É verdade que apontam o dedo, hoje em dia isso dá votos, e além do mais não é por acaso que existe aquela expressão do "dividir para reinar". E não me precisas de vir explicar a mim que se calhar lesa muito mais o Estado meia duzia de tachos em empresas municipais ou institutos estatais do que os aumentos salariais de centenas de funcionários públicos. Eu sei que isso é verdade.
Mas como já disse de outras vezes, foi a própria FP que se colocou nessa posição, os bons deixaram-se manequietar pelos maus. Repara como muitas vezes há greve e a FP é violentamente atacada, mas muitas vezes essas greves são minoritárias, e ninguém fala dos muitos que não fazem greve. É natural que nesses casos os ataques sejam extremamente injustos.
Aquilo que eu tenho pensado ao longo dos últimos anos é que acho que muitas das reformas deveriam ter nascido internamente, da própria FP, e nunca deveriam deixar-se acomodar numa posição em que se transformam num saco de pancada, com as reformas todas a lhes serem impostas.
Tem a ver com a credibilidade. Por exemplo, deveria ter sido a própria FP a chegar-se para a frente e dizer que para faltarem ao trabalho de forma justificada deveriam apresentar atestados médicos do SNS como os privados já tinham que fazer, e nunca esperar passivamente que alguém tenha que vi impôr tal. E muito menos virem sindicatos barafustar contra tal medida. São pequenos pormenores onde se pode ganhar credibilidade, mas pelo contrário, parece que gostam de se colocar numa posição inaceitável para todos os outros portugueses e claro, depois, há sempre um governo ou outro a capitalizar com essa realidade. Credibilidade é a palavra chave. Quanta credibilidade não perderam os professores por causa das greves em véspera de feriados ou fins de semana. Quanto custou isso aos professores ? Muito !
Quem é FP deveria começar por pôr em causa os sindicatos que a representam. Se lutam efectivamente pela FP ou se realmente estão apenas interessados em guerras e confrontos políticos.