TubularBells
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Bons dias,
Bom, estou a abrir este tópico, não para cascar a torto e a direito no Frontera cá de casa, mas apenas para dar a conhecer alguns pormenores que me têm vindo a desiludir, principalmente para quem está habituado a um determinado nível de qualidade, durabilidade, resistência, etc. na marca.
O Frontera foi adquirido novo em Janeiro de 2001. É o 2.2 DTI na versão Limited de 5 portas.
Desde o início reparámos em alguns pormenores estranhos face aos outros Opel que tivemos. Com o capot aberto viam-se alguns maus acabamentos, perguntámos na Opel porque é que aquilo estava assim, e o chefe de oficina (um tipo impecável) disse logo:
"é que isto com o capot fechado é que é um Opel, com o capot aberto é um Isuzu"
Portanto, não restavam duvidas, o Frontera era mais Japonês que alemão, felizmente pensarão alguns, infelizmente constatei eu.
Bom, como Japonês que era, sendo apenas usado pela minha mãe, não andando a fazer TT e a dormir sempre na garagem, o Frontera tinha tudo para ficar cá em casa durante muitos e longos anos.
Ao longo deste tempo posso considerar que o Frontera tem sido um carro relativamente fiável. Levou um sensor de massa de ar aos 40 mil km, partiu o colector do escape (felizmente foi reparado durante a revisão na Opel, e não cobraram mais por isso, apenas o tempo, que foi pouco), e teve um problema que foi reparado por mim, no painel de instrumentos.
Posto isto, para alem da manutenção normal, o Frontera não tem dado grandes despesas ou dores de cabeça.
O problema é que, para quem me conhece, sabe que eu sou extremamente exigente, seja com carros, com pessoas, com bens materiais, etc. As coisas não podem falhar, e quando falham está o caldo entornado. No caso do Frontera, um carro que novo custou mais de 30 mil Euros, é inaceitável aquilo que nos últimos tempos tenho vindo a observar e que me choca quando comparo com os outros Opel que cá moram, e que por cá passaram.
O Frontera está a apresentar sinais de desgaste, a meu ver, prematuramente. Passo a explicar:
O carro é utilizado pela minha mãe para ir às compras, ao ginásio, à cabeleireira e pouco mais. Tem 60 mil km, foi sempre assistido na marca, e apenas fez duas vezes algo semelhante a TT, mas coisa pouca.
O que observo é o seguinte:
• Borrachas deformadas, ressequidas e a rasgar.
• Dobradiças das portas com um desgaste estupidamente acentuado! Principalmente as da frente estão bastante descaídas.
• Cada local onde bata uma pedra, é ponto de ferrugem na cerca.
• Guia do tensor da porta da mala completamente gasto.
• Pontos de ferrugem por baixo nas barras do chassis, tubos de escape, etc.
• Folgas e desalinhamentos nos painéis interiores.
• Volante completamente gasto e polido com falta de bocados de pele.
Bom, acho que estes exemplos falam por si. Num carro com 6 anos, que faz 10 mil km por ano, verificar este tipo de desgaste é surreal! Nunca vimos tal em todos os Opel que por cá passaram! Apenas o Astra F acabou por precisar de cavilhas na tampa da mala aos cento e tal mil quilómetros e ao fim de 7 anos a ser usado como carro de trabalho.
Os outros nunca precisaram de qualquer tipo de manutenção deste género.
Ganhar ferrugem onde batem pedras?! Nem quero pensar nos sítios onde as borrachas friccionam! Porra, o Astra do meu pai tinha um risco profundo no capot, nunca oxidou, o Astra F levou um risco a toda a volta, nunca oxidou, o meu tem a frente totalmente cravada de pedras, e oxidação, nem ver.
O Frontera, qualquer porcaria que bata, é ponto de ferrugem!
Não posso desmontar nada no interior que dificilmente volta a ficar igual. O defeito não é meu, pois nos outros desmonto e desmontava, ficando tudo direito e alinhado depois de montar.
O painel de instrumentos do Frontera uma vez deixou de contar velocidade. Desmontei, ao desmontar vi que a placa electrónica do painel parecia artesanal! Soldas esquisitas, e nada a proteger a placa, enfim... uma coisa mesmo fraca. Ficou a funcionar, e a causa eram apenas soldas partidas (qualidade japonesa). Entretanto já fui à Opel reparar um com o mesmo problema.
Tenho cá um painel de uma Astra e algumas placas electrónicas de Astra’s G (carros bem mais baratos) e o material, que é todo siemens, apresenta uma qualidade espectacular, até o pormenor de tudo o que é placa electrónica levar um banho com verniz transparente para ficar bem isolado de humidades e coisas do género.
O que eu acho que realmente é bom naquele carro, e apresenta de facto bastante qualidade, é o rádio, o display, o comando das luzes, e o motor. São as únicas coisas que são realmente Opel, e que parecem ser como os outros que por cá passaram.
Cá em casa estávamos e estamos habituados a um tipo de qualidade, resistência e durabilidade que não estamos a ver no Frontera.
E... dobradiças gastas? É que não são as camilhas! Ontem de manhã andei a desmontar aquilo, e a cavilha está impecável, o problema é que a própria dobradiça está com folga, fazendo a porta abar e descair!
E agora pergunto, é isto a qualidade Isuzu? É isto a qualidade nipónica?
O Jipe é confortável, é fiável, é bonito, não tem grandes ruídos parasitas, mas... com 6 anos, 60 mil km, e a precisar deste tipo de manutenção... algo não está bem.
Não estou a tentar defender a Opel, ou a criticar a Isuzu, estou apenas a relatar aquilo que verifiquei.
Fotos da 1ª vez que fez algo semelhante a TT. Apenas o fez duas vezes.
