Défice público português fica nos 3,9% do PIB em 2006

Uma vez mais..caso avance a Ota ate posso dizer um nome..

Só um? A probabilidade de localização da Ota é conhecida desde finais dos anos 70. Veja lá a quantidade de pessoas que compraram ou poderiam ter comprado terrenos em todas localizações possíveis.
Não ponho em causa que a pessoa em questão tenha ou nao terrenos. Agora que isso é pura demagogia, é. [:D]
 
Última edição:
Esta questão do aeroporto já me começa a parecer o Alqueva...

Não são coisas comparáveis. Se fossem, seria como construir o Alqueva no deserto do Saara e pelo dobro do que custou.

Mundano, acredita, a OTA cheira mal, muito mal. Não cabe na cabeça de ninguém construir um novo aeroporto naquele local sub-elevado, rodeado de montes, povoações e serra, com fortes limitações operacionais devido ao relevo, nevoeiros, e sem hipotese de expansão. Os custos de construção são brutais devido à movimentação de terras, movimentação essa que vai ter imensos problemas de estabilização, o que num aeroporto é capaz de ser problemático. Tudo isso vem nos estudos...

Pensa um pouco ? Será que Portugal fica no topo dos Himalaias e não existe o raio dum outro local mais adequado à construção dum aeroporto ?

Eu também não percebo nada, mas por exemplo quem percebe excluiu logo a possibilidade de o fazer em Rio Frio, gostaria de saber com base em que é que tu dizes que lá seria uam melhor localização...

Pois aí é que a coisa começa a cheirar mal. É que a OTA em quase ou mesmo todos os estudos nunca foi a melhor opção e em vários foi a pior, sob variados pontos de vista à excepção do ambiental. Mas o pivete continua. É que o estudo preliminar de impacto ambiental na OTA também não foi favorável, foi completamente inconclusivo. E para piorar, há alguns estudos muito desfavoráveis à OTA contra Rio Frio que simplesmente desapareceram do site da NAER.
 
É como digo: Num processo que dura vai para mais de 30 anos (!!!) chegou-se ao final com Ota e Rio Frio. Se nestes não deve ser construído, vai-se construir o novo aeroporto onde?... Em Espanha?!...

Ou então, os técnicos andaram a brincar e a assobiar para o lado durante este tempo todo, e não faltam óptimos locais para substituirem vantajosamente as opções Ota e Rio Frio...
 
É como digo: Num processo que dura vai para mais de 30 anos (!!!) chegou-se ao final com Ota e Rio Frio. Se nestes não deve ser construído, vai-se construir o novo aeroporto onde?... Em Espanha?!...

Se quiseres então saber um pouco mais, ainda no tempo do Salazar já se tinha decidido construir um novo aeroporto. E sabes aonde ? Em Rio Frio.
Quando se recomeçaram a fazer estudos nos últimos anos, Rio Frio obteve a pontuação máxima em quase todos. Lê por exemplo o extenso estudo da ADP (Aéroports de Paris) que está no site da NAER. Outras localizações ? Olha, Alcochete por exemplo, pouco estudado, porquê ? Parece que não se podia prescindir do campo de tiro ...

E assim chegámos à OTA... simplesmente a pior opção, a menos pontuada nos estudos, a mais cara e a que terá menos futuro. Tudo por causa de impactos ambientais, mas que na OTA serão brutais. E também porque era para não se perder verbas da UE. Que afinal parece que só vai financiar com 5% do total...
 
Para quem se diz tão actualizado, não tinhas na sua dispensa umas notícias com mais de 2 anos?

[:)] [:)] [:)] [:)]
Curiosamente, são noticias de quando o ps andava em campanha, que apareceram cirurgicamente antes das eleições.

Não é que não sejam verdade, era-no na época e continuam a se-lo , mas serviram uma campanha de demagogia que rapidamente foi esquecida.

[;)]



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Grande proeza...com o dinheiro os outros, também eu!

