar/alimentar a relação do casal.

E se a relação do casal estiver bem, a relação dos pais com os filhos estará provavelmente melhor .....[;)]
Há que ver a outra parte da questão .....


Eu até entendo isso claro.

Mas e o tempo para os filhos então? Nem 8 nem 80.

Se os pais forem de ferias sempre sem os filhos, praticamente mal os vem.

Numa palavra, mais vale alguns nem os terem.
 
Última edição:
A minha opinião de solteiro é que tem de haver equilíbrio. Um casal também precisa de tempo sozinho. Mas o que é certo é que eu sempre fui criado pelos meus pais. Os meus avós nunca foram muito intervenientes. Quando for eu quero mudar isso.. A relação avô-neto também é bastante importante.. Equilíbrio como disse.. [;)]
 
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