Bom, estou a abrir este tópico, não para cascar a torto e a direito no Frontera cá de casa, mas apenas para dar a conhecer alguns pormenores que me têm vindo a desiludir, principalmente para quem está habituado a um determinado nível de qualidade, durabilidade, resistência, etc. na marca.
O Frontera foi adquirido novo em Janeiro de 2001. É o 2.2 DTI na versão Limited de 5 portas.
Desde o início reparámos em alguns pormenores estranhos face aos outros Opel que tivemos. Com o capot aberto viam-se alguns maus acabamentos, perguntámos na Opel porque é que aquilo estava assim, e o chefe de oficina (um tipo impecável) disse logo:
"é que isto com o capot fechado é que é um Opel, com o capot aberto é um Isuzu"
Portanto, não restavam duvidas, o Frontera era mais Japonês que alemão, felizmente pensarão alguns, infelizmente constatei eu.
Bom, como Japonês que era, sendo apenas usado pela minha mãe, não andando a fazer TT e a dormir sempre na garagem, o Frontera tinha tudo para ficar cá em casa durante muitos e longos anos.
Ao longo deste tempo posso considerar que o Frontera tem sido um carro relativamente fiável. Levou um sensor de massa de ar aos 40 mil km, partiu o colector do escape (felizmente foi reparado durante a revisão na Opel, e não cobraram mais por isso, apenas o tempo, que foi pouco), e teve um problema que foi reparado por mim, no painel de instrumentos.
Posto isto, para alem da manutenção normal, o Frontera não tem dado grandes despesas ou dores de cabeça.
O problema é que, para quem me conhece, sabe que eu sou extremamente exigente, seja com carros, com pessoas, com bens materiais, etc. As coisas não podem falhar, e quando falham está o caldo entornado. No caso do Frontera, um carro que novo custou mais de 30 mil Euros, é inaceitável aquilo que nos últimos tempos tenho vindo a observar e que me choca quando comparo com os outros Opel que cá moram, e que por cá passaram.
O Frontera está a apresentar sinais de desgaste, a meu ver, prematuramente. Passo a explicar:
O carro é utilizado pela minha mãe para ir às compras, ao ginásio, à cabeleireira e pouco mais. Tem 60 mil km, foi sempre assistido na marca, e apenas fez duas vezes algo semelhante a TT, mas coisa pouca.
O que observo é o seguinte:
• Borrachas deformadas, ressequidas e a rasgar.
• Dobradiças das portas com um desgaste estupidamente acentuado! Principalmente as da frente estão bastante descaídas.
• Cada local onde bata uma pedra, é ponto de ferrugem na cerca.
• Guia do tensor da porta da mala completamente gasto.
• Pontos de ferrugem por baixo nas barras do chassis, tubos de escape, etc.
• Folgas e desalinhamentos nos painéis interiores.
• Volante completamente gasto e polido com falta de bocados de pele.
Bom, acho que estes exemplos falam por si. Num carro com 6 anos, que faz 10 mil km por ano, verificar este tipo de desgaste é surreal! Nunca vimos tal em todos os Opel que por cá passaram! Apenas o Astra F acabou por precisar de cavilhas na tampa da mala aos cento e tal mil quilómetros e ao fim de 7 anos a ser usado como carro de trabalho.
Os outros nunca precisaram de qualquer tipo de manutenção deste género.
Ganhar ferrugem onde batem pedras?! Nem quero pensar nos sítios onde as borrachas friccionam! Porra, o Astra do meu pai tinha um risco profundo no capot, nunca oxidou, o Astra F levou um risco a toda a volta, nunca oxidou, o meu tem a frente totalmente cravada de pedras, e oxidação, nem ver.
O Frontera, qualquer porcaria que bata, é ponto de ferrugem!
Não posso desmontar nada no interior que dificilmente volta a ficar igual. O defeito não é meu, pois nos outros desmonto e desmontava, ficando tudo direito e alinhado depois de montar.
O painel de instrumentos do Frontera uma vez deixou de contar velocidade. Desmontei, ao desmontar vi que a placa electrónica do painel parecia artesanal! Soldas esquisitas, e nada a proteger a placa, enfim... uma coisa mesmo fraca. Ficou a funcionar, e a causa eram apenas soldas partidas (qualidade japonesa). Entretanto já fui à Opel reparar um com o mesmo problema.
Tenho cá um painel de uma Astra e algumas placas electrónicas de Astra’s G (carros bem mais baratos) e o material, que é todo siemens, apresenta uma qualidade espectacular, até o pormenor de tudo o que é placa electrónica levar um banho com verniz transparente para ficar bem isolado de humidades e coisas do género.
O que eu acho que realmente é bom naquele carro, e apresenta de facto bastante qualidade, é o rádio, o display, o comando das luzes, e o motor. São as únicas coisas que são realmente Opel, e que parecem ser como os outros que por cá passaram.
Cá em casa estávamos e estamos habituados a um tipo de qualidade, resistência e durabilidade que não estamos a ver no Frontera.
E... dobradiças gastas? É que não são as camilhas! Ontem de manhã andei a desmontar aquilo, e a cavilha está impecável, o problema é que a própria dobradiça está com folga, fazendo a porta abar e descair!
E agora pergunto, é isto a qualidade Isuzu? É isto a qualidade nipónica?
O Jipe é confortável, é fiável, é bonito, não tem grandes ruídos parasitas, mas... com 6 anos, 60 mil km, e a precisar deste tipo de manutenção... algo não está bem.
Não estou a tentar defender a Opel, ou a criticar a Isuzu, estou apenas a relatar aquilo que verifiquei.
Fotos da 1ª vez que fez algo semelhante a TT. Apenas o fez duas vezes.
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