Não pagam o que devem. Quebram os compromissos. Fecham urgências, fecham escolas, aumentam o desemprego, aumentam os impostos...

e o povo bate palmas a um governo que mais uma vez não conseguiu acertar nas contas. Porque divergir do orçamento é mau sempre, quer se gaste mais, quer se gaste menos.

No fundo é a apologia da lógica salazarista, " sócrates, o poupadinho"

Absolutamente ridículo.

Isto deve ser para fazer média com o ultimo governo do PS (guterres), é o mea culpa...
Pena que nem todos percebam isso, quando perceberem, alguns até vão ser homenzinhos e reconhecer que foram enganados, outros, outros vão continuar a defender a camisola rosa/laranja sem perceber bem que politica não é futebol.




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Governo deverá rever em baixa défice previsto para este ano


O Governo deverá anunciar hoje uma revisão em baixa do objectivo de défice público de 2007 para um valor próximo, mas ainda acima, de 3 por cento do PIB, o limite permitido pelas regras orçamentais europeias.

Depois de, na segunda -feira, o INE ter publicado no reporte do défice e da dívida que o saldo negativo das contas portuguesas tinha caído, em 2006, para os 3,9 por cento - um valor 0,7 pontos abaixo do que estava previsto no orçamento -, o executivo vê-se forçado a tornar mais ambiciosa a meta de 3,7 por cento traçada para 2007. Uma redução de apenas 0,2 pontos poderia ser mal vista pelas autoridades europeias.

Por isso, José Sócrates, no debate mensal que se realiza hoje no Parlamento, deverá, ao que apurou o PÚBLICO, revelar que o objectivo para este ano será reduzido para um valor muito próximo dos 3 por cento. Ainda assim, não será antecipada para 2007 a saída da situação de violação do Pacto de Estabilidade (défice superior a 3 por cento) que foi prometida pelo executivo a Bruxelas para o ano de 2008. A maior parte dos economistas contactados pelo PÚBLICO mostra-se favorável a uma correcção em baixa do objectivo do défice. Consideram, no entanto, que se devia aproveitar a actual situação para antecipar em um ano a saída da situação de défice excessivo em que Portugal entre em 2005.

Luís Campos e Cunha, o ministro das Finanças que em Junho de 2005 traçou os objectivos do défice público com que Portugal se comprometeu em Bruxelas até 2009, afirma que o Governo "deveria aproveitar este resultado para encurtar prazos e, eventualmente, não usar os três anos previstos no PEC inicial". "Se tal fosse feito, credibilizaria o país."

O economista Vítor Bento diz que, "em face do resultado alcançado em 2006, o mais sensato será incorporá-lo no programa de ajustamento, revendo as metas dos anos seguintes e eliminando mais depressa do que inicialmente previsto o défice excessivo".

Paulo Trigo Pereira, professor no ISEG, defende que "o Governo devia reduzir a despesa pública em 2007 de forma mais acentuada e tentar alcançar os 3 por cento já em 2007 e continuar a redução da despesa pública em 2008".

Teodora Cardoso valoriza menos a antecipação da meta dos 3 por cento. "O que há a fazer é prosseguir as reformas. Se alcançarmos mais cedo a meta de 3 por cento tanto melhor, mas aquilo em que o Governo deve empenhar-se é em garantir a maior eficiência dos serviços públicos, a qualificação e mobilidade dos trabalhadores e um clima de negócios favorável ao investimento".

Não aproveitar a folga

Outro ponto em que os economistas parecem estar de acordo é na necessidade de não aproveitar a folga para reduzir o esforço. "Este valor é muito bom, mas é preciso ver se é sustentável, mais do que começar já a mudar o rumo de rigor e reforma", diz João César das Neves da Universidade Católica.

António Afonso, economista do BCE, afirma que "o mais razoável é manter a trajectória de consolidação e tentar alcançar, quanto antes, uma situação de maior folga em termos de défice orçamental e, preferencialmente, tão próxima quanto possível de um saldo nulo".

Campos e Cunha afirma que "o resultado do défice orçamental em 2006 é verdadeiramente excepcional", mas que o "Governo em nenhuma circunstância deveria baixar impostos agora, nem deveria adiar as reformas necessárias do lado da despesa".

Vítor Bento desvaloriza a ideia de que possa ter obtido já um grande sucesso. "O que se verificou foi que se conseguiu, em 2006, um resultado melhor do que o esperado. Deve o Governo ser congratulado por isso, mas não deve ser encorajado a tirar o pé do acelerador, porque o essencial da situação se mantém: Portugal continua com um défice excessivo", defende.

A economista Teodora Cardoso assinala que "o que o Governo deve fazer é prosseguir o rumo que traçou, sem esquecer que os bons resultados, que começaram agora a confirmar-se, se devem tanto ou mais às reformas estruturais e ao seu efeito sobre as despesas, do que às simples medidas financeiras".

Para Paulo Trigo Pereira, "só quando o défice estiver no intervalo entre 1,5 e 2 por cento é aceitável e desejável reduzir impostos acompanhados de redução da despesa". "Subscrevo a tese da irresponsabilidade da descida dos impostos na situação actual, mas adiciono outra irresponsabilidade: a de, no futuro, não se conseguir reduzir mais a despesa pública", explica.

Do estrangeiro vem uma opinião em tudo semelhante. Chris Pryce, analista da Fitch Ratings encarregue da atribuição do risco de crédito a Portugal, diz que ficou "um pouco surpreendido com o défice de 3,9 por cento, mas não muito". Salienta que, "apesar de ser melhor que 4,6 por cento, é ainda um valor bastante alto" e garante que este resultado não será decisivo na opção a tomar dentro de aproximadamente um mês relativamente ao rating português.

A Fitch atribuiu, há cerca de um ano, uma tendência negativa ao rating português. No próximo relatório, que neste momento está a ser preparado, esta agência, uma das três maiores do mundo, vai decidir se essa tendência é retirada ou mantida. O analista diz que são as perspectivas de evolução a prazo das finanças públicas que serão decisivas.

A redução do défice orçamental em 2006 para 3,9 por cento do PIB mereceu ontem reacções contrárias dos partidos da oposição com assento parlamentar. Só mesmo o líder do CDS/PP aplaudiu o resultado apresentado pelo Governo. Do lado contrário, tanto o Bloco de Esquerda, como o PSD consideraram positivo o resultado, mas criticaram a forma como este foi alcançado. Os bloquistas criticam o corte no investimento e nas despesas sociais, enquanto o PSD desafiou mais uma vez o executivo a reduzir impostos e a rever o Programa de Estabilidade e Crescimento. Argumentos que deverão ser hoje esgrimidos no debate mensal com o Governo.

Publico
 
É como digo: Num processo que dura vai para mais de 30 anos (!!!) chegou-se ao final com Ota e Rio Frio. Se nestes não deve ser construído, vai-se construir o novo aeroporto onde?... Em Espanha?!...

Ou então, os técnicos andaram a brincar e a assobiar para o lado durante este tempo todo, e não faltam óptimos locais para substituirem vantajosamente as opções Ota e Rio Frio...

O liberal já te respondeu.
Só uma achega.
Os tecnicos não escolheram Rio Frio e a OTA como os melhores locais de Portugal para uma grande Aeroporto de Lisboa.

SÓ ESTUDARAM ESSES LOCAIS PQ FOI O QUE OS POLÍTICOS ENCOMENDARAM AO ESTUDO.

Um bocadinho muito pequenino..... diferente.

Se te deres ao trabalho de ler os relatórios da NAER...... chegas a essa conclusão..... facilmente.

E agora o novo relatório da capacidade da OTA vem por a nú, mais uma vez, as limitações de tal escolha.
 
Não acredito que o défice esteja a 3.9%. Este numero até parece os preços do supermercado só apenas 4.99€ ,ou seja 5€.
A ota é desnecessária temos aeroporto em faro e em porto para que um super aeroporto na OTA, que depois de construído já tá obsoleto.
Tgv: sim ao tgv , com ao meu raciocino fazia todo o sentido, já que o aeroporto não tem capacidade distribuía-se por os outros, com o tgv a interligar-los .

Mensagem para os politico: Façam politica para o povo, não façam politica para alguns encherem os bolsos , com essas obras desnecessárias a meu ver.
 
Um dos exemplos:
Estudo da ADP, 152 páginas, 1999, conclusões:

otavu7.jpg
 
Para quem viu o debate ontem na SicNoticias,deu para entender o porque da insistencia da OTA, embora todos os estudos afirmem Rio Frio é a melhor opção.
É basicamente uma questão de escolha politica e de timing.
 
Temos que analisar as coisas com frieza, longe de politiquisses.

Os Governos foram eleitos para Governar e bem. Que este Governo está a fazer o seu trabalho na direcção certa, está e merece o nosso aplauso.

Se está a fazer um bom trabalho, longe disso.

Mas para os porta-vozes do Governo, do Partido e apoiantes incondicionais das suas políticas, recomendo moderação. Porque a procissão ainda vai no adro.

E ainda há muito, muito trabalho pela frente.

Quanto ao TGV e OTA, comecemos pelo TGV.

Duas coisas. O TGV justifica-se pela sua ligação a Espanha. E daí a um vasto mercado e ao resto da Europa.

A ligação Lisboa-Porto é uma lástima e não vale a pena gastar mais dinheiro a modernizar a linha do Norte e a gastar fortunas com sucata Italiana.

O problema da ligação Lisboa-Porto em velocidades decentes, só com uma via completamente nova. Temos que pensar que é impossível circular a alta velocidade na linha actual, nem que fosse banhada a ouro, tal o tráfego dos combóios regionais e de mercadorias.

E ao ter uma linha própria, o custo para ter um TGV ou um TTT, não será tão brutal. E aí, aproveita-se e liga-se o Porto a Espanha de um modo decente.

A OTA está a caminhar para uma luta política, infelizmente. Portugal como destino Turístico (vai ser o nosso futuro, acreditem em mim... [:cool:] ) é muito mais do que Lisboa.

Potenciar e desenvolver as outras regiões, significa ter uma política de acessibilidades que as favoreçam.

Seja onde for, Portugal não precisa de um Super Aeroporto.

Mas os políticos gostam de deixar os seus nomes ligados às obras que se executam nos seus mandatos, mas porra. Somos nós que as pagamos.
 
Somos nós que pagamos mas não somos nós que gerimos. Demos o nosso voto nas eleições, dando poderes a este governo para governar. Próximas eleições os portugueses logo decidirão se mantêm o voto de confiança neste.

Numa empresa, os accionistas elegem o CEO para comandar os destinos da mesma. Não são os accionistas que vão gerir a empresa, neh... :sh)
 
O problema é que nas proximas eleições já pode ser tarde demais para voltar atras.
E algumas decisões vão condicionar não este governo mas os proximos, quaisquer que eles sejam.
 
Um dos exemplos:
Estudo da ADP, 152 páginas, 1999, conclusões:

otavu7.jpg


Esse estudo, como refere, é de 1999. Ora então pergunto-lhe, por que razão os governos que se seguiram ao estudo não colocaram em causa a localização? Incluindo 2 governos PSD.
 
Temos que analisar as coisas com frieza, longe de politiquisses.

Os Governos foram eleitos para Governar e bem. Que este Governo está a fazer o seu trabalho na direcção certa, está e merece o nosso aplauso.

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Mas os políticos gostam de deixar os seus nomes ligados às obras que se executam nos seus mandatos, mas porra. Somos nós que as pagamos.
Mr., psssst ! [;)]
 
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